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O forró agora é pop

18 de junho de 2019, 16:10

Foto: Divulgação


*Por Gervásio Lima  – Entra ano, sai ano, e a história se repete. A descaracterização do tradicional forró ‘pé de serra’ e das festividades juninas atinge o mais tradicional dos eventos do nordeste. Quase virando assunto para ‘almanaque de farmácia’’ o forrobodó de raiz tem perdido espaço para a mecanização e sons eletrônicos, se tornando cada vez mais em uma saudosa reminiscência e, o que é pior, com a complacência de figuras que se dizem defensores culturais.
 
Valorizar as tradições é uma maneira de manter vivo os costumes que identificam a história de um povo, é um importante e louvável reconhecimento ao patrimônio imaterial cultural de um lugar. ‘Estelionato cultural’, caso existisse, seria o crime cometido por aqueles que utilizam da fama de outras culturas para enganar seus seguidores. Forró sempre remeteu à sanfona, o zabumba e ao triângulo; aos ritmos e melodias musicais dos saudosos Jaques do Pandeiro, Luiz Gonzaga e Dominguinhos e dos ainda na ativa, Flávio José, Alcimar Monteiro, Jorge de Altinho, Adelmário Coelho, Santana Cantador, Targino Gondin e alguns outros que seguem a mesma linha do autêntico forró, gênero musical original.
 
É uma afronta denominar de forró eventos que colocam em suas programações atrações com ritmos esdrúxulos para a festa momesca. São João é quadrilha, casamento na roça, arrasta pé, fogueira, roupa caipira, bandeirola, fogos, canjica, licor, amor, paz e alegria.
 
A tradição está sendo industrializada e enlatada, literalmente. O milho só nos salgadinhos da Elma Chips, a batata só Ruffles e o amendoim virou ‘Paçoquita’. Conforme a letra da música ‘Americanizado’, de Genival Lacerda: “Aqui tudopirou!Tudo tá mudado!Aqui tudo pirou, tudo mudou, tá tudo americanizado”.
 
No Brasil está provado que seguir o modismo não tem sido um bom negócio, é como diz o forrozeiro Flávio José: “…Feito espumas ao vento. Não é coisa de momento, raiva passageira, mania que dá e passa feito brincadeira. O amor deixa marcas que não dá pra apagar. Sei que errei e estou aqui pra te pedir perdão, cabeça doida, coração na mão. Desejo pegando fogo…”.
 
Para corroborar com a inquietação, segue atrações de algumas “festas juninas’ em praça pública de cidades baianas:
 
Conceição do Almeida (Recôncavo) 21 a 24/6
Solange Almeida
Luan Santana
Léo Santana
Harmonia do Samba
Amargosa 19 a 24/6
Marília Mendonça
Aviões do Forró
Dorgival Dantas
Santo Antônio de Jesus – 20 a 24/6
Wesley Safadão
Simone e Simaria

*Jornalista e historiador

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Produção de licores gera aumento de renda para agricultores familiares baianos no período junino

18 de junho de 2019, 12:42

Foto: Divulgação

A diversidade de sabores dos licores da agricultura familiar, produzidos na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, contribui para que o município seja destaque na produção de licor, a bebida mais tradicional dos festejos juninos no estado da Bahia. Aipim, capim santo, limão rosa, jaca, castanha de caju e carambola, estão entre os sabores exóticos produzidos pela Associação de Mulheres do Quilombo Tabuleiro da Vitória, que fazem sucesso nas mesas de dezenas de consumidores da Bahia.

Durante todo o ano, as associadas comercializam o licor e produzem a matéria-prima em suas propriedades. Mas é durante o período junino que as vendas crescem e geram lucro de cerca de 200% para os agricultores. Os licores possuem o Selo Quilombos do Brasil e o Selo da Agricultura Familiar, entregue durante a 9ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, maior evento da agricultura familiar do Brasil, que acontece em paralelo à Fenagro, pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

O Selo da Agricultura Familiar identifica os produtos deste segmento, que vem crescendo e se organizando para produzir mais e com mais qualidade. A certificação comprova que esses produtos contribuem para a promoção da sustentabilidade e responsabilidade social e ambiental.

Para a presidente da associação, Maria das Graças Brito, conhecida como Maria de Totó, com o selo, a qualidade dos produtos é reconhecida e a venda de licor, nesse período, representa a esperança para as famílias que, principalmente, na época de chuva não conseguem mariscar e nem plantar nada em suas roças: “Os licores possibilitam às famílias sonharem e realizarem seus sonhos”.

Sonhos como o da agricultura Valdecy Gomes, que vê na comercialização de licores desse ano, a possibilidade de grandes mudanças na sua vida: “Moro em uma casa de taipa e com a produção do licor pretendo dar início à construção da minha casa”.

O Governo do Estado está realizando investimentos na associação para alavancar ainda mais a produção, por meio do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), com recursos do Banco Mundial. A associação foi contemplada com a distribuição de mudas frutíferas e de mandioca pelo edital Quilombolas Socioambiental. A ação está em fase de construção do plano de investimento e devem chegar à R$200 mil.
Os licores da Associação de Mulheres do Quilombo Tabuleiro da Vitória podem ser encontrados no Coisas da Fazenda, em Cosme de Farias, no Mercado Casa de Frutas, no IAPI, e na A Garagem, na Cardeal da Silva.

*Do Recôncavo ao sertão*

De maneira tradicional, gourmet, caseira ou artesanal, os licores produzidos por agricultores familiares baianos agradam o paladar do público e garantem o aumento da renda daqueles que vivem da produção rural do Recôncavo ao Sertão baiano.

No município de Capim Grosso, o licor é feito com um fruto da Caatinga pela Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes). O licor de licuri é apreciado em todas as épocas do ano. Em Salvador, o licor da Coopes pode ser encontrado na Rede Moinho, nas lojas Viva o Grão (Vitória) e Grão Vivo (Pituba).

As frutas da Caatinga, como umbu e maracujá do mato, também dão sabor a deliciosos licores. O azedo peculiar atribuído aos dois frutos, tem sido o diferencial na degustação da bebida produzida pela Cooperativa Agropecuária Familiar de Curaçá, Uauá e Canudos (Coopercuc), do município de Uauá, na região Norte do estado. Os licores da Coopercuc podem ser encontrados em Salvador, no Mercado do Rio Vermelho, Casa do Bolo e Prosa (Vila Laura), Machado Comércio de Especiarias (Pituba); Tarantino Gourmet (Nazaré); DTF Cereais (Brotas) e Rede Moinho (Corredor da Vitória).

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Novidade no WhatsApp te ajudará a não enviar imagens por engano

18 de junho de 2019, 10:32

De acordo com o portal WaBetaInfo, o aplicativo irá avisar os usuários sobre todas as pessoas que irão receber esses arquivos multimídia.

O serviço de mensagens instantâneas introduziu um novo recurso que reserva um espaço extra com texto que será exibido logo abaixo do painel de edição de fotos, contendo o nome do contato que vai receber a imagem.

Esse espaço será mostrado não apenas em chats privados de conversa, mas também em publicações do Status e em grupos. Nas conversas, tanto de grupos quando individuais, aparecerá o nome do contato, enquanto que no Status poderão ser configuradas permissões para quem pode visualizar a atualização ou não.

Na versão atual do aplicativo, pode-se averiguar a imagem do usuário ou grupo no canto superior na janela de edição, já a novidade deixará essa função mais visível para ajudar a evitar envios por engano.
O novo recurso foi adicionado na última versão beta do aplicativo Android, 2.19.173, e estará disponível em breve para usuários de iOS.

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Agência revela que divulgou campanha de Bolsonaro nas eleições por App

18 de junho de 2019, 10:23

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Empresas brasileiras contrataram uma agência de marketing na Espanha para fazer, pelo WhatsApp, disparos em massa de mensagens políticas a favor de Bolsonaro nas eleições

(FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (PSL) comentou nesta terça-feira (18) sobre os envios em massa de mensagens a favor de sua campanha eleitoral pelo WhatsApp e afirmou que, assim como houve disparos favoráveis, também houve milhões de mensagens contrárias.

As declarações foram feitas após cerimônia de hasteamento da bandeira nacional que contou com a presença de ministros e do novo secretário de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, que substituiu o também general Carlos Alberto dos Santos Cruz. “Teve milhões de mensagens a favor da minha campanha, e talvez alguns milhões contra também”, afirmou, ao ser questionado sobre o assunto.
Reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta terça revelou que empresas brasileiras contrataram uma agência de marketing na Espanha para fazer, pelo WhatsApp, disparos em massa de mensagens políticas a favor de Bolsonaro, então candidato à Presidência.

A publicação teve acesso a gravações obtidas do espanhol Luis Novoa, dono da Enviawhatsapps. Nos áudios, ele diz que “empresas, açougues, lavadoras de carros e fábricas” brasileiros compraram seu software para mandar mensagens em massa a favor de Bolsonaro. 

À reportagem da Folha de S.Paulo, o empresário espanhol disse não saber que seu software estava sendo usado para campanhas políticas no Brasil e que só tomou conhecimento quando o WhatsApp cortou, sob a alegação de mau uso, as linhas telefônicas de sua empresa.
O WhatsApp confirmou à Folha de S.Paulo que cortou linhas da empresa. “Não comentamos especificamente sobre contas que foram banidas, mas enviamos uma notificação judicial (Cease and Desist) para a empresa Enviawhatsapps.”

Não há indicações de que Bolsonaro ou sua equipe de campanha soubessem que estavam sendo contratados disparos de mensagens a favor do então candidato. Procurada pela reportagem da Folha de S.Paulo, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto afirmou que não iria comentar.Doação de empresas para campanha eleitoral é proibida no Brasil. Doações não declaradas de pessoas físicas também são ilegais.

ENTENDA O CASO

Empresários – Em 18 de outubro de 2018, o jornal Folha de S.Paulo revelou que empresários impulsionaram disparos por WhatsApp contra o PT na campanha eleitoral. O serviço foi vendido pelas agências Quickmobile, CrocServices e Yacows. Uma ação foi aberta no TSE para apurar o caso.

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Vírus que ataca cérebro mata mais de 100 crianças em estado indiano de Bihar

18 de junho de 2019, 10:03

Um pastor indiano no meio do seu rebanho dizimado pela onda de calor que atinge a Índia, em 4 de junho de 2019Mais

O estado indiano de Bihar enfrentava, nesta segunda-feira (17), duas crises de saúde. Por um lado, um vírus cerebral que estaria vinculado ao fruto tropical lichia e que provocou a morte de mais de 100 crianças, e por outro a onda de calor extremo que já deixou 78 mortos.

Trata-se da segunda onda de calor mais longa já registrada na Índia, o que levou as autoridades a imporem restrições similares a um toque de recolher nesta região pobre do norte do país.

Mas o estado de Bihar, com alguns dos piores indicadores de saúde do país, também enfrenta desde o começo de junho um surto de Síndrome de Encefalite Aguda (AES), uma infecção viral.

Oitenta e cinco crianças faleceram no maior hospital público do estado, o Sri Krishna Medical College and Hospital (SKMCH), na cidade de Muzaffarpur, enquanto outras 18 morreram em um centro privado, apontou Ashok Kumar Singh, um funcionário de saúde da região citado pela Press Trust of India.

A maioria das crianças sofreu uma perda repentina de glicose no sangue, explicou Singh à AFP.

Imagens de televisão mostraram pais angustiados junto a seus filhos, vários deles amontoados em uma mesma cama no hospital.

Um dos pais interpelou o ministro da Saúde indiano, Harsh Vardhan, quando este chegou ao hospital para uma inspeção junto com uma delegação oficial.

Um médico disse a um canal de televisão local que o centro de saúde está mal equipado para atender uma onda de pacientes como esta.

A maioria das crianças chegaram semiconscientes ao hospital.

Anos atrás, cientistas americanos advertiram que esta doença cerebral pode estar vinculada a uma substância tóxica presente na lichia.

– Onda de calor extremo –

Por outro lado, ao menos outras 78 pessoas morreram nas últimas 48 horas em Bihar, atingido há mais de duas semanas por uma onda de calor extremo, segundo um novo balanço estabelecido nesta segunda-feira pelas autoridades.

Cerca de 100 milhões de pessoas vivem nesta região pobre do país.

A maioria das vítimas é natural da região de Magadh, que sofre com a seca e onde são registradas temperaturas de 45ºC.

No sábado à tarde, “dezenas de pessoas vítimas de ondas de calor foram levadas a diferentes hospitais. A maioria morreu na noite de sábado, algumas no domingo de manhã”, indicou então Vijay Kumar, um responsável de saúde pública, em declarações à AFP.

A maioria das vítimas tinha mais de 50 anos e foi hospitalizada em estado de semiconsciência, com febres muito altas, diarreias e vômitos, explicou.

Em 2015, uma onda de calor deixou mais de 3.500 mortos na Índia e no Paquistão.

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Inteligência russa: Washington está testando novo tipo de guerra híbrida na Venezuela

18 de junho de 2019, 09:52

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O diretor do Serviço de Inteligência Exterior da Rússia, Sergei Naryshkin, declarou na terça-feira (18) que os EUA estão testando um novo tipo de guerra híbrida, que é especialmente visível na Venezuela.

“Na realidade se trata da criação de um algoritmo universal de realização de ações secretas de influência de maneira permanente a nível mundial”, afirmou ele, acrescentando que este tipo de trabalho se vê de forma “mais evidente” na Venezuela.

Essas ações “nunca cessam e são realizadas não apenas contra inimigos, mas também contra amigos e forças neutrais em condições de paz, crise e guerra”, declarou Sergei Naryshkindurante uma reunião internacional de altos representantes da área de segurança realizada na cidade russa de Ufa sob os auspícios do Conselho da Segurança da Rússia.

Como um vírus

“[Esse] trabalho deve ser comparado com a atividade de um vírus: pode destruir um organismo humano durante décadas sem se saber, mas quando é descoberto, frequentemente é muito tarde para o combater”, afirmou ele.

De acordo com ele, nos países vítimas das ações em questão surgem várias estruturas que não dependem do Estado. Estas formações coletam informação sobre os problemas atuais e conflitos existentes, influindo ao mesmo tempo na situação de um país concreto e, se necessário, iniciam processos destrutivos.

Naryshkin afirmou que “no momento certo” os movimentos de protesto “são sincronizados, o sistema político colapsa sob o peso de numerosos desafios e uma nova força chega ao poder”.

“É introduzido um novo padrão de comportamento na opinião pública e tudo isso é acompanhado de uma ampla campanha de propaganda na mídia mundial, com o objetivo de convencer as pessoas da falta de alternativas àquela evolução da situação, bem como justificar a interferência externa, se necessário”, afirmou. Sputniknews

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Planeta terá mais 2 bilhões de pessoas até 2050, prevê ONU

18 de junho de 2019, 09:32

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O mundo deve ganhar 2 bilhões de pessoas nos próximos 30 anos, atingindo sua população máxima no fim do século e começando a se estabilizar apenas no século 22. É o que prevê um relatório da ONU lançado nesta segunda-feira (17), com projeções demográficas para o planeta até 2100.

De acordo com o documento, a população mundial, que é de 7,7 bilhões na atualidade, continua crescendo, ainda que no ritmo mais lento desde 1950: a taxa, que atualmente é de 1,1% ao ano, deve chegar a 0,4% perto do fim do século. A previsão é que a população mundial chegue a 9,7 bilhões em 2050 e a quase 11 bilhões em 2100.

O relatório, chamado World Population Prospects (prospecções da população mundial), é lançado a cada dois anos pela divisão de população da ONU e traz análises para 235 países e áreas, baseadas em informações de censos nacionais, pesquisas por amostragem e tendências históricas.

São projeções, ou seja, tendências demográficas que estão sujeitas a alterações, pois dependem de mudanças tecnológicas, avanços médicos, condições políticas e costumes, que podem se alterar de forma imprevisível.

Para estimar a população no fim do século, a ONU trabalha com três cenários: no de projeção alta, o mundo teria 15,6 bilhões de habitantes em 2100; no mais conservador, ficaria em 7,32 bilhões e, no médio –o mais provável de ocorrer–, chegaria a 10,8 bilhões.

Na projeção média anterior, em 2017, previa-se uma população de 11,18 bilhões em 2100 (ou seja, cerca de 300 milhões a mais do que se acredita agora).

“Essa diferença se deve principalmente a revisões em taxas de fecundidade recentes e esperadas no futuro em vários países maiores, como Bangladesh, República Democrática do Congo, Índia e Estados Unidos”, disse à reportagem Patrick Gerland, chefe da seção de estimativas e projeções de população da ONU.

“Mudanças nesses países têm sido um pouco mais rápidas do que se acreditava.”

De acordo com o novo relatório, metade dos novos habitantes do mundo até 2050 virão de apenas nove países, a maioria pobres ou em desenvolvimento: Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Tanzânia, Indonésia, Egito e EUA.

Entre as grandes regiões, a África Subsaariana deve dobrar sua população nos próximos 30 anos, enquanto, na outra ponta, a Europa e a América do Norte terão aumento de apenas 2% de sua população. O crescimento previsto nesse mesmo período para a América Latina e o Caribe é de 18%.

Por volta de 2027, a Índia deve ultrapassar a China como o país mais populoso do mundo –alguns anos depois do que se imaginava anteriormente.

“A taxa de fecundidade na Índia caiu um pouco mais rapidamente do que se imaginava, e a fecundidade na China cresceu mais do que o esperado devido ao fim da política do filho único e a alguns incentivos para a população ter mais filhos”, afirma o pesquisador e doutor em demografia José Eustáquio Alves, que analisou os dados.

“O ranking vai mudar muito. Estão saindo os países mais desenvolvidos e começam a entrar os mais pobres, como a República Democrática do Congo, que vai crescer absurdamente, a Etiópia, a Tanzânia”, observa o pesquisador.

Ele chama a atenção também ao caso de Angola, que deve ter sua população multiplicada por 11 ao longo deste século –de 16,4 milhões para 188 milhões–, chegando ao 11º lugar no ranking, na frente do Brasil.

Segundo o relatório, tanto países em crescimento quanto os que têm baixa taxa de natalidade enfrentam seus desafios.

“Aqueles que experimentam rápido crescimento populacional, muitos deles na África Subsaariana, devem prover escola e cuidados de saúde para um número crescente de crianças, e garantir educação e oportunidades de emprego para um número cada vez maior de jovens”, afirma a análise. “Países cujo crescimento populacional se reduziu ou parou devem se preparar para uma proporção crescente de pessoas mais velhas e, em alguns casos, para um decréscimo na população.”

Em 2018, pela primeira vez o número de pessoas com mais de 65 anos ultrapassou o de crianças com menos de 5.

Se atualmente 1 em cada 11 pessoas no mundo tem mais de 65 anos, em 2050 deve chegar a 1 em cada 6 –no caso da Europa e da América do Norte, deve ser de 1 para cada 4.

A expectativa de vida média da humanidade, que era de 64,2 anos em 1990, subiu para 72,6 neste ano e acredita-se que chegará a 77,1 anos em 2050.

Porém, nos países menos desenvolvidos as pessoas vivem cerca de sete anos menos do que a média global, devido à alta mortalidade materna e infantil, violência e infecção por HIV, entre outros fatores.

A queda no número de pessoas em idade ativa e o aumento na proporção da população em idade dependente deve gerar desafios para “o mercado de trabalho e a performance econômica” de diversos países, assim como dificuldades para “construir e manter sistemas públicos de saúde, pensões e proteção social para os mais velhos”, alerta o relatório.

Outro fator que contribui para o envelhecimento da população mundial é que as mulheres estão tendo menos filhos. O estudo comprova essa tendência, mostrando que taxa de fecundidade, que era de 3,2 filhos por mulher em 1990, baixou para 2,5 em 2019 e deve chegar a 2,2 em 2050.

A taxa necessária para repor naturalmente a população (desconsiderando fatores como a imigração) é de ao menos 2,1. Atualmente, quase metade das pessoas vive em países com índice abaixo disso.

A menor média de filhos por mulher está na América do Norte e na Europa (1,7). A previsão, porém, é que haja leve recuperação nessa taxa, chegando a 1,8 até 2100. A região onde as mulheres têm mais filhos é a África Subsaariana, onde a taxa de fecundidade hoje é de 4,5.

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Conselho de Comunicação do Senado aprova convite para ouvir Glenn Greenwald sobre ameaças

18 de junho de 2019, 09:20

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O Conselho de Comunicação Social do Senado aprovou nesta segunda-feira (17) um convite para ouvir o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil.

Desde o início deste mês, o site tem divulgado supostas mensagens trocadas por meio de aplicativo pelo atual ministro da Segurança Pública e ex-juiz Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Lava Jato entre os anos de 2015 a 2018. A audiência está marcada para o dia 1º de julho, data da próxima reunião do conselho.

O autor do pedido é o advogado Miguel Matos, representante da sociedade civil no colegiado. O objetivo da audiência é ouvir Glenn Greenwald sobre ameaças que ele estaria sofrendo após a divulgação das supostas conversas entre Moro e os procuradores pelo site.

“O jornalista Gleen Greenwald narrou recentemente que está sofrendo inúmeros atentados ao livre exercício do jornalismo. Isso, claro, nos toca profundamente. Por isso, eu queria sugerir que fizéssemos um convite e que ele venha na nossa próxima reunião do dia 1º de julho e esclareça exclusivamente essas situações”, disse. “A liberdade de imprensa é a garantidora do Estado Democrático de Direito, não podemos fechar os olhos e sobretudo as portas para essa situação”, disse Matos.

Também nesta segunda-feira, o deputado David Miranda (PSOL-RJ), marido do jornalista Glenn Grenwald, afirmou que pediu reforço para segurança de sua família após serem ameaçados por mensages enviadas por e-mails.

Segundo o parlamentar, as primeiras ameaças foram registradas antes das divulgações do site The Intercept, mas cresceram após as publicações. O deputado informou que, no dia 11 de junho, encaminhou os relatos à Polícia Federal.

“Ressalto que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tomou providências a partir do ofício que encaminhei à presidência da Casa, oferecendo-me apoio do Departamento da Polícia Legislativa”, acrescentou o parlamentar.

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Empresa de Israel se vangloria de conseguir hackear todos iPhone e novos Samsung

18 de junho de 2019, 09:02

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A empresa Cellebrite, sediada em Israel, que tem alegadamente entre seus clientes o Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês), tem sido criticada por recusar cooperar com a Apple, relatando ter descoberto vulnerabilidades nas versões mais recentes dos sistemas operacionais iOS.

Essa cooperação permitiria aos técnicos do gigante de telecomunicações eliminá-las e melhorar a segurança dos seus dispositivos.

A empresa israelense Cellebrite, sediada em Petah Tikva e especializada em obter acesso a dados de celulares, afirmou em seu site que tem uma solução “para desbloquear e extrair evidências cruciais de telefones celulares” de todos os iPhones e muitos dispositivos baseados em Android, incluindo os Samsungs.
A campanha publicitária de um de seus produtos promete aos seus clientes “uma extração completa dos dados do sistema de arquivos” em qualquer versão de iOS e muitos celulares e tabletes de topo de gama Android, permitindo também a extração dos dados no caso deste último.

O conteúdo anteriormente apagado pode ser recuperado

Na descrição se refere também que o programa pode não só coletar as informações de dispositivos de terceiros, tais como conversas de bate-papo, e-mails e outros documentos, mas também conteúdo anteriormente apagado. De acordo com a empresa, o sistema foi concebido para os órgãos de segurança e permite às autoridades aumentar “as probabilidades de encontrar provas incriminatórias, conseguindo assim resolver o caso”.
De acordo com o jornal The Times of Israel, para hackear um celular, os clientes da Cellebrite precisam conectar um dispositivo especialmente projetado ao telefone ou tablete alvo.

Alegadas ligações com FBI e serviços britânicos

Esta ferramenta teria alegadamente sido usada pelo FBI em 2015 para aceder ao celular do terrorista de San Bernardino, já que a Apple se recusou a fornecer acesso ao celular às autoridades norte-americanas. Ao mesmo tempo, os serviços britânicos gastaram US$ 492.000 (R$ 530.133) em 41 dispositivos da Cellebrite, frequentemente referidos como “cyberkiosks” (quiosques cibernéticos).

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Ratinho e SBT terão de pagar R$ 200 mil a padres por reportagem falsa

18 de junho de 2019, 08:55

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Os padres foram acusados de infringir o celibato e acabaram entrando na justiça


OSBT e o apresentador Ratinho foram condenados pela Justiça e terão de indenizar dois padres por danos morais por uma reportagem veiculada em 1999. O artista e a emissora pagarão R$ 200 mil (corrigidos) aos religiosos da cidade de Astorga, no Paraná, após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Segundo informações do ‘Folha de S. Paulo’, a reportagem exibida por Ratinha falava que uma moradora da cidade havia deixado o marido para viver com o padre que celebrou seu casamento, mas a notícia era falsa. Além disso, as imagens mostraram um outro padre da mesma cidade.

Os religiosos processaram o programa e a Justiça levou em conta “a imprudência dos apelantes ao transmitir ao vivo matéria ofensiva à honra dos apelados, o sofrimento ocasionado às vítimas e a repercussão em cadeia nacional de televisão, em horário nobre”, escreveu o ministro na decisão. O caso ficou ainda mais grave por envolver padres acusados de infringir o celibato, informou o documento.

Até o momento, nem a emissora ou o apresentador comentaram a decisão da justiça. Fonte Notícias ao Minuto

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