Covid-19 interrompe sonho de maternidade de professora na Bahia

04 de abril de 2020, 16:43

Rafaela da Silva de Jesus, 28, é a sétima vítima da Covid-19 na Bahia. Ela morreu sete dias após o parto (Foto: Arquivo pessoal)

 A professora Rafaela da Silva de Jesus, 28, passou os cinco últimos anos em busca do sonho de ser mãe.

Fez tratamentos médicos de fertilização e há nove meses conseguiu o resultado esperado: estava grávida da sua primeira filha.

Nesta quarta-feira (1º), sete dias após o nascimento da pequena Alice, Rafaela teve o seu sonho de maternidade interrompido. Ela é a sétima vítima fatal da Covid-19 no estado da Bahia, segunda no interior do estado.

Nos últimos anos, a vida de Rafaela foi um vaivém. Com uma frequência, ela percorria os pelos 280 km de estrada que separa a Itaju do Colônia, cidade do sul da Bahia, e a vila de Trancoso, em Porto Seguro.

Na primeira, ela era professora de ensino infantil em uma escola da rede municipal. Na segunda, ajudava o marido Erisvaldo Lopes dos Santos, 47, nas operações da Bigotur, empresa de transfer turístico.

Uma semana antes do parto, em 16 de março, Rafaela e o marido viajaram para Itapetinga, cidade do sudoeste abaiano onde mora parte da família dela e onde escolheram ter a filha em um hospital particular.

Assim que chegaram na cidade, o casal foi procurado por uma equipe da vigilância epidemiológica da prefeitura, que orientou quarentena pelo fato de ambos terem vindo de uma região com casos registrados do novo coronavírus. Só saíram para o hospital.

Após uma cesariana no dia 25 de março, Alice veio ao mundo saudável e forte. Mãe e filha deixaram o hospital, mas bastaram cinco dias para que Rafaela começasse a sentir sintomas como uma febre baixa, em torno de 37 graus, e falta de ar.

Como a falta de ar persistia, ela foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento. Ao relatar que veio de uma região onde já haviam sido registrados casos do novo coronavírus, foi imediatamente isolada, intubada e ligada a um respirador mecânico.

Como a cidade não possui leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), Rafaela seria deslocada no dia seguinte para um hospital em Vitória da Conquista, maior cidade do sudoeste baiano. Mas ela não suportou e morreu enquanto aguardava a chegada de uma ambulância.

“Quando me deram a notícia, foi um choque. Eu fiquei louco dentro daquela UPA. Dizia ‘vocês mataram minha esposa, ela chegou aqui bem'”, conta Erisvaldo. O laudo que comprovou a Covid-19 como causa da morte saiu apenas dois dias depois.

Segundo Erisvaldo, a suspeita é que sua mulher tenha contraído a doença de convidados de um casamento para 280 convidados realizado no dia 14 de março em uma pousada em Trancoso. Sua empresa prestou serviço de transfer ao evento. Rafaela não trabalhou na festa, mas costumava dirigir o mesmo carro no qual o marido trabalhava.

“Nesse dia, trasportamos muita gente. Como trabalho com turismo, costumo ter contato com gente do mundo todo”, diz Erisvaldo, que também fez teste para saber se contraiu novo coronavírus e ainda aguarda o resultado. A pequena Alice também foi testada.

Com a filha de apenas uma semana, Erisvaldo voltou para Trancoso. Agora, conta com a ajuda de sua filha mais velha, de outro casamento, para cuidar da recém-nascida.

Além do luto, ainda teve que enfrentar comentários maldosos de pessoas da comunidade em redes sociais, que diziam que havia sido irresponsável e estava espalhando a doença pela cidade.

“Esse mundo é cruel e as pessoas são maldosas. Acham que eu perdi a minha esposa porque quis?”, questiona. Por outro lado, conta, ele também recebeu ligações de solidariedade de vizinhos e clientes.

Erisvaldo afirma que Rafaela era uma mulher trabalhadora, determinada e que estava sempre cheia de sonhos: “Era uma pessoa maravilhosa, muito lutadora. Trabalhadeira igual a ela não existia”.

E lamenta que sua mulher partido sem conseguir exercer plenamente a maternidade pela qual tanto lutou.

“Estávamos começando a conquistar as coisas, sabe? Nossa empresa crescendo, nossa filha nascendo. E agora ela não está mais aqui.”

 

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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