Municípios

Bahia: Milho não transgênico da agricultura familiar leva qualidade às comidas típicas juninas

18 de junho de 2020, 08:20

Foto: SDR

(Da ssessessoria) – Junho traz as comemorações de São João, São Pedro e Santo Antônio e com elas as comidas típicas desta época. Na Bahia, a mesa de guloseimas tem cheiro e sabor inconfundíveis dos pratos feitos à base do principal produto que dá cor e brilho à tradição junina, o milho.

No município de Irecê, agricultores e agricultoras familiares começaram a colheita do milho neste mês e seguem até agosto, a todo vapor, com a promessa de ser a maior colheita de milho dos últimos anos. Os agricultores são apoiados pelo Governo do Estado, por meio do projeto Bahia Produtiva, com entrega de insumos, como grãos não transgênicos, e assistência técnica e extensão rural (Ater).

De acordo com a agrônoma do Bahia Produtiva, Zene Vieira, que acompanha os agricultores, a expectativa é que haja aumento de 80% na produção em relação ao ano passado: “Este ano teremos uma colheita maior do que nos últimos 12 anos. No território de Irecê, a gente deve ter uma safra de aproximadamente 1 milhão de sacos de milho na região. Avaliamos que 25% seja de milho não transgênico”.

Os agricultores entregam sua produção para a Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê), única com produtos não transgênicos da Bahia. A cooperativa já recebeu, no total, R$ 1.4 milhão de investimento do governo estadual, por meio do edital Alianças Produtivas. Os recursos estão sendo aplicados na aquisição de um caminhão para escoar a produção, comunicação visual e embalagens, construção de galpão industrial e de uma moega e a aquisição de máquinas e equipamentos.

Plantado, colhido, secado e moído, o milho utilizado pela Copirecê na produção de produtos como Flocão Puro Milho não transgênico, Canjiquinha, Mingau de Milho Verde, Mingau Multicereais, Mugunzá e Creme de Milho, é cultivado, atualmente, por 600 famílias de cooperados de todos os municípios do Território Irecê. Juntos, elas produzem em média 75 toneladas por mês.

O agricultor Hélio Rodrigues Rocha, da comunidade Baixão dos Honoratos, no município de São Gabriel, é um dos beneficiados pelo Bahia Produtiva, e cooperado da Copirecê: “A gente só planta agora semente crioula (não transgênica) semente de boa qualidade, aumentei até minha área de produção. É uma semente que vou manter pro resto da vida. E produzir um milho bom desse jeito e já saber pra quem vou vender, pra cooperativa, me deixa muito seguro e satisfeito”.

Produtos de milho delivery

Da plantação de Seu Hélio, o milho vai para a Copirecê, onde é transformado e passa a ter valor agregado, e pode ir direto para a casa do consumidor. Os festejos deste ano são dentro de casa, mas a mesa com iguarias feitas com milho está garantida. Para quem mora em Salvador, os produtos da Copirecê, a exemplo do Flocão de Milho não transgênico, podem ser adquiridos e entregues em casa, pelas plataformas balcao.online/coophub e www.escoarbrasil.com.br. Moradores de outras localidades podem entrar em contato pelo telefone (74) 3641-3722 ou pelo Instagram @flocaopuromilho.

Bahia Produtiva

O Bahia Produtiva é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial.

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MP recomenda paralisação de extração mineral sem licença ambiental em Jacobina

18 de junho de 2020, 07:27

O Ministério Público do Estado da Bahia recomendou ao prefeito e secretários de Meio Ambiente e de Obras do Município de Jacobina que paralisem, interrompam e interditem extrações minerais que não possuem licenças ambientais, autorizações de supressões de vegetação e título autorizativo da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Segundo o promotor de Justiça Pablo Almeida, o mesmo deve ser feito com relação às extrações minerais em áreas de aplicação da Lei da Mata Atlântica, já que existem alternativas dentro do próprio Município, que registra pelo menos 13 pedidos de autorização protocolados junto à ANM nos últimos anos. Além disso, explica ele, “não há comprovação de exaurimento de Jazidas fora da região de Mata Atlântica”.

Pablo Almeida informa no documento que avaliou diversos fatores, imagens, mapas, legislação, que levaram à conclusão da existência de atividades de extração mineral e supressão de vegetação em Mata Atlântica irregulares. Ele também recomendou aos gestores públicos que paralisem e interditem obras que estejam usando produtos e subprodutos de origem mineral que tenham sido objeto de extrações sem licenças ambientais, até a completa regularização da atividade.

Além disso, que as obras e extrações minerais, bem como as contratações de obras e serviços de engenharia que envolvam o emprego de produtos e subprodutos minerais obedeçam a procedimentos de controle com vistas à comprovação da procedência legal dos produtos e subprodutos de origem mineral, exigindo-se, especialmente, licenças ambientais, autorizações de supressões de vegetação, bem como título autorizativo da ANM e anuências dos Conselhos Gestores de Unidades de Conservação, quando for o caso.

Ainda na recomendação, o promotor de Justiça orienta que projetos básicos de obras e serviços de engenharia, que envolvam o uso de produtos e subprodutos minerais, somente sejam aprovados pela autoridade competente caso contemple, de forma expressa, o emprego de produtos e subprodutos minerais de procedência legal.

Segundo ele, o edital de licitação dessas obras ou serviços devem estabelecer para a fase de habilitação, entre os requisitos de qualificação técnica, a exigência de apresentação pelos licitantes de declaração de compromisso de utilização de produtos e subprodutos minerais com procedência legal. Já os contratos que tenham por objeto a execução de obras ou a prestação de serviços de engenharia deverão conter cláusulas específicas que indiquem a obrigatoriedade dos produtos que tenham procedência legal, dentre outras medidas.

Para elaboração do documento, o promotor de Justiça considerou variados fatores. Ele verificou, inclusive, que três áreas requeridas pela Prefeitura Municipal de Jacobina para exploração mineral estão completamente inseridas no Mapa de Aplicação da Lei da Mata Atlântica, com as restrições dela decorrentes.

Cecom MP-BA

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JMC, em parceria com associações de Jacobina, atinge a produção e entrega de 14 mil máscaras

17 de junho de 2020, 18:15

Foto: JMC

(Da Assessoria) – Auxílio à comunidade por meio da geração de renda para as costureiras locais e proteção para a população com a distribuição das máscaras_

Eu me protejo. Você se protege. Nós nos protegemos. É assim que a Jacobina Mineração e Comércio (JMC) e o Instituto Yamana buscam agir com a população de Jacobina no combate à pandemia do coronavírus. Entre os diversos projetos já realizados pela empresa, um dos mais recentes se trata da parceria com comunidades locais para confecção e distribuição de máscaras.

Já foram 14 mil máscaras confeccionadas por 30 costureiras das associações de Cafelândia, Palmeirinha, Quilombo Erê e Saracura. O custo de mão de obra e material foi coberto pela empresa, acreditando na parceria que vem dando muito certo. “A JMC entende que nesses momentos de incerteza as melhores atitudes são aquelas que podem proteger pessoas, além disso, quando pensamos em promover a doação de máscaras de tecido laváveis, lembramos das comunidades locais que também precisam de apoio para gerar renda”, explica Leila Praxedes, gerente de RH, Comunidades e Comunicação da JMC.

Dentro das comunidades participantes a ação foi muito importante. Lindomar Silva, conhecida como Cristina, coordenadora do grupo de mulheres do Quilombo Erê, destaca a relevância da parceria para as costureiras que estavam em casa sem expectativas. “Com essa parceria nós conseguimos um trabalho e isso ajudou muito na parte financeira e na parte psicológica, pois estávamos preocupadas com a situação”, declara.

Já Marilene Silva Souza, presidente da Associação da Palmeirinha e Jaqueline Silva de Araújo, membro da associação, relatam que apesar do motivo triste, as máscaras foram uma oportunidade para várias costureiras que participaram do projeto. “Foi uma possibilidade de conseguir uma renda sem precisar ficar longe de casa, como temos crianças pequenas não podemos trabalhar fora. Além disso, foi um grande aprendizado”, contam.

A representante da comunidade de Saracura, Gilzete Maria Rabello, ressalta a gratidão. “Queremos agradecer a JMC/Yamana pela parceria realizada, por contratar nossos serviços para confecção de máscaras. Isso gerou renda para nossa comunidade nesse momento tão delicado de pandemia. Agora estamos produzindo mais 23 mil máscaras para a Associação Central da Cidadania”, destaca.

Márcia Sousa dos Santos, membro da comunidade quilombola de Cafelândia, conta que até então, as meninas da comunidade não tinham oportunidade de trabalho. “Assim elas puderam ajudar na renda da família. A Yamana, pensando no bem-estar da população e na distribuição de máscaras, pôde trazer um alento para as pessoas”, diz.

As máscaras confeccionadas por meio da parceria foram distribuídas para os colaboradores da empresa e para a população da cidade. “Unimos, em um só ato, proteção de pessoas e geração de renda para as comunidades locais. Dessa forma seguimos auxiliando no combate à Covid-19 e protegendo a população de Jacobina e comunidades vizinhas”, conclui Leila.

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Jacobina: Profissionais de saúde fazem paralisação por melhores salários e condições de trabalho

17 de junho de 2020, 14:36

Foto: Notícia Limpa

Na manhã desta quarta-feira (17), um grupo de profissionais de saúde do município de Jacobina fez uma manifestação em frente a Prefeitura. Os manifestantes que portavam cartazes cobrando melhorias nos ambientes de trabalho e melhoria salarial, foram recebidos pelo prefeito Luciano Pinheiro em seu gabinete.

Todos os participantes do protesto são servidores temporários, que fizeram o processo seletivo por tempo determinado, uma espécie de Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), com duração de dois anos e renováveis pelo mesmo período. Eles alegam que apesar de realizarem os mesmos serviços de servidores concursados não recebem o mesmo salário e nem têm direito a insalubridade, um direito para os trabalhadores expostos à agentes nocivos à saúde.

“Fazemos os mesmos trabalhos e às vezes um pouco mais dos funcionários efetivos, mas nem por isso recebemos os mesmos proventos. Neste momento de pandemia deveríamos ser mais valorizados, pois além de corrermos o risco de contaminação pelo coronavírus, poderemos levar o problema para dentro de nossas casas”, disse uma técnica em enfermagem que pediu para não ser identificada.

Após a audiência com o prefeito Luciano, o grupo composto por técnicos e enfermeiros se reuniu em uma área da Praça Castro Alves, onde foi lida a ata escrita durante o encontro com o chefe do Executivo. Segundo o documento, o prefeito se comprometeu em adicionar o valor referente à insalubridade a partir do mês que vem, pois seria improvável neste momento por a folha de pagamento já está fechada e que enviará um projeto para a Câmara de Vereadores solicitando a aprovação por parte dos edis do aumento salarial, já que uma lei federal determina neste momento de pandemia o aumento dos proventos de servidores públicos por parte do Executivo.

“Fizemos valer nossos direitos. O prefeito foi sensível e reconheceu a nossa importância, esperamos que ele cumpra o que nos prometeu nesta manhã”, comemorou o resultado positivo da paralisação um dos participantes.

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Após churrasco entre amigos, Pintadas sofre surto de Covid-19

16 de junho de 2020, 15:36

Foto: Reprodução

Pintadas, cidade de pouco mais de 10 mil habitantes, localizada no Centro-norte do estado, viu o número de casos do novo coronavírus disparar nos últimos cinco dias após um grupo de amigos realizar um churrasco descumprindo as orientações das autoridades médicas de manter o isolamento social.

A cidade, que na última quinta-feira (10) tinha 2 casos confirmados da doença, registrou, nesta segunda-feira (15), 20 novas pessoas infectadas pelo vírus. Todos os pacientes que testaram positivo para a doença participaram da festa ou tiveram contato com alguém que esteve na confraternização.

De acordo com um morador, que preferiu não se identificar, a festa foi promovida nos dias 29 e 30 de maio, em uma residência no centro da cidade, com a presença de 9 pessoas. Entre os convidados estavam pessoas de Ipirá, Senhor do Bonfim, Salvador e um enfermeiro que trabalha em uma unidade de saúde de Pintadas.

Após se encontrarem na sede do município, o grupo resolveu seguir para a zona rural, onde finalizaram o encontro. A relação entre o aniversário e o aumento de casos de covid-19 foi confirmada ao Bnews pelo prefeito João Batista, conhecido como Batista da Farmácia (DEM).

“Todas as pessoas que testaram positivo estavam no aniversário, mas não sabemos quem delas estava contaminada, se alguém de Senhor do Bonfim, Ipirá ou Salvador. Ele [o enfermeiro] tem ligação direta com a prefeitura. Antes dos novos casos só tínhamos dois, todos curados”, disse o prefeito.

Após a contaminação, a prefeitura de Pintadas decretou lockdown no sábado (13). A medida vai valer até o próximo dia 21 e, até lá, estará funcionando apenas os serviços essenciais, como supermercados e farmácias. As barreiras sanitárias funcionam das 6h até às 22h.

“As pessoas entraram em pânico, mas ainda há aquelas que não têm medo. Foi preciso colocar a polícia e a vigilância nas ruas para não deixarem as pessoas saírem sem necessidade, só quando forem comprar algo essencial”, completou Batista.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o enfermeiro, que não se identificou, afirmou que, após o encontro, não teve contato com outras pessoas.

“Eu estava em Pintadas há uma semana, porque vou para Salvador a cada 15 dias. Durante esse período, não tive nenhum sintoma. Muitos estão dizendo que eu trouxe o vírus da capital e fiquei passando para a população. Eu fui vítima, fui convidado para o aniversário por uma amiga, as pessoas que trabalham na saúde de Pintadas são profissionais responsáveis. Infelizmente eu estive lá e fui infectado também”, disse.

Fonte: BNews.com.br

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Jacobina tem um aumento de quase 300 por cento de casos do coronavírus em 30 dias

16 de junho de 2020, 15:04

Foto: Notícia Limpa

No dia em que se completa 3 meses da primeira morte pela Covid-19 no Brasil, o município de Jacobina chega ao seu 71º caso do novo coronavírus, uma alta de mais de 300 por cento em 30 dias, quando o número de casos pulou de 23 para 71. Coincidentemente, após a flexibilização do isolamento social com a abertura total do comércio local, a quantidade de casos confirmados passou de 1,2, para uma média de 1,5 por dia.

Conforme o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde de Jacobina, divulgado no final da manhã desta terça-feira (16), dos 71 casos confirmados até o momento, 31 já estão curados. Os 4 novos casos são de moradores da comunidade de Caatinga do Moura (3) e do bairro da Matriz (1).

Muitos leitores do Notícia Limpa entraram em contato com a redação para externar suas preocupações com a veracidade das informações passadas diariamente pela Prefeitura Municipal através de uma plataforma digital exclusiva para assuntos inerentes ao coronavírus. Os números apresentados são os principais motivos das descrenças. O estoquista Diogo Souza é um dos descrentes, ele diz não entender o porquê de o Boletim do Coronavírus apontar três casos aguardando resultados e um dia depois aparece quatro confirmados. “Em um dia aparece três casos aguardando resultado e no dia seguinte se confirma quatro contaminados. Não estou entendendo nada”, questionou.

Representação contra o prefeito

No último dia 11, representantes sociedade civil de Jacobina protocolaram denúncia junto ao Ministério Público do Estado da Bahia, requerendo medidas administrativas ou judiciais contra o prefeito Luciano Pinheiro. Os denunciantes solicitam que o prefeito se abstenha de praticar atos que impeçam o isolamento social, “reconhecido pelo mundo todo e recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como meio mais eficaz de contenção do avanço da pandemia no mundo”. É solicitado também a anulação do Decreto Municipal nº 189/2020, que reabriu o comércio local.

“A expedição do Decreto nº 189, de 29 de maio de 2020, pela Prefeitura Municipal de Jacobina, autorizando o funcionamento das atividades comerciais frente ao aumento exponencial do número de casos de coronavírus viola frontalmente o direito à saúde e à vida da população jacobinense, especialmente em se considerando a ausência de motivação técnico-científica para a adoção de tal medida”, ressalta uma das partes da denúncia.

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Agricultura familiar baiana continua produzindo e garante produtos típicos juninos nas mesas dos baianos

15 de junho de 2020, 10:10

Foto: Ascom/SDR

(Da Assessoria) – Junho chegou! E com ele toda a tradição das festas juninas e, é claro, tudo que elas trazem de bom. A agricultura familiar assegura que as iguarias juninas estejam presentes nas comemorações, que este nesse período a recomendação é ficar em casa. Segundo dados do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE 2017), o volume de produção anual na Bahia, de itens juninos, produzidos somente pela agricultura familiar, é de 4.303 toneladas de amendoim com casca, 301.323 toneladas de mandioca, 136.505 toneladas de laranja e 14.063 toneladas de espigas de milho verde.

Esses e outros produtos podem ser adquiridos tanto em feiras livres, onde os decretos municipais não proibiram, quanto em serviços de entrega, ou sistema drive thru, em que os pedidos são separados e entregues em dias e horários já pré-determinados. As iniciativas contribuem com o distanciamento social, recomendado para esse período e facilitam, especialmente, a vida do consumidor, para que eles desfrutem das iguarias típicas desta época do ano, em casa, e curtam os festejos de forma virtual por meio de transmissões ao vivo de atrações juninas.

Um desses serviços de entrega é oferecido pela família da agricultora Josenilda, da comunidade rural Fazenda Guerreiro, em Simões Filho, que também entrega diversos produtos juninos e outros de famílias de agricultores familiares de Simões Filho e de municípios. Ela explica que como optou por não ir levar seus produtos à feira do bairro da Saúde, em Salvador, devido às recomendações dos órgãos sanitários, está atendendo, com o serviço de entrega domiciliar aos clientes que já consomem os produtos que ela oferece, todos os sábados no local.

“Nesse período de pandemia as pessoas estão sem poder sair, ainda mais que nossos clientes, já estão com uma idade mais avançada e não podem estar se expondo. Então com esse sistema de entrega recebo muitos agradecimentos. Eu não posso me expor, também não posso esquecer dos que já estão conosco há quase cinco anos, então essa é uma forma segura que encontramos”. Os pedidos podem ser feitos pelo telefone (71) 99968-1720.

Produtos agroecológicos

Com o lema Nós seguimos produzindo seus alimentos, a Rede Raízes do Brasil também está oferecendo, para os consumidores da capital baiana e de Vitória da Conquista, os produtos típicos juninos. A sua lista, de itens produzidos, de forma agroecológica, por 80 famílias camponesas ligadas ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), de mais de 10 municípios das regiões Centro Norte, Baixo Sul e Sudoeste Baiano inclui os produtos in natura, entre eles os típicos juninos, como aipim, amendoim, milho e laranja, e os processados, como o café e o mel, que vêm de Territórios como o Sudoeste Baiano e Recôncavo.

De acordo com o articulador do MPA na Bahia e colaborador da Rede, Leomárcio Silva, a procura pelo alimento de base agroecológica, ofertado pela cesta camponesa tem sido crescente: “A rede segue cumprindo seu papel: “Aproximar quem produz de quem consome, sem atravessadores, garantindo que o alimento saudável chegue às mesas dos baianos”.

Para adquirir os produtos, que chegam a Salvador quinzenalmente, é necessário acessar a plataforma de comercialização da rede. Para mais informações sobre os produtos e pedidos os contatos da Rede Raízes do Brasil são (77) 988741049 e perfil no Instagram: @rederaizesdobrasil.ba.

Recôncavo Baiano

Conhecida por realizar famoso São João, esse ano, a população de Cruz das Almas não contará com os festejos, mas poderá adquirir os produtos juninos em casa e celebrar em família. A Quitanda do Campo, está realizando entrega a domicílio. Os pedidos devem ser feitos de segunda a quarta-feira, pelos contatos (75) 98804-1390 e ducampoquitanda@gmail.com, com Cleidson e Sidnara. As entregas acontecem às sextas-feiras, com produtos vindos também de outros municípios do Recôncavo, como Castro Alves, São Felipe e Muritiba.

Entre os produtos fornecidos pela Quitanda do Campo, estão os da Associação de Desenvolvimento Comunitário do Bom Gosto, localizada em São Felipe, que durante todo o ano trabalha com os derivados da mandioca. “Estamos trabalhando nesse período na produção de bolos de aipim, puba e milho e com amendoim, milho, massa de puba, canjica e entregamos em comunidades de São Felipe e em quitandas de Cruz das Almas”, informa Maria do Carmo Santos. Ela explica são 76 associados e 23 famílias envolvidas na produção de derivados de mandioca durante todo o ano. A associação produz ainda beiju, tapioca, farinha, bolo de puba, bolo de aipim, pizza de aipim.

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Jacobina: Com recursos próprios, vendedora de temperos adapta um local para higienização das mãos em sua barraca na feira livre (Fotos)

14 de junho de 2020, 13:57

Foto: Notícia Limpa

Com o aumento de casos confirmados e de óbitos por conta da Covid-19, o novo coronavírus, em todo o mundo, já é possível constatar também o envolvimento de forma mais efetiva das pessoas no cumprimento das medidas e orientações das autoridades de saúde, respeitando inclusive o distanciamento e o isolamento social quando possível, contrariando muitas vezes a opinião de seus representantes políticos.

A preocupação com a doença tem sido notadamente percebida através de simples atitudes oriundas de ações daqueles que teoricamente não esperasse que fosse tê-las. A criatividade do brasileiro, aliada às boas práticas e o sentimento nato de querer e gostar de ajudar e servir ao próximo, são responsáveis por um número incontável de atitudes que têm contribuído para a prevenção e a disseminação do coronavírus em diversas cidades do país.

Em Jacobina, uma vendedora de temperos adaptou uma espécie de pia para a higienização das mãos. Regina do Rosário Amorim, de 48 anos, tem uma pequena barraca no Centro de Estabelecimento da cidade (feira livre), onde comercializa condimentos como pimenta do reino, colorau, açafrão e outros. Mesmo sendo produtos de baixo custo, o que não lhe oferece um lucro substancialmente elevado, Regina do Tempero, como é conhecida, comprometeu parte de sua renda e adaptou um balde de 20 litros com uma torneira para que seus clientes e demais frequentadores do local possam higienizar as mãos, com água e sabão líquido disponíveis gratuitamente.

Regina, justifica a atitude como forma de prevenir a doença que ‘tá matando e deixando muita gente doente’:“Percebi que as pessoas não tinham um lugar para lavar as mãos no meio da feira. Os banheiros ficam distantes, dependendo do local onde a pessoa estiver, e não é sempre que a gente encontra sabão neles, por isso resolvi fazer um esforço e montei essa pia improvisada para a gente se cuidar e proteger o próximo”, disse. Segundo a feirante, o custo para montar a “pia” foi de cerca de 30 reais e que a água é fornecida por uma amiga que possui um box frigorífico próximo à sua barraca.

“A ideia é bem-vinda e bastante positiva, para prevenir-se contra o coronavírus. Está de parabéns esta mulher que além de lutadora demonstra possuir um nível elevado de consciência, cidadania e humanidade. Felizmente essas boas práticas vão na contra-mão da não presença dos que deveriam assumir tais responsabilidades”, salientou o técnico em segurança do trabalho, Edson Almeida.

No centro comercial da cidade nenhuma atitude parecida ainda foi tomada por comerciantes e ou as entidades que lhes representam, com exceção de uma loja de roupas e calçados, localizada na Praça Rio Branco.

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Jacobina: Unidade de Saúde da Ladeira Vermelha age em parceria com moradores na luta contra COVID-19

13 de junho de 2020, 20:33

Foto: Ascom/PMJ

(Da Assessoria) – Embasando-se nos princípios do Programa de Saúde da Família, em que orienta as unidades básicas de saúde a realizarem ações que permitam a parceria com as comunidades, durante este período de pandemia mais uma vez a UBS demonstra a força dessa caminhada em conjunto.

A coordenação da unidade tomou iniciativas como a implantação de um pia na área externa da unidade, para que os pacientes realizem a lavagem das mãos, de forma criativa um tapete de desinfecção para os pés com espuma e hipoclorito, além de um questionário onde a clientela da unidade responde a respeito dos seus últimos 14 dias, abordando sintomas e contatos.

Ainda no mês de maio , os ACS – Agentes Comunitários de Saúde lotados na área dos bairros Inocoop e Mutirão, onde o público também é assistido na Ladeira Vermelha, os mesmos realizaram pesquisa via questionário com os moradores em um trabalho de prevenção. Ainda dentro das ações, o serviço de imunização foi realizado tanto sede, quanto nas localidades rurais que compõem a área de cobertura.

Na manhã deste sábado (13), ocorreu mais uma vez um trabalho de conscientização com os residentes do bairro Ladeira Vermelha, com a finalidade de que as medidas preventivas comecem a partir de casa. Até aqui embora tenham ocorrido dois casos suspeitos, nenhuma pessoa da área de cobertura foi infectada, o que demonstra uma parceria eficaz entre o PSF da localidade e as pessoas que utilizam o serviço.

A partir da próxima segunda-feira (15), serão distribuídas máscaras como forma de proteção e incentivo à saúde da população que necessita dos serviços.

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Yamana Gold adota novo procedimento para pagamento de fornecedores de Jacobina

12 de junho de 2020, 12:46

Foto: JMC

(Da Assessoria) – A Yamana Gold, empresa que atua em Jacobina através da Jacobina Mineração e Comércio (JMC), decidiu adotar uma ação em apoio ao comércio local, que vem passando por dificuldades devido à crise causada pelo novo coronavírus. Com a criação deste procedimento, a mineradora vai adiantar o pagamento de seus fornecedores locais que, ao invés de receberem em 30 dias, como de costume, passarão a receber em sete dias.

Ao todo, nessa primeira semana do procedimento, 44 fornecedores de Jacobina, dos mais diferentes setores, como hotelaria, autopeças e materiais de construção, serão beneficiados com o adiantamento de pagamentos de valores que somam mais de R$ 1 milhão.

A expectativa da Yamana é que os pagamentos em sete dias continuem a ocorrer enquanto a crise causada pela pandemia do coronavírus prejudicar os seus fornecedores jacobinenses.

Atualmente a Jacobina mineração e Comércio, gasta em média 8,6 milhões de reais na compra de materiais e na contratação de serviços de fornecedores locais. “Desde o começo da pandemia causada pelo coronavirus, a JMC está engajada em apoiar o município de Jacobina em diversas ações, como doação de material de proteção, cestas básicas, equipamentos para o hospital. Mas sempre acreditamos que além de uma crise na saúde enfrentaríamos uma crise econômica em nossa região e essa é uma das formas que encontramos de minimizar esses impactos no comércio local.” Afirma Edvaldo Amaral, Gerente Geral da JMC.

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