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Número de bariátricas no País cresce 85% entre 2011 e 2018

29 de agosto de 2019, 08:36

Foto: Reprodução

Apesar do crescimento, o número de cirurgias é considerado baixo diante da quantidade de pessoas que poderiam ser submetidas à técnica – 

 

Em março do ano passado, a bióloga Daniella Braga, de 52 anos, fez a primeira cirurgia de sua vida, que causou uma mudança radical: seu peso passou dos 155 quilos para os 88 quilos. Ela está entre os brasileiros que fizeram cirurgia para reduzir o estômago, operação que teve aumento de 84,7% entre 2011 e 2018 no País, segundo novo estudo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Apesar do crescimento, o número de cirurgias é considerado baixo diante da quantidade de pessoas que poderiam ser submetidas à técnica não só para reverter o quadro de obesidade, mas para tratar problemas de saúde, como diabete tipo 2. No Brasil, 13,6 milhões de pessoas têm o perfil para se submeter ao procedimento.

“Observamos um número crescente nos últimos anos, que foi maior no início da década. É um procedimento jovem, tem pouco mais de 20 anos que é feito no Brasil, mas a cirurgia é cada vez mais conhecida e as pessoas veem os bons exemplos, uma esperança para resolver um problema sério, que causa transtornos no corpo e na mente dos pacientes”, explica Marcos Leão Vilas Boas, presidente da SBCBM.

Em 2011, o País contabilizou 34.629 cirurgias bariátricas, número que saltou para 63.969 no ano passado. Entre 2011 e 2018, 424.682 pessoas foram operadas. Embora tenha havido aumento de cirurgias, a quantidade é considerada baixa em relação à população que necessitaria do procedimento, segundo Ricardo Cohen, coordenador do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

“O Brasil opera 4 a 5% dos pacientes que precisam ser operados”, diz. A SBCBM estima que, no ano passado, 0,47% dos pacientes elegíveis foram operados. Os principais gargalos são a estigmatização do paciente, que é julgado pela sociedade ao realizar a cirurgia, as longas filas no Sistema Único de Saúde (SUS) – que aumentam com a migração das pessoas que perderam o plano de saúde por causa do desemprego, além da necessidade de sensibilização dos profissionais de saúde para acolher esses pacientes e indicar o tratamento.

Quando recebeu a indicação para a cirurgia, Daniella estava com a mobilidade comprometida. “Fui ao médico ortopedista e ele falou que ou eu emagrecia ou andaria de cadeira de rodas. Saí com a decisão tomada”, conta a bióloga.

“Mudou tudo na minha vida. Não é uma decisão nem um processo fácil. É um reaprendizado de tudo: de ter respeito pelo seu estômago, reacostumar a se alimentar na velocidade adequada, quantidade que você pode comer, o que pode comer sem que se sinta mal”, conta.

Para manter o resultado, ela seguiu as orientações de ter alimentação saudável, levando lanches para comer nos horários adequados quando está no trabalho.

Quem pode fazer a cirurgia bariátrica

Em casos de obesidade mórbida, quando o Índice de Massa Corporal (IMC) está acima de 40 kg/m²

Para pacientes com IMC entre 35 e 39,9 kg/m² e que têm doenças associadas à obesidade, como hipertensão, refluxo e apneia do sono.

O procedimento também é recomendado para pessoas com diabete tipo 2, que não é controlada com medicamentos. Chamada de cirurgia metabólica, pode ser feita em pacientes com IMC entre 30 e 34,9 kg/m².

Aumento de obesos e resultados positivos em pacientes motivam alta

O crescimento da cirurgia é associado a dois fatores principais, na visão de Vilas Boas. Além dos resultados positivos nos pacientes, o Brasil vive um quadro de aumento da população obesa.

Em julho, o Ministério da Saúde apresentou dados que apontam aumento de 67,8% no total de obesos entre 2006 e 2018. São mais atingidos os brasileiros entre 25 e 34 anos (alta de 84,2%) e 35 a 44 anos (avanço de 81,1%), conforme o levantamento da pasta.

“A doença está mais no entorno do que dentro da própria pessoa. Temos uma sociedade que consome alimentos industrializados, mais baratos e de fácil acesso, que chegam na casa de todo mundo com quantidades de açúcar e gordura muito elevados”, afirma o presidente da entidade.

O presidente da SBCMB fez a cirurgia em 2014. “Sou de uma família de pessoas com diabete. Era hipertenso e tinha muito refluxo. Desde então, nunca mais tomei remédio para refluxo, diabete, pressão e o fígado está zerado. Tenho vida normal. Acreditamos verdadeiramente na cirurgia, sabemos o valor que tem para nossos pacientes e nas nossas vidas, dos nossos familiares.”

Cirurgia é segura e tem baixos índices de mortalidade

Para Ricardo Cohen, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, é preciso educar a população e os profissionais da saúde “para mostrar que a obesidade não é uma questão comportamental, é uma doença que cresce sem parar”.

Existe, segundo ele, “a estigmatização do paciente com obesidade, taxado como uma pessoa que faz más escolhas”, o que segrega as pessoas que teriam a oportunidade de serem tratadas da melhor forma. “Não tem relação com governo e convênios que não pagam (pelo procedimento).” De acordo com Cohen, a cirurgia é segura e apresenta baixos índices de mortalidade.

O acompanhamento médico é importante para reduzir riscos em longo prazo, principalmente de déficit de vitaminas e minerais. “As pessoas reduzem a quantidade de comida como um todo e é ótimo que ele passe a comer menos açúcar e gordura, mas há redução de ferro, cálcio, vitaminas principalmente nos primeiros anos. Em longo prazo, há risco de anemia e déficit de cálcio, vitamina B, mas é algo que pode ser tratado”, explica Vilas Boas.

A pedagoga Ana Caroline Madureira Laes, de 30 anos, sofreu com o preconceito ao optar pela cirurgia. “As pessoas desmerecem a decisão. Acham que a gente não tentou emagrecer, que é a via mais fácil. Eu achava que estava sendo fraca.”

Com 100 quilos e a necessidade de emagrecer para operar o joelho, ela fez o procedimento em 2017 e recebeu suporte da equipe multidisciplinar. Depois, começou a praticar jiu-jitsu e o peso se estabilizou em 66 quilos.

Grávida de sete meses do segundo filho, ela diz sentir a diferença em relação à primeira gestação. “Quando engravidei, estava com 98 quilos e cheguei a 111 quilos. Do segundo filho, engordei 5 quilos por causa da mudança na alimentação. Também estou mais disposta.”

Total de operações aumenta tanto no SUS quanto na rede privada

O levantamento da SBCBM mostrou que o número de cirurgias cresceu tanto na rede privada, responsável pela maior parte dos procedimentos, quanto no SUS. O crescimento na rede particular foi, no período, de 79,36% – de 27.610 para 49.521.

No SUS, que oferece o tratamento desde 2008, segundo o Ministério da Saúde, foi de 112,33% – passou de 5.370 procedimentos (2011) para 11.402 (2018). “Não vai operar a população toda. É preciso pensar em mecanismos para evitar esse tipo de problema. Construir mais parques e ter uma política de incentivo ao alimento natural, sem conservante e de baixo teor calórico”, alerta Marcos Vilas Boas.

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Afinal, cremes anti-idade realmente funcionam?

29 de agosto de 2019, 08:21

Reunimos os maiores experts das áreas de Dermatologia e Cosmetologia para saber o que de fato esperar de um creme anti-idade – e quais são as substâncias que realmente estão envolvidas com o rejuvenescimento da pele – 

 

Os principais sinais do envelhecimento da pele são vistos por meio das manchas, rugas e flacidez. Por esse motivo, a indústria dermocosmética despeja no mercado muitos lançamentos anti-idade, a fim de reverter, pausar ou ao menos desacelerar o processo de envelhecimento cutâneo.

“O Brasil é o terceiro mercado global em lançamentos de produtos por ano no setor skincare, segundo a Mintel. Surgem a todo momento novidades contra as rugas, flacidez e todo tipo de cuidado com a pele”, afirma o farmacêutico Lucas Portilho, consultor e pesquisador em Cosmetologia. Mas será que tudo que chega nas prateleiras realmente funciona? O que podemos esperar de um tratamento cosmético anti-idade?

Funcionam, sim! — De acordo com o dermatologista Dr. Jardis Volpe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da American Academy of Dermatology (AAD), os cremes anti-idade funcionam desde que orientados pelo dermatologista, que avaliará a necessidade da pele do paciente, prescrevendo a formulação de um cosmético adequado às alterações. É claro que a atuação de um dermocosmético é limitada, uma vez que ele pode até estimular o colágeno e elastina, fibras de sustentação da pele, mas não terá um efeito de um equipamento a laser, um ultrassom ou uma cirurgia mais invasiva. “Nós sempre falamos ao paciente, que independentemente da idade, seja aos 40 ou 80, eles podem ter rugas naturalmente, mas precisam ter uma pele tratada, bonita, viçosa, luminosa, tonificada e hidratada. Por exemplo, uma senhora de 80 anos deve ter naturalmente sulcos e marcas, mas essa paciente pode e precisa ter uma pele luminosa, com um quadro de tonicidade e uma pele reconhecida como bem cuidada”, diz a dermatologista Dra. Claudia Marçal, também membro da SBD e da AAD.

Mas precisam agir profundamente — A médica conta que as formulações atualmente estão cada vez mais avançadas, com o uso de tecnologias e cosméticos cujas formulações apresentam bio e nanotecnologia, ou seja, vetorização dos ingredientes, o que permite fazer com que esses princípios ativos atinjam realmente o local desejado. “Antigamente as formulações dificilmente passavam da primeira camada da pele. Hoje, já temos ciência — e caracteristicamente por fruto de pesquisa, estudo e microscopia eletrônica — que aqueles ativos que devem agir, por exemplo, na junção dermoepidérmica (produzindo colágeno 7, que tem função de ancoragem e sustentação mantendo a firmeza) são eficientes, já que há estímulo na área tratada”, completa a Dra. Claudia. “Ou seja, se quiser que seu creme anti-idade tenha eficiência, além de ativos anti-idade, a nanotecnologia é fundamental. Mais recentemente vimos no mercado a tecnologia Drone Delivery (Pro Lipo Neo), que promove uma entrega do ingrediente ativo exatamente onde ele deve agir sem perder eficácia. Isso também é um bom sinal para potencializar a ação rejuvenescedora”, diz o Dr. Jardis.

 

E a pele deve estar limpa! — Quanto mais a pele estiver higienizada, melhor será a penetração dos ingredientes ativos. Por isso, é fundamental tirar a maquiagem, limpar com sabonete, esfoliar uma ou duas vezes na semana (ou conforme orientação médica) e aplicar o tônico. “A rotina skincare, para essa paciente, é iniciada com a higienização facial, tanto de manhã quanto de noite, com sabonetes naturais. Logo após, fazer uma limpeza com um tônico – se for uma pele mais normal a seca sem álcool e com extratos calmante, se for uma pele mais oleosa, mista ou acneica, possuir substâncias que sejam mais adstringentes. Esse produto vai traz o benefício de complementar não só a higiene, mas acalmar, hidratar, mitificar, dessensibilizar, restabelecer o pH entre 5.2 e 5.5 e deixar o tecido pronto para a etapa de hidratação e cosméticos anti-idade, indica.

Eles também precisam ser potencializados — Mas não adianta achar que o creme anti-idade sozinho poderá fazer milagres. Existem muitos hábitos que devem ser mudados, segundo a dermatologista Dra. Kédima Nassif, membro da SBD. “Manter uma alimentação balanceada, por exemplo, é fundamental para oferecer os nutrientes necessários para deixar o cabelo, a pele e o corpo mais bonito. Por isso, é importante consumirmos legumes, frutas e verduras, que são as maiores fontes de vitaminas e nutrientes. A ingestão das vitaminas A, C e E são fundamentais, pois são poderosos antioxidantes que combatem os radicais livres e retardam o envelhecimento da pele. Portanto, inclua no seu cardápio alimentos ricos nesses nutrientes, como laranja, limão, cenoura, morango, brócolis e couve”, diz a médica. Alguns suplementos também podem ser indicados, segundo a Dra. Claudia Marçal, pois eles agem de dentro para fora promovendo estímulo ao colágeno, atuando como antioxidantes, antiglicante (revertendo efeito do açúcar na pele), anti-inflamatórios e nutritivos. “Podemos indicar InCell para nutrição celular, Exsynutriment para estímulo das proteínas de sustentação, FC Oral para efeito anti-inflamatório, Glycoxil para evitar a degradação do colágeno pelo excesso de açúcar e carboidratos, além de Polypodium Leucotomos e Licopeno para potencializar a proteção solar”, diz a Dra. Claudia. Além disso, o fotoprotetor de uso tópico é de fundamental importância para evitar que, enquanto você trata sua pele, mais danos se formem. “O uso do filtro solar deve ser feito por todos, já que ele é o principal meio de prevenção do envelhecimento e do câncer de pele. Portanto, use todos os dias o filtro solar, em qualquer estação do ano, e em todas as áreas expostas”, afirma a Dra. Kédima.

Comece cedo e saiba o que usar — Segundo a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da SBD, a partir dos 30 anos observamos os primeiros sinais do envelhecimento cutâneo devido ao início da diminuição do colágeno e elastina e diminuição da secreção sebácea com alteração do nível de hidratação da pele. “Com isso, podemos observar as primeiras rugas finas ao redor dos olhos e o aparecimento de manchas. Por isso, devemos utilizar hidratantes com antioxidantes e estimuladores da produção de colágeno. Se o paciente tiver manchas, o uso de despigmentantes e renovadores celulares são bem-vindos, desde que haja a orientação pelo dermatologista”, afirma a médica.

Algumas décadas depois, pode ocorrer a aparição, na pele facial, de volumetrias negativas, ou seja, gaps, depressões e a formação de linhas e rugas cada vez mais profundas principalmente por conta do envelhecimento natural e das agressões cumulativas (de exposição solar e à poluição) sofridas ao longo dos anos. “Nesse caso, a rotina skincare exige atenção à hidratação, uso de antioxidantes, fotoprotetor e substâncias poderosas como os peptídeos e fatores de crescimento para fazer reparo, recuperação e estímulo de colágeno na pele. Como as rugas já são mais profundas, a intensidade e a concentração dos ativos são maiores”, diz a Dra. Claudia, que indica as substâncias: resveratrol, alistin, vitamina C, arct-alg, hyaxel, overnight repair, vitamina E e o ácido ferúlico.

Portanto, o melhor a fazer é procurar ajuda de um dermatologista e seguir suas orientações para o tratamento ideal da pele.

 

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Congresso derruba veto e impõe pena ao crime de fake news

29 de agosto de 2019, 07:57

O Congresso Nacional derrubou o veto presidencial que impediu o endurecimento da pena para quem divulga notícias falsas com intenções eleitorais. Com isso, passa a ser crime, sujeito a pena de reclusão de dois a oito anos, a disseminação de fake news contra candidatos durante campanhas eleitorais.

A derrubada do veto que o presidente Jair Bolsonaro apresentou ao projeto de Lei 1978/11, que tipifica o crime de denunciação caluniosa com finalidade eleitoral, foi aprovado por 326 a 84 deputados e por 48 a 6 senadores. Para ser derrubado, um veto precisa do voto contrário da maioria absoluta na Câmara dos Deputados (257 votos) e no Senado Federal (41 votos). Veja a lista de votação abaixo.

O endurecimento da pena ao crime das fake news foi criticado por parlamentares da base governista. “Quem vai dizer o que é fake news”, questionou a deputada Bia Kicis (PSL-DF), acrescentando que a pena imposta ao compartilhamento de notícias eleitorais falsas é maior que a de homicídio culposo, que é de até quatro anos de reclusão. “Quem ditará o que é fakenews ou não? Já sabemos! A liberdade de expressão sendo cerceada sob pretexto de palavras bonitas”, acrescentou o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ).

Já a oposição comemorou a derrubada do veto. “Derrota de Bolsonaro e sua máquina de fake news. Agora as milícias digitais da extrema-direita vão pensar várias vezes antes de espalhar mentiras”, disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). “É hora de punir esse crime. As fake news estão sendo usada para a disputa política baixa, tentando vencer o debate com mentiras. Quem se elegeu com mentiras deve estar preocupado”, acrescentou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). “As milícias virtuais que se cuidem. A pena será dura”, completou o senador Humberto Costa (PT-PE), que chamou de vergonhoso o veto de Bolsonaro a este projeto.

Responsável por entregar o contato de Glendale Greenwald, editor do The Intercept, ao hacker que invadiu o celular do ministro Sergio Moro e de outras autoridades públicas, Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) também comemorou a decisão do Congresso nas redes sociais. “Vitória!!!! Bolsonaro vetou o projeto de lei que pune fake news. Mas o congresso acabou de derrubar o veto do presidente. Derrota das notícias falsas e de quem as propaga!”, escreveu.

CPMI
Além de criminalizar a divulgação de fake news, o Congresso vai investigar o compartilhamento de notícias falsas em meios digitais através de uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) a partir da próxima semana. A instalação da chamada CPI das Fake News, que é esperada há alguns meses pelos parlamentares, foi confirmada pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“Aproveito esta oportunidade no plenário do Congresso Nacional para informar que já houve acordo na indicação do Relator da CPI das Fake News e que o Senado também já tem indicação para a Presidência da CPI. Na semana que vem, nós faremos a instalação da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito”, anunciou Alcolumbre, sem, contudo, revelar esses nomes. Ao todo, a CPMI será composta por 15 senadores, 15 deputados e o mesmo número de suplentes.

 
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Nestlé reavalia práticas de fornecedores de carne e cacau

28 de agosto de 2019, 17:06

Foto: Reprodução

O motivo são as queimadas na Amazônia e a possível ligação dos incêndios com a atividade agropecuária da região – 

 

ANestlé está reavaliando as práticas de seus fornecedores de carne e cacau no Brasil em meio a preocupações com as queimadas na Amazônia e a possível ligação dos incêndios com a atividade agropecuária da região. “Estamos usando uma combinação de ferramentas, incluindo mapeamento da cadeia de suprimentos, certificação, monitoramento por satélite e verificação em terra”, disse um porta-voz da Nestlé.

A empresa informou nesta quarta-feira (27) que “tomará ações corretivas quando necessário”, se os fornecedores estiverem violando seus padrões. A multinacional suíça de alimentos adquire óleo de palma, soja, carne e cacau do Brasil. Em 2010, a companhia se comprometeu a não adquirir produtos que gerassem desmatamento.

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Estimativas apresentam crescimentos tímidos de municípios baianos. Jacobina no Piemonte da Diamantina perdeu cerca de 3 mil habitantes em dois anos

28 de agosto de 2019, 16:35

Foto: Gervásio Lima

Dos mais populosos municípios baianos apenas Ilhéus teve perda de habitantes. A cidade do Litoral Sul baiano diminuiu cerca de 1,52% da população. Em 2018, a estimativa era de 164.844 e neste ano ficou em 162.327. A capital baiana Salvador teve aumento de 0,52%, saindo de 2.857.329 para 2.872.347 em 2019.

O segundo município mais populoso, Feira de Santana, aumentou de 609.913 para atuais 614.872, acréscimo de 0,83%. A terceira cidade com mais moradores no estado, Vitória da Conquista, teve 0,80% de crescimento. Saiu de 338.885 para 341.597 habitantes.

A estimativa da população brasileira divulgada nesta quarta-feira (28), pelo IBGE, mostrou que entre os 9 municípios pertencentes ao Território Piemonte da Diamantina apenas 3 perderam habitantes: Caém, Miguel Calmon e Várzea Nova. Já Jacobina passou de 80.394, em 2018, para 80.518, em 2019. O município teve um aumento de 124 moradores no período de um ano; mas com um déficit de 2.993, se comparado com a estimativa de 2017, quando a população era de 83.635. Em dois anos, Jacobina passou da 21ª posição, no ranking das maiores cidades da Bahia, para o 24º lugar, sendo ultrapassada pelos municípios de Serrinha ((80.861), Dias D´ávila (81.089), Guanambi (84.481), Candeias (87.076) e Luís Eduardo Magalhães (87.519).

Confira abaixo a população e a posição dos municípios do Piemonte da Diamantina:

Miguel Calmon (26.023 – 122º)
Umburanas (19.222 – 178º)
Mirangaba (18.338 – 192º)
Ourolândia (17.451 – 198º)
Serrolândia (13.397 – 275º)
Saúde 12.913 – 287º)
Várzea Nova (12.697 – 288º)
Caém (9.213 – 350º)

Veja quem ganhou e quem perdeu habitantes na comparação das estimativas de 2018 e 2019:

Ganharam:
Umburanas – 188
Mirangaba – 143
Ourolândia – 62
Serrolândia – 50
Saúde – 30

Umburanas – Bahia

Perderam:
Caém – 159
Miguel Calmon – 136
Várzea Nova – 75

Caém

Entre os maiores municípios da região Norte do Estado, estão Senhor do Bonfim (79.015 – 25º).e Irecê (72.967 – 27º).

As estimativas do IBGE são projeções feitas pelo instituto divulgadas ano a ano. O Censo Demográfico previsto para 2020 deve revelar dados mais precisos sobre as populações. No método, agentes censitários percorrem as cidades e fazem a contagem dos habitantes.

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Saiba como descobrir se estão espionando seu celular

28 de agosto de 2019, 14:05

Foto: Reprodução

A tentação é forte: seu companheiro esquece o celular sobre a mesa, e você morre de vontade de xeretar o WhatsApp, as ligações recebidas e os sites que ele visitou, sobretudo se tem dúvidas sobre a fidelidade. Esse desejo não é novo, mas, em vez de pegar o telefone da vítima e navegar no conteúdo, agora existem ferramentas que fazem esse trabalho sujo sem o conhecimento (nem o consentimento) dela. É o chamado stalkerware(algo assim como “vírus do assediador”), e a má notícia é que qualquer um pode ser espionado sem ter consciência disso. Como detectar se o seu celular foi afetado por esse programa?

Antes de analisar as chaves para detectar esse espião no smartphone, é bom conhecer como o stalkerware funciona. Esses aplicativos operam de forma muito similar à do malware (código malicioso): uma vez instalados no aparelho da vítima, começam a registrar todo tipo de atividade que for enviada posteriormente a um servidor ao qual o espião tenha acesso. Mas a técnica não é exatamente igual. “Ao contrário do malware, que é instalado de forma maciça, esse software é instalado por alguém que tem acesso ao celular”, disse ao EL PAÍS Fernando Suárez, vice-presidente do Conselho Geral de Associações de Engenharia Informática da Espanha. Ele cita também outra importante peculiaridade desse tipo de programa: “Ao contrário dos aplicativos de controle parental, esses não são visíveis no celular da vítima.” Mas… como saber se o aparelho está sendo espionado por um stalkerware?

Pop-Ups inesperados aparecem no navegador

Segundo o The Kim Komando Show, programa de rádio dos Estados Unidos sobre tecnologia, uma maneira de descobrir se o celular foi vítima dessa espionagem é através da súbita aparição de janelas emergentes (Pop-Ups) no navegador. Trata-se de comportamentos fora do normal que não devem ser minimizados pela vítima. Do mesmo modo, um súbito aumento de spam no e-mail e na recepção de mensagens de texto de desconhecidos, com excessiva frequência, devem ser motivos de preocupação.

 O celular sumiu temporariamente?

Se o seu smartphone desapareceu por um tempo antes de ter um comportamento estranho (por exemplo, se você o deixou no quarto e ele apareceu na sala horas depois), então pode ser que alguém tenha instalado o programa espião nele.

A bateria de repente dura muito menos

Um celular com stalkerware trabalha muito mais que os outros – e essa atividade tem um impacto sobre a duração da bateria. Se você detectar uma súbita queda no rendimento, acompanhada das situações descritas acima, pode suspeitar e tomar as medidas necessárias.

O celular esquenta constantemente

Além do maior consumo da bateria, os aparelhos afetados pelo programa espião precisam desempenhar muito mais tarefas – o que gera um aumento da temperatura.

Instalar apps fora das lojas oficiais

Não se trata de um sintoma em si. Mas se você perceber algum desses comportamentos atípicos após ter instalado um aplicativo fora das lojas oficiais (App Store e Google Play), a chance de que o celular tenha sido infectado é muito maior. Tanto a Apple como o Google levam muito a sério a segurança de suas plataformas, e por isso é extremamente recomendável instalar appsdas lojas oficiais. A boa notícia para os donos do iPhone é que esse dispositivo dificilmente se torna vulnerável aos ataques, já que a Apple obriga os usuários a instalar todos os apps através da loja. Já o Android é mais suscetível, pois as pessoas podem instalar os aplicativos sem o controle do Google.

O que fazer se você tem suspeitas?

O mais recomendável é restaurar o aparelho para padrão de fábrica. Além disso, convém instalar um software que possa detectar os invasores. “Em 2018, identificamos mais de 26.000 aplicativos de stalkerware”, afirma Daniel Creus, da Kaspersky Security, dando uma dimensão real do problema. Esta empresa modificou recentemente seus appsde segurança em celulares para enfrentar o fenômeno.

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Cientistas encontram provas que confirmam ter havido uma guerra descrita na Bíblia

28 de agosto de 2019, 13:41

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Dois textos do século IX a.C., escritos com símbolos do alfabeto moabita e números egípcios, narram uma história sobre a rebelião do rei Mesha. A insurreição do rei terminou com a dominação por Israel da região de Moab.

Além de confirmar um episódio desctito na Bíblia e lançar luz sobre uma guerra entre os reinos de Israel e Moab, as inscrições de um altar descoberto em 2010 no sítio arqueológico de Khirbat Ataruz, localizado na Jordânia, representam o exemplo mais antigo de escrita moabita, disse na quinta-feira (22) Christopher Rollston, um dos autores do estudo do artefato, ao portal Live Science.

https://mobile.twitter.com/LiveScience/status/1164494954644684800?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1164494954644684800&ref_url=https%3A%2F%2Fbr.sputniknews.com%2Fciencia_tecnologia%2F2019082814443884-cientistas-encontram-provas-que-confirmam-ter-havido-uma-guerra-descrita-na-biblia-foto%2F

Guerra bíblica revelada em um altar de pedra de 2.800 anos

Durante a guerra, a povoação de Khirbat Ataruz, conhecida na antiguidade como Atarot, foi conquistada e saqueada. A pilhagem foi gravada em uma das inscrições no altar, que especifica a quantidade de bronze levada pelo rei Mesha.

Outro texto, muito menos compreensível, provavelmente também descreve este episódio bélico relatando que “4 mil homens estrangeiros dispersados” e “abandonados em grande número”, lembrando além disso uma “cidade destruída”.

Admitindo que “ainda há muito por esclarecer” sobre esta inscrição, os investigadores supõem que as inscrições teriam um sentido dedicatório e/ou comemorativo, “inclusive poderia se referir a eventos históricos relacionados com a conquista moabita de Atarot e seu território circundante”.

Deste modo, o altar confirmaria a narrativa bíblica sobre estes acontecimentos, destacou Rollston.

Ele indicou ao mesmo tempo que se trata da “mais antiga evidência” do uso da escrita moabita, destacando a “sofisticação” dos escribas locais, comparáveis aos do antigo Israel.

Para além ter deixado este rastro, a insurreição do rei Mesha é descrita no Segundo Livro dos Reis (3:4-27) que faz parte da Bíblia.

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Três características que fazem de alguém uma boa pessoa

28 de agosto de 2019, 12:33

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Veja alguns indícios que podem mostrar qual sua verdadeira personalidade – 

Você vê o melhor das pessoas ou presume que os outros estão sempre prontos para ‘lhe passar a perna’? Em uma conversa dá prioridade à honestidade ou prefere manter o charme e as aparências a qualquer custo? As suas respostas determinam em parte o quanto é ou não uma ‘pessoa correta’, de acordo com um grupo de psicólogos que surgiu com uma nova maneira de categorizar traços de personalidade benéficos, divulgada pela BBC.

Ajuda a entrar nesse grupo se vê os humanos, e a humanidade em geral, como fundamentalmente bons – e os trata também desse modo.

Duas décadas atrás, psicólogos surgiram com a agora infame ‘tríade obscura’ dos traços de personalidade para melhor entender as pessoas que não pensam duas vezes em fazer trapaças ou aquelas que atacam as fraquezas e vulnerabilidades alheias.

Desde então, os investigadores se apoderaram desse trio – narcisismo, maquiavelismo e psicopatia -, relacionando-o a uma variedade de coisas, como sucesso no trabalho, problemas de relacionamentos e até mesmo os ‘sete pecados capitais”.

É exatamente por isso que Scott Barry Kaufman, psicólogo da Universidade Columbia, nos EUA, decidiu que era hora de recompor o equilíbrio a favor do lado mais positivo do caráter humano.

“Fiquei bastante frustrado com o fato das pessoas serem tão fascinadas com o lado sombrio, enquanto o lado da luz da personalidade estava sendo negligenciado”, explica.

Por outro lado, a ‘tríade de luz’ investigada por Kaufman e uma equipe de investigadores compreende três traços de personalidade. Cada um deles destaca um aspecto diferente de como cada individuo interage com os outros: desde ver o melhor nas pessoas a ser rápido a perdoar, do aplaudir o sucesso dos outros a ficar desconfortável e manipular as pessoas.

Afinal, que características são essas?

O que as ‘pessoas corretas’ necessitam de ter

O primeiro traço, o humanismo, é definido como acreditar na dignidade inerente e no valor de outros seres humanos.

O segundo, o kantismo, recebe o nome do filósofo Immanuel Kant, e neste caso indica tratar as pessoas como fins em si mesmas, não apenas como peões involuntários em um jogo pessoal de xadrez.

Finalmente, a ‘fé na humanidade’ é sobre acreditar que os outros humanos são fundamentalmente bons e não pretendem se aproveitar do outro.

William Fleeson, psicólogo da Universidade Wake Forest, nos EUA, diz que as três características encaixam-se bem na pesquisa existente sobre o que faz de alguém uma boa pessoa. Em particular, acreditar que outras pessoas são boas parece ser fundamental.

“Quanto mais alguém acredita que os outros são bons, menos sente a necessidade de se proteger e de punir os outros quando estes fazem algo mau”, detalha.

As ‘pessoas corretas’ não estão apenas beneficiando o resto do mundo com a sua gentileza. Kaufman descobriu que aqueles que têm uma alta classificação nestes traços apresentam uma maior autoestima, senso de identidade e satisfação com seus relacionamentos e com a vida em geral.

Uma série de características fortes também revelaram estar associadas a pontuações altas, como curiosidade, entusiasmo, amor, bondade, trabalho em equipa, perdão e gratidão.

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Mais de 18 marcas, como Timberland, Vans e Kipling, suspendem compra de couro brasileiro

28 de agosto de 2019, 10:03

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Entidade do setor enviou carta ao ministério do Meio Ambiente pedindo atenção ao tema – 

Mais de 18 marcas internacionais, como Timberland, Vans e Kipling, suspenderam a compra de couro brasileiro devido às notícias relacionando as queimadas na região amazônica com o agronegócio no país, segundo informações do CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil) enviadas ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nesta terça-feira (27).

“Recentemente, recebemos com muita preocupação o comunicado de suspensão de compras de couros a partir do Brasil de alguns dos principais importadores mundiais. Este cancelamento foi justificado em função de notícias relacionando queimadas na região amazônica ao agronegócio do país”, disse o presidente da CICB, José Fernando Bello, no documento.

Entre as marcas que já solicitaram a suspensão de compra de couro do Brasil estão Timberland, Dickies, Kipling, Vans, Kodiak, Terra, Walls, Workrite, Eagle Creek, Eastpack, JanSport, The North Face, Napapijri, Bulwark, Altra, Icebreaker, Smartwoll e Horace Small.

Kipling é uma das marcas que suspendeu a compra de couro brasileiro 

“Entendemos com muita clareza o panorama que se dispõe nesta situação, com uma interpretação errônea do comércio e da política internacionais acerca do que realmente ocorre no Brasil e o trabalho do governo e da iniciativa privada com as melhores práticas em manejo, gestão e sustentabilidade”, afirmou Bello.

No documento, ele também pede ao ministério uma atenção especial à situação a qual o setor enfrenta, afirmando que é “inegável a demanda de contenção de danos à imagem do país no mercado externo sobre as questões amazônicas”.

À Folha, Bello minimizou o tom da carta, dizendo que as marcas não fizeram nenhum cancelamento e só enviaram um documento aos curtumes, solicitando garantia de rastreabilidade. Ele confirmou, contudo, que novos pedidos não devem vir até ocorrer esclarecimentos.

“Claro que enquanto isso não estiver esclarecido, eles não vão colocar novos pedidos”, disse.

De acordo com Bello, esse questionamento é comum pelas marcas, e que os curtumes brasileiros têm certificações nacionais e internacionais que controlam tais demandas. Na sua avaliação, isso é uma medida apenas para controlar um tema que é muito discutido.

“Nada mais é do que uma preocupação deles porque esse assunto está muito quente no mercado. Então eles querem esclarecimento para dar continuidade aos pedidos”, afirmou.​

O presidente da entidade disse ainda que a ideia da carta era mostrar ao ministério que tem setores que estão tendo que responder internacionalmente sobre as questões envolvendo na Amazônia.

“Para eles se sensibilizarem que tem uma cadeia toda envolvida nesse bioma. Uma cadeia organizada, não é uma cadeia clandestina. É toda documentada. Nós exportamos 80% da produção de couro brasileiro.”

A reportagem entrou em contato com o ministério do Meio Ambiente para saber se alguma medida foi ou deverá ser tomada para reverter as suspensões, mas até a publicação deste texto não obteve resposta.

 

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‘Pé grande’ é avistado em montanhas de cidade norte-americana (VÍDEO)

28 de agosto de 2019, 09:27

Foto: Reprodução

Um casal registrou o momento em que uma figura misteriosa surge nas montanhas de Utah, nos EUA.

As imagens mostram uma suposta figura, aparentemente do tamanho de um humano, escondida em uma floresta ao longo das montanhas.

No dia seguinte, o casal retornou ao local e teria encontrado pegadas, consideradas ser do lendário Pé Grande, cita o tabloide britânico The Sun.

 

A suposta criatura seria grande e escura, e estaria andando entre as árvores no momento em que foi flagrada.

Apesar da euforia sobre o registro do suposto Pé Grande, alguns internautas acreditam que a figura que aparece no vídeo possa ser a de um urso andando sobre as patas traseiras e afirmam não acreditar na lendária criatura.

 

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