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A Bahia tem crédito e recursos próprios para investir

04 de dezembro de 2025, 07:32

Foto: Reprodução

Em tempos de negacionismo em alta, há quem feche os olhos para as imposições da realidade, como a importância crucial dos investimentos públicos para o desenvolvimento e a qualidade de vida. Com o fim dos incentivos fiscais previsto na Reforma Tributária, infraestrutura e outros atributos serão diferenciais de competitividade entre os estados na atração e retenção de empreendimentos privados.

O setor público investe com recursos próprios ou com empréstimos, caso tenha crédito na praça. O Estado da Bahia deve apenas 33% de sua receita corrente líquida, em contraste com as maiores economias brasileiras, que passam dos 100%. Com histórico de bom pagador e o estoque da dívida em queda, a Bahia conta com o aval da União para novas operações de crédito.

O endividamento do governo baiano correspondia a 182% da receita em 2002. Chegou a 37% em 2024 e continua decrescendo. Já a dívida do Rio de Janeiro equivale hoje a 202% da receita, a do Rio Grande do Sul a 176%, a de Minas Gerais a 150%, e a de São Paulo, a 121%. A Bahia deve à União R$ 5,9 bilhões, enquanto São Paulo deve R$ 295,6 bilhões. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul devem mais de R$ 100 bilhões cada. Somos a sétima economia do país, mas nossa dívida é muito menor.

Embora esta seja uma fonte de financiamento legítima, o caixa estadual demonstra solidez ao bancar a maior parte das obras. A Bahia cumpre com folga a regra de ouro para finanças públicas, segundo a qual um governo não pode investir menos que o obtido via empréstimos. Dos investimentos já realizados, 74% contaram com recursos próprios.

O governo de Jerônimo Rodrigues soma R$ 20,2 bilhões em investimentos. Tornou-se líder nacional ao desbancar São Paulo e somar R$ 4,17 bilhões investidos em 2025.

As 18 operações efetivamente contratadas desde 2023 somam R$ 9,01 bilhões. Destes, R$ 5,4 bilhões já foram aplicados nos investimentos da atual gestão, restando R$ 3,7 bilhões a serem desembolsados pelas instituições financeiras. São empréstimos que, conforme a lei, destinam-se exclusivamente para investimentos ou melhoria do perfil da dívida.

Outras operações aprovadas pela Assembleia Legislativa aguardam etapas como a aprovação do Tesouro Nacional para o aval da União. Uma dessas operações financia o pagamento de precatórios, e outra substituirá empréstimos em vigor cobrando juros menores.

Ainda sobre o efeito benéfico dos investimentos, basta lembrar que, sem a presença do Estado, não haveria BYD em Camaçari. Os investimentos estaduais estão em todo o território baiano: VLT em Salvador, escolas de tempo integral, hospitais, policlínicas, milhares de quilômetros de rodovias, equipamentos para as polícias, infraestrutura hídrica. Tais projetos mantêm a Bahia na trilha do desenvolvimento e estão à vista de todos. É preciso ser negacionista para não enxergar.

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Ex-aliado de ACM Neto, prefeito de Ibititá reforça aliança com Jerônimo

03 de dezembro de 2025, 18:23

Foto: Reprodução

O movimento do prefeito ocorre após rompimento do deputado Cafu com a base petista

O prefeito de Ibititá, Dr. Afonso (MDB), reforçou a aproximação e aliança do grupo político com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), após audiência realizada na tarde desta quarta-feira (03). O movimento do prefeito ocorre após rompimento do deputado e ex-prefeito, Cafu Barreto (PSD) com a base petista, evidenciando que, mesmo após o rompimento anunciado pelo deputado, o apoio político ao governador Jerônimo na cidade segue em vetor crescendo.

“O sentimento é gratidão. Ibititá passou anos de atraso devido aos problemas ocasionados pela gestão passada, mas com a parceria do governador tenho certeza que viveremos dias de avanço. Ibititá saberá ser grato ao senhor, governador”, garantiu o prefeito, que apoiou ACM Neto em 2022.

Demonstrando unidade no grupo, Dr. Afonso esteve acompanhado do vice-prefeito, Ulisses Barbosa; do vereador mais votado município, Hernandes Pires; além da secretária municipal de Educação, Isabelza Mendonca; a secretária de Assistência Social, Lisandra Alves; o secretário de Saúde, Rosalvo de Castro; e a diretora do Núcleo Territorial de Educação, Fabrizia Pires; e o deputado estadual Jacó (PT).

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16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar começa dia 10 com forte presença indígena e quilombola

03 de dezembro de 2025, 16:11

Foto: Ascom/CAR

A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que acontece de 10 a 14 de dezembro de 2025 no Parque Costa Azul, em Salvador, reúne tradição, cultura e saberes ancestrais de povos indígenas e comunidades quilombolas de diversas regiões da Bahia.

Nas tendas Indígena e Quilombola, o público poderá conhecer e adquirir uma ampla variedade de artesanatos, como cestarias, cerâmicas, tapetes e outros artigos de decoração; biojoias; roupas com identidade étnica; e acessórios, como bolsas, brincos e colares.

Também estarão disponíveis elementos característicos da cultura indígena, como cocares, instrumentos musicais e bebidas tradicionais, além de uma variedade de ervas e outros produtos naturais. Os visitantes ainda poderão encontrar itens da caprinocultura e outros produtos sustentáveis, produzidos por comunidades de toda a Bahia.

Entre os destaques está a produção da Agroindústria Familiar dos povos Payayá, localizada em Utinga, na Chapada Diamantina, que beneficia frutos nativos e matéria-prima do território para a elaboração de doces artesanais, geleias, compotas, ervas e bebidas naturais produzidas a partir de flores, folhas e raízes tradicionais. A agroindústria também reúne produtos da caprinocultura, como doce de leite de cabra cremoso, queijo artesanal, ambrosia e doce de leite em pedaços, todos livres de aditivos químicos e conservantes.

“Estamos preparando produtos artesanais elaborados pelas mulheres da comunidade, feitos a partir de frutos coletados pelas famílias Payayá, sempre com forte vínculo com a espiritualidade, desde a coleta até o processamento. Esses frutos nativos são cuidadosamente selecionados e transformados em uma variedade de produtos que serão comercializados e apresentados na Feira”, destaca Otto Payayá, representante da etnia e guardião dos saberes do povo Payayá.

Ancestralidade

A Tenda Quilombola também trará ancestralidade, tradição, inovação e sustentabilidade das comunidades quilombolas da Bahia, a exemplo das biojoias produzidas com coco de piaçava, fruto do extrativismo sustentável. Leonildes dos Anjos, conhecida como Bilu, artesã da Associação Beneficente de Pesca e Agricultura de Ituberá (ABPAGI), no território Baixo Sul, fala sobre o que o público poderá encontrar no espaço.

“É com imensa alegria e orgulho que apresento o nosso trabalho artesanal de biojoias na Tenda Quilombola. Nossas peças são mais do que adornos, são a manifestação viva da nossa história e tradição, herdadas dos nossos ancestrais, e expressam o profundo respeito que temos pela natureza. Transformamos, de forma sustentável, a fibra e as sementes em verdadeiras obras de arte. Conseguimos extrair da matéria-prima local uma infinidade de criações que embelezam as pessoas e conferem um toque único e natural à decoração de casas e ambientes. Cada peça é um fragmento da nossa identidade e um convite à conexão com a força e a beleza da cultura quilombola”, enfatiza Bilu.

Sobre a Feira

Realizada pelo Governo do Estado, por meio da SDR e da CAR, e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com a UNICAFES Bahia, a 16ª edição da Feira vai reunir milhares de visitantes e apresentar mais de seis mil produtos da agricultura familiar dos 27 Territórios de Identidade da Bahia, incluindo alimentos, bebidas, artesanato, cosméticos, moda, flores e itens da economia solidária. A programação conta ainda com a Tenda de Artesanato, a 3ª Feira Agroecológica da Bahia, duas grandes praças gastronômicas, atrações musicais e muito mais.

Ascom CAR

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Ligação entre Ibipeba e Gentio do Ouro é facilitada com a pavimentação de mais de 80 km de rodovias

03 de dezembro de 2025, 12:48

Foto: Divulgação/Rodocon

O tempo de viagem entre os municípios reduziu para apenas 1h30

Antes, o percurso para quem saia de Ibipeba, passando pelo distrito de Mirorós, até chegar em Gentio do Ouro durava cerca de 2h10. Agora, a pavimentação de um total de 83 km ligando as três localidades, que é uma ação realizada pelo Governo da Bahia, através da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), reduz esse tempo de viagem para apenas 1h30. São obras que encurtam o caminho de quem vem de municípios do Oeste baiano, como Barra, para a região de Ibititá, Barro Alto e Barra do Mendes. Também beneficiam o escoamento da produção agrícola local, principalmente de banana, e na atração de parques eólicos na região de Irecê.

Na BA-225, os 31 km do trecho entre Gentio do Ouro e o distrito de Mirorós, em Ibipeba, estão sendo pavimentados. Os serviços já se encontram com 85% de execução e têm o investimento de R$ 51,9 milhões. Atualmente, as etapas de terraplanagem e de pavimentação estão em andamento e a previsão de conclusão é em fevereiro de 2026. Na sequência da rodovia, até chegar em Ibipeba, a ligação de Mirorós com a sede municipal, nas BAs 225 e 438, já havia sido asfaltada nos 53 km de extensão e com a obra finalizada no último mês de outubro. O valor investido foi de R$ 58,1 milhões.

A pavimentação da BA-225 era um sonho do produtor rural Jamerson Barreto, 31 anos, que se tornou realidade. Morador de Mirorós, Jamerson tem uma propriedade onde produz mamona, que é vendida na região de Lapão, fazendo com que precise se deslocar diariamente até a divisa com Gentio do Ouro e conta como era antes da obra. “O constrangimento era grande, principalmente em época de chuva. As ambulâncias vindas de Ibipeba ou Gentio do Ouro não chegavam para atendimento à saúde por conta da quantidade de água na pista e os caminhões não chegavam até Mirorós para pegar a mamona e a produção de banana que tenho com a família”, relembra.

Outro beneficiado é o também produtor rural Wedison Guedes, 32 anos, que utiliza a BA-225 duas vezes na semana a fim de transportar frutas, como banana, manga e goiaba, de Mirorós, onde mora, para vender na feira livre e entregar aos comerciantes em Gentio do Ouro. “A viagem com a carreta durava 4h, principalmente em período chuvoso, pela presença de muito barro e pedra na pista. Hoje, consigo fazer em cerca de 1h. Na região, novos negócios, como postos de gasolina, restaurantes e mercados, estão abrindo”, ressalta Wedison acrescentando que o fluxo de caminhões e carretas vindos de Brasília e do Tocantins para pegar a produção de banana também aumentou. Antes, o trajeto utilizado era pela BR-160 e BA-052, passando por Xique-Xique. Agora, pode ser feito de forma direta pela BA-225.

A pavimentação de rotas produtivas no território baiano, que facilitam o escoamento da produção agrícola entre municípios ou para outro estado brasileiro, está entre os propósitos do Governo do Estado. “O trecho entre Ibipeba e Gentio do Ouro totalmente asfaltado será um importante vetor para o desenvolvimento econômico, além de facilitar o deslocamento dos moradores para acesso à saúde, educação e segurança. Na região da Barragem de Mirorós, o núcleo agrícola local terá uma ferramenta importante para escoar a produção de forma mais rápida e segura”, observa Saulo Pontes, secretário de Infraestrutura em exercício, concluindo que aproximadamente 200 mil pessoas serão atendidas com a obra.

Ascom/Seinfra

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Mais de 8,6 milhões deixam pobreza; Brasil tem melhor nível desde 2012

03 de dezembro de 2025, 12:25

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Mais de 8,6 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza em 2024. Esse desempenho socioeconômico fez a proporção da população na pobreza cair de 27,3% em 2023 para 23,1%. É o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2024, o Brasil tinha 48,9 milhões de pessoas que viviam com menos de US$ 6,85 por dia, o que equivale a cerca de R$ 694, em valores corrigidos para o ano. Esse é o limite que o Banco Mundial define como linha da pobreza. Em 2023, o contingente na pobreza era de 57,6 milhões de brasileiros.

Os dados fazem parte do levantamento Síntese de Indicadores Sociais, divulgado nesta quarta-feira (3).

Os indicadores mostram o terceiro ano seguido com redução no número e na proporção de pobres, marcando uma recuperação pós-pandemia de covid-19, desencadeada em 2020.

Confira o comportamento da pobreza no país:

2012: 68,4 milhões

2019: 67,5 milhões (último ano antes da pandemia)

2020: 64,7 milhões

2021: 77 milhões

2022: 66,4 milhões

2023: 57,6 milhões

2024: 48,9 milhões

Em 2012, a proporção de pessoas abaixo da linha de pobreza era de 34,7%. Em 2019 chegou a 32,6%. No primeiro ano da pandemia (2020) foi reduzida a 31,1% e chegou ao ponto mais alto da série em 2021, com 36,8%. Desde então, apresentou anos de queda, indo de 31,6% em 2022, para 23,1% no ano passado.

Trabalho e transferência de renda

O pesquisador do IBGE André Geraldo de Moraes Simões, responsável pelo estudo, explica que em 2020, ano de eclosão da pandemia, a pobreza chegou a ser reduzida por causa dos programas assistenciais emergenciais, como o Auxílio Emergencial, pago pelo governo federal.

“Esses benefícios voltaram em abril de 2021, mas com valores menores e restrição de acesso pelo público, e o mercado de trabalho ainda estava fragilizado, então a pobreza subiu”, afirma.

Simões acrescenta que, a partir de 2022, o mercado de trabalho voltou a aquecer, acompanhado por programas assistências com valores maiores, fatores que permitiram o avanço socioeconômico.

“Tanto o mercado de trabalho aquecido, quanto os benefícios de transferência de renda, principalmente o Bolsa Família e o Auxílio Brasil, que ganharam maiores valores e ampliaram o grupo da população que recebia”, assinala.

No segundo semestre de 2022, o programa Auxílio Brasil passou a pagar R$ 600. Em 2023, o programa foi rebatizado de Bolsa Família.

Extrema pobreza

No último ano, o Brasil vivenciou também redução da extrema pobreza, pessoas que viviam com renda de até US$ 2,15 por dia, cerca de R$ 218 mensais em valores corrigidos para o ano passado.

De 2023 para 2024, esse contingente passou de 9,3 milhões para 7,4 milhões, ou seja, 1,9 milhões de pessoas deixaram a condição. Essa evolução fez com que a proporção da população na extrema pobreza recuasse de 4,4% para 3,5%, a menor já registrada.

Em 2012, quando começou a série histórica, eram 6,6%. Em 2021, o patamar alcançou 9% (18,9 milhões de pessoas).

Desigualdade regional

Os números do IBGE deixam clara a desigualdade regional. Tanto a pobreza quanto a extrema pobreza no Norte e Nordeste superam a taxa nacional.

Pobreza

Nordeste: 39,4%

Norte: 35,9%

Brasil: 23,1%

Sudeste: 15,6%

Centro-Oeste: 15,4%

Sul: 11,2%

Extrema pobreza

Nordeste: 6,5%

Norte: 4,6%

Brasil: 3,5%

Sudeste: 2,3%

Centro-Oeste: 1,6%

Sul: 1,5%

“São as regiões mais vulneráveis do país, isso acaba se refletindo também no mercado de trabalho”, diz André Simões.

Outra desigualdade demonstrada é a racial. Na população branca, 15,1% eram pobres, enquanto 2,2% estavam na extrema pobreza.

Entre os pretos, a pobreza chegava a 25,8%, e a extrema pobreza a 3,9%. Na população parda, as parcelas eram 29,8% e 4,5%, respectivamente.

Menor Gini desde 2012

A Síntese de Indicadores Sociais atualizou o chamado Índice de Gini, que avalia a desigualdade de renda. O índice vai de 0 a 1 – quanto maior, pior a desigualdade.

Em 2024, o Índice de Gini atingiu 0,504, o menor valor da série iniciada em 2012. Em 2023, era 0,517.

Para medir o impacto de programas sociais na redução da desigualdade, o IBGE apresentou um cálculo do Gini caso não houvesse essa política assistencial.

O estudo constatou que o indicador seria 0,542 se não existissem programas de transferência de renda, como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC – um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade).

Outro exercício hipotético realizado pelos pesquisadores foi sobre a condição de pessoas com 60 anos ou mais se não houvesse benefícios previdenciários 

A extrema pobreza entre os idosos passaria de 1,9% para 35,4%, projeta o instituto. Já a pobreza subiria de 8,3% para 52,3%.

O levantamento mostra também que a pobreza foi maior entre os trabalhadores informais. Entre os ocupados sem carteira assinada, era um em cada cinco (20,4%). Entre os empregados com carteira assinada, a proporção era de 6,7%.

Agência Brasil

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Diante dos novos trens do VLT, Jerônimo rebate críticas da oposição: “Olha aqui os empréstimos” (VÍDEO)

03 de dezembro de 2025, 10:13

Foto: Reprodução

O governador Jerônimo Rodrigues aproveitou a chegada dos novos trens do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) a Salvador, nesta terça-feira (3), para responder às críticas da oposição sobre os empréstimos tomados pelo Governo da Bahia. Diante dos trens do VLT, Jerônimo declarou: “Olha aqui os empréstimos. Estão aqui, ó! Estão em entregas como essa, que chegaram hoje a Salvador.” Segundo Jerônimo, o conjunto de empréstimos tem permitido ao Estado manter o ritmo de investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana.

O governador citou obras estruturantes, intervenções viárias, projetos na área de saúde, como o Hospital Baiano de Oncologia, escolas e principalmente o VLT do Subúrbio, como uma das ações financiadas justamente por operações de crédito. “A oposição diz que não sabe para onde vai o dinheiro dos empréstimos. Pois está aqui: em vagões modernos, em trilhos, em obras por toda a Bahia que vão transformar a vida das pessoas”, afirmou.

Jerônimo também destacou que operações de crédito fazem parte da rotina de grandes estados e que o governo baiano mantém todos os limites fiscais e legais em dia. Para ele, as críticas têm caráter político e ignoram as entregas do Governo do Estado. A chegada dos primeiros trens é mais uma etapa na implantação do VLT, que substituirá o antigo trem do Subúrbio. O governo afirma que as próximas fases do projeto seguem dentro do cronograma, também financiado por operações de crédito.

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Conforme o jornal Folha de S. Paulo, mineradora Vale negocia complexo eólico de Jacobina

03 de dezembro de 2025, 10:03

Foto: Gervásio Lima

Conforme informações reveladas pela coluna Painel S.A do jornal Folha de S. Paulo, a gigante da mineração Vale e a companhia francesa de geração e comercialização de energia EDF fecharam um acordo de outorga que abre caminho para a Vale explorar o complexo eólico de Jacobina (ainda em fase de implantação).

Conforme a coluna, o acordo estabelece uma opção de compra para a Vale adquirir até 95% das ações do complexo eólico. Essa participação será detida por uma holding (empresa criada com o objetivo de deter participações em outras empresas ou gerenciar um patrimônio) que será criada pela EDF para o efeito.

A aquisição do parque eólico visa principalmente fornecer energia renovável para as operações de cobre e níquel da Vale no Pará. O valor do negócio não foi divulgado.

O complexo Jacobina está na Bahia, mas a energia gerada será direcionada para as operações no Norte do país, permitindo que a Vale mantenha sua matriz energética totalmente renovável. Eventual energia excedente que não for consumida será destinada à comercialização no mercado.

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Saiba o que muda para tirar a CNH com as novas regras do Contran

02 de dezembro de 2025, 11:30

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou nesta segunda-feira (1º) a resolução que simplifica o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida retira a obrigatoriedade de passar por uma autoescola antes de fazer as provas de direção

Segundo o Ministério dos Transportes, as medidas podem reduzir em até 80% o custo total da CNH.

As novas regras passam a valer a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União. 

Veja as principais mudanças: 

Abertura do processo

Poderá ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Aulas teóricas

O Ministério dos Transportes irá disponibilizar todo o conteúdo teórico online, gratuitamente. 

Quem preferir poderá estudar presencialmente em autoescolas ou instituições credenciadas.

Aulas práticas

A exigência de aulas práticas passará das atuais 20 horas-aula para 2 horas. 

O candidato poderá escolher entre: autoescolas tradicionais, instrutores autônomos credenciados pelos Detrans ou preparações personalizadas. 

Será permitido uso de carro próprio para as aulas práticas

Provas

Mesmo sem a obrigatoriedade das aulas, o condutor ainda é obrigado a fazer as provas teórica e prática para obter a CNH. 

Outras etapas obrigatórias como coleta biométrica e exame médico devem ser feitas presencialmente no Detran. 

Instrutores

Os instrutores autônomos serão autorizados e fiscalizados pelos órgãos estaduais, com critérios padronizados nacionalmente.

A identificação e o controle serão integrados à Carteira Digital de Trânsito.

Agência Brasil

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Mês de novembro registra o menor número de mortes violentas dos últimos 13 anos

02 de dezembro de 2025, 07:39

Foto: Alberto Maraux

Segurança

Megaoperações com asfixiamento financeiro das facções e reforço do patrulhamento resultaram na queda das ocorrências de homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte.

A Polícia Civil da Bahia registrou no mês de novembro, encerrado no último domingo (30), o menor número de mortes violentas dos últimos 13 anos. Megaoperações com asfixiamento financeiro das facções e reforço do patrulhamento resultaram na queda das ocorrências de homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte.

Em números absolutos foram contabilizadas 273 mortes violentas no mês de novembro de 2025. Na comparação com o mesmo período do ano passado (379 casos computados), a redução foi de 28%.

“A dedicação incansável de todos os homens e mulheres das Forças Policiais da Bahia resultou neste expressivo índice de diminuição dos crimes graves contra a vida”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.

Salientou ainda que em 2023, a redução das ocorrências de homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte foi de 6% e no ano de 2024, a Polícia Civil registrou diminuição de 8,2%.

“Sabemos do desafio e contamos com o total apoio do governador Jerônimo Rodrigues. Seis mil policiais e bombeiros foram contratados em pouco mais de dois anos e na próxima sexta (5 de dezembro), a Bahia ganhará mais 2.000 PMs”, lembrou Werner.

Acrescentou ainda que “além do patrulhamento ostensivo, fortalecemos a Criminalística com a duplicação do efetivo do Departamento de Polícia Técnica e, em 2026, realizaremos um novo concurso para a Polícia Civil, com 750 vagas para delegados, escrivães e investigadores”.

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Governo entrega PL para reestruturação do Planserv e PEC que altera regras de aposentadoria das Polícias Civil e Penal

01 de dezembro de 2025, 18:57

Foto: Vaner Casaes/Alba


O Governo da Bahia encaminhou, nesta segunda-feira (01), à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), duas proposições: o projeto de lei (PL) que promove a reestruturação do Planserv e uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera as regras de aposentadoria para policiais civis e agentes penitenciários, com foco na paridade e integralidade. As propostas são resultado de um processo construído em conjunto com sindicatos e entidades representativas e têm como objetivo modernizar as estruturas do funcionalismo público estadual. A entrega foi realizada pelo secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, e o secretário de Administração da Bahia (Saeb), Rodrigo Pimentel.

O projeto do Planserv apresenta um conjunto de melhorias significativas, entre elas a adoção de um novo critério de contribuição. As faixas salariais serão substituídas por um percentual único aplicado sobre a remuneração do servidor, reforçando um princípio estruturante de justiça social: todos contribuem com o mesmo percentual, de forma proporcional ao salário. Com essa mudança, estima-se que cerca de 130 mil servidores terão redução no valor pago. Além disso, a proposta prevê a interiorização da rede com cidades-polo; a revisão da remuneração dos médicos; e a prospecção de novos profissionais para ampliar atendimentos.

“Sob a condução da Serin chegamos a um produto que visa reequilibrar o Planserv e possibilitar, a partir da aprovação da lei, a mudança na questão do critério de contribuição do participante, tornando um plano de justiça social. O percentual irá iniciar com 5.5% em 2026 e em 2027 chega a 6%. No patronal estamos propondo elevar de 2,5% para 3,25% em 2026, e para 4,0% em 2027. Além disso, pretendemos aprimorar a interiorização, fortalecendo as micro-regiões, levando serviços itinerantes a locais desassistidos e ampliando a oferta de telemedicina, especialmente nas especialidades com menor disponibilidade. Dessa forma, garantimos um atendimento mais rápido e maior conforto para quem vive no interior. Quero agradecer ao empenho de todos e dizer que hoje é um dia especial, pois estamos comemorando a vitória do diálogo”, afirmou o secretário da Saeb, Rodrigo Pimentel.

Em relação à PEC, para os policiais civis e agentes penitenciários que ingressaram até a entrada em vigor da Emenda Constitucional nº 26, de 31 de janeiro de 2020, e que se aposentarem após a publicação da nova Emenda Constitucional, está prevista a garantia da paridade, também garantida para aqueles que já tinham seus proventos calculados com base na integralidade até a data de entrada em vigor da nova Emenda. A proposta também estabelece uma diferença mínima na idade exigida para aposentadoria entre homens e mulheres. As mulheres terão uma redução na idade, tanto na regra especial transitória quanto na permanente, aplicada aos policiais civis, agentes penitenciários e servidores expostos a agentes nocivos.

Já a proposta de PEC tem foco na paridade e integralidade das Polícias Civil e Penal e modifica a regra dos proventos de aposentadoria, estabelecendo uma regra única baseada na última remuneração em atividade. A proposta também define idades mínimas diferentes para a aposentadoria de homens e mulheres, assegura a integralidade e paridade nas pensões por morte e prevê revogação do §3º do art. 9º da Emenda Constitucional nº 26/2020, eliminando duas regras praticamente iguais.

“Viemos aqui em nome do governador Jerônimo trazer estas propostas e quero agradecer aos sindicatos pela construção conjunta, através do diálogo que sempre mantivemos aberto. Nosso objetivo é melhorar ainda mais o nosso plano de saúde e dizer que o Planserv é um patrimônio do Estado baiano e dos servidores públicos da Bahia. Por isso que temos mais de 60 dias entre idas e vindas dialogando e construindo essa proposta. Além disso peço as nossas bancadas de governo e da oposição uma atenção a essa PEC das polícias civil e penal e ressaltar que também foi uma construção coletiva do movimento sindical com o governador Jerônimo”, pontuou o secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola.

As propostas, que foram recebidas pela presidente da Alba, Ivana Bastos, e pelos demais deputados, serão submetidas à apreciação. Caso aprovadas, entrarão em vigor assim que foram sancionadas pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.

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