Emissões mundiais de metano batem recorde, alertam cientistas

19 de julho de 2020, 10:37

Pecuária está entre as principais fontes de emissão de metano (Foto: Reprodução)

Em 2017 foram despejadas 600 milhões de toneladas na atmosfera, e 60% das emissões são causadas por atividade humana. Gás tem poder de aquecimento 28 vezes maior que dióxido de carbono durante cem anos.

As emissões de metano – gás do efeito estufa várias vezes mais potente que o dióxido de carbono – aumentaram em 9% ao ano ao longo de uma década e alcançaram níveis recordes, impulsionadas pela fome insaciável da humanidade por energia e alimentos, segundo dois estudos divulgados nesta quarta-feira (15/07).

O metano (CH4) tem um potencial de aquecimento atmosférico 28 vezes maior que o dióxido de carbono (CO2) durante um período de cem anos, e sua concentração na atmosfera mais do que duplicou desde a Revolução Industrial. Durante um período de 20 anos, ele é 86 vezes mais potente.

Embora existam várias fontes naturais de metano, como áreas úmidas e lagos, a equipe que realizou o estudo concluiu que 60% das emissões são causadas por atividades humanas. Elas se enquadram principalmente em três categorias: extração e queima de combustíveis fósseis para energia, agricultura e pecuária e gestão de lixo.

No Acordo Climático de Paris de 2015, os países se comprometerem a limitar o aumento da temperatura para “bem abaixo” de 2 °C acima dos níveis pré-industriais. Embora as emissões devam cair um pouco este ano devido à pandemia, os níveis de metano atmosférico estão aumentando cerca de 12 partes por bilhão a cada ano.

Essa trajetória está alinhada com um dos cenários modelados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que vê a temperatura da Terra subindo em torno de 3 a 4 °C até 2100.

“Atualizações regulares do orçamento global de metano são necessárias porque a redução das emissões de metano teria um rápido efeito positivo no clima”, diz Marielle Saunois, pesquisadora do Laboratório de Ciências do Clima e do Meio Ambiente da França e uma das autoras dos estudos, publicados nas revistas científicas Environmental Research Letters e Earth System Science Data. “Para cumprir os objetivos do Acordo de Paris, não apenas as emissões de CO2 precisam ser reduzidas como também as de metano.”

O Global Carbon Project, um consórcio de mais de 50 instituições de pesquisa em todo o mundo, liderado pelo cientista Rob Jackson, da Universidade de Stanford, reuniu dados de mais de cem estações de observação.

Em 2017, último ano com dados disponíveis, a atmosfera da Terra absorveu quase 600 milhões de toneladas de metano. Os autores do estudo ressaltam que as emissões anuais do gás aumentam cerca de 9% – ou 50 milhões de toneladas por ano – na comparação com a média dos anos de 2000 a 2006. Até então, as concentrações na atmosfera eram relativamente estáveis.

Em termos de potencial de aquecimento, esse metano adicionado na atmosfera desde 2000 equivale a colocar 350 milhões de automóveis a mais nas estradas e ruas do mundo ou duplicar as emissões totais de Alemanha ou França, advertem os pesquisadores.

Estima-se que cerca de 60% das emissões de metano provocadas pelo homem provêm da agricultura e do lixo, incluindo até 30% pelos processos digestivos de bovinos e ovinos. Outros 22% vêm da extração e queima de petróleo e gás, enquanto 11% são produzidos por minas de carvão em todo o mundo, segundo o estudo.

Mas estudos recentes baseados em novas técnicas para detectar vazamentos de metano usando dados de satélite sugerem que as emissões do setor de petróleo e gás podem ser significativamente maiores do que as mostradas neste estudo, que incluiu apenas dados até 2017.

Enquanto a tendência geral é ascendente, os níveis de emissões variam entre as regiões. Por exemplo, África, China e Ásia produzem 10 milhões a 15 milhões de toneladas anualmente. Os EUA produzem cerca de 4 milhões a 5 milhões de toneladas anuais.

A Europa é a única região em que as emissões de metano estão caindo – entre 2 milhões e 4 milhões de toneladas desde 2006, dependendo do método de estimativa.

As Nações Unidas afirmam que, para atingir a meta mais ambiciosa de Paris de um teto de aquecimento de 1,5 °C, todas as emissões de gases de efeito estufa devem cair 7,6% ao ano nesta década.

Como aumentar a imunidade rapidamente 

Para aumentar a imunidade rapidamente deixando o corpo mais forte no combate aos agentes agressores deve-se:

Adotar bons hábitos de saúde, realizando atividade física, dormindo adequadamente e evitando situações de estresse;

Evitar o cigarro ou estar exposto ao cigarro;

Expor-se ao sol diariamente, de preferência até as 10 horas da manhã e depois das 16 horas, sem protetor solar, para aumentar a produção de vitamina D no organismo;

Consumir alimentos saudáveis e manter uma dieta equilibrada, que inclua o consumo de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos ou produzidos em casa sem agrotóxicos;

Evitar ao máximo fast food e alimentos industrializados e comidas congeladas como pizzas e lasanhas, por exemplo, pois contém substâncias que promovem a inflamação do organismo;

Evitar tomar remédios sem orientação médica;

Beber cerca de 2 litros de água mineral ou filtrada todos os dias. 

Além disso, caso tenha alguma doença causada por vírus, como gripe, por exemplo, é importante evitar frequentar lugares públicos fechados, como shopping, teatros e cinemas, além de ser importante lavar as mãos frequentemente com água e sabão, assim como evitar tocar os olhos, nariz e a boca com as mãos sujas. Dessa forma, é possível reduzir o risco de adquirir a doença e de haver o desenvolvimento de complicações, principalmente no caso da pessoa possuir o sistema imunológico mais fraco.

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