Convidado de ACM Neto em evento sobre segurança pública vira alvo da Polícia Federal em esquema de R$ 7,6 bilhões

07 de julho de 2026, 15:51

Márcio Canella (1º D), presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e convidado de destaque do lançamento do MBA em Segurança Pública promovido pela Fundação Índigo, presidida por ACM Neto (Foto: Reprodução)

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, tenta se apresentar como especialista em segurança pública, mas o próprio evento usado para reforçar essa imagem acabou expondo uma contradição. Márcio Canella, presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e convidado de destaque do lançamento do MBA em Segurança Pública promovido pela Fundação Índigo, presidida por ACM Neto, foi alvo da Polícia Federal nesta terça-feira (7). Canella é suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões.

O lançamento do curso reuniu nomes importantes do União Brasil. Além de Canella, presidente estadual da legenda no Rio de Janeiro, também participou do evento Antonio Rueda, presidente nacional do partido. Agora, ACM Neto precisa explicar a contradição: como tenta vender autoridade para falar sobre segurança pública na Bahia enquanto o lançamento do próprio curso sobre o tema teve entre os convidados um dirigente partidário que, semanas depois, virou alvo da PF?

As investigações da Polícia Federal também já provocam desgaste no União Brasil na Bahia, comandado por ACM Neto. No âmbito da Operação Overclean, o partido convive com questionamentos sobre a relação próxima entre o ex-prefeito e o empresário baiano Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, integrante do diretório e da executiva nacional da legenda.

Marcos Moura é apontado como uma figura de forte influência no entorno político de ACM Neto. A proximidade entre os dois ganhou ainda mais repercussão após vir à tona que a irmã do ex-prefeito é sócia do empresário em um avião utilizado pelo ex-gestor municipal de Salvador.

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