É falso que álcool em gel nas mãos afeta o teste do bafômetro, diz PRF

04 de março de 2020, 07:38

Cesar Urnhani com os testes descartáveis em mãos (Foto: Reprodução)

Um vídeo com o possível impacto do uso do álcool em gel no resultado do teste do bafômetro repercutiu no Brasil deste esta segunda-feira (2). A gravação foi feita pelo piloto Cesar Urnhani. Ele faz testes descartáveis de uso do álcool dentro de um carro após passar o produto em gel nas mãos. O resultado dá positivo e ele alerta para a possibilidade de flagrantes dos motoristas por conta disso. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério da Saúde, porém, descartam que isso ocorra e refutaram veementemente o que foi divulgado pelo piloto na gravação.

A coluna conversou com o inspetor da PRF de Santa Catarina Adriano Fiamoncini, que atua na comunicação da corporação no Estado. Segundo ele, o teste usado por Urnhani capta o álcool do ambiente e não é o usado em fiscalizações. Um outro equipamento faz o mesmo serviço e é utilizado para a triagem dos motoristas nas abordagens. Mesmo assim, somente o bafômetro é que define se a pessoa está ou não alcoolizada.

— Depois de analisado, o motorista passa pelo bafômetro tradicional, que precisa ser soprado com a força que sai da caixa torácica. A pessoa pode ter tomado banho de álcool gel, pode ter lavado o rosto. A não ser que ele tenha comido álcool em gel. O ar que pode resultar em multa ou prisão vem de dentro do pulmão — explicou o inspetor.

Fiamoncini citou um exemplo de uma abordagem recente na BR-101. Segundo ele, o equipamento de triagem apontou possível presença de álcool no motorista, mas o condutor afirmou que não havia bebido. O passageiro, porém, admitiu que ingeriu bebida alcoólica, o que ficou apontado pela presença do álcool no ar. O motorista, então, fez o teste do bafômetro, que deu negativo e ele seguiu viagem.

— Quando é feito o teste passivo dentro de um veículo em que o passageiro tenha consumido álcool, pode indicar a presença de álcool no condutor, mas neste caso pedimos ao condutor descer do veículo, sair do ambiente contaminado e fazemos o teste no aparelho homologado — exemplificou Manoel Fernandes, inspetor da PRF em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí.

O Ministério da Saúde se manifestou ainda na segunda-feira e reafirmou que o vídeo está errado. O órgão confirmou que os órgãos de fiscalização de trânsito não utilizam bafômetros descartáveis para a aplicação de penalidade.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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