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ALTA APROVAÇÃO: Governo Jerônimo Rodrigues é aprovado por 59% dos eleitores baianos, aponta pesquisa

22 de agosto de 2025, 12:30

Foto: Matheus Landim GOVBA

Alta aprovação: Governo Jerônimo Rodrigues é aprovado por 59% dos eleitores baianos, aponta pesquisa

Divulgada nesta sexta-feira (22), a pesquisa Quaest apontou alta aprovação de 59% dos eleitores baianos ao Governo Jerônimo Rodrigues.
O Governo Jerônimo Rodrigues é aprovado por 59% dos eleitores baianos. É o que aponta a pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (22). A alta aprovação confirma o momento de estabilidade na imagem positiva da gestão petista no estado – em fevereiro, o índice foi de 61%. Os que desaprovam somam 33%.

Nas redes sociais, Jerônimo Rodrigues atribuiu o índice de alta aprovação ao trabalho realizado pelo Governo da Bahia em garantir efetiva melhora da vida da população. “Os bons indicadores das pesquisas refletem nossa caminhada diária de trabalho e compromisso com a Bahia. Eles nos animam e reforçam a importância de seguir construindo um estado cada vez melhor, com mais saúde, educação, lazer, segurança, infraestrutura e oportunidades para o povo baiano”, escreveu o governador.

Contratada pela Genial Investimentos, a pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 17 de agosto, com 1.200 eleitores da Bahia. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

“Estar perto do povo me dá força e me lembra, todos os dias, da responsabilidade que tenho como governador. Meu compromisso é seguir cuidando da saúde, da segurança, da educação e de obras que fazem a Bahia avançar. Cuidar de gente é o que me move e o que faz a nossa Bahia seguir em frente”, destacou o governador.

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MOVE reforça qualificação e debate o futuro das agroindústrias familiares na Bahia

22 de agosto de 2025, 12:22

Foto: André Frutuôso

Nos dias 25 e 26 de agosto, o Centro de Convenções de Feira de Santana vai sediar a segunda edição do MOVE – Agroindústria Familiar da Bahia, evento que se consolida como espaço estratégico de formação, troca de experiências e fortalecimento do cooperativismo no estado. Realizado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e a União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES Bahia), o MOVE vai reunir dirigentes e profissionais das agroindústrias familiares, técnicos de instituições parceiras, além de representantes do setor financeiro e da pesquisa.

A programação terá oficinas e painéis que vão abordar desde a gestão e acesso a mercados, até estratégias de internacionalização e formação continuada para equipes técnicas das agroindústrias. Um dos pontos altos será a apresentação da proposta de atuação do escritório BahiaInvest/APEX, que vai abrir novas possibilidades para as cooperativas baianas alcançarem o mercado internacional, reforçando o papel da agroindústria familiar como protagonista do desenvolvimento territorial sustentável.

Painel de destaque: o exemplo da Veiling Holambra

Entre os momentos mais esperados, estará o painel “Dinâmica e desafios do cooperativismo – o caso exitoso da Veiling Holambra”, marcado para a noite do dia 25. A cooperativa paulista, reconhecida como a mais completa e moderna do setor de flores e plantas do Brasil, será apresentada como referência de organização, inovação e acesso a mercados. Sua experiência vai servir de inspiração para dirigentes baianos, mostrando que a profissionalização da gestão, a cooperação entre produtores e o investimento em estrutura podem transformar profundamente os sistemas produtivos.

O MOVE também vai promover a integração de profissionais de Agente Técnico em Gestão e Acesso a Mercado (ATEG) e Assistente Técnico e Extensão Rural na Base de Produção (ATEP), com foco na gestão de negócios, qualidade produtiva e acesso a políticas públicas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Plano Safra 2025/2026. A agenda vai reforçar ainda a importância de instrumentos de monitoramento e avaliação das agroindústrias, garantindo mais eficiência às ações no campo.

Ascom/CAR

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UMBURANAS: Novos diretores e vices das escolas municipais tomam posse

21 de agosto de 2025, 16:26

Foto: Ascom/PMU

A partir desta quinta-feira (15), as escolas municipais de Umburanas passam a contar com novos diretores e vices para o biênio 2026/2026 A cerimônia de posse aconteceu na manhã desta quinta-feira (21), na Câmara de Vereadores e contou com a presença do prefeito Fabrício Lopes.

Para o prefeito, o momento é de grande importância para a valorização dos gestores escolares e para o fortalecimento da educação no município. Segundo o mesmo, a gestão municipal reafirma seu compromisso com a educação, apoiando cada profissional nessa missão tão importante para o futuro do município.

“Muito importante estarmos aqui hoje. A escola é um lugar onde não apenas se aprende, mas se produz conhecimento. Todos aqui têm uma responsabilidade muito grande, para integrar a equipe da escola e a comunidade. Alcançar melhorias para o ensino aprendizagem das escolas municipais é o principal objetivo das ações desenvolvidas”, destacou Fabrício.

O prefeito Fabrício Lopes esteve presente na cerimônia de posse
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Governo vai comprar perecíveis que iriam para EUA, diz ministro

21 de agosto de 2025, 11:03

Foto: SEDUC/AM

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse nessa quarta-feira (20) à noite (20), em entrevista à Voz do Brasil, que o governo brasileiro vai comprar produtos perecíveis, como frutas, peixes e carnes. 

Segundo Teixeira, o destino dos produtos deve ser a merenda escolar, a alimentação das Forças Armadas, os hospitais, os restaurantes universitários e os programas de aquisição de alimentos destinados às populações em insegurança alimentar.

“O governo vai estimular que estados e municípios possam adquirir esses produtos pelos programas públicos da alimentação escolar”, afirmou. Paulo Teixeira explicou que isso vai representar uma alimentação escolar, por exemplo, com produtos da melhor qualidade. 


Outros compradores

“Nós estamos só regulamentando porque percebemos que alguns setores conseguem redirecionar rapidamente esses programas para outros países”.

Um dos exemplos que ele citou foi o caso da castanha que deve ser comercializada para a Europa. “O mesmo acontece com o café. Não tem café no mundo hoje, em lugar nenhum, para substituir o produto brasileiro”, argumentou. 

No caso da carne, o ministro afirmou que o produto pode ser estocado, congelado e redirecionado. No entanto, em relação a produtos como mel, açaí, uva e peixes são mais perecíveis e, por isso, deverão ser absorvidos nos programas nacionais de compras públicas. 

Cadeia produtiva 

“O governo vai incluir em todos os seus editais de compras públicas a aquisição para que não haja perda de alimentos”, garantiu.

Ele ressaltou que as compras vão proteger os empreendedores diretos e toda a cadeia produtiva. O ministro conta que os exportadores venderão os produtos pelo preço que eles utilizariam no mercado interno. “Certamente o governo não tem como pagar o preço em dólar, que é o preço de exportação. Mas o governo tem como pagar o preço do mercado interno”.

Agência Brasil

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TV REGIONAL JACOBINA: Prefeito de Caém, Arnaldinho Oliveira, destaca os avanços do seu município

20 de agosto de 2025, 08:34

Foto: Ascom/PMC

O prefeito de Caém, Arnaldinho Oliveira, foi o entrevistado do Podcast da TV Regional Jacobina, na noite desta terça-feira (19). Durante mais de uma hora de bate papo com o apresentador Fábio Marcio, o gestor falou da sua trajetória política e os avanços e conquistas da sua administração.

Arnaldinho, que está atualmente também como presidente do Consórcio Regional de Saúde, responsável pela gerência da Policlínica de Jacobina, e diretor financeiro da Associação dos Prefeitos da Bahia (UPB), chega em seu terceiro mandato como uma referência em gestão pública, por conta da sua maneira de conduzir o seu município e sua relação com os governos estadual e federal e o legislativo local.

Aprovada por 86 por cento da população, conforme pesquisa realizada recentemente, a administração do prefeito Arnaldinho se destaca pela lisura com o erário, execução de políticas públicas, obras e serviços. As áreas da Educação, Saúde, Assistência Social, Agricultura e Infraestrutura, conforme o chefe do Executivo, tem recebido uma atenção diferenciada por serem consideradas primordiais para a promoção da qualidade de vida da população.

O apresentador Fábio Márcio quis saber qual a “mágica” de um município com receitas tão reduzidas conseguir realizar uma verdadeira “revolução” na oferta de serviços e entregas de obras. Arnaldinho atribuiu o comprometimento da sua equipe de trabalho, da atenção diferenciada da deputada federal Lídice da Mata e do deputado estadual, atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Ângelo Almeida e dos governos de Jerônimo Rodrigues e do presidente Lula. Nos últimos quatro anos Caém recebeu mais de 90 milhões de investimentos, aplicados em obras estruturantes e melhorias em equipamentos públicos como no Hospital Municipal, unidades de saúde e construções e modernizações de prédios escolares e creches.

Assista a entrevista AQUI

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Certificação SIM agrega valor e impulsiona vendas de produtos de agroindústrias familiares da Bahia

19 de agosto de 2025, 15:56

Foto: Ascom/CAR

A implantação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) vem transformando a realidade de agroindústrias familiares baianas, especialmente aquelas que produzem alimentos de origem animal. Já são mais de 1.200 produtos e 230 agroindústrias certificadas em todo o estado até este mês de agosto.

A certificação garante o cumprimento das boas práticas exigidas pelas normas de vigilância sanitária e segurança alimentar, o que resulta em agregação de valor e expansão da comercialização. Entre os produtos certificados estão queijos, mel, cortes especiais de carnes e iogurtes.

A iniciativa é fruto da parceria entre o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e 28 consórcios públicos intermunicipais de toda a Bahia.

Um dos exemplos de impacto é a Associação dos Agricultores da Comunidade de Fundão dos Cardoso, que mantém uma unidade de beneficiamento de produtos das abelhas. Com o SIM, a organização passou a acessar mercados institucionais e convencionais, ampliando a renda das famílias apicultoras. Tanto a certificação quanto a implantação da unidade de beneficiamento são resultado da parceria entre a CAR e o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território Bacia do Paramirim.

Segundo Gilvaldo Neves Silva, presidente da Associação, o investimento foi muito relevante.  “Essa unidade de beneficiamento de mel é um empreendimento que vai beneficiar muitos produtores da região e, com o mel certificado pelo SIM, temos valor agregado ao nosso produto, que é da agricultura familiar, de qualidade e com os padrões de higiene. Assim, podemos comercializar nos mercados da região.”

SUSAF Bahia

O avanço da certificação ganhou ainda mais força com a criação do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF-BA), que permite que os alimentos certificados ultrapassem os limites do município ou território e sejam comercializados em todo o estado.

No Território do Sisal, o SIM foi implantado em parceria com o Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território do Sisal (Consisal), o que possibilitou diversos empreendimentos qualificar e ampliar sua produção. Um dos exemplos é a Granja As Coleguinhas, que desde o início buscou a certificação junto aos órgãos competentes para comercializar ovos em outros municípios, com mais segurança e credibilidade.

De acordo com Manuela de Oliveira Mendes, representante da Granja As Coleguinhas, a partir do SIM/Consisal, a granja alcançou a certificação do SUSAF que já está em processo de migração para o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI). “Todo pequeno produtor precisa procurar a Secretaria de Agricultura da sua região e o Consórcio para obter o registro, porque estamos falando de alimento. É segurança tanto para quem produz quanto para o consumidor.”

Outro exemplo é a Associação Saguim, de Monte Santo, que administra uma unidade de beneficiamento de mel instalada na comunidade e que também recebe investimentos da CAR. Rodrigo Nascimento, presidente da Associação, destacou a importância da certificação. “O mel, que já era produzido com base em práticas agroecológicas e sustentáveis, agora é devidamente certificado. Seguimos rigorosamente as práticas de higiene e os cuidados exigidos pelas normas de vigilância.”

Ascom/CAR

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O Complexo de Vira-Lata: Herança subjetiva da colonização e trava na construção de uma Identidade Nacional Plena

19 de agosto de 2025, 15:26

*Por Edson Júnior Matos dos Anjos

O atual cenário de crise comercial provocado pelo presidente estadunidense Donald Trump trouxe à tona um importante debate já há muito presente na sociedade brasileira: o “Complexo de Vira-Lata”. Criado por Nelson Rodrigues após a traumática derrota brasileira na final da Copa do Mundo de 1950, e muito utilizado em recentes falas do presidente Lula, o conceito ultrapassou o universo esportivo para se tornar metáfora de um sentimento persistente de inferioridade cultural e social presente em diferentes setores do país.

Trata-se de uma síndrome nacional — uma espécie de psicologia coletiva internalizada — que alimenta o desprezo pelo que é brasileiro e a admiração acrítica por modelos estrangeiros, sobretudo eurocêntricos e estadunidenses. O complexo, longe de ser apenas um sentimento isolado, tem raízes profundas no imaginário de uma elite forjada sob os escombros do colonialismo, que construiu sua autoimagem a partir da rejeição à própria cultura e do culto ao “lá fora”.

A base histórica desse complexo remonta ao pensamento de autores como Nina Rodrigues, Monteiro Lobato e Oliveira Viana, que, no início do século XX, sustentaram teses eugenistas e deterministas, associando a miscigenação e a herança africana e indígena à suposta “inferioridade” do povo brasileiro. Essa mentalidade colonizada, elitista e racista impregnou boa parte das instituições e da formação das classes médias urbanas. Em contrapartida, vozes como Gilberto Freyre e Ariano Suassuna combateram essa narrativa, valorizando a mestiçagem como traço distintivo e potência criativa do Brasil. Suassuna, em especial, ironizava o comportamento do brasileiro que “não acredita no próprio país”, chamando isso de “mística da derrota”, ao passo que propunha um “realismo esperançoso” como antídoto ao pessimismo colonizado.

O “Complexo de Vira-Lata” não é um fenômeno isolado. Ele se conecta historicamente a processos como o imperialismo cultural, que reforça a dependência simbólica; ao colonialismo mental herdado da colonização portuguesa; e à lógica econômica de dependência teorizada por pensadores da CEPAL, como Raúl Prebisch, que apontavam a subordinação estrutural dos países periféricos aos centros econômicos globais. Também guarda relação com o que Frantz Fanon descreveu como “alienação cultural” nas ex-colônias, em que o colonizado internaliza o olhar depreciativo do colonizador e passa a reproduzi-lo.

Exemplos dessa postura surgem de forma recorrente: a crítica sistemática à realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016; a rejeição de parte da população às universidades públicas de excelência; a importação de discursos políticos estrangeiros, como o “trumpismo”, sem adaptação ao contexto nacional. Darcy Ribeiro já alertava para a dimensão política desse processo ao afirmar que “a crise da educação não é uma crise, é um projeto”, denunciando a manutenção deliberada da ignorância e da subalternidade cultural como ferramentas de dominação.

Esse comportamento tem consequências graves: fragiliza a autoestima nacional, dificulta a formulação de projetos autônomos de desenvolvimento, enfraquece a soberania cultural e perpetua a lógica de dependência. Um país que não acredita em si mesmo dificilmente terá forças para enfrentar as pressões externas e internas que moldam seu destino.

Em diálogo com alunos e até alguns colegas cientistas sociais, sempre ressalto a importância de rompermos esse ciclo histórico. Entendo que superar esse complexo exige mais do que discursos otimistas — requer um esforço coletivo e consciente. É necessário valorizar a cultura nacional sem isolacionismo, investir em educação crítica e emancipatória, e reconstruir o orgulho de ser brasileiro sem cair em autocomplacência. O Brasil não carece de talento, inteligência ou capacidade — carece de confiança em si mesmo e de coragem para romper com a mentalidade colonizada que ainda persiste.

O convite que se impõe é este: olhar para o Brasil sem a lente distorcida do preconceito herdado, reconhecer nossas virtudes e desafios de forma realista e decidir, de maneira consciente, que não aceitaremos mais ser coadjuvantes da nossa própria história. É hora de abandonar a coleira do vira-lata e assumir o papel de protagonista no próprio destino.

Box de Referência – Autores e Conceitos-Chave

Nelson Rodrigues – Jornalista e dramaturgo que cunhou o termo “Complexo de Vira-Lata” após a derrota do Brasil na Copa de 1950.

Darcy Ribeiro – Antropólogo e educador que denunciou a “crise da educação” como projeto deliberado de manutenção da desigualdade e subalternidade.

Gilberto Freyre – Sociólogo que valorizou a mestiçagem como elemento distintivo e fonte de riqueza cultural brasileira.

Ariano Suassuna – Escritor e dramaturgo que criticava o pessimismo colonizado e defendia o “realismo esperançoso”.

Frantz Fanon – Intelectual martinicano que analisou a alienação cultural e a internalização do racismo nos povos colonizados.

Imperialismo Cultural – Domínio simbólico e cultural de uma nação sobre outra, reforçando a dependência e a perda de referências próprias.

Colonialismo Mental – Permanência de padrões culturais e visões de mundo impostos pelo colonizador, mesmo após a independência política.

Teoria da Dependência (CEPAL) – Conjunto de estudos que explica a subordinação econômica dos países periféricos aos países centrais.

*PROFESSOR EDSON JÚNIOR MATOS DOS ANJOS:

HISTORIADOR FORMADO PELA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA BAHIA

PÓS GRADUADO EM TURISMO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

PÓS GRADUADO EM MBA EM GESTÃO DE RECURSO HUMANOS

PÓS GRADUANDO EM HISTÓRIA DO BRASIL

PROFESSOR DO COLÉGIO ESTADUAL PROFESSORA ADJACI MARTINS DURANS – Várzea Nova – Ba.

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AGU pede que Meta exclua chatbots que promovem erotização infantil

19 de agosto de 2025, 08:32

Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou nesta segunda-feira (18) uma notificação às redes sociais Instagram, Facebook e WhatsApp para solicitar a exclusão de robôs de inteligência artificial que simulam aparência infantil e realizam diálogos com conteúdo sexual.

A empresa tem 72 horas para excluir os robôs e esclarecer quais medidas têm sido adotadas para evitar que crianças e adolescentes tenham acesso a conteúdo sexual e erótico.

No ofício enviado à Meta, empresa que opera as redes citadas, a AGU disse que chatbots criados por meio da ferramenta Meta IA Studio promovem a erotização infantil.

O órgão também acrescentou que as plataformas da Meta estão disponíveis para menores de idade, a partir dos 13 anos, e não existe filtro para verificar a idade dos usuários entre 13 e 18 anos. 

“Tais chatbots têm potencialidade de alcançar um público cada vez mais amplo nas plataformas digitais, especialmente nas redes sociais da Meta, ampliando de forma exponencial o risco do contato de menores de idade com material sexualmente sugestivo e potencialmente criminoso”, argumenta a AGU.

O tema sobre a erotização de crianças veio à tona nas últimas semanas após o influenciador Felca denunciar perfis que usam crianças e adolescentes para promover a adultização infantil.

A Agência Brasil procurou a Meta para comentar a notificação, mas ainda não recebeu retorno. 

Agência Brasil

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UMBURANAS: Prefeito Fabrício Lopes assina ordens de serviços para construção e requalificações de praças

18 de agosto de 2025, 12:42

Foto: Ascom/PMU

A semana inicia com anúncio de importantes ações públicas no município de Umburanas. Na manhã desta segunda-feira (18), o prefeito Fabrício Lopes assinou ordens de serviços para o início de obras de construção e requalificação de espaços públicos.

Foram anunciadas a construção da Praça na saída para a comunidade de Barrigudas e requalificações das praças João Tropeiro (em frente à Rodoviária), Damião Ribeiro e dos canteiros da Avenida Severino Ribeiro Granja.

Conforme o prefeito Fabrício, estas ações são mais um passo significativo para o desenvolvimento urbano e a melhoria da qualidade de vida da população. “Com esse conjunto de investimentos, reafirmamos o nosso compromisso em proporcionar aos umburanenses locais mais modernos, funcionais e acolhedores”, disse o prefeito, destacando que a iniciativa visa, além de transformar as praças em um ambiente ainda mais bonito, moderno e aconchegante, promover lazer, convivência e impulsionar o comércio local.

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Veja as dicas para proteger crianças e adolescentes nas redes sociais

18 de agosto de 2025, 09:47

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

As denúncias feitas pelo influenciador Felca Bress, em vídeo publicado na semana passada, colocaram em foco os riscos que as redes sociais representam para crianças e adolescentes e como não há uma regulação sobre o uso de imagens de menores de idade nesses espaços virtuais. As cenas expostas por Felca chocaram e provocaram a reação do Congresso Nacional, da Presidência da República e de diversos setores da sociedade.

Especialistas entrevistados pela Agência Brasil orientam pais, mães e responsáveis sobre como proteger crianças e adolescentes em ambientes virtuais. Além disso, ressaltam o papel das escolas, da assistência social de outros equipamentos públicos na defesa dos direitos dessa parcela da população.

Classificação indicativa

Segundo a escritora, palestrante e ativista pela erradicação da violência sexual e online, Sheylli Caleffi, é necessário conhecer e respeitar a classificação indicativa das plataformas. O Instagram, por exemplo, não é recomendado para menores de 16 anos. O Tiktok e o WhatsApp não devem ser usados por menores de 13 anos.
 

Brasília (DF), 14/08/2025- A escritora, palestrante e ativista pela erradicação da violência sexual e online, Sheylli Caleffi, fala sobre perfis fechados e controle do uso do celular; veja dicas para proteger crianças nas redes. Foto: Helton Nobrega/Divulgação

Brasília (DF), 14/08/2025 – Escritora e ativista pela erradicação da violência sexual Sheylli Caleffi, lembra que algo que é bacana, até sagrado para muita gente, é erotizado por outras pessoas”. Foto: Helton Nobrega/Divulgação – Helton Nobrega/Divulgação

Os responsáveis devem garantir que as idades informadas estão corretas, uma vez que as próprias plataformas não pedem nenhum tipo de verificação. Além disso, devem observar as configurações, para impedir que qualquer pessoa tenha acesso ao perfil dos menores de 18 anos e que eles recebam mensagens de pessoas desconhecidas.

“Quando você decide dar acesso aos seus filhos nos ambientes digitais, você precisa também olhar a configuração daquilo que você escolheu dar acesso”, diz.

“O ideal é uma conta privada se existe qualquer imagem de criança. E, obviamente, os adolescentes, quando tiverem a idade de começarem a ter as contas, têm que ter suas contas privadas, também, para que só acessem conteúdo as pessoas selecionadas por eles”.

De acordo com a pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), 93% da população brasileira, de 9 a 17 anos, são usuárias de internet, o que representa 24,5 milhões de pessoas. A pesquisa TIC Kid Online mostra ainda que 83% desses adolescentes têm perfil próprio nas redes sociais. Além disso, 30% relataram que tiveram contato com alguém online que não conheciam pessoalmente.

Cuidados ao postar fotos

Mesmo que as crianças não tenham contas em plataformas digitais, Caleffi alerta que os próprios familiares podem colocá-las em risco quando postam fotos ou vídeos delas nos próprios perfis.

“Não são redes sociais, são redes de comércio. Tudo que está lá é para vender. A gente tem que perder essa ideia ingênua de que a rede social é um álbum de foto”, diz.

“Algo que é bacana, até sagrado para muita gente, é erotizado por outras pessoas. Então você tem que imaginar que quando você coloca uma imagem em um local visitado por bilhões de pessoas e por muitos, muitos criminosos, aquilo pode ser tirado facilmente do contexto”, acrescentou.

Isso deve ser levado em consideração por qualquer pessoa que decida divulgar a imagem de uma criança. “Ao divulgar conteúdo com crianças e adolescentes, primeiro você tem que garantir que você é o responsável legal por essa criança. Se eu sou avó, eu não sou responsável legal por essa criança. Se eu sou tio, eu não sou responsável legal. Se eu sou o professor, eu também não sou”, orienta.

Para Caleffi, “ninguém, fora os responsáveis legais pela criança, pode decidir se essa criança terá qualquer imagem exposta nesses ambientes comerciais que são as plataformas digitais”, ressalta.

No entender da ativista, qualquer conta que tenha imagens de crianças ou adolescentes, mesmo que seja de um adulto divulgando as fotos do filho, deve ser fechada. Isso fará com que apenas pessoas autorizadas possam ter acesso aos conteúdos.

Adultização dentro e fora das redes

As denúncias de Felca evidenciaram também o papel das redes para a chamada adultização de crianças, ou seja, crianças e adolescentes colocados em contextos de adultos. Segundo Caleffi, isso ocorre nas redes e também fora delas e podem causar enormes danos psicológicos.

“Muitas coisas adultizam a criança e podem fazer parecer que a sexualização precoce é algo comum. Roupas muito ousadas para a idade, crianças usando maquiagem, usando elementos que são de adultos. Muitas crianças pequenas estão se maquiando, a gente tem problemas de crianças com 9, 10 anos fazendo dieta. Crianças de 4 anos insatisfeitas com o próprio corpo. Onde é que ela está vendo isso?”, indaga.

Para além da exposição na internet, a moderação dos responsáveis sobre o que é acessado é fundamental para que não se tenha contato a conteúdos que possam ser danosos à formação. 

“Os pais podem também, além de ter uma conversa muito franca com as crianças sobre quais são os perigos, quais são os riscos, combinar que vai olhar o que está fazendo no grupo do WhatsApp, com quem está conversando. Pode também baixar um aplicativo de mediação parental”, recomenda.

Conforme Caleffi, esse tipo de aplicativo permite, por exemplo, que os responsáveis controlem o tempo que crianças e adolescentes passam diante da tela, permitem o rastreamento da localização deles e produzem relatórios do que estão acessando nos dispositivos eletrônicos.

Além das famílias

A professora associada do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) Vládia Jucá, destaca que além do papel das famílias, o cuidado das crianças e adolescentes cabe ao poder público e à sociedade em geral, como está previso em lei, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“A gente tem um conjunto de setores e de equipamentos que, articulados, compõem a Rede de Assistência e de Proteção a Crianças e Adolescentes. Essa rede, tanto tem uma função protetiva e de atuação antes da criança e do adolescente se encontrar em uma situação de risco, como também pode ser acionada quando já está numa situação de risco”, ressalta Jucá, que é uma das autoras do Guia para a articulação entre as escolas e a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente.

Brasília (DF), 14/08/2025- A professora associada do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) Vládia Jucá fala sobre perfis fechados e controle do uso do celular; veja dicas para proteger crianças nas redes. Foto: Vládia Jucá/Arquivo Pessoal

Brasília (DF), 14/08/2025- A professora associada do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) Vládia Jucá considera importante autoridades públicas e a sociedade civil atuarem em conjunto para garantir a proteção das crianças e adolescentes. Foto: Vládia Jucá/Arquivo Pessoal – Vládia Jucá/Arquivo Pessoal

Essa rede envolve escolas – onde as crianças passam grande parte do tempo -, equipamentos de saúde, de assistência social, Justiça, Ministério Público, entre outros. Todos eles devem atuar em conjunto para garantir a proteção das crianças e adolescentes. Ou seja, caso a escola identifique a criança está passando por algum problema, a assistência social deve estar pronta para acompanhar o caso, assim como a Justiça, se for necessário.

Ela explica que as redes de assistência devem atuar onde as crianças e adolescentes estão, onde estudam, onde brincam, onde circulam e isso inclui a atuação na internet. “Inclusive ajudando as famílias, no sentido de fazer com que as famílias possam entender o que é esse espaço virtual, que muitas vezes é utilizado pelas famílias como um espaço de ‘olha como meu filho é lindo, né? Olha como meu filho é sábio’, como se fosse assim um álbum de retratos. Sem uma noção exata de que aquilo ali cai no domínio público e que essas imagens podem ser utilizadas das mais diversas formas”, diz.

Espaços de escuta

Segundo a professora, além de regular a atuação das próprias plataformas digitais, empresas de tecnologia e redes sociais, o país precisa fortalecer as redes de assistência e os equipamentos públicos, que enfrentam, muitas vezes, falta de infraestrutura e carência de profissionais.

A gente ainda precisa caminhar, e isso é para ontem, com essa regulação das redes, das big techs, das plataformas. Mas não desconsiderar, nem perder de vista, que a educação tem um lugar importante, que a saúde tem um lugar importante e todos esses equipamentos onde crianças e adolescentes circulam, são escutados, onde se fala com eles, todos esses espaços são espaços de construção dessa proteção integral”, diz.

Ela ressalta ainda que, em todos esses ambientes, é preciso escutar atentamente as crianças e adolescentes, até mesmo para que se possa identificar se estão passando por algum problema, por alguma situação de violência.

“Eu trabalho muito com a adolescente. E uma coisa que os adolescentes falam muito é o quanto eles são pouco escutados”.

Denúncias

Para denunciar situações de abuso ou exploração de crianças e adolescentes, além de outras violações dos direitos humanos, ligue 100 de telefones fixos ou celulares. O Disque 100 é um serviço telefônico gratuito, disponível 24 horas por dia.

Agência Brasil

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