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Prefeito de Caém participa de diálogo com o Ministério da Gestão e da Inovação

03 de fevereiro de 2025, 11:30

Foto: UPB

Com o objetivo de entender as reais necessidades dos prefeitos para garantir a aplicação efetiva dos recursos do governo federal, ocorreu na última quinta-feira (30), uma reunião entre prefeitos baianos e técnicos do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O encontro ocorreu durante o 8ª Encontro de Prefeitos e Prefeitas da Bahia, promovido pela União dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro de Convenções Salvador.

O Coordenador de Captação de Recursos da UPB e da Rede de Parcerias do MGI, Joelson Azevedo destacou a importância do diálogo para as políticas públicas. “O diálogo entre o MGI e os prefeitos vai ajudar a criar políticas mais eficazes para o desenvolvimento municipal”, observou Azevedo, sendo acompanhado pelo chefe da assessoria especial de cooperação federativa do MGI, Danilo Bertazi, “o governo federal quer se aproximar ainda mais dos municípios, fortalecer a capacidade de gestão para que eles possam entregar melhor as políticas públicas. Queremos saber o que o governo federal pode fazer para os prefeitos executarem melhor as políticas públicas”, resumiu.

Já o prefeito de Caém, Arnaldinho Oliveira, ressaltou a importância desse momento de escuta e também falou sobre a tecnologia como aliada na análise de governo. “Nós entendemos que a administração deve estar acompanhada da tecnologia. Fazemos gestão com conhecimento que nos dá condição de avaliar melhor nosso desempenho e é uma forma de dinamizar o trabalho no município”, disse 

Também fez parte da reunião, o superintendente da entidade municipalista baiana, Elve Cardoso.

Com informações da U`B

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O Enlace Matrimonial de Vânia e Vinícius Andrade (FOTOS)

02 de fevereiro de 2025, 14:48

Foto: Gervásio Lima

SOCIAIS

Sábado, 1º de fevereiro de 2025, será uma data que ficará marcada para sempre nas famílias de Vânia Menezes e Vinícius Andrade. Neste dia, às 16 horas, foi celebrado o enlace matrimonial do casal, ocorrido na Igreja do Divino Espírito Santo, em Jacobina.

Após a cerimônia nupcial, que amigos e familiares do casal foram recebidos na Chácara Mangabeira, onde aconteceu uma concorrida e animada festa.

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Terremoto de magnitude 2,5mR, ocorrido na noite deste sábado (1º), assusta moradores em Jacobina (ÁUDIOS)

02 de fevereiro de 2025, 13:04

Foto: Gervásio Lima

“Aqui em casa e na casa de pai chega balançou as paredes, negócio feio da pipoca”. Relatos de moradores através de áudios em conversa de WhatsApp demostram o temor e a preocupação de moradores com os abalos que chegaram a sacudir literalmente várias casas na região mais próxima do epicentro, que abrange as comunidades de Jaboticaba e Itapicuru, na zona rural de Jacobina Em um outro áudio uma moradora diz: “foi geral, o povo está assustado. Vamos ver o que vão dizer na segunda-feira, qual a explicação vai nos dar”.

O tremor foi confirmado pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis – UFRN), segundo o órgão, a atividade ocorreu pouco depois das 21 horas deste sábado (2) e teve magnitude calculada em 2.5 na Escala Richter (mR).

Os tremores de terra têm ocorrido com frequência em Jacobina, principalmente na área em torno de uma mineração de ouro, o que levou o LabSis a implantar alguns sismógrafos, instrumento que detecta, registra e mede os tremores, na região.

OUÇA ALGUNS ÁUDIOS:

Moradores do entorno onde acontecem as ocorrências sísmicas vivem assustados, principalmente pelo fato de existirem duas barragens de rejeitos nas proximidades, sendo uma desativada. Muitos temem acontecer um desastre como aconteceu em Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais.

No dia 5 de novembro de 2015, na região do município de Mariana (MG), duas barragens da mineradora Samarco romperam. Antes do incidente foram registrados cerca de 10 tremores de magnitude entre 2,01 e 2,55. O acidente levou uma enxurrada de lama a dois distritos, deixando mortos, desaparecidos e várias casas destruídas. Não houveram informações que comprovassem a ligação entre os abalos e as causas do rompimento das barragens. Veja reportagem da época aqui:

Procurada pelo NOTÍCIA LIMPA, em nota, a Jacobina Mineração (Pan American) reconhece que o tema é de grande relevância para a segurança e tranquilidade da comunidade e que realiza o monitoramento constante das condições geotécnicas de suas instalações, incluindo a barragem de rejeitos, mas que, embora as análises realizadas até o momento não indiquem qualquer comprometimento estrutural ou risco, continua investindo em sistemas de monitoramento e mantém diálogo ativo com especialistas e autoridades.

VEJA A NOTA DA JMC:

Sobre abalos sísmicos:

A JMC entende que esse é um tema de grande relevância para a segurança e tranquilidade da comunidade, e reforça o compromisso da empresa com a transparência e com a adoção de medidas de segurança. A mineradora realiza o monitoramento constante das condições geotécnicas de suas instalações, incluindo a barragem de rejeitos, que é projetada, operada e mantida de acordo com rigorosos padrões nacionais e internacionais de segurança.

Adicionalmente, a Jacobina Mineração monitora os abalos sísmicos naturais na região através de parceria com especialistas e instituições renomadas, sempre analisando cuidadosamente os dados obtidos. Além disso, a JMC tem sismógrafos instalados nas comunidades adjacentes, operando 24 horas por dia. Até o momento, todos os registros de vibrações, sejam elas provenientes de detonações ou fenômenos naturais, encontram-se dentro dos limites estabelecidos por normas técnicas, sem risco à segurança das estruturas, obras civis ou da população.

Sobre os tremores relatados pelo Laboratório de Sismologia da Universidade Federal, a JMC informa que está ciente das análises e mantém um diálogo ativo com especialistas, autoridades e órgãos reguladores para aprimorar o entendimento sobre a origem desses fenômenos e adotar medidas preventivas sempre que necessário.

Embora as análises realizadas até o momento não indiquem qualquer comprometimento estrutural ou risco, a JMC continua investindo em sistemas de monitoramento e mantém diálogo ativo com especialistas e autoridades, reforçando seu compromisso com a segurança de suas estruturas e da comunidade.

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Ampliação de recursos para alimentação escolar abre novas oportunidades de mercado para a agricultura familiar baiana

31 de janeiro de 2025, 13:37

Foto: André Frutuôso

O ano letivo de 2025 da rede estadual de ensino promete um cenário ainda mais favorável para os empreendimentos da agricultura familiar na Bahia. Além dos materiais escolares e uniformes, a alimentação dos estudantes é uma das principais prioridades, com um cardápio nutritivo e diversificado, reforçado por produtos da agricultura familiar baiana.

Neste ano, o Governo do Estado destina R$ 510 milhões para a alimentação escolar da rede estadual de ensino, criando novas oportunidades de mercado para associações e cooperativas que desejam fornecer alimentos saudáveis para as unidades escolares.

Para fortalecer a conexão entre a produção rural e a alimentação escolar, a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) tem trabalhado diretamente com empreendimentos da agricultura familiar, garantindo que agricultores e agricultoras familiares possam acessar esse mercado. Nesta quinta-feira (30/01), foi realizada uma reunião com os(as) agentes de comercialização contratados(as) pela CAR, por meio de convênio com os consórcios públicos intermunicipais, para alinhar estratégias que ampliem a participação da agricultura familiar no fornecimento de alimentos para as escolas baianas.

Alimentação Escolar e Agricultura Familiar

A secretária da Educação da Bahia, Rowenna Brito, destacou o impacto desse investimento durante o Podcast Agricultura Familiar, transmitido, nesta semana, pelo YouTube da CAR. “Esses recursos garantem não apenas refeições nutritivas, mas também valorizam o trabalho dos agricultores familiares, fomentando a economia rural e a segurança alimentar. Queremos ampliar ainda mais essa relação em 2025.”

O impacto desse investimento é significativo: 30 milhões de refeições são servidas, mensalmente, em 1.754 unidades escolares da rede estadual, incluindo anexos e Escolas Famílias Agrícolas (EFA), proporcionando nutrição e desenvolvimento para milhares de estudantes.

O Governo do Estado, por meio da CAR, tem impulsionado a inclusão de produtos da agricultura familiar na alimentação escolar, a exemplo do flocão de milho não transgênico, mingau, beiju, biscoitos, broa de milho, aipim, sucos, achocolatado em pó e carne de caprino, todos produzidos em agroindústrias construídas e requalificadas pela CAR, fortalecendo a economia rural e garantindo uma alimentação mais saudável para os estudantes.

O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, destacou a relevância desse investimento. “Em 2024, ultrapassamos os R$ 100 milhões em produtos da agricultura familiar na alimentação escolar. Isso não significa apenas garantir refeições nutritivas, mas também fortalecer os agricultores e agricultoras, além de levar desenvolvimento para o campo.”

Em 2024, o investimento em alimentação escolar foi expressivo, foram R$ 445 milhões destinados para garantir refeições nutritivas aos estudantes. Desse total, R$ 345 milhões vieram do orçamento estadual, e R$ 100 milhões, do PNAE.

Expectativa de crescimento para 2025

Com o aumento do investimento na alimentação escolar, cooperativas e associações estão animadas com as novas oportunidades de mercado. A presidente da Copirecê, Zene Vieira, destaca o potencial de crescimento para este ano. “Queremos expandir o atendimento ao PNAE em 2025 para escolas estaduais que ainda não conseguimos atender em 2024. Hoje, conseguimos atender mais de 12 municípios no território Irecê, além de escolas na Região Metropolitana de Salvador, Chapada Diamantina, Piemonte, Baixo Sul e Paulo Afonso.”

Zene reforça que o PNAE se tornou uma das principais estratégias de mercado para a Copirecê. “Atuamos em rede e nossos parceiros retiram os produtos na nossa agroindústria e conseguem entregar em escolas onde, sozinhos, não teríamos logística para atender. Em 2024, fornecemos, aproximadamente, 300 toneladas de flocão de milho não transgênico para escolas estaduais e municipais, mas esse número ainda é pequeno diante da demanda crescente. O PNAE é a política pública que queremos acessar e ampliar, garantindo que todas as escolas baianas tenham acesso a um alimento saudável, produzido pela agricultura familiar e que rende mais”.

Ascom/CAR

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Festa popular preferida do brasileiro é a junina, e não o carnaval

31 de janeiro de 2025, 08:09

Foto: Gervásio Lima

Pesquisa revela que sertanejo é o gênero musical favorito no país

A festa junina é o evento mais citado entre os moradores das capitais brasileiras que disseram ter frequentado uma festa popular no período de um ano, revela o levantamento Cultura nas Capitais. A pesquisa foi feita pela JLeiva Cultura & Esporte, com patrocínio do Itaú e do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Rouanet.

O estudo sobre hábitos culturais dos brasileiros constatou que 78% dos frequentadores de eventos populares nas capitais participaram de festas juninas nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa e que 48% foram a desfiles ou participaram de blocos de carnaval. “Em nenhuma capital, o carnaval apareceu à frente da festa junina para essa pergunta. No Recife, a diferença estava na  margem de erro – festa junina com 74% e carnaval com 71%. Nas demais capitais, a diferença superou os 10 pontos percentuais”, disse João Leiva, diretor da JLeiva Cultura & Esporte.

Em entrevista à Agência Brasil, Leiva afirmou que isso pode ser explicado pelo fato de as festas juninas serem mais descentralizadas que o carnaval, sendo realizadas inclusive em escolas e igrejas católicas e reunirem também um público mais amplo e diverso. Além disso, as festas juninas acabam se estendendo por um período maior do ano, destacou.

“Essa característica – incontáveis eventos distribuídos por quase todas as regiões – ajuda a aumentar o acesso. Por outro lado, mesmo as festas juninas de grande porte, em grandes espaços, não chegam a ter tanto alcance midiático quanto os grandes blocos e desfiles de carnaval. Ou seja: as festas juninas, somadas, têm mais gente, mas menos fama”, disse o pesquisador.

Sertanejo é o gênero favorito

Brasília (DF) 13/07/2024 Dia nacional música e da viola Caipira. Foto reprodução.

Música sertaneja é a preferida em 15 das 27 capitais – Foto: reprodução

A mesma pesquisa apontou o sertanejo como o gênero musical favorito em 15 das 27 capitais brasileiras, tendo sido citado por mais de um terço dos entrevistados (34% do total) entre seus três ritmos prediletos, superando até mesmo a soma entre o samba (11%) e o pagode (18%). O pagode aparece na quinta posição entre os ritmos mais citados, abaixo da MPB (27%), do gospel (24%) e do rock (21%) e acima do pop (17%), do forró (16%) e do funk (11%). Já o samba é o oitavo, à frente do rap (9%).

“O gosto musical varia muito com a idade, mas o sertanejo tem uma característica interessante: em todas as faixas etárias, ele é relevante. É o mais ouvido em todos os grupos, com uma exceção. Lidera de 25 a 34 anos (35%), de 35 a 44 anos (35%), de 45 a 59 anos (36%) e de mais de 60 anos (33%). O sertanejo só não é o primeiro entre os jovens de 16 a 24 anos, faixa em que aparece em quarto lugar na preferência – atrás de funkpop e rap”, ressaltou Leiva.

Realizada entre os dias 19 de fevereiro e 22 de maio de 2024, a pesquisa ouviu 19,5 mil pessoas com idade acima de 16 anos nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

Diversão fora de casa

De acordo com a pesquisa, embora os cinemas sejam a principal atividade cultural fora de casa, menos da metade dos entrevistados (48% do total) esteve em uma sala de cinema nos 12 meses anteriores à pesquisa. Outra curiosidade apontada pelo estudo é que um terço das pessoas consultadas (36%) nunca visitou um museu e dois em cada cinco (38%) jamais assistiram a uma peça teatral.

“É comum que as atividades culturais que podem ser feitas em casa, ou em quase todos os lugares, sejam as mais citadas. Afinal, um dos fatores que influenciam o acesso é a distribuição dos espaços culturais. Não por acaso, na pesquisa Cultura nas Capitais o maior acesso é a livros (62%) e jogos eletrônicos (51%), que não dependem de deslocamento”, disse Leiva.

Segundo Leiva, o consumo de atividades culturais recuou entre os anos de 2017 e 2024, com exceção dos jogos eletrônicos. A queda ocorreu na grande maioria dos grupos sociais, tendo sido maior entre os homens, indígenas e pardos. Para Leiva, uma das explicações para a queda no consumo foi a pandemia de covid-19.

“A pandemia teve vários efeitos simultâneos sobre o mercado cultural: mudança de hábito das pessoas, aceleração das práticas online, possível insegurança de ir a espaços fechados e redução na produção cultural, ainda que temporária. Parte da população que viveu confinada durante um período razoável de tempo pode ter se acostumado a ficar em casa, desenvolvendo outros hábitos domésticos, inclusive culturais, mas feitos em casa. A pandemia também incrementou o acesso a conteúdos culturais online, o que pode ter facilitado e acelerado a mudança de hábito”, explicou.

Além disso, acrescentou Leiva, a pandemia implicou a perda de renda para alguns setores sociais, o que contribuiu para a redução no acesso.

Apesar disso, a pesquisa mostra que há potencial para crescimento, já que os entrevistados que disseram não ter ido a shows musicais, festas populares, museus e espetáculos de teatro e de dança recentemente disseram que têm muito interesse em ir a esses eventos.

“[A pesquisa] Cultura nas Capitais perguntou a todos os entrevistados qual é, de 0 a 10, seu interesse em ir a cada uma das seguintes manifestações: shows de música, festas populares, museus, teatro e dança. Os entrevistados que não foram a essas atividades, mas deram nota 8, 9 ou 10 para seu interesse em ir, formam o que está sendo chamado de público potencial. Fica claro que, se essas pessoas de fato fossem, o acesso a algumas atividades dobraria”, explicou.

Perfil

Em geral, as pessoas que mais frequentam ou participam de atividades culturais no país são brancas, jovens, têm mais escolaridade e melhor condição econômica. “O acesso à cultura reproduz boa parte dos padrões de exclusão socioeconômicos do país. Os que mais vão a atividades culturais são pessoas de maior nível educacional, maior renda e os jovens e pessoas de meia idade, até os 45 anos. Em geral, essas pessoas compõem a minoria da população que vive nos bairros mais ricos de nossas cidades”, afirmou Leiva.

Homens e mulheres, quase igualmente, têm a mesma participação nesses eventos. As mulheres, no entanto, são as que demonstram mais interesse em participar de atividades culturais, porém são as que encontram mais barreiras para transformar o desejo em acesso. As donas de casa, por exemplo, representam o grupo com menos acesso a atividades culturais.

Os idosos, por sua vez, são a maior parte dos excluídos culturalmente: a maioria deles informou não ter ido a nenhuma atividade cultural em 12 meses. Além disso, eles compõem a principal faixa etária que declarou nunca ter ido a uma atividade cultural.

Segundo o estudo, isso pode ser explicado pelo fato de que as gerações mais velhas tiveram menos acesso à educação no passado e, como a educação é um fator crítico para o acesso à renda e maior diversidade de atividades culturais, eles provavelmente cresceram com menos interesse pela cultura. Leiva disse que outro fator que pode explicar isso é o fato dos idosos geralmente morarem em áreas mais distantes dos locais onde se concentra a maior oferta de equipamentos culturais.

Escolaridade e renda

Theatro Municipal

Pessoas com mais escolaridade e maior renda têm mais acesso a atividades como o balé – Divulgação/Theatro Municipal do Rio de Janeiro

A escolaridade é um dos principais fatores associados à cultura. Quanto mais alta a escolaridade, maior o acesso à cultura, revelou o levantamento. Isso vale tanto para a leitura de livros quanto para videogame ou circo. A diferença é mais importante no acesso a concertos de música clássica, museus, saraus, teatro, bibliotecas e cinema. Enquanto 9% das pessoas com ensino fundamental foram ao teatro, o percentual vai a 40% para quem tem ensino superior. No caso do circo, o percentual é de 9% para quem tem ensino fundamental e de 17% entre quem tem ensino superior.

Quando se considera a classe econômica, as diferenças de acesso entre as classes A e D/E são maiores, no caso de concertos, teatro e museus, e menores no caso de festas populares, circo, leitura e jogos eletrônicos. A pesquisa mostra que 3% das pessoas das classes D/E foram a concertos, enquanto 20% dos respondentes da classe A disseram ter ido à mesma atividade. Para a leitura, o percentual é de 41% para as classes D/E e de 81% para a classe A.

Para Leiva, mais educação e melhor distribuição de renda poderiam ampliar o acesso e o interesse pela cultura no país. “Quanto maior o número de pessoas com ensino superior, maior será o acesso a praticamente todas as atividades culturais. Quanto maior a renda, maior a possibilidade de uma pessoa ir ao cinema, ao teatro, a museus. E isso também pode aumentar a frequência a atividades que a pessoa já pratica, mas com limitações”, acrescentou.

Na opinião do pesquisador, também é importante desenvolver ações voltadas aos extratos da população menos atendidos e descentralizar a distribuição dos equipamentos culturais e de lazer pelas cidades, que geralmente se concentradas em áreas mais ricas. “Oferecer oportunidades perto de onde as pessoas vivem é fundamental. A falta de uma melhor distribuição limita o acesso das pessoas”, afirmou Leiva.

Agência Brasil

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Programa Estadual de Rastreamento do Câncer de Mama realiza atendimentos em Jacobina a partir desta quinta-feira (30) e vai até o dia 15/02

30 de janeiro de 2025, 16:38

Foto: Reprodução

Com meta de realizar mais de 82 mil atendimentos até o início de abril, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) dá prosseguimento ao Programa Estadual de Rastreamento do Câncer de Mama, passando nesta etapa, iniciada em novembro de 2024, por um total de 64 municípios no Centro Norte, Centro Leste e Sul da Bahia, macrorregiões de saúde de Serrinha, Jacobina e Jequié.

O programa itinerante amplia a possibilidade de mulheres de 50 a 69 anos realizarem mamografias pelo Sistema Único de Saúde (SUS), visando à prevenção, a detecção precoce e o tratamento da doença em todo o estado da Bahia. Atualmente, estão em atividade 6 unidades móveis, em 6 rotas simultâneas. Cada veículo conta com dois mamógrafos, com capacidade de atendimento de 140 exames por dia.

Nos dois últimos anos, o programa realizou 277.156 atendimentos, com 116.089 em 2023, percorrendo 122 municípios, e 161.067 em 2024, passando por 147 cidades da Bahia. Referência nacional, nos últimos 10 anos o programa chegou aos 417 municípios do estado, ultrapassando a marca de mais 3,3 milhões de mamografias.

“Quando conseguimos fazer um diagnóstico precoce do câncer de mama, a gente chega a uma possibilidade de cura de até 95%, refletindo diretamente na taxa de sobrevivência. O crescimento da rede de assistência oncológica alinhada à boa cobertura da mamografia de rastreio de câncer de mama é muito importante para aumentar o sucesso no tratamento e reduzir a mortalidade pela doença. Quando ofertamos a assistência na região do paciente, a adesão ao tratamento é muito melhor”, avalia a secretária de saúde Roberta Santana.

Câncer de mama

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no Brasil. É uma doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. Há vários tipos de câncer de mama, por isso a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a características próprias de cada tumor.

Múltiplos fatores estão envolvidos na etiologia do câncer de mama, como explicam os especialistas do Inca, entre eles estão: idade da primeira menstruação (menor do que 12 anos); menopausa após os 55 anos; mulheres que nunca engravidaram ou nunca tiveram filhos (nuliparidade); primeira gravidez após os 30 anos; uso de alguns anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal (TRH) na menopausa, especialmente se por tempo prolongado; exposição à radiação ionizante; consumo de bebidas alcoólicas; dietas hipercalóricas; sedentarismo e predisposição genética.

Atualmente os médicos recomendam a identificação da doença em estágios iniciais por intermédio das estratégias de detecção precoce, pautadas nas ações de rastreamento e diagnóstico precoce. A mamografia bienal para as mulheres na faixa etária estabelecida é a estratégia de rastreio indicada, enquanto o diagnóstico precoce é formado pelo tripé: população alerta para os sinais e sintomas suspeitos; profissionais de saúde capacitados para avaliar os casos suspeitos; e sistemas e serviços de saúde preparados para garantir a confirmação diagnóstica oportuna e com qualidade.

O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra e do tipo do tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia alvo). Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.

Cronograma

JACOBINA – 30/01 a 15/02

ÁGUA FRIA – 17/03 a 26/03
AIQUARA – 17/02 a 19/02
APUAREMA – 24/03 a 27/03
ARACI – 06/03 a 22/03/2025
BARRA DO ROCHA – 13/03 a 17/03
BARROCAS – 28/03 a 04/04
BOA NOVA – 14/03 a 22/03
BREJÕES – 04/04 a 12/04
CONCEIÇÃO DO COITÉ – 24/02 a 15/03
CRAVOLÂNDIA – 24/02 a 26/02
DÁRIO MEIRA – 24/03 a 29/03
IBIRATAIA – 17/02 a 11/03
IPIAÚ – 30/01 a 15/02
IRAJUBA – 17/03 a 20/03
IRAMAIA – 22/03 a 28/03
ITAGI – 13/03 a 21/03
ITAGIBÁ – 31/03 a 09/042025
ITAMARI – 19/03 a 22/03
ITAQUARA – 18/02 a 22/02
ITIRUÇU – 28/03 a 04/04

Ascom/SESAB – BA

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Aluno autista da rede pública estadual é aprovado em primeiro lugar em instituição federal de ensino

30 de janeiro de 2025, 14:50

Foto: Reprodução

Para muitos as limitações que podem ocorrer por conta do Transtorno do Espectro Autista (TEA) são impedimentos para determinadas ações. Ledo engano. O acolhimento e principalmente o ambiente familiar tem mudado realidades e transformado vidas.

Para desconstruir a falta de conhecimento sobre as capacidades do autista, o estudante jacobinense Ariel Ayala, de 18 anos de idade, além de ser um exemplo, conseguiu um feito desejado por muitos, ser aprovado em uma instituição pública de ensino e com um importante detalhe, ter ficado em primeiro lugar no curso que escolheu para cursar. Uma verdadeira lição de vida.

Oriundo da rede pública de ensino, Ariel já havia participado da avaliação SABE (Sistema de Avaliação Baiano da Educação), que é aplicado em escolas públicas do estado da Bahia, que tem entre seus objetivos, garantir o direito de aprender dos estudantes.

Ariel Ayala, será o mais novo aluno do curso de  Licenciatura em Computação do Instituto Federal da Bahia (IFBA Jacobina).

Com informações do Diário da Chapada e Augusto Urgente

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Arnaldinho Oliveira, de Caém, destaca a importância do Encontro de Prefeitos e Prefeitas para os municípios baianos

30 de janeiro de 2025, 14:26

Foto: Reprodução

O município de Caém esteve presente na 8ª edição do Encontro de Prefeitos e Prefeitas da Bahia, promovido pela União dos Municípios da Bahia (UPB) nesta quarta (29) e quinta-feira (30), em Salvador. O evento reuniu gestores municipais, especialistas em gestão pública e representantes dos governos estadual e federal para debater os desafios e oportunidades das novas administrações. Caém esteve representado pelo prefeito Arnaldinho Oliveira, sua vice, Maria de João de Quinho, secretários e técnicos municipais.

O 8º Encontro de Prefeitos e Prefeitas da Bahia reforçou a necessidade de um trabalho conjunto entre os municípios, o Estado e a União para fortalecer a governança, modernizar a gestão pública e promover serviços mais eficientes à população.

A cerimônia oficial de abertura ocorreu com as presenças do governador Jerônimo Rodrigues, da ministra da Cultura, Margareth Menezes; o Secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República, André Ceciliano, deputados, entre outros.

“O evento é uma oportunidade para a ampliação do diálogo entre os municípios, o Estado e a Federação e aprimorarmos a qualidade dos serviços que prestamos à população a partir da transparência e eficiência do gasto público, com uma gestão mais moderna e sustentável”, enunciou o prefeito Arnaldino.

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A esperança é a última que morre

30 de janeiro de 2025, 13:27

Foto: Gervásio Lima

*Por Gervásio Lima –

A música ‘Modinha para Gabriela’, da saudosa Gal Costa, caracteriza perfeitamente aquele, ou aquela, que popularmente é chamado de ‘cabeça dura’. Pessoa que não muda de ideia sobre nada, que se recusa a aceitar que a opinião do outro pode estar certa, e, ainda pior, não diz o motivo de tal resistência: ‘Eu nasci assim, eu cresci assim. E sou mesmo assim, vou ser sempre assim, Gabriela. Sempre Gabriela’.

Está em alta fazer juízo de valor sobre assuntos em evidência no dia a dia, principalmente os que se referem a política, gênero, empoderamento e religiosidade. Muitas vezes, de forma irresponsável e até criminosa, emitem-se opiniões a partir de uma avaliação subjetiva, baseadas em valores, crenças, experiências e emoções pessoais, sem respeitar as escolhas do outro.

A falta de informação dificulta a compreensão, podendo levar a interpretações equivocadas, mas pior mesmo é a falta de interesse pela busca do conhecimento. É mais prático e conveniente acompanhar o ‘ouvi dizer’ em vez da comprovação da verdade.

As referências não são mais as mesmas. Ter algo ou alguém como exemplo está sendo arriscado e quase em extinção, com as relações de confiança passando por revisões frequentemente. O grau de desconfiança tem aumentado vertiginosa e assustadoramente por culpa da desinformação.

Os mesmos que pregam a paz, estimulam os conflitos, e os paladinos da moralidade agem sempre em favor deles mesmos. Daí a necessidade do exercício constante da capacidade cognitiva para não apenas desconfiar, mas também para acreditar, seguindo a premissa de que ‘a esperança é a última que morre’.

Não confunda Zé carroceiro com Zeca roceiro.

*Jornalista e Historiador

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Deputado Robinson Almeida cobra investigação do MP sobre “pegadinha do IPTU”

29 de janeiro de 2025, 07:47

Foto: Reprodução

 o deputado estadual Robinson Almeida (PT) pede providências ao Ministério Público para a investigar o que classifica como “pegadinha do IPTU”.

“É uma vergonha que o prefeito anuncie o reajuste do IPTU, com base no IPCA, de 4,87% e, quando chega o boleto, o cidadão soteropolitano se depare com um aumento bem maior. A cobrança deste tributo municipal é feita em conjunto com a taxa de lixo (TRSD)? É um combo e não pode ser pago separadamente”.

O parlamentar explica que a “pegadinha” está justamente em aplicar o IPCA no IPTU e reajustar a taxa de lixo de forma aleatória.

“Teve imóvel que sofreu aumento de quase 100% no valor da taxa de lixo de 2024 para 2025.Tenho a prova deste absurda. A aplicação do IPCA para reajustar também a taxa de lixo só foi feita nos imóveis de habite-se a partir de 2014 que já pagam o IPTU mais caro do país, por causa das mudanças na lei do PPDU na gestão do ex-prefeito ACM Neto. Esses imóveis mais novos representam menos de 15% do total existente na cidade”, diz Robinson.

O deputado estadual, que mora em Salvador, destaca que o “IPTU de Neto” causou discrepâncias absurdas na cidade, com imóveis menores e de valor inferior de mercado chegando a pagar o dobro do cobrado a mansões luxuosas: “O Ministério Público não pode se omitir e precisa investigar a ‘pegadinha do IPTU’”, assinala Robinson Almeida.

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