Lista Principal

Sobrevivente do holocausto: é preciso denunciar apologias ao nazismo

27 de janeiro de 2025, 11:31

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rolande Fichberg deixou a Europa quando tinha 7 anos. De família judia, perseguida pelo regime nazista, ela é uma das sobreviventes do holocausto, que matou 11 milhões de pessoas, sendo 6 milhões, judeus. Aos 85 anos, ela assistiu o empresário bilionário norte-americano Elon Musk reproduzir o gesto do regime que foi responsável pela morte de muitos de seus familiares. Para ela, isso não pode passar incólume.

“Não era meu desejo assistir um ato igual àquele, o levantamento de um braço no sinal, a apologia ao nazismo, já que eu luto tanto contra isso. Mas isso acontece e a gente tem que combater. E é bom denunciar, é bom todo mundo saber que não passou despercebido, que aconteceu e que as pessoas tomaram até sua posição”, defendeu.

“A gente tem que se importar sim com tudo que acontece, denunciar e mostrar a nossa indignação”.

Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – Rolande Fichberg, sobreviente do Holocausto, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – Rolande Fichberg, sobreviente do Holocausto, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas, no Palácio da Cidade – Fernando Frazão/Agência Brasil

Neste domingo (26), Rolande Fichberg participou de cerimônia em homenagem às vítimas do regime nazista e pela passagem dos 80 anos da libertação dos prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. O evento, no Palácio da Cidade do Rio de Janeiro, marca o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado nesta segunda-feira (27), implementado por meio de resolução da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2005.

Auschwitz foi uma rede de campos de concentração localizados no sul da Polônia em áreas anexadas pela Alemanha Nazista. É considerada o maior símbolo do holocausto durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945. Apenas em Auschwitz foram mortas aproximadamente 1,2 milhão de pessoas. Além dos judeus, minorias como pessoas LGBTI+, ciganos, pessoas negras, pessoas com deficiência, entre outras, foram também perseguidas e mortas não somente em Auschwitz, mas também nos demais campos de concentração.

Rolande Fichberg viveu isso de perto. A avó e seis tios foram presos em Auschwitz e morreram ou dentro do próprio campo de concentração ou não conseguiram sobreviver às sequelas deixadas. “Muitos morreram sem saber por que, pelo simples fato de serem judeus e mais os 5 milhões que não eram judeus e que muitas vezes talvez nem soubessem por que estavam nessa situação”, relembra.

O evento no Palácio da Cidade, sob o tema 80 anos depois: Memória, Resistência e Esperança, foi uma ação colaborativa entre o vereador Flávio Valle e a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) e com apoios da Prefeitura, e da Confederação Israelita do Brasil (Conib). A cerimônia reuniu autoridades, sobreviventes do Holocausto e seus descendentes, políticos e autoridades eclesiais.

Em discurso, o Secretário Municipal de Cultura, Lucas Padilha, também defendeu que apologias ao nazismo não podem ser aceitas atualmente. “Na internet, que a gente saiba exatamente o que os símbolos significam. Que a gente jamais relativize um símbolo nazista em 2025”, disse em discurso na cerimônia.

Preservação da memória

O presidente da FIERJ, Bruno Feigelson, defendeu a importância de se preservar a memória das vítimas, para que o holocausto não seja esquecido e isso não se repita em nenhum lugar do mundo. Ele também ressaltou a importância do Brasil para os judeus.

Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – O presidente da Federação israelita do Estado do Rio de Janeiro, Bruno Feigelson, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – O presidente da Federação israelita do Estado do Rio de Janeiro, Bruno Feigelson, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto Fernando Frazão/Agência Brasil

“O Brasil entrou na guerra e lutou contra a atrocidade que foi o Eixo do Mal, compreendido ali na época pela Alemanha Nazista, pela Itália Fascista. A participação do Brasil foi muito importante, inclusive culminou com a libertação dos prisioneiros tanto de Auschwitz quanto de todas as pessoas que estavam ali sendo dizimadas”, disse.

Ele também destacou o papel do Brasil como país que recebeu muitos judeus, como os próprios bisavós. “Se eu estou aqui e tantos outros judeus estão aqui há muitas gerações no Brasil e tanto contribuíram com esse país, é porque o Brasil abriu as portas para que a gente fosse recebido”.

Também presente na cerimônia Cônsul-Geral da República Federal da Alemanha, Jan Freigang, afirmou que a Alemanha assume a responsabilidade pelo holocausto e pela preservação da memória para isso não volte a acontecer.

“A Alemanha reafirma sua responsabilidade inabalável pela ruptura da civilização cometida de forma nunca antes vista, que foi o holocausto. A memória dessa ruptura, seu enfrentamento e construção de uma memória voltada para o futuro é, para nós, uma tarefa permanente”, garantiu.

Segundo Freigang a Alemanha busca combater qualquer forma de antissemitismo, mesmo discordando de posicionamentos de Israel. “A nossa responsabilidade histórica significa que a Alemanha continuará a defender, mesmo em tempos de críticas ao governo israelense, o direito de existência e a segurança do Estado de Israel”.

Ele também chamou atenção para os riscos atuais da disseminação de ideias e ideais extremistas e apologias ao nazismo. “Infelizmente tudo isso está crescendo, tanto off-line quanto on-line, e o on-line é amplificado por algoritmos e até mesmo por indivíduos poderosos com visões extremistas”.

Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – O Cônsul-Geral da Alemanha, Jan Freigang, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – O Cônsul-Geral da Alemanha, Jan Freigang, no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto – Fernando Frazão/Agência Brasil

Luta por justiça

Durante a cerimônia, sete velas foram acesas por sobreviventes, autoridades políticas, líderes religiosos e jovens.⁠ Ana Bursztyn Miranda, uma das presas políticas durante a ditadura no Brasil, entre 1964 e 1985, que integra o Coletivo RJ Memória, Verdade, Justiça, Reparação e Democracia, foi uma das pessoas que acenderam uma das velas.

Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – Ana Bursztyn Miranda fala no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto, no Palácio da Cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 26/01/2025 – Ana Bursztyn Miranda fala no ato pelos 80 anos da libertação de Auschwitz e em memória das vítimas do Holocausto – Fernando Frazão/Agência Brasil

 A exemplo da Alemanha, que assume os crimes cometidos, Miranda defendeu, em discurso a necessidade do Brasil assumir também o que foi feito durante a ditadura.

“A memória do holocausto, felizmente, hoje está consagrada porque o nazismo foi derrotado, o Terceiro Reich foi condenado pela memória histórica. A verdade apareceu, a justiça em grande parte foi realizada em tribunais públicos. Há relatos dos sobreviventes, livros, filmes, palestras, homenagens, como esta de hoje. Não há ruas e logradouros, me parece, na Alemanha com homenagens a nazistas. Houve reparação financeira e moral às vítimas”, disse, acrescentando que, em relação à ditadura, não ocorre o mesmo.

“Nós vamos normalizar, vamos considerar normal? Sessenta anos depois, a ditadura de 64 ainda não terminou, não foi derrotada”, disse.

Agência Brasil

Leia mais...

Pousa em Belo Horizonte nesta sexta primeiro voo de deportados dos EUA na era Trump

24 de janeiro de 2025, 13:55

Foto: Reprodução

O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, será o ponto de chegada, nesta sexta-feira (24), do primeiro voo de deportados dos Estados Unidos sob a administração do presidente Donald Trump. De acordo com informações da Polícia Federal, a aeronave trará 158 deportados, relata o g1. A notícia foi confirmada pela emissora norte-americana NBC News, que acompanha as movimentações relacionadas à política de imigração do republicano desde sua posse.

Este será o segundo voo com deportados que pousa em Confins neste ano. O primeiro, ainda sob o governo de Joe Biden, aconteceu em 10 de janeiro, transportando 100 pessoas. A diferença de escala entre os dois voos já reflete a mudança de postura com relação à imigração entre as administrações democrata e republicana.

Endurecimento das políticas imigratórias – Logo no início de seu novo mandato, Donald Trump deixou claro que sua abordagem sobre imigração seria ainda mais rígida. Entre as medidas anunciadas pela Casa Branca está o restabelecimento da controversa política “Permaneça no México”, que exige que solicitantes de asilo aguardem fora dos Estados Unidos durante o processamento de seus pedidos. Além disso, a construção do muro na fronteira entre EUA e México foi retomada, reforçando o discurso de campanha de Trump.

A Casa Branca também divulgou que outros voos de deportação já foram realizados. Em suas redes sociais, a porta-voz Karoline Leavitt afirmou que “centenas de imigrantes ilegais já foram deportados em aeronaves militares”, destacando que o governo está conduzindo “a maior operação de deportação em massa da história”. Leavitt ainda ressaltou que, desde a posse de Trump, 538 imigrantes foram presos, incluindo membros de gangues e suspeitos de terrorismo.

Impactos no Brasil – A chegada do voo com deportados reacende debates sobre os impactos das políticas migratórias dos EUA no Brasil. Organizações de direitos humanos alertam para o possível aumento de casos de brasileiros que enfrentam dificuldades ao retornarem ao país sem apoio governamental ou infraestrutura adequada para reintegração social e econômica.

Além disso, a decisão de Trump de revogar decretos do governo Biden, como os que permitiam a reunificação de famílias separadas na fronteira, agravou a situação de milhares de imigrantes. Outra medida polêmica é a suspensão da concessão de refúgios por quatro meses, o que afeta não apenas brasileiros, mas também migrantes de diversas nacionalidades que buscavam abrigo nos EUA.

Guilherme Lavorato – Brasil 247

Leia mais...

ProUni 2025: inscrições abrem nesta sexta-feira; veja como participar

24 de janeiro de 2025, 08:44

Foto: Divulgação/MEC

As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni) 2025, do primeiro semestre, abrem nesta sexta-feira, 24. Os estudantes interessados em participar do processo seletivo têm até a próxima terça-feira, 28, para se candidatar às vagas.

O ProUni oferece bolsas de estudo integrais (100%) e parciais (50%) para graduação em instituições privadas de ensino superior, usando a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A inscrição é gratuita e deve ser feita no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O candidato pode optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou às cotas para pessoas com deficiência e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.

Quem pode se inscrever no ProUni?

Para se inscrever no ProUni, o candidato precisa ter feito o Enem nos últimos dois anos, ter nota média superior a 450 pontos e não ter zerado a prova de redação.

Para concorrer às bolsas integrais, o candidato também deve ter renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa. Já para as bolsas parciais, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa. 

Além dos critérios acima, o candidato precisa ainda atender a pelo menos uma das seguintes condições:

Ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública; 
Ter concluído o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista; 
Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista integral; 
Ter feito o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada na condição de bolsista parcial; 
Ter feito o ensino médio integralmente em instituição privada na condição de bolsista parcial ou sem a condição de bolsista;
Ser uma pessoa com deficiência na forma prevista na legislação; 
Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para concorrer aos cursos de licenciatura e pedagogia. Neste caso, não é aplicado o limite de renda.

Como fazer a inscrição no ProUni 2025?

Acesse o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior;
Entre com o seu login da plataforma gov.br ou faça o cadastro;
Pesquise as vagas;
Escolha, em ordem de preferência, até duas opções de curso.
Durante o período de inscrição, o candidato consegue alterar as opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.

O que são as notas de corte parciais?

Em todo o período de inscrição, a partir do sábado, 25, os candidatos conseguem ver as notas de corte parciais de cada curso. A informação ajuda o estudante a saber se tem chances de ser aprovado naquele curso e se deseja ou não manter as opções escolhidas na inscrição. As notas de corte parciais são atualizadas uma vez por dia.

As notas de corte são as notas mínimas que o candidato precisa ter para conseguir uma vaga no curso e faculdade que deseja entrar.

Quando sai o resultado do ProUni?

O resultado da primeira chamada do ProUni 2025 do primeiro semestre está previsto para o dia 4 fevereiro. Os pré-selecionados devem comprovar as informações fornecidas na inscrição entre os dias 4 e 17 de fevereiro.

Já o resultado da segunda chamada deverá sair em 28 de fevereiro. O prazo para comprovação de informações dos aprovados em segunda chamada será de 28 de fevereiro a 17 de março.

Quem não for convocado em nenhuma das duas chamadas, ainda poderá manifestar interesse em participar da lista de espera do programa entre os dias 26 e 27 de março.

Saiba mais sobre como funciona o ProUni

Calendário do ProUni 2025

Inscrições: 24 a 28 de janeiro;
Resultado da primeira chamada: 4 de fevereiro.
Comprovação de informações da 1ª chamada: 4 a 17 de fevereiro;
Resultado da segunda chamada: 28 de fevereiro;
Comprovação de informações da 2ª chamada: 28 de fevereiro a 17 de março;
Manifestação de interesse na lista de espera: 26 a 27 de março;
Divulgação da lista de espera: 1º de abril;
Comprovação de informações da lista de espera: 1º a 11 de abril.

Terra

Leia mais...

Bahia mantém equilíbrio fiscal e encerra o ano com saldo positivo nas contas em 2023 e 2024

23 de janeiro de 2025, 11:33

Foto: Divulgação

Assim como aconteceu em 2023 e nos anos anteriores, o Estado da Bahia encerrou o exercício de 2024 em equilíbrio fiscal, tendo cumprido todos os seus compromissos financeiros com a utilização de recursos disponíveis em caixa. O governo baiano encerrou a contabilidade com saldo positivo no caixa, ou seja, dispondo de recursos para utilização nos anos seguintes.

A solidez fiscal na gestão das contas do Estado é atestada pela conquista da nova Nota A+, concedida pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) aos entes da Federação que obtiveram as notas máximas para a Capacidade de Pagamento (Capag A), relativa ao exercício de 2023, e para o Indicador da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal (ICF A).

A Bahia possui ainda um dos mais baixos índices de endividamento do país, tendo encerrado o ano de 2023 com a dívida equivalendo a 36% da receita, e o de 2024 com esta participação em patamar equivalente, tendo oscilado para 37%. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a Dívida Consolidada Líquida (DCL) não deve ultrapassar o limite de 200% da Receita Corrente Líquida (RCL).

A situação baiana segue em contraste com a dos maiores estados do país, que apresentaram dívidas acima de 100% da receita: a do Rio de Janeiro, que encerrou o quadrimestre em 200%, atingiu o teto, e a do Rio Grande do Sul ficou próxima, com 183%. Já o endividamento de Minas Gerais chegou a 156%, e o de São Paulo, a 120%.

Secom/BA

Leia mais...

Pesquisadores dizem que decisões da Meta ameaçam liberdade no Brasil

23 de janeiro de 2025, 07:21

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Em audiência pública em Brasília (DF), nesta quarta-feira (22), pesquisadores e membros de organizações da sociedade civil manifestaram contrariedade às novas políticas da empresa Meta, que alteraram as formas de moderação e que até permitem a publicação de conteúdos preconceituosos. Representantes das plataformas digitais foram convidados, mas não compareceram. A companhia controla as redes Facebook, Instagram e Whatsapp. 

Na audiência pública, realizada pela Advocacia-Geral da União (AGU), os pesquisadores chamaram atenção para o fato que essas políticas aumentam as dificuldades de grupos já vulnerabilizados. A professora Rose Marie Santini, diretora do laboratório de estudos de internet da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou que as decisões da empresa de remodelar programas de checagem de fatos e relaxar os trabalhos de moderação sobre a formação de discursos de ódio representam ameaça à sociedade.

Para ela, uma mudança muito significativa anunciada pelo presidente da Meta, Mark Zuckerberg, foi sobre as alterações dos algoritmos, ao decidir quais vozes serão divulgadas e silenciadas. “Esses algoritmos, programados pela curadoria e moderação de conteúdo, operam sem nenhuma transparência sobre a realidade e sobre seus critérios. Não sabemos quais conteúdos são efetivamente moderados”, ponderou. 

A professora afirma que a divulgação dos critérios de moderação demonstrou “graves inconsistências”. “Essa opacidade mina a confiança pública na real preocupação da empresa com a liberdade de expressão. Afinal, a liberdade só é efetiva quando acompanhada de transparência”, argumentou. 

Para a pesquisadora, esse tipo de moderação permite que se dê liberdade somente às pessoas escolhidas pela empresa. “O discurso das empresas induz a um entendimento de que a censura só poderia vir do Estado. Contudo, na realidade atual, as plataformas digitais se constituem como a principal estrutura de censura dos usuários na internet”.

Ela entende que essas grandes plataformas detêm mais informações sobre seus usuários do que qualquer Estado tem de seus cidadãos. “(As empresas) Usam dados das pessoas, inclusive os sensíveis, para distribuir anúncios personalizados, independente se são legítimos ou não, se contêm crimes de qualquer ordem ou se colocam os usuários em risco”. 

Conteúdos sexistas

A professora de direito Beatriz Kira, da Universidade de Sussex, no Reino Unido, avaliou que a prioridade e o engajamento dos algoritmos das plataformas contribuem para a disseminação de conteúdos sexistas e misóginos que não conseguiriam o mesmo impacto não fosse pela internet. “Tecnologias emergentes com inteligência artificial generativa geraram esse cenário, facilitando novas formas de violência”. 

Ela cita a divulgação de conteúdos íntimos, como deep nudes, que evidenciam o uso estratégico da necrologia para reforçar a violência de gênero no âmbito político. “Nesse contexto, mudanças recentes nas políticas de discurso de ódio e a reivindicação do sistema de automatização de organização de conteúdo são profundamente preocupantes. Essas mudanças evidenciam a necessidade urgente de um papel mais ativo do Estado na regulação das plataformas digitais”.

Atenção às crianças

O diretor de políticas e direitos das crianças do Instituto Alana, Pedro Hartung, ressaltou que a moderação de conteúdo por parte das plataformas para a proteção de crianças e prevenção de violências não é só uma necessidade, mas também um dever constitucional. “No caso das crianças, já temos a legislação para basear ações de responsabilização objetiva por conduta própria ou ação por omissão das plataformas”, defendeu. 

Hartung contextualizou que 93% de crianças e adolescentes usam a internet no Brasil, 71%, o WhatsApp, além de uma expressiva participação no Instagram e TikTok. “Essa é uma internet que não é uma praça pública, mas sim um shopping, que busca por uma economia da atenção, a exploração comercial das crianças”, explicou.

Ele exemplificou que, como parte desse conteúdo prejudicial, houve no Brasil os ataques nas escolas principalmente no ano de 2023. Ele cita que uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiu avaliar a influência do mundo on-line na radicalização desses adolescentes. “É importantíssimo, para a gente, olhar para a moderação de conduta nas plataformas”.

Outro tema que preocupa em relação à infância, segundo Hartung, é o impacto significativo das publicidades e também do crescimento do trabalho infantil artístico nas redes. “É importante ressaltar que a culpa não pode ser colocada exclusivamente em cima das famílias, mas em empresas”.

Violência contra homossexuais

O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos, Victor De Wolf, também participou da audiência pública, manifestou que a política de monitoramento da Meta já era equivocada e intolerante. “A gente já vê graves crimes de ódio acontecendo, violações, calúnias e golpes. A nossa comunidade não é incomum”.

No texto da Meta, que aponta uma nova política de moderação, há textualmente a informação que haveria permissão para relacionar doença mental a questões de gênero ou orientação sexual. 

“Ainda somos um país que mais persegue a comunidade LGBT, e principalmente travestis e transexuais no mundo. Nós ainda somos o país com mais assassina em qualquer relação de direitos”, contextualizou. Para ele, é necessário que a justiça faça o papel de responsabilizar redes que violem os direitos dos cidadãos. “A anarquia digital proposta por esse grupo de empresários, na verdade, nada mais é do que uma ditadura”, disse.

Agência Brasil

Leia mais...

Bahia amplia efetivo com novos cargos e convocações para forças de segurança

22 de janeiro de 2025, 15:55

Foto: Thuane Maria/GOVBA

O Governo do Estado sancionou nesta quarta-feira (22) a criação de 2.397 novos cargos para a Polícia Civil da Bahia e autorizou concursos públicos voltados aos quadros de saúde da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. As ações visam fortalecer a segurança pública e aprimorar a capacidade de investigação criminal. O anúncio foi feito pelo governador Jerônimo Rodrigues durante cerimônia no Centro de Operações e Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), acompanhado pelos secretários estaduais Marcelo Werner (Segurança Pública) e Edelvino Góes (Administração).

Entre os novos cargos para a Polícia Civil, foram criadas 500 vagas para delegados, 437 para escrivães e 1.460 para investigadores, fortalecendo significativamente a estrutura da instituição. Além disso, o governador assinou decretos para convocar 512 policiais militares e 23 bombeiros militares da reserva remunerada, aumentando a capacidade operacional das forças de segurança.

“Essas medidas são estratégicas para garantir mais segurança e efetividade nas ações de combate à criminalidade. Com o aumento no efetivo, asseguramos uma presença mais forte do estado onde mais se precisa”, afirmou Jerônimo Rodrigues, destacando que as novas vagas atenderão às demandas da população e melhorarão a resolução de casos.

A delegada Geral da Polícia Civil, Heloísa Brito, destacou que a criação dos novos cargos representa um avanço significativo para a segurança pública na Bahia. “Esse reforço amplia nossa capacidade de investigação e resposta às demandas da população. Essa iniciativa nos fortalece e nos permite atuar de forma mais eficiente no combate à criminalidade, promovendo justiça e segurança em todas as regiões do estado.”

Ampliação do efetivo

Outro destaque é a autorização para concursos públicos voltados aos quadros de saúde da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. Serão ofertadas 24 vagas no Quadro de Oficiais de Saúde dos Bombeiros, sendo 16 para médicos e quatro para odontólogos, além de 16 vagas no Quadro de Saúde da PM, com 12 para médicos e quatro para odontólogos.

Para o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, a ampliação do efetivo impactará diretamente na eficiência das ações de segurança. “A inserção de novos profissionais fortalece o enfrentamento à criminalidade, permitindo uma resposta mais rápida e qualificada”, afirmou.

O comandante geral da Polícia Militar, Coronel Paulo Coutinho, destacou a ação. “A convocação de policiais militares da reserva, a inclusão de novos integrantes para reforçar o patrulhamento nas ruas e a ampliação do quadro de saúde mostram uma preocupação em cuidar da tropa e da população. Com essas ações, atingimos o maior efetivo da Polícia Militar em todos os tempos, justamente no ano em que nossa instituição completa 200 anos”.

Repórter: Tacio Santos/GOVBA

Leia mais...

BATATA-DOCE: os benefícios não se limitam aos praticantes de atividade física

22 de janeiro de 2025, 08:00

Foto: Reprodução

Batata-doce é uma das fontes de carboidrato mais populares entre os marombeiros. Junto com o peito de frango – fonte de proteína – constitui o prato mais clássico de quem quer ganhar músculos na academia. Toda essa fama não é mera coincidência, o alimento é uma ótima fonte de energia e ainda auxilia na perda de peso. Mas, não para por aí. Incluir batata-doce na dieta pode ajudar melhorar o sistema imunológico a até o aspecto da pele. É o que conta a nutricionista mestre pelo Centro Universitário São Camilo, Adriana Stavro. A especialista listou os principais benefícios do tubérculo. Confira:

Aumenta a imunidade

A coloração alaranjada do alimento sinaliza uma boa contração de betacaroteno, uma substância convertida em vitamina A no organismo. Item fundamental para fortalecer o sistema imunológico e manter a saúde em dia.

Auxilia o trato gastrointestinal

Por ter uma quantidade significativa de fibras em sua composição, a batata-doce é uma ótima aliada do bom funcionamento intestinal. “Estudos demonstraram que a deficiência de vitamina A aumenta a inflamação intestinal e reduz a capacidade imunológica de responder adequadamente a ameaças potenciais a patógenos”, conta a especialista.

Contribui para o emagrecimento

As fibras do alimento, além de facilitarem o trato gastrointestinal, também proporcionam uma maior sensação de saciedade. Efeito mais do que bem-vindo para pessoas que se encontram em restrição dietética para perder gordura corporal. A batata-doce também é uma ótima fonte de energia para a realização de atividades físicas, que contribuem para a perda de peso.

Melhora a beleza da pele

O betacaroteno presente na composição do tubérculo, e que lhe dá a coloração alaranjada, além de ótima fonte de vitamina A, tem propriedades antioxidantes. Algo que auxilia a restaurar a elasticidade da pele, renova as células inativas e deixa a pele mais macia e saudável. A batata-doce também é rica em vitaminas C e E, que aumentam a produção de colágeno e fortalecem os tecidos.

Ajuda a enxergar melhor

Outro fator ligado aos altos índices de vitamina A encontrados no alimento. O nutriente é responsável por evitar a secura dos olhos, infecções oculares e até mesmo cegueira noturna. A deficiência do componente pode ocasionar a xeroftalmia – doença que interfere na produção de lágrimas e compromete a visão.

Reduz o risco de câncer

De acordo com a nutricionista, “estudos sugerem que os antioxidantes da casca da batata-doce roxa, podem reduzir o risco de câncer. Para obter o máximo de nutrição das batatas não descasque, apenas esfregue e lave bem antes de cozinhar. Os antioxidantes ajudam a reduzir o estresse oxidativo, reduzindo a inflamação, reduzindo o risco de doenças inflamatórias, como câncer, doenças cardíacas e doenças autoimunes”, finaliza Stavro.

MSN

Leia mais...

Carteira de Trabalho Digital agora permite consultas a vagas do Sine

22 de janeiro de 2025, 07:37

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os trabalhadores podem usar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital para consultar vagas de emprego disponíveis nas agências do Sistema Nacional de Emprego (Sine). A ferramenta substituirá o aplicativo Sine Fácil, que foi extinto.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a consulta permite que os serviços da pasta sejam centralizados em um único aplicativo, o que agiliza a comunicação entre empregadores e empregados. O trabalhador receberá a notificação toda vez que surgir uma oferta de emprego em sua região.

Para ter acesso ao serviço, o trabalhador terá de atualizar as informações pessoais e os objetivos profissionais no aplicativo Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), disponível gratuitamente nas lojas virtuais dos sistemas Android e iOS. Os dados podem ser informados ao entrar no ícone “maleta”, na barra inferior da tela, ou na aba “emprego”, no menu de opções.

A partir da atualização dos dados, é possível consultar oportunidades de trabalho no item “vagas de emprego”, que verificará se haverá vagas conforme o perfil informado. Caso haja alguma vaga de interesse, basta o trabalhador selecionar e acompanhar os passos seguintes em “processos seletivos”.

Serviço mais usado do governo federal, a Carteira de Trabalho Digital registrou mais de 724 milhões de acessos em 2024. Desde a estreia do serviço, 81 milhões de trabalhadores baixaram e entraram no aplicativo, que requer conta no Portal Gov.br.

Além da intermediação de mão de obra, a CTPS Digital oferece os seguintes serviços: contratos de trabalho vigente, vínculos de trabalho anteriores, apoio financeiro, abono salarial, seguro-desemprego, benefício emergencial, notificações de qualificação profissional, canal de denúncias trabalhistas e os extratos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Além do aplicativo, a plataforma pode ser acessada por meio do Portal Emprega Brasil, que também requer login único do Portal Gov.br.

Leia mais...

JACOBINA: Mineradora se manifesta sobre os transtornos causados pela circulação dos ônibus que transportam seus colaboradores

22 de janeiro de 2025, 07:17

Foto: Notícia Limpa

Moradores de Jacobina se queixam dos transtornos causados por ônibus que prestam serviço à Jacobina Mineração Pan American Silver (JMC), transportando seus colaboradores em deslocamentos diários.

 Os veículos circulam por diversas ruas, muitas vezes, dependendo do horário, atrapalhando o trânsito da cidade. A movimentação provoca barulho, perturbando o descanso, nos horários de trocas de turno, inclusive no final da noite e início da manhã. 

Os ônibus, que mais parecem transportes coletivos municipais, dado a sua grande quantidade, circulam praticamente durante todo o dia, por diversas ruas e bairros da cidade, pegando e deixando os funcionários em praticamente todas as esquinas, causando aborrecimentos e reclamações. 

“Já estava na hora de rever esta logística e pensar em um ponto de apoio, uma espécie de centro de transporte em locais específicos da cidade para evitar essa movimentação”, sugere um morador do bairro Félix Tomaz, que pediu anonimato. Sua inquietação é a mesma de Antônio Carlos, residente no Jacobina 3. Segundo ele, quando não são os motores provocando desconforto para quem ainda está dormindo, inclusive doentes, causando inclusive danos nas estruturas físicas das residências, como rachaduras e deslocamentos de telhas, são os barulhos provocados pelo ‘converseiro’ dos que estão aguardando ou chegando do trabalho.

O Notícia Limpa procurou a assessoria de comunicação da Pan American, passando os problemas relatados pelos moradores e solicitando informações sobre a logística do transporte dos funcionários, e se já existe alguma discussão sobre a possibilidade de implantação de locais estratégicos para a chegada e a saída dos ônibus.

Em nota, ‘a empresa reconhece a importância de manter um diálogo aberto com a comunidade e de buscar soluções que minimizem os impactos de suas operações no dia a dia’. Com relação à sugestão de um terminal ou estação de transbordo, a JMC informa que está continuamente avaliando formas de otimizar suas operações. A empresa diz ainda na nota, que ‘está comprometida em avaliar os pontos levantados’.

VEJA ABAIXO A NOTA ENVIADA EXCLUSIVAMENTE PARA O SITE NOTÍCIA LIMPA:

Resposta ao portal Notícia Limpa 21/01/2025

Sobre circulação do transporte dos colaboradores A Jacobina Mineração Pan American Silver agradece ao portal Notícia Limpa por informar sobre a sua preocupação em relação à circulação dos ônibus que transportam os trabalhadores da JMC e suas terceirizadas em Jacobina. A empresa reconhece a importância de manter um diálogo aberto com a comunidade e de buscar soluções que minimizem os impactos de suas operações no dia a dia. Atualmente, o transporte dos colaboradores da JMC é planejado com o objetivo de oferecer segurança e eficiência no deslocamento, respeitando as legislações locais e buscando impactar o mínimo possível as comunidades. Importante ressaltar que a mão de obra da JMC é composta por 94% de profissionais de Jacobina e região. Buscar atender as pessoas mais próximas de suas residências é uma forma de garantir a segurança dos colaboradores da empresa e de promover o bem-estar.

Com relação à sugestão de um terminal ou estação de transbordo, a JMC informa que está continuamente avaliando formas de otimizar suas operações, considerando o bem-estar dos colaboradores, das comunidades e as demandas logísticas da atividade mineradora.

Por fim, a JMC está comprometida em avaliar os pontos levantados e reforçar também que qualquer situação específica pode ser reportada diretamente aos canais de atendimento da empresa – Ouvidoria 0800 0713230 (24h por dia) ou pelo e-mail jmcfaleconosco@br.panamericansilver.com – para que seja apurada de forma ágil e detalhada.

Os ônibus circulam por diversas ruas da cidade

Leia mais...

Bahia inaugura primeira delegacia de combate ao racismo e à intolerância religiosa

21 de janeiro de 2025, 14:39

Foto: Thuane Maria/GOVBA

A primeira Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa (Decrin) da Bahia foi inaugurada nesta terça-feira (21), em Salvador, e começa após sanção assinada pelo governador Jerônimo Rodrigues, durante entrega da unidade, no Engenho Velho de Brotas, onde antes funcionava a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A unidade funcionará dentro do Centro Policial de Cidadania e Diversidade (CPCD), investigando e reprimindo crimes de racismo e intolerância religiosa de forma complexa, atendendo especificidades como LGBTfobia e violências direcionadas a pessoas idosas.

“Aqui tem segurança pública, mas tem assistência social, tem direitos humanos, com uma missão, muito forte, de garantir o direito de quem queira fazer uma denúncia. Para aqueles que não tiverem coragem, nós vamos preparar, cada vez mais, a sociedade baiana. Agora temos mais um instrumento, inicialmente, aqui, em Salvador, mas nos próximos 10 anos vamos garantir que a intolerância religiosa seja banida do nosso estado. Preparamos nossas forças, tem muita competência nesse serviço. A gente vai trabalhar para zerar isso”, frisou o governador Jerônimo Rodrigues, sobre a política baiana de combate aos crimes de racismo.

A delegacia funcionará 24h, todos os dias da semana, com serviço de investigação, assistência social e psicologia, cartório, sala de reconhecimento e apoio integrado dos Núcleos Especializado de Atendimento à Mulher (Neam), de Combate aos Crimes Cibernéticos (Cyber), de Diversidade e da Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deati), que também atenderão na estrutura de segurança. No local também terá um posto SAC, com oferta de serviços de cidadania.

“Nesse Centro vamos aglutinar diversos serviços para proteção dos grupos vulnerabilizados. Mais uma vez, a Bahia sai na dianteira, reforçando o seu compromisso com a defesa da nossa liberdade de expressão, da liberdade religiosa, onde todas as pessoas possam ter seus direitos devidamente garantidos. Entendemos que a gente consegue vencer o preconceito através da difusão do conhecimento e do respeito às pessoas. E é que vamos fazer”, reforçou Heloísa Brito, delegada-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA).

Liderança religiosa e diretor da Associação Mesa de Ogãs de Camaçari, Antônio Passos entende a delegacia como um instrumento de reparação, que ultrapassa o combate ao racismo e à intolerância religiosa.

“Muita gente já sofreu muito! Muitos terreiros já foram atacados, muitas pessoas morreram, por conta do racismo religioso. Eu vejo a delegacia como um start, como um novo momento político e social para a Bahia, sendo referência também para outros estados. Infelizmente, é uma realidade presente em todo o Brasil. Mesmo em Salvador, na cidade mais preta fora de África, ainda vivenciamos isso. Espero que essa e outras políticas continuem sendo fomentadas para que nós possamos defender a nossa ancestralidade, ter o direito de professar a nossa fé e viver bem em comunidade”, compartilhou.

De acordo com dados da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), só em 2024 foram registrados 500 casos de racismo e 350 de intolerância religiosa na Bahia. Os números representam um aumento de 11% e 9%, respectivamente, na violência direcionada a pessoas negras ou de religiões de matrizes africanas e não cristãs.

“É um dado que, com certeza, justifica muito a existência da criação dessa delegacia. Por isso, é um instrumento para que a gente, por meio de ações preventivas e também repressivas, contribua para que o Estado fortaleça sua missão de ser um Estado laico, onde todas as pessoas são respeitadas em sua dignidade, independente da cor da sua pele e da sua condição religiosa”, pontuou a secretária Ângela Guimarães, à frente da Sepromi.

Ela ainda destaca que a delegacia funcionará junto a uma rede de assistência e combate a esses crimes, que atua há mais de dez anos na Bahia, através da administração estadual.

Repórter: Milena Fahel/GOVBA

Leia mais...

Publicidade

VÍDEOS