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Mais de 600 animais morrem em 4 meses em centro de tratamento do Ibama

23 de fevereiro de 2021, 11:50

Foto: Reprodução

Mais de 600 animais silvestres morreram nos últimos meses em um centro de tratamento do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) que fica em Seropédica, na Baixada Fluminense. A empresa terceirizada que cuidava do espaço deixou de prestar o serviço no ano passado.

Um outro contrato, de emergência, foi feito, mas também foi rompido. Enquanto isso, como mostrou o RJ2 nesta segunda-feira (22), animais vivem no meio de muita sujeira e quase sem alimentação.

O local é um dos maiores centro de tratamento de animais silvestres do país. São mais de 1,2 mil animais vivem lá. Sob a responsabilidade do Ibama, os macacos, as aves e outros bichos deveriam estar se recuperando dos ferimentos causados pelo tráfico ilegal destas espécies.

Os animais que conseguem se recuperar, como araras mostradas na reportagem, são devolvidos à natureza. E os que estão feridos, como é a situação de uma seriema, que teve uma das asas cortadas, precisam ficar no centro.

Só que, sem tratadores, cerca de 600 animais morreram nos últimos quatro meses, segundo um levantamento que ainda está sendo feito pelos funcionários do centro.

Atualmente, o centro só tem quatro funcionários, que estão fazendo o que podem. Mas como são poucos, eles mal conseguem dar conta de retirar os animais mortos.

O centro tem muita sujeira e os animais que ainda estão vivos sofrem de fome. A equipe de dez tratadores que fazia a limpeza dos espaços, alimentava e cuidava dos bichos, pertencia a uma empresa terceirizada, que não renovou o contrato com o Ibama.

O RJ2 teve acesso a uma troca de e-mails entre a empresa RCA e a Superintendência do Rio do Ibama. No dia 30 de julho, a empresa disse que não queria prorrogar o contrato.

No mesmo dia, o Núcleo de Compras e Contratos do Ibama informou aos responsáveis pelo Centro de Seropédica que a empresa não renovaria o contrato. De forma anônima, funcionários dizem que, depois da suspensão desse contrato, os animais ficaram sem tratadores durante 50 dias.

Eles acrescentaram que, depois, outra empresa foi contratada em regime de emergência, mas o serviço foi interrompido há cerca de um mês, no dia 17 de janeiro. Enquanto isso, todo dia chegam novos animais no centro. Hoje, foram sete cobras encontradas em Miguel Pereira.

Gaviões, um falcão e corujas, aves que já chegaram feridas no centro, estão há mais de um mês sem tratadores, sem a limpeza adequada, correm o risco de piorar, contraindo infecções.

Uma denúncia chegou até a Polícia Federal, que também hoje fez uma perícia no centro de triagem. Os funcionários serão chamados para prestar depoimento.

A contratação de uma equipe de tratadores é responsabilidade do superintendente do Ibama no Rio, o contra-almirante da reserva da Marinha Alexandre Dias da Cruz, que assumiu o cargo em março de 2019.

O Ibama informou que a equipe da Corregeoria, a Secretaria de Biodiversidade e a Diretoria do instituto foram acionadas e farão a apuração e adoção das medidas necessárias.

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Toque de recolher: Jacobina mais 360 municípios baianos estão ‘fechados’ desde às 18h desta segunda-feira (22)

22 de fevereiro de 2021, 19:58

Foto: Notícia Limpa

Jacobina mais 360 municípios baianos, com exceção da região Oeste. passam a partir das 18 horas desta segunda-feira (22), a fazer parte do novo decreto de toque de recolher determinado pelo Governo do Estado. A Medida foi tomada para conter o avanço da Covid-19. Entre as medidas estão: ampliação do horário e também dos dias e cidades e acontece depois da Bahia registrar 80% de ocupação nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Agora, o toque de recolher segue das 20h às 5h, até o dia 28 de fevereiro. Só será permitida o trânsito na rua para quem tiver procurando serviços de saúde ou farmácia, em que seja comprovada a urgência. Servidores, funcionários e colaboradores que atuam nas unidades públicas ou privadas de saúde e segurança também têm transito liberado durante este período, caso estejam desempenhando suas funções.

A atualização do decreto nº 20.233, anunciada na tarde deste domingo (21), pegou muitas pessoas de surpresa, principalmente donos de bares e restaurantes. Se o horário das 22 horas determinado anteriormente já era motivo de reclamações, o fechamento a partir das 18 horas vem sendo considerado como uma ‘pá de cal’ pela categoria de venda de alimentos e bebidas.

Por toda a cidade, a imagem foi uma só: bares fechados depois das 18 horas

‘Desorientado’, assim resume seu sentimento o comerciante Flávio Santana, proprietário de um estabelecimento localizado nas imediações da área externa do Mercado Municipal, na Praça Getúlio Vargas, no centro de Jacobina. Flávio diz reconhecer a gravidade da pandemia da Covid-19, doença que já matou milhões de pessoas em todo o mundo, mas lamenta a falta de políticas públicas para minimizar o ‘sofrimento da população’. “Respeitamos a lei e a vida, mas é preciso que urgentemente os governantes ofereçam condições para que as pessoas fiquem em casa sem passar fome”, desabafou.

Flávio da Barraca, como é conhecido, lamentou o fechamento do seu estabelecimento mas reconhece a necessidade da ação

Fiscalização

Conforme o Decreto do Governo da Bahia, aqueles que descumprirem a medida podem ser autuados nos artigos 132 (Expor a vida ou a saúde de outrem em perigo), 268 (Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa) e 330 (Desobedecer a ordem legal de funcionário público) do Código Penal.
Podem funcionar fora do toque de recolher:

Terminais rodoviários, metroviários, aquaviários e aeroviários, bem como o deslocamento de funcionários e colaboradores que atuem nestas atividades;
serviços de limpeza pública e manutenção urbana;
serviços delivery de farmácia e medicamentos;
atividades profissionais de transporte privado de passageiros;
serviços de funcionamento das indústrias, do setor eletroenergético e dos centros de distribuição e o deslocamento dos trabalhadores.

Veja a lista de cidades onde o decreto está valendo:

Abaíra
Abaré
Acajutiba
Adustina
Água Fria
Aiquara
Alagoinhas
Alcobaça
Almadina
Amargosa
Amélia Rodrigues
América Dourada
Anagé
Andaraí
Andorinha
Anguera
Antas
Antônio Cardoso
Antônio Gonçalves
Aporá
Apuarema
Araçás
Aracatu
Araci
Aramari
Arataca
Aratuípe
Aurelino Leal
Baixa Grande
Banzaê
Barra da Estiva
Barra do Choça
Barra do Mendes
Barra do Rocha
Barro Alto
Barro Preto
Barrocas
Belmonte
Belo Campo
Biritinga
Boa Nova
Boa Vista do Tupim
Bom Jesus da Serra
Boninal
Bonito
Boquira
Botuporã
Brejões
Brumado
Buerarema
Caatiba
Cabaceiras do Paraguaçu
Cachoeira
Caculé
Caem
Caetanos
Caetité
Cafarnaum
Cairu
Caldeirão Grande
Camacã
Camaçari
Camamu
Campo Alegre de Lourdes
Campo Formoso
Canarana
Canavieiras
Candeal
Candeias
Candiba
Cândido Sales
Cansanção
Canudos
Capela do Alto Alegre
Capim Grosso
Caraíbas
Caravelas
Cardeal da Silva
Carinhanha
Casa Nova
Castro Alves
Catu
Caturama
Central
Chorrochó
Cícero Dantas
Cipó
Coaraci
Conceição da Feira
Conceição do Almeida
Conceição do Coité
Conceição do Jacuípe
Conde
Condeúba
Contendas do Sincorá
Coração de Maria
Cordeiros
Coronel João Sá
Cravolândia
Crisópolis
Cruz das Almas
Curaçá
Dário Meira
Dias d’Ávila
Dom Basílio
Dom Macedo Costa
Elísio Medrado
Encruzilhada
Entre Rios
Érico Cardoso
Esplanada
Euclides da Cunha
Eunápolis
Fátima
Feira da Mata
Feira de Santana
Filadélfia
Firmino Alves
Floresta Azul
Gandu
Gavião
Gentio do Ouro
Glória
Gongogi
Governador Mangabeira
Guajeru
Guanambi
Guaratinga
Heliópolis
Iaçu
Ibiassucê
Ibicaraí
Ibicoara
Ibicuí
Ibipeba
Ibipitanga
Ibiquera
Ibirapitanga
Ibirapuã
Ibirataia
Ibitiara
Ibititá
Ichu
Igaporã
Igrapiúna
Iguaí
Ilhéus
Inhambupe
Ipecaetá
Ipiaú
Ipirá
Irajuba
Iramaia
Iraquara
Irará
Irecê
Itabela
Itaberaba
Itabuna
Itacaré
Itaetê
Itagi
Itagibá
Itagimirim
Itaguaçú da Bahia
Itaju do Colônia
Itajuípe
Itamaraju
Itamari
Itambé
Itanagra
Itanhém
Itaparica
Itapé
Itapebi
Itapetinga
Itapicuru
Itapitanga
Itaquara
Itarantim
Itatim
Itiruçu
Itiúba
Itororó
Ituaçu
Ituberá
Iuiu
Jacaraci
Jacobina
Jaguaquara
Jaguarari
Jaguaripe
Jandaíra
Jequié
Jeremoabo
Jiquiriçá
Jitaúna
João Dourado
Juazeiro
Jucuruçu
Jussara
Jussari
Jussiape
Lafaiete Coutinho
Lagoa Real
Laje
Lajedão
Lajedinho
Lajedo do Tabocal
Lamarão
Lapão
Lauro de Freitas
Lençóis
Licínio de Almeida
Livramento de Nossa Senhora
Macajuba
Macarani
Macaúbas
Macururé
Madre de Deus
Maetinga
Maiquinique
Mairi
Malhada
Malhada de Pedras
Manoel Vitorino
Maracás
Maragogipe
Maraú
Marcionílio Souza
Mascote
Mata de São João
Matina
Medeiros Neto
Miguel Calmon
Milagres
Mirangaba
Mirante
Monte Santo
Morro do Chapéu
Mortugaba
Mucugê
Mucuri
Mulungu do Morro
Mundo Novo
Muniz Ferreira
Muritiba
Mutuípe
Nazaré
Nilo Peçanha
Nordestina
Nova Canaã
Nova Fátima
Nova Ibiá
Nova Itarana
Nova Redenção
Nova Soure
Nova Viçosa
Novo Horizonte
Novo Triunfo
Olindina
Ouriçangas
Ourolândia
Palmas de Monte Alto
Palmeiras
Paramirim
Paripiranga
Pau Brasil
Paulo Afonso
Pé de Serra
Pedrão
Pedro Alexandre
Piatã
Pilão Arcado
Pindaí
Pindobaçu
Pintadas
Piraí do Norte
Piripá
Piritiba
Planaltino
Planalto
Poções
Pojuca
Ponto Novo
Porto Seguro
Potiraguá
Prado
Presidente Dutra
Presidente Jânio Quadros
Presidente Tancredo Neves
Queimadas
Quijingue
Quixabeira
Rafael Jambeiro
Remanso
Retirolândia
Riachão do Jacuípe
Riacho de Santana
Ribeira do Amparo
Ribeira do Pombal
Ribeirão do Largo
Rio de Contas
Rio do Antônio
Rio do Pires
Rio Real
Rodelas
Ruy Barbosa
Salinas da Margarida
Salvador
Santa Bárbara
Santa Brígida
Santa Cruz Cabrália
Santa Cruz da Vitória
Santa Inês
Santa Luzia
Santa Teresinha
Santaluz
Santanópolis
Santo Amaro
Santo Antônio de Jesus
Santo Estêvão
São Domingos
São Felipe
São Félix
São Francisco do Conde
São Gabriel
São Gonçalo dos Campos
São José da Vitória
São José do Jacuípe
São Miguel das Matas
São Sebastião do Passé
Sapeaçu
Sátiro Dias
Saubara
Saúde
Seabra
Sebastião Laranjeiras
Senhor do Bonfim
Sento Sé
Serra Preta
Serrinha
Serrolândia
Simões Filho
Sítio do Quinto
Sobradinho
Souto Soares
Tanhaçu
Tanque Novo
Tanquinho
Taperoá
Tapiramutá
Teixeira de Freitas
Teodoro Sampaio
Teofilândia
Teolândia
Terra Nova
Tremedal
Tucano
Uauá
Ubaíra
Ubaitaba
Ubatã
Uibaí
Umburanas
Una
Urandi
Uruçuca
Utinga
Valença
Valente
Várzea da Roça
Várzea do Poço
Várzea Nova
Varzedo
Vera Cruz
Vereda
Vitória da Conquista
Wagner
Wenceslau Guimarães
Xique – Xique

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Transmissão de coronavírus por embalagens e alimentos é ‘muito improvável’

22 de fevereiro de 2021, 10:42

Foto: Sarah Meyssonnier / Reuters

Pesquisadores nos Estados Unidos indicaram que é muito improvável a transmissão de coronavírus por alimentos ou por suas embalagens. O comunicado conjunto foi feito pela FDA (Food and Drugs Administration) e pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Essa é uma boa notícia diante da pandemia de coronavírus que já provocou quase 2,5 milhões de mortes no mundo.

“Os consumidores podem ter a tranquilidade de que continuamos a acreditar, com base em nosso entendimento das informações científicas confiáveis atualmente disponíveis e apoiados em um consenso científico internacional, que os alimentos consumidos e as suas embalagens têm mínima probabilidade de espalhar a SARS-CoV-2 “, afirmou a FDA, em comunicado da comissária Janet Woodcock.

O texto lembra que a “covid-19 é uma doença respiratória transmitida de pessoa para pessoa, diferentemente dos vírus transmitidos por alimentos ou gastrointestinais, como o norovírus e a hepatite A, que costumam deixar as pessoas doentes por meio de alimentos contaminados”.

Por isso, a FDA argumenta que “dado que o número de partículas de vírus que teoricamente poderiam ser captadas tocando uma superfície seria muito pequeno e a quantidade necessária para infecção por inalação oral seria muito alta, as chances de infecção ao tocar a superfície da embalagem de alimentos ou comer alimentos são consideradas extremamente baixas”.

Tanto a FDA quanto o USDA fizeram essa atualização baseada em um consenso científico internacional que garante que o risco de contaminação por alimentos ou suas embalagens é extremamente baixo. “Considerando os mais de 100 milhões de casos de covid-19, não vimos evidências epidemiológicas de alimentos ou embalagens de alimentos como a fonte de transmissão da SARS-CoV-2 para humanos”, afirmou o comunicado.

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MEC registra o menor gasto para educação básica da década

22 de fevereiro de 2021, 09:07

Foto: Reprodução

O ano de 2020 se encerrou com o menor gasto do MEC (Ministério da Educação) em educação básica na década.

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elencou a etapa como prioridade, mas o que se viu na pasta foi a redução de recursos, trocas de ministros e um maior protagonismo de pautas ideológicas.

O MEC gastou R$ 48,2 bilhões na educação básica no ano passado. O valor é 10,2% menor do que em 2019 e o menor desde 2010.

O cenário aparece em relatório de acompanhamento da execução orçamentária do ministério realizado pelo Movimento Todos Pela Educação.

Os dados são do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal) com atualização pela inflação. A pasta encerrou o exercício de 2020 com a menor dotação desde 2011, de R$ 143,3 bilhões.

“Em plena pandemia, com milhões de alunos sem poder frequentar as escolas e diante da queda expressiva das receitas vinculadas à educação, o MEC se mostrou ausente e incapaz de exercer sua função de apoio técnico e financeiro às redes de ensino”, afirma o documento.

Questionado, o MEC não respondeu.

A Folha já havia mostrado na semana passada que os investimentos da pasta, nos dois primeiros anos da atual gestão, foram os menores da década.

Enquanto o governo Bolsonaro investiu, no acumulado de 2019 e 2020, R$ 7,2 bilhões, o investimento foi de R$ 13,5 bilhões no mesmo período do governo anterior, de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).

Foram R$ 6,3 bilhões a menos nos investimentos, que são gastos direcionados à expansão da oferta de políticas públicas, como compra de equipamentos, insumos para laboratórios e obras. Não entraram na conta salários e custeio, esta última também em queda.

O relatório do Todos Pela Educação é focado na educação básica em 2020, marcado pela pandemia. Ao longo do ano, secretários de Educação cobraram o apoio do MEC para a manutenção das aulas remotas e a reabertura das escolas.

A única ação federal efetiva relacionada à Covid-19 voltada às escolas de educação básica foi o remanejamento de R$ 672 milhões para um programa que transfere dinheiro às unidades educacionais, o chamado PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola). Como comparação, esse montante não chega 15% do recurso que a educação básica perdeu no ano passado na comparação com o ano anterior.

Estados e municípios concentram as matrículas da educação básica, mas a União, com maior capacidade de arrecadação, tem a obrigação de dar suporte técnico e financeiro.

A pasta também não ofereceu, por exemplo, uma plataforma de conteúdos ou financiou a conexão de alunos pobres (com exceção de projeto voltado a estudantes de universidades e institutos federais).

“Um dos possíveis motivos para o saldo negativo na educação básica”, diz o relatório, “foi a ausência de créditos extraordinários destinados especificamente para as redes de ensino enfrentarem os efeitos da pandemia”.

Em 2020, o governo retirou R$ 1,4 bilhão do MEC para financiar obras federais gerenciadas por outras pastas. Como a Folha mostrou, o impacto maior da medida foi na educação básica e ensino profissional.

A presidente do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, diz que, além da ausência durante a pandemia do coronavírus, houve um prejuízo em políticas estruturantes. Ela cita o esvaziamento de apoio à expansão de escolas de tempo integral, à reforma do ensino médio e à implementação da Base Nacional Comum Curricular.

“Continuidade não é capricho, é exigência para que os resultados aconteçam”, diz. “Esse tipo de ruptura é como um efeito dominó para trás. Somado à pandemia, o governo está provocando uma tempestade perfeita para a educação básica.”

Para Cruz, apenas com uma mudança na configuração de lideranças do ministério haverá condições de melhorar o quadro.

“É um misto de omissão, inépcia, completo descaso, e que vem acompanhado de outra observação”, diz. “Os esforços do MEC não estão voltados para a melhoria da educação básica, mas para o uso ideológico da máquina estatal naquilo que chamam de ‘revolução cultural’.”

O filho do presidente e deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chegou a ressaltar que o principal papel do ex-ministro Abraham Weintraub era o de líder nesse combate contra temas considerados de esquerda.

Weintraub acumulou polêmicas ideológicas -o que já havia sido a marca de seu antecessor no governo, Ricardo Vélez Rodriguez.
Figuram com destaque na agenda do MEC a expansão de escolas cívico-militares, modelo questionado e ainda com baixo impacto na etapa como um todo, a educação domiciliar e, no ensino superior, tentativas de reduzir a autonomia das universidades federais na escolha dos reitores.

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), ligado ao MEC, constituiu em 2019 uma comissão para fazer uma triagem ideológica de questões do Enem. As duas edições do exame sob Bolsonaro ignoraram a ditadura militar em suas questões, o que não acontecia desde 2009.

Questões censuradas nunca foram divulgadas, mas parecer da comissão mostra que foi sugerido a troca do termo “ditadura” por “regime militar” em um item da área de Linguagens. O parecer foi divulgado pelo jornal O Globo e confirmado pela Folha.

O MEC lançou neste mês, já com Milton Ribeiro como titular da pasta, um novo edital para a aquisição de livros didáticos em que retira como critério de exclusão de obras aquelas que não contemplarem a “agenda da não violência contra a mulher” e a temática de gênero igualitária, “inclusive no que diz respeito à homo e transfobia”. Esses critérios de exclusão estavam na última versão do edital, de 2019.

O atual, também voltado aos anos iniciais do ensino fundamental, não trata da questão de gênero e só fala de forma genérica em respeito a todos os brasileiros, “homens e mulheres” de diferentes matrizes culturais. Além disso, o desrespeito a esses princípios não é mais passível de desclassificação.

O MEC e o Inep também não responderam os questionamentos da reportagem sobre o Enem e o edital do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático).

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Cartão de vacinação de mãe de Bolsonaro tem número de lote da CoronaVac, mas com nome de Oxford

21 de fevereiro de 2021, 17:10

Foto: Reprodução/Instagram

O presidente Jair Bolsonaro divulgou em uma live o cartão de vacinação de sua mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro, na intenção de desmentir informações da imprensa de que a idosa de 93 anos teria tomado a vacina de Oxford, desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca.

Porém, o que Bolsonaro não imaginava é que o número de lote no cartão de vacinação pertence às doses de CoronaVac, produzidas pelo Instituto Butantan, mesmo que o responsável pela aplicação tenha escrito Oxford. Outra coisa que também chamou atenção dos internautas foi a data da segunda dose, que se fosse pela vacina do laboratório AstraZeneca, seria ministrada apenas 3 meses depois da primeira, e não 21 dias depois, como indica o documento de Olinda.

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Bahia chega a 80% de ocupação dos leitos de UTI Covid e Rui Costa amplia horário do toque de recolher

21 de fevereiro de 2021, 16:52

Foto: Reprodução

O governador Rui Costa ampliou o horário do toque de recolher na Bahia.

Nas redes sociais, ele informou que o estado alcançou 80% de ocupação dos leitos de UTI Covid e, por isso, vai ampliar o toque de recolher a partir desta segunda-feira (22).

O horário será das 20h às 5h. Mas o atendimento presencial para bares e restaurantes será ate às 18h.

Irecê e Jacobina, que estavam excluídas no decreto anterior, também entram no toque de recolher. A região oeste continua de fora.

O delivery de alimentos será até as 23h.

“Estamos vivendo um momento extremamente grave e conto com a compreensão de todos”, concluiu o governador.

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Jacobina: Feirantes e compradores são testados para Covid-19

20 de fevereiro de 2021, 13:21

Foto: Notícia Limpa

Desde o início do mês de abril de 2020, quando foi registrado o primeiro caso de Covid-19 em Jacobina, doença ocasionada pelo novo coronavírus, pela primeira vez acontece uma ação efetiva com relação ao problema na feira livre da cidade. Prepostos da Secretaria Municipal de Saúde estiveram na manhã deste sábado (20), realizando testes rápidos com o objetivo de monitorar a saúde dos feirantes e dos compradores.

Conforme os profissionais de saúde que participaram do movimento, mais de 100 pessoas fizeram o exame e os que testaram  positivo foram passadas orientações sobre a doença e os cuidados a serem tomados.

A ausência da Vigilância Sanitária no principal centro de compras popular do município tem sido criticada desde a gestão passada. Falta de fiscalização e orientações para o uso de máscaras e higienização das mãos são os principais motivos das reclamações.

TESTES RÁPIDOS – Os testes rápidos são feitos com sangue e têm o objetivo de detectar anticorpos IgM/IgC para identificar se a pessoa já teve contato com o vírus. O resultado sai em 15 minutos. “Quando é detectado um teste positivo para Covid-19.

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Exemplo: Guanambi suspende atividades em academias e templos e toma medidas para conter aumento da Covid

19 de fevereiro de 2021, 15:10

Foto: Reprodução

Decreto da Prefeitura de Guanambi suspendeu o funcionamento de academias de atividades físicas e de cultos, missas e outras atividades religiosas presenciais em templos, que devem ficar fechados ao público. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial do Município de quarta-feira (17), vale desde ontem (18) e visa diminuir a circulação do novo coronavírus no município.

O fechamento dos templos religiosos e das academias está estipulado até o dia 8 de março, podendo ser revogado antes ou prorrogado ao final do prazo dependendo do cenário epidemiológico do município.

A preocupação com a Covid-19 também levou a  Câmara Municipal de Guanambi a suspender as atividades administrativas por um período de 15 dias a contar de hoje. Já a Prefeitura de Guanambi suspendeu o atendimento presencial nos setores administrativos das secretarias municipais, após a notificação de diversos casos positivos entre servidores de variados setores.

COVID EM GUANAMBI

Guanambi registra 3.431 casos e 21 óbitos confirmados até ontem (19). A proporção de óbitos em relação à população é de 0,24 % e em relação à quantidade de casos é de 0,61%. Já Vitória da Conquista, cujos governantes dizem que está tudo sob controle, é quatro vezes no primeiro caso (0,08%) e mais que o dobro no segundo (1,52).

A 265 quilômetros de Vitória da Conquista e com população estimada de 84.928 habitantes (IBGE/2020), o município de Guanambi é administrado pela terceira vez pelo ex-governador Nilo Coelho (DEM), que mantém relações familiares, empresariais e políticas em Conquista, já tendo sido apresentado com um dos líderes ouvidos pelo prefeito Herzem Gusmão (MDB).

DELIVERY ATÉ 22 HORAS

O novo decreto assinado pelo prefeito Nilo Coelho ainda restringiu o horário de funcionamento dos estabelecimentos considerados não essenciais, que só poderão funcionar de segunda a sexta-feira, das 6h00 às 18h00.

Atividades como obras, serviços e estabelecimentos da construção civil, centros de estética e salões de beleza, lojas e indústrias foram retiradas da categoria de serviços essenciais e também terão que respeitar o novo horário.

O mesmo vale para bares, restaurantes, lanchonetes e similares. Estes estabelecimentos ficarão proibidos de abrir a noite e nos fins de semana. O serviço de entrega de gêneros alimentícios e outros produtos, só poderão ser realizados diretamente na residência do consumidor, até as 22h00. Os estabelecimentos de alimentação localizados no Centro de Abastecimento também deverão seguir as mesmas normas.

Com exceção de farmácias e unidades de saúde, os demais estabelecimentos considerados essenciais, como supermercados, padarias e postos de combustíveis, deverão funcionar no máximo até as 22h00.

Retirado do Blog de Giorlando Lima

https://blogdegiorlandolima.com/2021/02/19/exemplo-guanambi-suspende-atividades-em-academias-e-templos-e-toma-medidas-para-conter-aumento-da-covid-19/

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Prefeitos voltam a defender vacinação de profissionais de educação

19 de fevereiro de 2021, 13:29

Foto: Reprodução

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) voltou a pedir, ao Ministério da Saúde, que todos os profissionais que trabalham em escolas sejam imediatamente vacinados contra a covid-19. A inclusão dos trabalhadores do setor entre os grupos prioritários da campanha de vacinação é um dos itens de pauta da videoconferência que representantes da entidade e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, realizam esta manhã.

No último dia 12, a frente enviou ao Ministério da Saúde um ofício destacando a importância de que os profissionais de educação sejam imunizados. No documento, a entidade manifestava a preocupação com a saúde dos trabalhadores e com o potencial risco deles se tornarem vetores da disseminação da doença à medida que as aulas presenciais sejam retomadas em várias partes do país.

No documento, a frente cita um relatório elaborado pelo Sistema Público de Saúde do Reino Unido e divulgado em janeiro deste ano, e que aponta que 26% de 10 mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus, cujos casos foram analisados, tinham ligações com creches, escolas primárias e secundárias e universidades. A conclusão do relatório é que, possivelmente, o retorno às aulas presenciais pode ter ocasionado três vezes mais contaminações do que as que tiveram origem em hospitais.

“Por isso, a FNP reforça que vacinar imediatamente os profissionais da educação é zelar por toda a comunidade educacional, que hoje corresponde a um quarto de toda a população brasileira”, sustenta a entidade, em nota.

Além da vacinação dos profissionais de Educação, a frente cobra a divulgação de um cronograma nacional detalhado, com informações atualizadas e previsão mês a mês quanto ao planejamento de entrega de vacinas aos estados e municípios e previsão de grupos populacionais a serem vacinados.

Durante a conversa com o ministro, a comissão – formada pelo presidente da FNP, Jonas Donizette (ex-prefeito de Campinas), e por nove prefeitos que representarão as cinco regiões brasileiras – disse que também pretende defender a necessidade de uma campanha publicitária para incentivar e esclarecer a população a respeito da importância de se vacinar, e o repasse de recursos financeiros para que as prefeituras possam manter ou ampliar o número de leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) para tratamento dos pacientes da covid-19.

No Twitter, o presidente da frente explicou que a reunião para tratar dos desdobramentos da vacinação contra a covid-19 vinha sendo solicitada desde 14 de janeiro.

“Precisamos de esclarecimentos quanto às doses de vacinas prometidas pelo Ministério aos governadores”, escreveu Donizette, manifestando a expectativa de que, a partir da videoconferência, reuniões entre a comissão representante dos prefeitos e o ministério passem a ser mais frequentes.

“Precisamos entender os cenários para traçar estratégias. É inadmissível que as cidades paralisem a imunização por falta de vacinas”, acrescentou Donizette, reiterando a crítica contida em uma nota que a FNP divulgou na última terça-feira (16), apontando a falta de vacinas em todo o país.

Além de Donizette, participam da conversa com o ministro e com secretários do ministério os prefeitos David Almeida (Manaus); Edvaldo Nogueira (Aracaju); Edmilson Rodrigues (Belém); Rafael Greca (Curitiba); Sebastião Melo (Porto Alegre); Emanuel Pinheiro (Cuiabá); Bruno Reis (Salvador); Eduardo Paes (Rio de Janeiro) e Duarte Nogueira (Ribeirão Preto).

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Cientistas relatam atraso no pagamento e falta de compromisso do governo

19 de fevereiro de 2021, 11:41

Foto: Reprodução

Pesquisadores brasileiros têm vivido meses de instabilidade. Após um ano de 2020 marcado pela pandemia, com atrasos para assinatura de propostas e validação de projetos de pesquisa, o pagamento das bolsas referentes ao primeiro mês de 2021, normalmente feitos até o quinto dia útil do mês, veio com mais de cinco dias de atraso.

Pior: os cientistas agora não sabem se terão como pagar o aluguel no próximo mês, uma vez que os acordos, assinados normalmente até o 15? dia do mês, ainda não foram firmados.
A situação se refere ao chamado PCI (Programa de Capacitação Institucional), principal fomento para jovens pesquisadores, em geral recém-doutores, se vincularem a um laboratório de pesquisa, participar de um projeto e receber, por até cinco anos, um financiamento para pesquisa enquanto aguardam, por exemplo, a abertura de vagas por meio de concursos públicos.

As unidades de pesquisa nacionais, vinculadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia, são os principais centros atingidos com esses atrasos.

As bolsas PCI não são equivalentes às bolsas de pós-graduação, destinadas a alunos de mestrado e doutorado que desenvolvem projetos de pesquisa no país em universidades e laboratórios públicos, mas elas são pagas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), ligado ao MCTI, que também apoia os programas de pós-graduação no país.

Em geral, os institutos recebem o orçamento anual com a determinação de quantas bolsas PCI irá receber e, a partir daí, fazem o processo seletivo para escolha dos projetos, que podem durar até seis anos.

As bolsas são divididas em categorias de acordo com o nível do pesquisador: aqueles que tem título de doutor ou pós-doutorado, são elencados para níveis mais altos, e os valores mais baixos contemplam estudantes de iniciação científica e mestrado. Mas mesmo pós-doutores, muitas vezes, acabam sendo selecionados para as categorias inferiores pela falta de melhores oportunidades e por terem maior qualificação.

A bióloga e pesquisadora do INMA (Instituto Nacional da Mata Atlântica), Thais Condez, foi aprovada em uma seleção feita em julho de 2019, a penúltima no país, com projeto de pesquisa para avaliar a diversidade de anfíbios e répteis associados a ambientes rochosos na mata atlântica. Depois de renovações picadas em 2020, ela afirma que não há, até o momento, definição se a bolsa irá continuar em 2021. O projeto foi aprovado para até 2023.

Com duas pesquisas de pós-doutorado concluídas, a herpetóloga disse que começou a buscar oportunidades no exterior. “Sou extremamente qualificada e recebo no país uma bolsa de pesquisa que o governo entende não ser de relevância. Isso é, infelizmente, a realidade de muitos doutores e pós-doutores, que estão sem emprego no país e buscam o que dá, até mesmo receber bolsas de valor baixo, como R$ 1.000, para se associar a um laboratório.”

Como só existem dois servidores concursados em todo o instituto, o quadro de pesquisadores do INMA consiste quase integralmente ao de bolsistas PCI. “Somos 30 pesquisadores que entraram em 2019, atuando em diversas áreas de pesquisa, desde conservação e preservação de espécies ameaçadas até projetos focados na bacia do Rio Doce, fortemente atingida com os desastres recentes que aconteceram na região”, diz Condez.

A situação se repete também nas outras unidades de pesquisa de diversas áreas do conhecimento, como o Museu Paraense Emílio Goeldi, referência mundial em pesquisa e acervo da biodiversidade da Amazônia; o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que possui como principais linhas de pesquisa o monitoramento das áreas devastadas da floresta amazônica via satélite e pesquisas relacionadas à previsão do tempo e atmosféricas; e o MAST, Museu de Astronomia e Ciências Afins, cujos estudos focam principalmente na elaboração de práticas para a popularização e divulgação da ciência e na conservação e indexação do principal acervo de instrumentos científicos do país.

Em uma carta aberta publicada na última terça-feira (16) no Facebook, pesquisadores bolsistas PCI comunicaram a possível descontinuidade do programa, tendo como principal motivo a falta de comprometimento do governo em manter o compromisso com as pesquisas desenvolvidas nas unidades.

“O PCI surgiu em 1997 como uma alternativa oferecida pelo MCTI para suprir a falta de profissionais qualificados(as) para desempenhar atividades de pesquisa e extensão acadêmica em UPs deste ministério. Desta forma, evidencia-se que o PCI existe devido à impossibilidade de se compor um quadro apenas de pesquisadores e tecnologistas concursados nestas instituições”, diz um trecho da carta.

“Os trabalhos realizados pelas UPs seguem de maneira bem rigorosa planejamentos que vão ao encontro de questões consideradas estratégicas para a soberania nacional (…), com a produção de conhecimento em áreas como ciência nuclear, engenharia aeroespacial, ciência da computação, astronomia, divulgação e popularização da ciência e tecnologia, exploração de minérios, física teórica e aplicada, ciência humanas e sociais e biologia.”

Outro problema, afirmam os pesquisadores na carta, além da falta de continuidade do programa, seria a perda do dinheiro público já investido com as pesquisas em andamento, o que pode levar a danos irreparáveis ao conhecimento científico e tecnológico produzido. “O país está atravessando uma das piores crises econômicas e sanitárias da sua história e afirmamos que a eliminação dos programas de fomento à pesquisa resultará em atrasos perante outros países. Investir em C&T é investir no futuro do país e em sua soberania”, finalizam.

Fonte: Folhapress 

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