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Renovando a frota: Saúde e Educação de Caém recebem veículos 0 km (FOTOS)

11 de novembro de 2024, 14:14

Foto: Ascom/PMC

Na manhã desta segunda-feira (11), o prefeito de Caém, Arnaldinho Oliveira, entregou três veículos 0 km para a população, um ônibus para transporte escolar e um Chevrolet Onix automático, oriundos de uma emenda parlamentar destinada pela deputada federal Lídice da Mata (PSB) e uma Sprint, também automática, adquirida com recursos próprios.

O ato de entrega aconteceu em frente ao prédio da Prefeitura Municipal e contou com as presenças do vice-prefeito Silmar Matos, vereadores, secretários e outros servidores do município e a comunidade local.

Para o prefeito Arnaldinho Oliveira, a chegada dos veículos é uma demonstração de que o trabalho e a busca por melhorias para a população continuam. O prefeito destacou o compromisso e o carinho da deputada federal Lídice da Mata com os caenenses e o esforço contínuo da atual gestão para a chegada de benefícios, sejam na esfera estadual como na federal.

“Gostaria de agradecer ao governador Jerônimo Rodrigues, ao presidente Lula e a deputada Lídice por tudo o que eles têm feito pela nossa cidade. Somos gratos pela atenção que temos recebido dos governos do Estado e Federal. Agradecemos também aos nossos vereadores e secretários municipais que nos ajudam a fazer uma gestão eficiente e com foco no crescimento de nossa querida Caém”, disse Arnaldinho.

O prefeito Arnaldinho Oliveira conheceu o interior do novo ônibus escolar do município

Secretário de Saúde de Caém, Antônio Carlos, feliz com a mais nova aquisição para a pasta

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Enem 2024: candidatos participam do segundo dia de provas neste domingo em Jacobina

10 de novembro de 2024, 12:02

Foto: Notícia Limpa

Jacobina é um dos 1.753 municípios brasileiros onde são aplicadas as provas do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), neste domingo (10) a partir das 13h30. Como aconteceu no primeiro dia (3 de novembro), a movimentação começou ainda no início da manhã, com a chegada de participantes, na sua maioria estudantes do último ano do ensino médio, de diversas cidades da região.

Os alunos da rede pública dos municípios que fazem parte da circunscrição no Núcleo Territorial de Educação do Piemonte da Diamantina continuam com seus transportes até os locais de provas garantidos. Estão sendo oferecidos mais de 30 ônibus pela SEC/BA.

Tô com Você no Enem em toda a Bahia – Com a ação “Tô com você no Enem”, o Governo do Estado, através da Secretaria da Educação do Estado (SEC), apoia os estudantes da rede estadual com a entrega de um kit contendo caneta esferográfica preta transparente, água e lanche.

Conforme a diretora do NTE 16, Nazaré Costa, o empenho de toda a comunidade escolar da rede estadual foi essencial para garantir a participação e confiança para os alunos. “Aulões, simulados e outras atividades, inclusive extra sala de aula contribuíram para elevar a autoestima e a confiança dos participantes. Nossa gratidão e agradecimento à todos os envolvidos neste momento tão especial e importante para nossos alunos”

Neste segundo dia de provas, os inscritos vão testar os conhecimentos em 90 questões de múltipla escolha de ciências da natureza (química, física e biologia) e de matemática. A duração da prova será de cinco horas e os participantes só podem sair da sala de aplicação do Enem em definitivo após duas horas do início das provas. E para levar o caderno de questões, terão que esperar para ir embora nos 30 minutos finais da prova.

O gabarito oficial só será divulgado no dia 20 de novembro, dez dias após a aplicação das últimas provas, por meio da página do Enem no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Vale lembrar, no entanto, que o gabarito não permite ao participante calcular sua nota.

ENEM – instituído em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término do ensino médio. Os participantes que ainda não concluíram o ensino médio podem participar como treineiros, e os resultados obtidos no exame servem somente para autoavaliação de conhecimentos.

As notas do Enem podem ser usadas em processos seletivos coordenados pelo Ministério da Educação, como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) do governo federal.

O desempenho no Enem também é considerado para ingresso em instituições de educação superior de Portugal que têm acordo com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior naquele país.

O diretor do Cetep, professor Gildeon Alves e a aluna e participante do Enem, Nicole Oliveira

Os participantes foram recebidos com distribuição de lanche e água mineral
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Alunos da rede municipal de Caém são premiados no Concurso Cultural do Sicoob 2024 e participarão de etapa estadual

08 de novembro de 2024, 16:49

Foto: Reprodução

Alunos, professores e coordenadores da rede municipal de ensino de Caém estiveram nesta sexta-feira (8), na cidade de Pintadas para receber as premiações do Concurso Cultura da cooperativa de crédito Sicoob 2024 e acompanhar os selecionados que estarão participando da etapa estadual.

Com o tema “Atitudes simples, escolhas conscientes”, puderam participar alunos de diferentes idades de escolas municipais da área de atuação do Sicoob. O tema da edição de 2024 incentiva que os estudantes reflitam sobre as suas atitudes em prol do coletivo, trabalhando alguns conceitos como pano de fundo, dentre os quais destacam-se: cooperação, sustentabilidade e senso de comunidade.

O Instituto Sicoob destaca que o Programa Concurso Cultural explicita a intenção do Instituto Sicoob de fomentar o cooperativismo em escolas do ensino fundamental, promovendo a construção de conhecimentos geradores de práticas mais cooperativas, aprendidas e vivenciadas com base em valores e princípios cooperativistas, durante as atividades escolares.

Entre os objetivos está o de envolver escolas, alunos e a comunidade no fortalecimento da cultura da cooperação, proporcionando a produção de conhecimentos a respeito da realidade próxima, apoiados em ações indutoras do cooperativismo e incluídas no cotidiano da sala de aula, de modo a incrementar o debate a respeito do tema e qualificar a produção de textos para o Concurso.

Os alunos de Caém que irão concorrer na etapa estadual são, Letícia Oliveira de Jesus (Escola Arnóbio Xavier), na categoria Desenho e Mayalla Santos Matos, na categoria Tirinhas (Centro Nossa Senhora da Conceição).

Os vencedores da etapa municipal foram: Alice Dias Oliveira, Letícia Oliveira de Jesus e Maria Ysabelle de Jesus dos Santos, na categoria Desenho (Escola Arnóbio Xabier); Maria Vitóira de Jesus Alves e Lidya Maria Reis, categoria Texto Narrativo (Otávio Mangabeira); Júlia Riandra G. de S. Souza (Padre Alfredo Hasler), Mariana Santos Souza (Centro Nossa Senhora da Conceição) e Vitória Almeida Oliveira (Amélia Moreira Gomes), na categoria Poema e Evelyn Santos Alves, Mayala Santos Matos (Nossa Senhor da Conceição) Erick Gabriel Silva Santos e Heloísa Oliveira Lopes (Padre Alfredo Hasler), na categoria Tirinhas.

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Escolas e NTEs com melhores desempenhos poderão concorrer a R$ 10 milhões do Prêmio Ideba

08 de novembro de 2024, 15:13

Foto: Amanda Chung

A Secretaria Estadual de Educação da Bahia lançou o Prêmio Ideba – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do Estado da Bahia. O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (8) e o objetivo é reconhecer e premiar as escolas estaduais e os Núcleos Territoriais de Educação (NTEs) que atingirem as metas da Educação Básica previstas. Poderão participar as unidades habilitadas a realizar o Sistema da Avaliação Baiano da Educação (Sabe) e os NTEs com escolas que atenderem aos critérios do edital.

A premiação é de R$ 10 milhões, com recebimento em 2025. A iniciativa é uma forma de motivar e reconhecer as escolas que têm se empenhado não só em cumprir metas, mas que estão pensando, principalmente, na aprendizagem e no sucesso escolar dos estudantes. O Ideba é calculado a partir dos dados sobre a aprovação escolar e das médias de desempenho nas avaliações de Língua Portuguesa e Matemática do Sabe. Para os NTEs concorrerem é preciso que tenham, no mínimo, 40% das unidades escolares do território alcançando a meta do índice.  

Do valor total do prêmio, R$ 9,5 milhões serão distribuídos entre as unidades escolares e  R$ 500 mil vão para os NTEs. As unidades escolares devem utilizar 40% em ações propostas pelos professores e 60% devem ser destinados a investimentos em estrutura tecnológica, equipamentos e mobiliário. A divulgação dos resultados do Ideba está prevista para abril de 2025.

Ascom/SEC

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Manipulação de alimentos em unidades escolares é tema de capacitação realizada pelo NTE 16

08 de novembro de 2024, 14:30

Aconteceu nesta sexta-feira (8), no auditório do Centro Educacional Deocleciano Barbosa de Castro, em jacobina, a ‘V Capacitação em boas práticas de manipulação de alimentos’. Tendo como público alvo os/as profissionais das áreas de alimentações das unidades escolares pertencentes ao Núcleo Territorial de Educação do Piemonte da Diamantina (NTE 16).

A importância do manipulador de alimentos no ambiente escolar, orientações sobre boas práticas de manipulação, com abordagens de temas como, ‘contaminação cruzada’, ‘higiene de instalações’, ‘equipamentos’, ‘móveis e utensílios’, recebimento de matérias-primas’, entre outros, fizeram parte da formação que teve entre seus objetivos ainda, garantir o acesso a alimentos com qualidade e segurança, de modo que não cause nenhum problema à saúde de que venha ingerir esses alimentos.

Segundo a nutricionista Ianna Galvão, do NTE 16, a iniciativa foi planejada e desenvolvida visando a qualidade na oferta de um alimento seguro nas unidades escolares.

“A capacitação em boas práticas de manipulação de alimentos no ambiente escolar é importante para garantir a segurança alimentar e prevenir doenças associadas ao consumo de alimentos contaminados”, destaca Ianna Galvão.

A diretora do NTE 16, Nazaré Costa deu boas vindas aos participantes destacando a importância e dedicação dos profissionais em suas unidades escolares
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Molho de tomate: aprenda a escolher as versões mais saudáveis

08 de novembro de 2024, 10:37

Foto: Reprodução

Os produtos à base de tomate fazem parte da lista de compras para temperar ou dar um toque especial e cor aos pratos. Mas há também muitos benefícios para a saúde: o fruto é rico em antioxidantes, como o licopeno, que ajudam a combater a ação prejudicial dos radicais livres e proteger as células do corpo. O tomate também tem propriedades que contribuem para reduzir inflamações e prevenir várias doenças, como câncer e problemas do coração. 

Quando passa por algum método de cocção, oferece ganhos ainda maiores. “Isso porque o licopeno é melhor absorvido pelo organismo quando o tomate é consumido cozido ou na forma de molho”, explica a nutricionista Serena del Favero, do Hospital Israelita Albert Einstein. Como se não bastassem todos esses predicados, os atomatados — nome dos produtos à base de tomate — podem ser pouco calóricos.

Só que, diferentemente do que acontece com outras categorias de alimentos, como sucos e cafés, esses itens não se enquadram em uma regulamentação industrial clara para sua padronização. Por isso, é preciso tomar cuidado para não cair em ciladas.  

O ideal, claro, é optar pelo molho caseiro sempre que possível. Ele pode ser feito tanto a partir do vegetal fresco quanto de produtos como o tomate pelado e a passata. Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, esses itens são considerados processados. Isso significa que têm como base o alimento in natura, com adição apenas de sal ou açúcar, por exemplo. Em quantidades moderadas, podem fazer parte de uma alimentação saudável.

Não é o caso dos ultraprocessados, que costumam conter grandes quantidades de sódio, óleos e açúcar, além de corantes, aromatizantes, emulsificantes, espessantes e outros aditivos químicos. Se preferir comprar um molho pronto, leia a lista de ingredientes, já que ele pode se encaixar nessa categoria. 

“Os itens de melhor qualidade, sabor e textura trazem o tomate como primeiro ingrediente e não contêm muitos nomes complexos, pois eles indicam que o atomatado contém mais substâncias químicas”, ensina Lissandra Breternitz, diretora da Tomate BR, associação que representa os processadores e utilizadores de tomate industrial no país.

Evite aqueles com selos que indicam altas adições de sódio, açúcar e gordura saturada. Também é essencial conferir a tabela nutricional. Uma boa forma de avaliar se o produto é o mais indicado é comparar as informações de marcas distintas, verificando em especial os índices de sódio, gorduras e açúcar adicionados. 

No que diz respeito à embalagem, o mais importante é checar se está intacta, estocada em locais com temperatura amena e pouca luz, e se está longe do prazo de validade. A seguir, entenda as diferenças entre os produtos à base de tomate: 

Tomate pelado – Nessa opção o fruto é encontrado na sua forma mais natural. É feito com o tomate higienizado e sem pele — daí o nome pelado —, que é envazado com um pouco do seu suco, sem aditivos químicos.

Extrato – Essa é uma versão mais concentrada: tem textura mais espessa, quase como uma pasta, porém sem pedaços de tomate. É feito apenas com frutos processados, ou seja, o tempero fica por conta do cozinheiro. Normalmente, é usado em quantidades menores ou pode ser um pouco diluído. 

Ideal para pratos que necessitam de um sabor mais intenso, como pizzas, molho à bolonhesa e ensopados. Pode também ser utilizado com molhos para dar uma dose extra de sabor, cor e textura.

Passata – Ela é um intermediário entre o molho e o extrato. É feita com tomates frescos, sem cozimento e tem uma quantidade menor de frutos por peso em relação ao extrato. Algumas versões tradicionais são elaboradas sem pele e sem sementes, mas há opções rústicas que levam o fruto inteiro. Com a consistência de um purê, normalmente não tem temperos e a maioria dos fabricantes não adiciona sal nem açúcar. 

Molhos – Os molhos são feitos com o vegetal processado e temperado. Por isso, podem ter mais sódio e outros aditivos que o tornem um ultraprocessado. O ideal é evitar seu consumo, mas quando optar por eles, prefira aqueles com lista de ingredientes mais enxuta e melhor qualidade nutricional.

Por Thais Szegö, da Agência Einstein – Brasil 247

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Pipoca na air fryer? Entenda por que você não deve fazer

08 de novembro de 2024, 08:50

Foto: Reprodução

Aparelho pode ser danificado com os estouros dos milhos

A air fryer conquistou a cozinha de muitos brasileiros por sua versatilidade, já que é possível preparar uma infinidade de pratos saborosos e mais saudáveis, com menos óleo. Mas, cuidado! Nem tudo pode ser feito na fritadeira.

Um dos alimentos que você não deve preparar nesse eletrodoméstico é a pipoca. Parece inofensivo e prático, mas a combinação de milho de pipoca e air fryer pode resultar em problemas no aparelho e até danos mais sérios.

Por que não fazer pipoca na air fryer?

A air fryer utiliza um sistema de aquecimento por resistência elétrica, que fica localizada na parte superior do cesto. Quando o milho de pipoca estoura, ele pode ser lançado para cima e entrar em contato direto com essa resistência, causando:

Danos à air fryer: A alta temperatura da resistência pode derreter partes plásticas do aparelho ou até mesmo provocar um curto-circuito.

Risco de incêndio: Em casos mais graves, o contato do milho com a resistência pode gerar faíscas e iniciar um incêndio.

Alimento queimado: Além de danificar o aparelho, o milho que entra em contato com a resistência pode queimar, liberando fumaça tóxica.

Sempre leia o manual de instruções do seu aparelho, para saber o que pode ou não ser preparado nele. Praticidade é uma maravilha, mas segurança é fundamental.

Outros alimentos que devem ser evitados:

Além do milho de pipoca, outros alimentos leves e pequenos também não são recomendados para o preparo na air fryer, como folhas de vegetais, grãos pequenos e massas secas quebradas.

Qual a melhor forma de preparar pipoca?

Para garantir a segurança e o sabor da sua pipoca, o ideal é utilizar métodos tradicionais como panela no fogão, micro-ondas ou pipoqueiras elétricas.

Terra

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Pastor é preso acusado de estuprar fiéis que frequentavam igreja no interior de Goiás

08 de novembro de 2024, 07:41

Foto: Reprodução

Até agora, duas mulheres foram identificadas como vítimas do pastor

Um pastor, identificado como Donizete Aparecido da Silva Lima, de 48 anos, foi preso suspeito de abusar sexualmente de fiéis que frequentavam a igreja onde ele pregava. Os crimes e a prisão aconteceram em Acreúna, no interior de Goiás.

Até agora, duas mulheres foram identificadas como vítimas do pastor, mas a Polícia suspeita que novas vítimas possam aparecer com a divulgação da imagem do investigado.

Além da prisão, o pastor também foi alvo de mandado de busca e apreensão na casa em que mora, que fica localizada nos fundos da igreja.

As vítimas iniciais prestaram depoimento e informaram como os crimes ocorreram. O modo como Donizete agia, porém, não foi divulgado.

As investigações agora continuam no sentido de apurar se existem outras vítimas. A Polícia orientou a população a procurar a delegacia para denunciar eventuais crimes cometidos pelo pastor.

Depois de ser preso, o investigado foi encaminhado à Unidade Prisional de Acreúna, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A divulgação da imagem e do nome do investigado foi procedida nos termos da Lei de nº 13869/2019, Portaria normativa nº 547/2021/DGPC, conforme despacho do delegado responsável pela investigação, tendo em vista o interesse público no sentido de identificar outras vítimas de crimes praticados por ele, uma vez que há evidente reiteração criminosa por parte do suspeito. Denúncias podem ser feitas através do telefone 197 ou (62) 99506-5366, assim como outras vítimas podem comparecer na Delegacia de Polícia para registro de ocorrências.

Mais Goiás

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Enem 2024: quase 10 mil inscritos têm mais de 60 anos

07 de novembro de 2024, 10:13

Foto: Reprodução

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 tem 9.950 participantes maiores de 60 anos, o que representa 0,23% do total de 4.325.960 inscrições confirmadas. O número dessa faixa etária é o maior desde 2020, quando houve o registro de 11.768 idosos inscritos à época. 

Nessa quarta-feira (6) o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), coordenador do exame nacional, divulgou dados comparativos de inscrições de 60+, desde 2015.

Número de participantes:

2015: 10.685;

2016: 13.021;

2017: 9.619;

2018: 9.704;

2019: 8.259;

2020: 11.768;

2021: 6.004;

2022: 5.900;

2023: 8.531;

2024: 9.950.

O Ministério da Educação (MEC) destaca que o aumento de pessoas idosas entre os candidatos do Enem e o ingresso na educação superior acompanham a elevação da expectativa e qualidade de vida dos brasileiros.

De acordo com o Censo de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de habitantes com 60 anos ou mais é de 32,1 milhões, enquanto em 2010 era de 20,5 milhões.

Na mesma linha de crescimento, o Censo da Educação Superior 2023, divulgado no último mês, registrou quase 10 milhões (9.977.217) de matrículas nos cursos de graduação e sequenciais de formação específica — presenciais e a distância. “Desse total, 60.735 matrículas foram de estudantes com 60 anos ou mais. Quase metade dos alunos nessa faixa etária (30.692) ingressou no ensino superior em 2023”, afirmou o MEC em nota.

Demais faixas etárias

O Painel Enem, disponibilizado pelo Inep para acesso a dados dos 4,32 milhões de candidatos confirmados no Enem 2024, mostra que no recorte por faixa etária dos candidatos, dos, 2,9 milhões (67%) têm até 18 anos; 420 mil (9,7%), entre 19 e 20 anos; 639 mil (14,8%), entre 21 e 30 anos; e 350 mil, (8,1%), entre 31 e 59 anos, além dos quase 10 mil (0,23%) com mais de 60 anos, já citados. 

Escolaridade

O Ministério da Educação informa também que, dos quase 10 mil candidatos inscritos no Enem 2024 com mais de 60 anos, 558 ainda são estudantes do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidade da educação básica voltada a pessoas com mais de 18 anos que não tiveram acesso à educação ou não concluíram na idade certa.

O grupo mais representativo é dos que já terminaram o ensino médio (1,8 milhão). Os concluintes em 2024 são 1,6 milhão dos inscritos.

Entre os inscritos, há 841.546 (19,4%) estudantes do primeiro e do segundo ano do ensino médio e há outras 24.723 (0,6%) pessoas que não cursam nem completaram o ensino médio. Os candidatos desses dois últimos grupos são treineiros, as pessoas que fazem o Enem para testar seus conhecimentos, e os resultados obtidos no exame servem somente para autoavaliação de conhecimentos.

O MEC explica que dados são autodeclaratórios e foram fornecidos no ato de inscrição.

Perfil dos inscritos

A plataforma interativa do Inep revela ainda que dos participantes do Enem 2024, as mulheres são maioria entre os inscritos – equivalem a 60,59%, enquanto os homens representam 39,41%.

Em relação ao custo da inscrição, 63,6% são isentos da taxa de inscrição e 36,4% pagaram o boleto de R$ 85.

Sobre a declaração de raça e/ou cor dos candidatos, a maioria se reconhece de cor parda (1.860.766), seguida da branca (1.788.622) e preta (533.861). Outros 62.288 se consideram de cor amarela e 29.891 se declaram indígenas. Mais de 50 mil participantes não declararam raça ou cor.

Enem 2024

No próximo domingo (10), os candidatos farão as provas de ciências da natureza (química, física e biologia) e matemática da 26ª edição do Enem.

No primeiro dia, os candidatos prestaram provas de linguagens, ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e redação e houve abstenção de 26,6%, dos mais de 4,3 milhões de inscritos este ano. 

De acordo com o Inep, a divulgação do gabarito das provas do Enem ocorrerá em 20 de novembro e o resultado final será conhecido em 13 de janeiro de 2025.

Agência Brasil

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Quase 90% dos mortos por policiais em 2023 eram negros, diz estudo

07 de novembro de 2024, 09:39

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Estudo publicado nesta quinta-feira (7) pela Rede de Observatórios da Segurança mostra que 4.025 pessoas foram mortas por policiais no Brasil em 2023. Em 3.169 desses casos foram disponibilizados os dados de raça e cor: 2.782 das vítimas eram pessoas negras, o que representa 87,8%.

Os dados do boletim Pele Alvo: Mortes Que Revelam Um Padrão, que está na quinta edição, foram obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) em nove estados. Em todos eles, o padrão é de uma proporção muito alta de pessoas negras mortas por intervenção do Estado: Amazonas (92,6%), Bahia (94,6%), Ceará (88,7%), Maranhão (80%), Pará (91,7%), Pernambuco (95,7%), Piauí (74,1%), Rio de Janeiro (86,9%) e São Paulo (66,3%).

Para a cientista social e coordenadora da Rede, Silvia Ramos, os números são “escandalosos” e reforçam um problema estrutural do país: o racismo que atravessa diferentes áreas como educação, saúde, mercado de trabalho, mas que tem sua face mais crítica na segurança pública.

“O perfil do suspeito policial é fortalecido nas corporações. O policial aprende que deve tratar diferente um jovem branco vestido de terno na cidade e um jovem negro de bermuda e chinelo em uma favela. A questão é: 99,9% dos jovens negros das favelas e periferias estão de bermuda e chinelo. E todos passam a ser vistos como perigosos e como possíveis alvos que a polícia, se precisar, pode matar”, diz a pesquisadora.

Na análise por estados, a Bahia é a unidade da Federação com a polícia mais letal, com 1.702 mortes. Esse foi o segundo maior número já registrado desde 2019 dentre todos os estados monitorados. Na sequência, vem Rio de Janeiro (871), Pará (530), São Paulo (510), Ceará (147), Pernambuco (117), Maranhão (62), Amazonas (59) e Piauí (27).

“O que a gente vê na Bahia é uma escalada. Desde que a Rede começou a monitorar o estado, houve um aumento de 161% nas mortes. De 2019 a 2023, aconteceu o seguinte dentro da polícia baiana: em vez de coibir o uso da força letal, houve incentivo. Pode ter certeza, não é só porque os criminosos estão confrontando mais a polícia. É porque tem uma polícia cuja ação letal foi liberada”, diz a cientista social. “Se os policiais matam muito, recebem congratulações dos comandantes e incentivos institucionais, a tendência é que tipo de ação violenta seja cada vez mais incentivada”.

Juventude 

O estudo também destaca que a juventude é a parcela da população mais vitimada pela polícia, principalmente na faixa etária entre 18 a 29 anos. E cita o Ceará como exemplo negativo, onde esse grupo representa 69,4% do total de mortos. Ainda mais grave é o dado que indica que, em todos os estados analisados, 243 das vítimas eram crianças e adolescentes de 12 a 17 anos.

Particularidades regionais

Alguns estados tiveram redução na letalidade policial. Caso do Amazonas, onde ocorreu queda de 40,4% e mudança na distribuição territorial das vítimas: a maioria das mortes foi no interior do estado. Maranhão, Piauí e Rio de Janeiro também apresentaram diminuição da letalidade em relação a 2022: 32,6%, 30,8% e 34,5%, respectivamente.

No Ceará e no Pará, foram registradas quedas mais discretas de mortes por intervenção do Estado: 3,3% e 16% respectivamente. Mas o número de vítimas negras aumentou em 27% no Ceará e em 13,7% no Pará.

Na Bahia, há uma crescente exponencial, com registro de três vítimas negras por dia em 2023. O número de vítimas aumentou em 16,1%. Pernambuco foi o estado que registrou o maior aumento no número de mortos, com 28,6% mais casos que em 2022. Já São Paulo quebrou o histórico de redução e aumentou em 21,7% os óbitos nas ações da polícia.

Dados ausentes

Pela primeira vez desde 2021, quando passou a integrar o estudo, o Maranhão forneceu dados de raça e cor de vítimas da letalidade policial. Mas de maneira incompleta: 5 a cada 7 vítimas não tiveram o perfil racial reconhecido, ou seja, a informação estava presente em apenas 32,3% dos casos.

O Ceará teve uma leve melhora, mas 63,9% das vítimas ainda não têm raça e cor reconhecidas. No Amazonas, esses são 54,2% dos casos. No Pará, os não informados representam 52,3%.

No total, 856 vítimas não possuem registros de raça e cor nos nove estados. Os organizadores do estudo reforçam a importância de que os governos sejam transparentes e incluam esses dados em 100% dos casos para uma análise qualificada da realidade. Desta forma, afirmam, o Poder Público poderá direcionar esforços para uma sociedade mais segura para todos.

Secretarias

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com algumas das secretarias estaduais de segurança para se manifestarem sobre o estudo. 

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) disse que tem “investido na qualificação dos agentes e em equipamentos tecnológicos que legitimam as ações de segurança, como o uso de 1.600 câmeras corporais (bodycams) por agentes. Além disso, foram adquiridos para as polícias Militar e Civil armamentos de incapacitação neuromuscular, visando a contenção sem risco de lesões graves”.

E que também tem sido implementadas políticas de inclusão social, como as nove Usinas da Paz, complexo multifuncional estadual com serviços gratuitos de promoção da cidadania e de combate à violência. A Segup atribui a essas iniciativas a redução de 15,89% nas Mortes por Intervenção de Agentes do Estado (MIAE) de janeiro a dezembro de 2023, na comparação com o mesmo período de 2022.

Já a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro informou que se baseia nas estatísticas criminais oficiais produzidas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). E cita a categoria Letalidade Violenta, em que houve redução de 15% no acumulado e de 16% no último mês, em comparação com os mesmos períodos de 2023. A categoria, no entanto, junta em um mesmo grupo tipos de violência distintos, como homicídios dolosos, latrocínios (roubos seguidos de morte), lesões corporais seguidas de morte e mortes por intervenção de agentes do Estado. Disse ainda que “desconhece a metodologia utilizada na pesquisa e a possibilidade de rastreabilidade dos dados”. Acrescenta que “as mortes de criminosos em confronto aconteceram em decorrência de agressões praticadas contra agentes do Estado, que atuam visando a captura e a responsabilização dos mesmos”. E que a “instituição reforça que as ações priorizam sempre a preservação de vidas”.

De acordo com a Secretaria de Estado dos Negócios da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), “as mortes em decorrência de intervenção policial são resultado da reação de suspeitos à ação da polícia”. O órgão garante que todos os casos do tipo são investigados com rigor pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário. A SSP-SP disse estar investindo “continuamente na capacitação do efetivo, aquisição de equipamentos de menor potencial ofensivo e em políticas públicas”.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) disse ter compromisso em “reduzir estigmas e a vulnerabilidade contra pessoas negras” e que dialoga com a Secretaria de Igualdade Racial (Seir) para articular ações de combate à discriminação. A pasta afirmou tratar “todas as mortes decorrentes de intervenção policial com seriedade e transparência”. Informou ainda que vai lançar em breve uma nova tecnologia para cruzar dados estratégicos dos inquéritos policiais e levantamentos da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), assim como o perfil das vítimas de crimes. A secretaria garantiu que os profissionais da segurança pública participam de formações iniciais e continuadas para o atendimento humanizado às pessoas negras e demais grupos vulneráveis.

Os governos da Bahia e de Pernambuco não responderam até o momento. 

Agência Brasil

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