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Jacobina possui apenas 135 anos?

25 de outubro de 2017, 12:36

Quando se busca sobre a história de Jacobina, encontra inevitavelmente a informação que “Jacobina é um município brasileiro do Estado da Bahia criado em 1722″. Conforme consta em sítios oficiais como o do IBGE, em 1677, foi criado o Distrito com a denominação de Jacobina, que em 1722 foi elevado à categoria de vila com a denominação de Jacobina e elevado à condição de cidade com a denominação de Jacobina, pela lei provincial nº 2049, de 28 de julho de 1880.

No sistema português as vilas já eram municípios independentes. O “status” de cidade decorria de uma série de requisitos que, durante mais de três séculos, apenas a capital Salvador possuía. Entre eles, o título de “Cidade” só se encaixava, oficialmente, numa população que tivesse 5 mil ou mais habitantes.

Já a Wikipédia, um projeto de enciclopédia multilíngue de licença livre da internet e escrito de maneira colaborativa, diz que o distrito de Jacobina foi criado em 1720, o município no dia 24 de junho de 1722 e que a criação da freguesia somente se verificou em 1752. A sede municipal foi elevada à categoria de cidade pela Lei provincial nº 2.049, de 28 de julho de 1880, com o título de “Agrícola Cidade de Santo Antônio de Jacobina”.

Outras informações dão conta DE que Jacobina foi no século XVII um dos maiores municípios da província (do Estado da Bahia) e que seu primeiro desmembramento ocorreu em 1746, quando se emancipou a Freguesia do Urubu de Cima, hoje o município de Paratinga, na região de Bom Jesus da Lapa. Já no Século XIX três novos municípios se emanciparam de Jacobina: Monte Alegre (1857), hoje Mairi; Morro do Chapéu (1864) e Riachão do Jacuípe, em 1878.

Mas, esses próprios dados históricos sobre a fundação de Jacobina e de outros relatados nas mais diversos estudos e pesquisas, são questionáveis. Para corroborar com a dúvida sobre a verdadeira idade da cidade, nos deparamos com a história de Caetité, situado no sudoeste da Bahia. O município de Caetité reivindicou a mudança da data de sua emancipação. Depois que a Câmara de Vereadores corrigiu, a cidade que antes era dada como de 1867, teve a correção para o ano de 1810, tornando assim, bicentenária.

Para justificar o erro, foi citado, entre outras coisas, no documento que pediu a correção do ano de criação do município, que “Caetité foi emancipado de Jacobina em 1724, com sede inicialmente onde hoje é Livramento de Nossa Senhora”.

Caetité, até 1833 pertenceu à Comarca de Jacobina, quando Rio de Contas passou a sediar o juízo, até que 1855 virou ela própria sede de comarca e ter o primeiro juiz titular nomeado em 1859.

Daí vem à tona novamente a interrogação, se Caetité foi emancipada de Jacobina e possui mais de duzentos anos, porque Jacobina completa em 2015 somente 135 anos?
Para estimular mais a discussão, na história da cidade de Xique-Xique, localizado no Vale do são Francisco, consta que, “através de Normas Regenciais, o Conselho Provincial da Bahia achou por bem criar o município de Xique-Xique, em6 de julho de 1832, há 182 anos, desmembrando-o de Jacobina, com o nome do Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique”.

Dados históricos indicam ainda que tudo que estava fora da jurisdição da Comarca da Bahia e de Sergipe, era Comarca de Jacobina. A missão de Juazeiro, atual cidade de Juazeiro, foi elevada à categoria de julgado, sob a jurisdição da Comarca de Jacobina no ano de 1766, quando já contava com 156 casas. Outras citações dão conta também que no início do ano de 1800, Vitória da Conquista pertencia à comarca de Jacobina.

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Setor da construção critica redução de crédito para imóveis usados

02 de outubro de 2017, 12:17

A entrada em vigor, na última segunda-feira, 25, da redução do financiamento de imóveis usados pela Caixa Econômica Federal (CEF) para o máximo de 50% do valor deve agravar ainda mais a crise na construção civil, segundo avaliam as lideranças do setor imobiliário. A mudança aconteceu uma semana após a divulgação de um relatório do Banco Central do Brasil que aponta retração de 5,2% no ramo, mais do dobro do que era previsto.

A medida foi anunciada como uma forma de incentivar a venda de imóveis novos, mas foi recebida com ceticismo pelos agentes do mercado porque reduz o poder de compra da classe média.

“Muita gente que pensa em comprar um imóvel novo precisa vender o que tem”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon), Carlos Henrique Passos.

O economista Edísio Freire destaca que alterações nos limites de financiamento são usuais, a depender do contexto econômico. “Era 70%, depois subiu para 90%, voltou a 70% e agora caiu de novo. desta vez há o componente da limitação de crédito”, explica o economista, ressaltando que a Caixa Econômica Federal reduziu bastante os recursos disponíveis para crédito imobiliário nos últimos meses.

Freire destaca que, com menos recursos, o banco adota claramente uma estratégia de diminuição dos riscos. “Há diferentes formas de diminuir o crédito, inclusive a elevação dos juros, que seria inapropriada neste momento. O banco optou por diminuir o teto de financiamento, o que aponta para uma minimização dos riscos”, afirma.

Somente com o pagamento das contas inativas do FGTS, a Caixa abriu mão de mais de R$ 43 bilhões. Quantia equivalente ao financiamento de 286 mil apartamentos de R$ 300 mil (preço de um dois quartos no Stiep), levando em conta que a Caixa financia apenas a metade do valor do imóvel. Para se ter uma ideia, o orçamento da CEF previsto para este ano, para toda a carteira imobiliária, é de R$ 84 bilhões, segundo informações fornecidas pela assessoria de imprensa do banco.

“Depois da queda, o coice”

A sequência de notícias ruins para o setor imobiliário e de construção civil foi um balde de água fria nas expectativas de quem contava com o começo de uma recuperação, após uma crise iniciada em 2014. “Depois da queda, o coice”, reclama Passos, referindo-se à nova medida de restrição ao crédito.

Se a mudança nas regras do crédito imobiliário já haviam sido anunciadas, o relatório do Banco Central pegou o setor de surpresa. E o economista Luiz Fernando Mendes, da Câmara Brasileira da Indústria Construção (Cbic), foi um dos que se assustaram com os números. “A previsão era de uma retração de 2,1%, mas acabou sendo de 5,2%. Quase o triplo”, queixa-se Mendes.

O economista concorda que a ideia do governo deve ter sido a de se priorizar a comercialização de imóveis novos, mas declara-se incrédulo de que isso vá acontecer de fato. “A maioria das pessoas vende um imóvel para comprar outro”, afirma.

A visão dos líderes do setor é que a construção civil caminha num sentido oposto aos outros setores da economia, como agronegócio e exportações, que têm sustentado o pouco crescimento do PIB.

“Vivemos um momento de profunda fragilidade, nossas empresas estão no limite da sobrevivência e é preciso reverter isso”, declarou em nota à imprensa o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

Passos, do Sinduscon, destaca que o país está passando por um cenário de forte restrição de recursos e cortes de gastos. “Os investimentos do governo em obras públicas, como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e os projetos do Programação de Aceleração do Crescimento (PAC), sofreram reduções drásticas, e as obras privadas que ainda restam estão em fase final, ou seja, sem obras não temos empregos nem desenvolvimento. O setor da construção civil precisa de estímulo e investimento para sobreviver”, afirma.

Fonte: A tarde

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