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OIT diz que mercado de trabalho não vai se recuperar da pandemia antes de 2023

02 de junho de 2021, 15:04

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Pelo menos 220 milhões de pessoas devem permanecer desempregadas em todo o mundo este ano, bem acima dos níveis pré-pandemia, com a fraca recuperação do mercado de trabalho agravando as desigualdades existentes, disse nesta quarta-feira a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A agência das Nações Unidas prevê que o número de desempregados deve cair a 205 milhões no próximo ano –ainda bem acima dos 187 milhões registrados em 2019, antes de a crise do coronavírus causar estragos.

Segundo os modelos da OIT, isso equivale a uma taxa de desemprego global de 6,3% neste ano, caindo para 5,7% no próximo, mas ainda acima da taxa pré-pandemia de 5,4% em 2019.

“O crescimento do emprego será insuficiente para compensar as perdas sofridas até pelo menos 2023”, disse a OIT no relatório Perspectiva Social e de Emprego Mundial: Tendências 2021.

Stefan Kuehn, economista da OIT e principal autor do relatório, disse à Reuters que o verdadeiro impacto no mercado de trabalho é ainda maior quando a redução da jornada de trabalho imposta a muitos trabalhadores e outros fatores são contabilizados.

“O desemprego não capta o impacto no mercado de trabalho”, disse Kuehn, observando que, enquanto nos Estados Unidos as contratações foram retomadas após perdas massivas de empregos, muitos trabalhadores em outros lugares, especialmente na Europa, permaneceram em esquemas de horário reduzido.

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Movimentos sociais e centrais sindicais convocam novo protesto contra Bolsonaro para 19 de junho

02 de junho de 2021, 14:50

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Os movimentos sociais e centrais sindicais que organizaram os protestos, realizados em todo o país, no último sábado, 29, marcaram uma nova manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro para o dia 19 de junho. O ato deve novamente pedir o impeachment do presidente, o retorno do auxílio emergencial enquanto durar a pandemia e a vacinação em massa contra o coronavírus. Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas em mais de 200 cidades do Brasil e do interior. Mesmo usando máscaras e buscando seguir recomendações de distanciamento social, houve aglomeração entre os manifestantes.

“O objetivo de convocar essa nova mobilização é criar um ambiente para o impeachment do Bolsonaro”, disse o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto Guilherme Boulos (PSOL), ex-candidato a prefeito de São Paulo e liderança da esquerda. “As manifestações do último sábado já mudaram o clima político e novas manifestações expressam a definição dos movimentos sociais de não esperar até 2022 passivamente com o País no caos e na tragédia.

A definição pela data para daqui a três semanas se deu para permitir aos organizadores angariar mais participantes nos protestos. Boulos disse contar com uma “participação expressiva” da população, a exemplo do que ocorreu na semana passada. A organização inclui centrais sindicais, partidos como o PSOL e as frentess Brasil Popular e Povo Sem Medo.

Ao comentar a eventual aglomeração de pessoas nas ruas diante de uma possível terceira onda de covid-19, que já começa a tomar forma no País, segundo alguns especialistas, Boulos afirmou que “com os protocolos que nós adotamos, foi possível fazer as manifestações”. “A gente espera que seja nesse cenário para o dia 19”.

Os protestos de domingo passado ocorreram de forma pacífica, a exceção de Recife (PE), onde a repressão praticada pela Polícia Militar resultou em duas pessoas com ferimentos graves nos olhos. Nesta terça-feira, 1º, o governador do Estado, Paulo Câmara (PT), exonerou o comandante da PM pernambucana, depois de ter afastado, antes, o comandante da tropa que atacou os manifestantes com bombas e balas de borracha.

Estadão

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Ministério da Saúde comprou máscaras impróprias acima do preço praticado no mercado

02 de junho de 2021, 14:37

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De acordo com informações da Folha de S. Paulo, o Ministério da Saúde comprou máscaras impróprias a profissionais da saúde por um valor acima do praticado no mercado. O documento interno que mostra a compra foi enviado à CPI da Covid, no Senado.

Ao todo, o Ministério comprou 40 milhões de máscaras chinesas KN95. O uso desse tipo de máscara por profissionais da saúde foi desaconselhado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Na embalagem do produto, consta a inscrição “non-medical”. Foram gastos cerca de R$ 350 milhões com os 40 milhões de máscaras.

Os produtos foram comprados na gestão de Luiz Henrique Mandetta. A gestão do general da ativa Eduardo Pazuello distribuiu o material e não agiu para recolhê-lo e para buscar uma solução diante dos alertas da Anvisa.

Ainda segundo a Folha de S. Paulo, a proposta da empresa escolhida, sem licitação, tinha um preço superior à média de preços cobrados por empresas contratadas anteriormente, de acordo com o documento. Todas as aquisições analisadas se basearam em preços inferiores ao cobrado pela empresa responsável pela máscara KN95. A média do valor pago foi de R$ 2,53, segundo os documentos entregues à CPI. Cada KN95 custou US$ 1,65, ou R$ 8,65, pela cotação do dólar no momento da compra.

Para justificar a compra das máscaras, a coordenação do Ministério da Saúde evocou trecho de MP (medida provisória) vigente que permitia contratações por valores superiores “decorrentes de oscilações ocasionadas pela variação de preços, hipótese em que deverá haver justificativa nos autos”.

“A compra emergencial, por si só, tende a não favorecer a obtenção da proposta mais vantajosa para a administração, devido ao curto prazo para sua efetivação e o enxuto prazo para entrega”, afirma o documento.

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O perigo das fake news foi o tema da Live do Dia da Imprensa da JMC/Yamana Gold

01 de junho de 2021, 22:00

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A empresa de mineralização JMC Yamana Gold de Jacobina realizou nesta terça-feira (1), o Dia da Imprensa com debate sobre o papel da comunicação e o perigo das fake news, através de evento virtual com participação de jornalistas, radialistas, blogueiros e outros profissionais da comunicação.

A gerente de jornalismo da rádio Sociedade da Bahia, a paulista Silvana Oliveira, e a atriz e apresentadora do programa Mosaico Baiano, Maria Menezes, foram as convidadas para o bate-papo virtual.

Este é o segundo ano em que a JMC realiza o Dia da Imprensa de forma online, em virtude da pandemia da Covid-19. Ano passado o convidado foi o radialista e apresentador da rádio A Tarde FM, Jefferson Beltrão.

Num momento descontraído o evento de confraternização à distância e individual reuniu profissionais da Imprensa escrita, falada e televisiva de Jacobina.

Os participantes interagiram com os convidados/palestrantes e puderam emitir opiniões sobre os temas do evento e fazer questionamentos. O comunicador Maurício Dias da emissora de rádio Clube FM, destacou que o Brasil é considerado um dos países que mais produz fake News, o que pode está relacionado a questões culturais, indo de encontro às outras sociedades com outras bases de formação que reagem com maior contundência e exigência  a tais práticas criminosas.

Gervásio Lima, do site NOTÍCIA LIMPA, questionou o papel do ‘jornalista de verdade’ na busca da informação real. Para o jornalista, com toda a tecnologia e facilidade de acesso às informações repassar o que não foi pesquisado em um simples acesso a uma ferramenta de consulta e pesquisa confiável da Internet é considerado um ato irresponsável e uma clara demonstração de mau profissionalismo.

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Bahia: Jacobina fecha maio com 4 tremores de terra; total já chega a 12 no ano

01 de junho de 2021, 16:57

Foto: Notícia Limpa

O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis), divulgou nesta terça-feira (1) o boletim de eventos sísmicos registrados pelas estações sismográficas operadas pelo LabSis no mês de maio deste ano. No documento apresentado 29 eventos sísmicos foram listados, destacando o dia em que ocorreram, o horário (UTC), a magnitude preliminar e a localização do evento.

Entre os municípios da Bahia onde a terra tremeu no mês de maio Jacobina aparece na liderança com 4 ocorrências, sendo 2 no dia 10, ambos com abalos de 2.0 de magnitude e os demais nos dias 24 e 25 , com magnitude 1.2 e 1.0, respectivamente. As demais cidades baianas que aparecem na lista são Amargosa, com 3 tremores, Ipiaú, Andorina, Ubaira e Curaça completam a relação com 1 acontecimento cada.

Conforme noticiado pelo NOTÍCIA LIMPA, do mês de janeiro até o momento já somam 10 eventos, com magnitudes variando entre 1.0 a 3.0mR. O site entrevistou no início de maio o geofísico do LabSis, Eduardo Menezes que informou desconhecer as causas dos abalos pois somente um levantamento minucioso poderá indicar o que está provocando os fenômenos. O geofísico esclareceu que para isso se faz necessária a instalação de estações sismográficas no município para se fazer o monitoramento local e a partir daí realizar estudos e mapeamentos mais detalhados para identificar inclusive a origem dos eventos, já que a estação que mede os abalos sísmicos está instalada na cidade de Ponto Novo, a mais de 70 km distante de Jacobina.

As autoridades públicas de Jacobina ainda não se pronunciaram publicamente sobre o assunto que tem preocupado moradores por conta da presença de duas barragens de rejeitos de uma empresa de mineração que atua na cidade.

Triângulos azuis indicando a localização das estações sismográficas e estrelas vermelhas os tremores

A lista dos 29 eventos do Boletim Sísmico publicada pelo LabSis-/UFRN e o resultado da análises dos principais sismos registrados pela rede RSISNE operada pelo LabSis/UFRN no Nordeste do Brasil podem ser acessados através do endereço eletrônico:

http://www.labsis.ufrn.br/noticias/45600771/labsis-divulga-boletim-sismico-referente-ao-mes-de-maio

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Críticas no Brasil por decisão de sediar Copa América-2021

31 de maio de 2021, 22:24

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O anúncio de que o Brasil sediará a Copa América de 2021, em substituição à Argentina, desatou uma chuva de críticas e comentários jocosos no país, o segundo em número de mortos por covid-19 no mundo e que teme uma terceira onda da pandemia em junho.

A Conmebol retirou no domingo a sede da Argentina, onde há um recrudescimento da pandemia. Dez dias antes, a entidade fez o mesmo com a Colômbia, imersa em tumultos sociais responsáveis por dezenas de mortos.

Embora a Conmebol ainda não tenha anunciado as cidades que sediarão os jogos e não tenha comentado a possibilidade de público nos estádios, vários estados, entre eles Pernambuco e Rio Grande do Norte, já rejeitaram receber partidas por “fata de segurança epidemiológica”.

“Um evento dessa magnitude mobiliza inúmeras pessoas, mesmo se os jogos forem sem público. E mobilidade aumenta a transmissão do vírus. Isso terá um componente muito significativo nessa questão do recrudescimento da pandemia”, declarou à AFP o infectologista José David Urbáez, da Câmara Técnica de Infectologia do Distrito Federal.

“Esse torneio deveria ser cancelado e pronto”, completou o especialista.

O epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), classificou de “temerária” a decisão da Conmebol, que agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro “por abrir as portas” para o torneio que acontecerá de 13 de junho a 10 de julho.

“Há muitos países que estão com vacinação muito mais avançada e com a pandemia muito mais controlada. O Chile é o exemplo mais fácil de dar. Por isso, é difícil entender de onde vem essa decisão”, explicou.

O Brasil é o segundo país do mundo em óbitos por covid-19 (mais de 460 mil mortes), situação que, segundo especialistas, foi causada pela ausência de medidas sanitárias rígidas, em grande parte devido à campanha do presidente Jair Bolsonaro contra a quarentena devido ao prejuízo econômico, o lento avanço da vacinação (menos de 11% da população recebeu duas doses) e a chegada de novas variantes.

Há algumas semanas, a média móvel de mortes se estabilizou em menos de 2.000 por dia, um número bem abaixo do pico de 4.000 mortes registrado em abril, o que levou vários estados a relaxar as medidas de confinamento.

A Fiocruz alerta que a retomada das atividades em quase todo o país “vai manter o número de internações e óbitos em patamares elevados, com tendência de piora nas próximas semanas”. Soma-se a isso a incerteza potencial da nova variante indiana, cujos primeiros casos já foram detectados no Brasil.

– “Campeonato da morte” –

Nas últimas semanas, o público só teve permissão para entrar de forma muito limitada em dois jogos no Brasil, algo proibido no país desde o início da pandemia.

Mas algumas finais de campeonatos estaduais acumularam multidões em torno dos estádios, outro motivo de preocupação.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI que investiga eventuais “omissões” por parte do governo Bolsonaro na pandemia, denunciou o que classificou de “campeonato da morte”.

“Sindicato de negacionistas: governo, Conmebol e CBF. As ofertas de vacinas mofaram em gavetas mas o ok para o torneio foi ágil. Escárnio”, criticou o senador no Twitter.

O vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), informou que apresentou um requerimento de convocação do presidente da CBF, Rogério Caboclo, para saber “que medidas foram planejadas para garantir a segurança sanitária dos brasileiros” durante o torneio.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) anunciou que irá entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a realização do torneio no Brasil.

– A ‘Cepa América’ –

Após o anúncio, não demoraram a surgir nas redes sociais comentários irônicos e ‘memes’ sobre a competição, rebatizada de “Cepa América”, incluindo um de um caixão brincando com uma bola em formato de vírus e outro de um mascote chamado ‘Cloroquito’, em referência à cloroquina, o medicamento que Bolsonaro promove contra o coronavírus, embora sua eficácia não tenha sido comprovada pela ciência.

O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu nesta segunda-feira que organizar a Copa América no Brasil apresenta “menos risco” do que na Argentina devido à imensidão do território e ao elevado número de estádios, o que permitirá a “distribuição” dos jogos.

Uma tese que, mesmo em um país onde o futebol é religião, não convenceu muita gente.

“Eu não acho que deveria acontecer um evento esportivo tao grande nesse momento devido à situação da pandemia, não acho que é prudente, acho que é muito arriscado. Claro que faz bem para a economia, mas certamente isso vai aumentar os casos de covid aqui, então eu não sou a favor, por mais que eu ame futebol”, declarou à AFP em São Paulo Guilherme Bezerra da Silva, que trabalha com comércio exterior.

IstoÉ

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Cigarro eletrônico aumenta dependência da nicotina

31 de maio de 2021, 22:07

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Estudo feito por pesquisadores da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) aponta para os riscos à saúde pelo uso de cigarros eletrônicos. O artigo foi aceito para publicação na revista Ciência & Saúde Coletiva, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva e divulgado hoje (31), quando se comemora o Dia Mundial sem Tabaco.

Os pesquisadores analisaram 22 estudos de diferentes países sobre o tema, totalizando 97.659 participantes. Sobre o uso do cigarro convencional, nos últimos 30 dias foram analisados nove estudos com 33.741 indivíduos. Todas as pesquisas foram publicadas entre 2016 e 2020, informou o Inca, por meio de sua assessoria de imprensa.

A coordenadora de Prevenção e Vigilância do Inca, médica epidemiologista Liz Almeida, disse à Agência Brasil que em um primeiro momento os cigarros eletrônicos foram criados para ajudar os fumantes a deixar de fumar. “Que eles seriam menos tóxicos que o cigarro comum, teriam menos riscos. Com o tempo, a gente foi vendo que ele não era tão bonzinho assim. Tem riscos porque tem substâncias que também são cancerígenas.”

Liz Almeida ressaltou que os cigarros eletrônicos foram pensados como substitutos dos cigarros comuns para aquelas pessoas que não conseguem parar de fumar de jeito nenhum. Essa foi a ideia inicial.

“Só que com o passar do tempo não foi isso que se viu. A indústria passou a investir de forma muito tensa em fazer novos usuários. A maior adesão que esse produto teve em todo o mundo foram os jovens que nunca tinham fumado. Nos Estados Unidos isso foi uma epidemia”.

O problema é que o cigarro eletrônico contém nicotina, que é uma substância que desenvolve dependência. “Uma vez que você passa a ficar dependente da nicotina, você pega qualquer produto do tabaco que estiver ao seu alcance”, disse a médica do Inca.

Muitas pessoas que nunca haviam fumado antes começaram a fumar cigarro eletrônico e, de repente, passaram a experimentar e usar o cigarro comum. Segundo Liz, muita gente passou a usar o cigarro eletrônico em ambiente fechado e o cigarro tradicional em ambiente externo. Para a médica, isso ocorreu porque muitos desses aparelhos têm um formato super discreto, como o de um pendrive e outros têm formatos de material escolar, o que não era percebido pelos pais.

A ideia inicial de ajudar fumantes a parar de fumar  com o uso de produto que oferecesse menor risco foi ficando para segundo plano. Então, o que ganhou volume foi o cigarro eletrônico, mais consumido na faixa etária menor, de maior poder aquisitivo e do sexo masculino. Depois, as meninas também começaram a utilizar, disse a médica.

A revisão sistemática feita pelo Inca, no final do processo, mostrou que o uso de cigarro eletrônico aumenta em três vezes e meia mais o risco de experimentação de cigarro convencional e mais de quatro vezes o risco de uso do cigarro.

“Nossos resultados mostram que o cigarro eletrônico aumenta a chance de iniciação do uso do cigarro convencional entre aqueles que nunca fumaram, contribuindo para a desaceleração da queda no número de fumantes no Brasil”. Todos os estudos foram unânimes em mostrar essa associação.

“Para nós, isso é um tremendo alerta, pois o desastre que aconteceu nos Estados Unidos: um bando de meninos que nunca botaram cigarro na boca começando a usar porque é descolado, carrega com USB, tem sabor, ou seja, tem tudo para fazer o indivíduo passar a ser dependente da nicotina. O Brasil conseguiu um feito fantástico que foi derrubar a incidência de casos de câncer no país, graças ao trabalho hercúleo para diminuir o número de fumantes no país”, afirmou a médica.

Para a médica, tratar uma dependência severa é difícil e o custo disso para o país também é alto.

“O que esse conjunto de estudos revelou foi que os meninos que começaram a usar cigarros eletrônicos tiveram uma maior experimentação do cigarro comum em três vezes e meia e mais de quatro vezes passaram a uso regular. Esse alerta é que o Inca está fazendo, no sentido de não aumentar o número de fumantes no Brasil”, disse a coordenadora de Prevenção e Vigilância do Inca.

Segundo a médica, o tabaco provoca câncer de pulmão de 16 tipos, que estão associados a infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e doença coronariana grave. “São muitas doenças para a gente se arriscar. A proposta deles é vender na praça”, afirmou a epidemiologista, referindo-se à indústria do tabaco.

Segundo Liz Almeida, existe uma pressão imensa hoje da indústria do tabaco para liberação da comercialização do cigarro eletrônico, principalmente em ambientes fechados. O estudo do Inca mostra o risco da iniciação do fumo comum a partir do cigarro eletrônico.

A médica epidemiologista lembrou que, devido à pandemia do novo coronavírus, em função do estresse do isolamento social, as pessoas passaram a fumar mais em casa e a beber mais, a não fazer atividade física, aumentando em muito os fatores de risco para doenças crônicas. Outro alerta do Inca é no sentido de as pessoas fazerem um esforço concentrado para pararem de fumar, porque estão fumando em casa e expondo a família aos riscos da fumaça.

De acordo com ela, existe tratamento na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e muita gente pode deixar de fumar seguindo dicas do Inca. O instituto fez oito mini vídeos baseados na história de pessoas fumantes que estão em tratamento e que podem ser vistos na página do Inca na internet.

Para os não fumantes, o risco também é bem grande. Em criança, há morte súbita. Outra coisa são doenças respiratórias em crianças também, por conta do tabagismo dentro de casa. E, nos adultos, há maior risco dos não fumantes desenvolverem câncer de pulmão, terem acidente vascular cerebral (AVC) e doença coronariana (infarto). 

Em celebração ao Dia Mundial sem Tabaco, a campanha do Inca tem como tema este ano “Comprometa-se a parar de fumar”.

O câncer de pulmão tem como principais fatores de risco o tabagismo ativo e passivo. No Brasil, estimam-se 17.760 novos casos de câncer pulmonar em homens e 12.440 em mulheres, para este ano. Em comparação aos não fumantes, é estimado um risco 23 vezes maior de desenvolver câncer de pulmão para homens fumantes e 13 vezes mais em mulheres.

O Dia Mundial sem Tabaco foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com objetivo de abordar as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. No Brasil, o Inca é o Centro Colaborador da OMS para controle do tabaco e o órgão responsável pela divulgação e comemoração da data.

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Vítima de estupro por pai de santo procurou terreiro para tentar contato espiritual com a avó

30 de maio de 2021, 16:17

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Uma jovem, hoje com 25 anos, procurou o Centro Espírita Ilê Adora Oboluae Ajubero, em Senador Vasconcelos, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, em 2019. Ela queria contato espiritual com a avó, que a criou junto com a sua mãe e havia morrido um ano antes. No local, ela foi recebida pelo pai de santo Mário Luiz da Silva, conhecido como Pai Mário, 53.

Após uma festa religiosa, meses depois, a jovem afirma que Pai Mário tentou acariciá-la a força e tentado sexo sem consentimento. Com medo, ela decidiu que nunca mais voltaria para o terreiro. Ela não foi a única que deixou de frequentar o templo por esse motivo: o líder espiritual é acusado de ter feito outras vítimas de estupro e estupro de vulnerável.

As mulheres, que têm entre 18 e 40 anos, disseram na delegacia que Pai Mario se utilizava das festas e dos banhos de piscina para abusar das frequentadoras do centro. Ele usava como desculpa a ideia de que realizava uma limpeza nas vítimas e que os espíritos não viam os toques que realizava como sendo de cunho sexual. O pai de santo está preso temporariamente desde domingo (23). 

Fonte: Istoé

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Criança de 7 anos aprende inglês sozinho e agora quer estudar russo e árabe

29 de maio de 2021, 20:15

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Com apenas 7 anos, Bryan Medeiros, morador do Rio Grande do Norte, aprendeu sozinho a falar inglês fluentemente. O interesse pelo idioma começou porque a criança joga videogame on-line com pessoas de fora do país.

Segundo apurou o G1, a fluência pegou a fotógrafa Helane Medeiros de surpresa, já que ela não sabe falar inglês. Ela encontrou um vídeo do menino no celular e pediu a ajuda de um amigo para confirmar se a pronúncia estava correta e descobriu, que, na verdade, o filho é fluente no idioma.

“Eu só entrei em chats (de jogos) em inglês e queria saber o que eles estavam dizendo. Alguns anos depois eu sou um cara do inglês mesmo”, explicou Bryan ao G1.

E essa não foi a primeira vez que Bryan surpreendeu sua mãe. Antes de completar 4 anos, o menino já escrevia e lia sem frequentar a escola. “Todo o mérito é dele. Por mais que eu incentive, ele quem se empenha e se dedica a tudo que se propõe em aprender”, disse a mãe.

E o menino não quer parar por aí: quer aprender outras línguas e já sabe o caminho. “Eu já sei poucas palavras em espanhol. Quero aprender agora a falar russo e árabe para conversar com outros jogadores on-line”.

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Mulher usa nota falsa de R$ 100 para comprar doces de menino em semáforo

29 de maio de 2021, 14:21

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Um jovem de 13 anos perdeu as trufas que vendia ao trocá-las por uma nota falsa de R$ 100, informa o G1. Segundo a reportagem, o fato ocorreu no último fim de semana em Jundiaí (SP). Mas o garoto só percebeu que havia recebido uma nota falsa nesta quarta-feira (27), quando tentou repor sua mercadoria.

Em entrevista ao G1, a mãe do menino contou que o filho de 13 anos costuma comprar doces para revender e ter uma renda extra própria. No entanto, ela se assustou ao vê-lo em uma foto segurando uma cédula nas redes sociais. A imagem foi registrada depois que o garoto foi a um supermercado na região para fazer compras e a nota falsa foi identifica pelos funcionários do local.

“Tenho certeza que meu filho não quis passar nota falsa para ninguém. Ele já pegou algumas outras vezes e rasgamos quando percebemos que tinha algo errado. Também não posso afirmar que a motorista tenha feito isso de maldade, porque ela também pode não ter percebido”, disse a mãe ao G1.

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