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Cliente espanca funcionária após ser advertido para usar máscara

15 de junho de 2021, 10:49

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Afuncionária de uma padaria de Palmares Paulista, no estado de São Paulo ficou com um braço quebrado depois de ter pedido a um cliente que usasse a máscara de proteção contra a Covid-19 dentro do estabelecimento.

Segundo o relato da vítima, Adriana Araújo da Silva, ao G1, o cliente, de 45 anos, chegou à padaria na última sexta-feira com a máscara pelo queixo e ficou nervoso depois de ser advertido para usar o equipamento de forma correta e acabou por invadir a área destinada aos funcionários.

Adriana conseguiu correr, mas foi seguida e agredida com uma rasteira e um pontapé num dos braços. Depois disso, conseguiu fugir até outra padaria, onde o homem a agrediu com uma joelhada no rosto e também bateu no dono do estabelecimento.

Os clientes que testemunharam o incidente ficaram revoltados e agrediram o cliente, tendo ainda chamado a Polícia Militar.

A vítima foi socorrida e encaminhada para um hospital de Catanduva, onde foi submetida a uma cirurgia, devido à fratura que apresentava num dos braços. Recebeu alta no domingo.

Segundo o boletim de ocorrência, o agressor recebeu tratamento médico e foi levado para a delegacia. As equipes médicas precisaram usar medicação para acalmar o agressor. O homem foi libertado na presença do advogado, mas não prestou depoimentos.

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CBF antecipa para 16 horas jogo de quinta entre Ceará e Bahia pela Série A

14 de junho de 2021, 17:16

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CBF (Confederação Brasileira de Futebol) divulgou neste domingo, 13, a antecipação o horário da partida entre Ceará e Bahia, pela quarta rodada da Série A. Anteriormente previsto para às 19 horas, o confronto foi alterado para às 16. O local, na Arena Castelão, e o dia, quinta-feira, 17, foram mantidos.

De acordo com a justificativa da CBF, a mudança foi um pedido da emissora detentora do direito de transmissão para um ajuste na grade de programação.

Ceará e Bahia se reencontram após a final da Copa do Nordeste, fazendo a terceira partida entre as equipes na temporada. Cada equipe venceu um confronto, dos dois realizados anteriores, mas o Esquadrão acabou se sagrando campeão do Nordestão em cima do Vovô.

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Por falta de recurso, desligamento de supercomputador do Inpe pode prejudicar previsões de tempo e clima

14 de junho de 2021, 15:05

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O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está prestes a desligar, por falta de recursos e pela primeira vez na história, o supercomputador Tupã responsável por previsões de tempo e clima, tratamento e coleta de dados meteorológicos, emissão de alertas climáticos e pesquisa e desenvolvimento científico. Diante da grave crise hídrica que atinge o País, o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) encaminhou representação aos ministérios públicos Federal e Estadual solicitando com urgência a manutenção do monitoramento meteorológico e um plano de contingência para a crise.

O documento foi enviado também ao Tribunal de Contas da União (TCU) e às defensorias públicas das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. A diretoria do Inpe prevê o desligamento de pelo menos uma parte da operação do Tupã, o que poderá interromper pesquisas em andamento e o fornecimento de dados meteorológicos. O desligamento está previsto para no mais tardar em agosto.

Segundo Yara Schaeffer-Novelli, professora da Universidade de São Paulo, “haverá prejuízos, por exemplo, no monitoramento de queimadas no Brasil, assim como estiagens e mudanças climáticas no País, que potencializam os danos à biodiversidade”.

Este ano, o Inpe recebeu o menor orçamento da história do governo federal. Dos R$ 76 milhões previstos, só foram liberados até o momento R$ 44,7 milhões. O restante continua contingenciado, sem previsão de ser entregue, conforme dados do próprio instituto. Só de energia elétrica, o supercomputador Tupã consome R$ 5 milhões por ano.

O Proam e outras instituições assinaram uma carta aberta às autoridades frente à crise climática de 2021, solicitando um plano de contingência com participação da sociedade civil, evitando o foco mais restrito à geração de energia, o que poderia levar o Brasil a adotar usinas termelétricas, que emitem gases efeito estufa.

Para Carlos Bocuhy, presidente do Proam, “é inaceitável que em um momento como esse, diante da crise hídrica esperada no segundo semestre, com aumento dos preços da energia e risco de racionamento de água, o supercomputador seja desligado, com o argumento de falta de verbas”.

Estadão

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Brasil despenca e é destaque negativo em ranking de combate à corrupção

14 de junho de 2021, 14:56

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O combate à corrupção na América Latina passou uma nova onda de atrasos no ano passado em decorrência da pandemia de Covid-19, indica o Índice CCC 2021, apresentado em Londres nesta segunda-feira, 14. O Brasil, por sua vez, aparece como um dos destaques negativos por ter perdido duas posições em relação ao ano passado, chegando à sexta posição, entre 15 países latino-americanos. 

A Americas Society/ Council of the Americas (AS/COA) e a Control Risks, consultoria especializada em riscos globais, lançaram pelo terceiro ano consecutivo o Índice de Capacidade de Combate à Corrupção (CCC) para avaliar como os países latino-americanos detectam e punem a corrupção.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, o vice-presidente de política da AS/COA, Brian Winger, destacou que esse ranking revela que “os esforços de combate à corrupção são mais necessários em 2021 do que nunca”.

“A América Latina está entre as regiões mais afetadas pela pandemia”, destacou Winger, ao mesmo tempo em que observou que, “com os governos sob crescente pressão financeira e os sistemas de saúde seriamente afetados em muitos países, os efeitos perniciosos da corrupção na sociedade são ampliados”.

O ranking cobre 15 países latino-americanos — que representam quase 95% do PIB da região — e os avalia e classifica de acordo com a eficácia com que podem combater a corrupção, sendo aqueles com as pontuações mais altas considerados mais propensos a ver corruptos processados e punidos.

De acordo com o Índice CCC, o Uruguai é o país com a pontuação mais alta (7,80/10), seguido por Chile (6,51), Costa Rica (6,45), Peru (5,66) e Argentina (5,16) fechando o top 5.

O Brasil, por sua vez, aparece apenas na sexta posição, com 5,07 pontos, seguido por Colômbia (4,81), Equador (4,77), Panamá (4,55), República Dominicana (4,38), México (4,25), Paraguai (4,08), Guatemala (3,84), Bolívia (2,43) e Venezuela (1,40).

O Índice CCC constatou que cinco dos 15 países avaliados registraram reduções significativas em suas pontuações; sete permaneceram inalterados e três aumentaram acentuadamente; e concluiu-se que os dois maiores países e economias da América Latina, Brasil e México, sofreram alguns dos declínios mais acentuados.

O Brasil, que caiu do quarto para o sexto lugar, registrou uma queda de 11% na categoria de democracia e instituições políticas, onde o estado das relações Executivo-Legislativo foi um fator-chave, de acordo com o relatório.

Quanto ao México, sua pontuação caiu 7% em 2021 — do oitavo para o 11º lugar — e, neste caso, variáveis como as que medem a independência da procuradoria-geral e dos órgãos anticorrupção pesaram.

Por outro lado, a República Dominicana foi uma das que mais melhorou — de 13º para 10º — com avanços significativos na categoria de capacidade jurídica, “reflexo de uma campanha anticorrupção do presidente Luis Abinader”, detalhou o documento.

Por sua vez, Uruguai, Chile e Costa Rica demonstraram estabilidade nesta edição pela qualidade da democracia e pela força de suas instituições políticas, assim como o Peru, apesar da turbulência política no final de 2020.

O relatório também destacou que o Panamá e o Equador tiveram melhorias consideráveis em sua capacidade jurídica, enquanto os aumentos percebidos na politização das instituições anticorrupção reduziram a pontuação da Argentina e da Colômbia.

O índice CCC apontou ainda que a Guatemala — que caiu de 11º para 13º — caiu 5% neste ano e 16% desde 2019, enquanto a Venezuela continua na posição mais baixa.

No documento, Geert Albers, sócio da Control Risks, considera que o ranking revela “esforços anticorrupção desiguais e cada vez mais politizados em muitos países latino-americanos”, destacando assim “a necessidade de as empresas atualizarem suas avaliações de risco e recalibrar e fortalecer seus programas de conformidade”.

Para desenvolver o índice, foram analisadas 14 variáveis-chave, como a independência das instituições judiciais, a força do jornalismo investigativo e o nível de recursos disponíveis para combater os crimes de colarinho branco.

(Com EFE)

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Peru é 4ª seleção com infectados pela covid-19 na Copa América

14 de junho de 2021, 14:45

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A Federação Peruana de Futebol (FPF, na sigla em espanhol) informou nesta segunda-feira (14/6) que o preparador físico Néstor Bonillo testou positivo para a covid-19 e não viajará para o Brasil para enfrentar o time comandado pelo técnico Tite, em sua estreia na Copa América, marcada para essa quinta (17/6), no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro.

Desta forma, o Peru se torna o quarto país participante a registrar infectados (são 20 no total) pelo novo coronavírus na primeira semana do torneio, que mudou de sede “de última hora” da Argentina para o Brasil. Anteriormente, Venezuela, Bolívia e Colômbia também tiveram membros de suas delegações contaminados.

Com exceção de Bonillo, todos os outros casos foram descobertos quando as delegações já estavam em solo brasileiro. “O professor Bonillo encontra-se em bom estado de saúde e não viajará nesta segunda-feira, 14, com o restante da deleção peruana. O departamento médico continuará zelando pela integridade de seu profissional e irá dar suporte durante todo o período de confinamento. Ao mesmo tempo, continuará cumprindo estritamente as normas sanitárias estabelecidas pelas autoridades competentes”, disse um trecho do comunicado da FPF, que assegura o cumprimento à risca do protocolo estabelecido pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

Antes de enfrentar o Brasil na abertura da Copa América, a Venezuela informou que 13 pessoas de sua delegação contraíram a covid-19, precisando chamar 15 atletas venezuelanos de emergência. A Bolívia, que encara a Argentina nesta segunda-feira (14/6), teve três atletas infectados, além de um membro da comissão. Já a Colômbia, que começou a sua campanha com vitória sobre o Equador, ficou sem um fisioterapeuta e um auxiliar-técnico por conta da doença.

Neste domingo, em entrevista coletiva em Buenos Aires, o craque argentino Lionel Messi falou sobre o medo de se infectar em meio ao surto da covid-19 no continente sul-americano. (Agência Estado)

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Gás de cozinha sobe e volta a custar até R$ 125 o botijão 13 kg

14 de junho de 2021, 14:40

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Mesmo antes de entrar em vigor o novo aumento de 5,9% do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), anunciado na sexta-feira, 11, pela Petrobras, o preço médio do gás de cozinha (botijão 13 kg) para o consumidor subiu de R$ 85,27 para R$ 85,63 na semana de 6 a 12 de junho, com o valor máximo de comercialização voltando para o patamar de R$ 125,00, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O preço mínimo de venda ao consumidor é observado na Região Sudeste (R$ 64,00), e o mais alto (R$ 125,00) no Centro-Oeste.

Nesta segunda-feira, 14, passa a valer o novo preço do GLP nas refinarias da empresa, R$ 0,19 mais caro, elevando o preço por quilo para R$ 3,40, o primeiro aumento da gestão do general Joaquim Silva e Luna na presidência da Petrobras.

De acordo com o reajuste da Petrobras, o novo preço médio para o botijão 13 kg passa a ser de R$ 44,20 nas refinarias.

Ao valor, porém, é adicionada a fatia da distribuição e revenda (35,6%) e impostos estaduais (ICMS), de cerca de 14%, depois de o governo ter zerado os impostos federais (PIS/Cofins) que representavam menos de 1% do preço na refinaria.

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Ataques nas redes contra a CoronaVac prejudicaram vacinação, diz pesquisa

11 de junho de 2021, 15:43

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As ‘fake news’ disseminadas por grupos políticos tentando descredibilizar  a vacina CoronaVac, produzida pela empresa farmacêutica chinesa Sinovac e envasada no Brasil pelo Instituto Butantan, podem afetar a imunização da população e fortalecer grupos antivacinas.

A conclusão é de um estudo da Rede de Políticas Públicas e Sociedade, grupo formado por mais de 100 cientistas e pesquisadores de instituições brasileiras e estrangeiras, que foi publicado com o nome “Covid-19: Políticas Públicas e as Respostas da Sociedade”.

Os pesquisadores analisaram o conteúdo do Twitter e Facebook entre abril de 2020 e março de 2021 compartilhado por políticos e influenciadores e concluíram que houve uma confluência de narrativas contra a CoronaVac e contra a vacinação, com divulgação inclusive de notícias falsas e sem base científica.

Esse conteúdo, dizem os cientistas, pode induzir a população a recusar o imunizante e também prejudicar o relacionamento com parceiros comerciais e fornecedores de insumos para a fabricação da vacina, como a China.

O estudo faz ainda um histórico das principais fake news veiculadas nas redes com objetivo de minar a credibilidade da CoronaVac, como a alegação de que a vacina poderia alterar o DNA das pessoas e insinuações de que os brasileiros seriam cobaias da vacina.

O estudo conclui que  “no momento de emergência sanitária e humanitária que vivenciamos, com o Brasil se destacando entre os países com maior número de casos e óbitos por Covid-19 no mundo, a necessidade de uma orientação clara, transparente e pautada nas melhores evidências científicas disponíveis é imprescindível para a redução do número de casos e óbitos”.

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Brasileiros foram tratados como ‘animais’ com tese de ‘imunização de rebanho’, diz médico da Fiocruz

11 de junho de 2021, 15:33

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egundo o médico, tanto a tese da imunização de rebanho quanto o Plano Nacional de Imunização foram linhas seguidas que não levaram a um combate expressivo do vírus no Brasil.

Nesta sexta-feira (11), em seu depoimento à CPI da Covid, o médico sanitarista Claudio Maierovitch, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), criticou a tese da imunidade de rebanho adotada pelo governo e a coordenação do Plano Nacional de Imunização, segundo o G1.

Para Maierovitch o termo “imunidade de rebanho” se aplica a animais, e considera que foi justamente dessa forma que a população brasileira foi tratada diante da pandemia da COVID-19.

“[…] Rebanho se aplica a animais, e fomos tratados dessa forma. Acredito que a população brasileira tem sido tratada dessa forma ao se tentar produzir imunidade de rebanho às custas de vidas humanas. Infelizmente, o governo brasileiro se manteve na posição de produzir imunidade de rebanho, com esta conotação toda para nossa população, ao invés de adotar as medidas reconhecidas pela ciência para enfrentar essa crise”, disse o médico citado pela mídia.

De acordo com a teoria da imunidade de rebanho, o país superaria a pandemia por meio de um alto número de infectados, o que, em tese, deixaria grande parcela da população imunizada. Porém, segundo especialistas, essa estratégia não funciona para o enfrentamento do vírus. Muitas pessoas morreriam no processo e, além disso, quem já teve a doença poderia ser reinfectado.

“[…] Morreriam, provavelmente, os mais frágeis, desonerando a previdência, desonerando os serviços de saúde”, explicou Maierovitch.

O médico também caracterizou o Plano Nacional de Imunização como um plano pífio, o qual, em sua concepção, pecou por não ter tido uma definição de critérios homogêneos para o país.

“O plano de imunização que tivemos é um plano pífio. É um plano que não entra nos detalhes necessários para um plano de imunização que deve existir no país.”

Maierovitch salientou que o fato de a condução do plano ter ficado pautado na coordenação de cada estado ou município, em um primeiro momento, pode ter parecido algo democrático, mas que na verdade, só ajudou a criar desigualdades.

“Não tivemos, por exemplo, critérios homogêneos definidos pelo Brasil inteiro, de forma que ficou a cargo de cada estado, cada município definir os seus próprios critérios, o que pode parecer democrático, um sistema descentralizado, mas frente a uma epidemia dessa natureza e com a escassez de recursos que temos isso deixa de ser democrático para induzir iniquidades”, completou.

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Menina de 3 anos morre de Covid-19 após volta às aulas presenciais em Santos

11 de junho de 2021, 08:30

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Uma menina de 3 anos morreu na quarta-feira (9) por complicações decorrentes da Covid-19, após passar vários dias internada na UTI do Hospital Ana Costa, em Santos, no litoral de São Paulo. As informações são do UOL.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv), a menina pode ter contraído a doença após a retomada das aulas presenciais, ocorrida no dia 3 de maio. Mas a Secretaria de Educação (Seduc) do município diz que ela contraiu Covid-19 dos pais, que teriam adoecido primeiro.

Ainda segundo o UOL, que entrou em contato com a família, a mãe da criança disse que quer contar tudo o que aconteceu, porém irá aguardar o luto para falar.

De acordo com o Sindserv, a morte da criança teria sido a primeira de aluno, mas já ocorreram outras cinco mortes de profissionais da educação por Covid-19 desde o retorno das aulas presenciais.

O UOL procurou a Seduc de Santos, que lamentou a morte da aluna, e acrescentou que ela era autista e “tinha outras comorbidades”. O órgão informou, por nota, que os pais da menina tiveram a doença e que a estudante compareceu presencialmente à escola, pela última vez, no dia 12 de maio, pelo fato dos pais terem testado positivo para Covid e ela ser considerada uma pessoa que teve contato com a doença.

A escola Leonor Mendes de Barros, local onde estudava a menina, publicou uma nota em sua página do Facebook lamentando a perda da aluna.

“É com imenso e profundo pesar que comunicamos o falecimento da nossa aluna, a pequena e querida, Alice. Nos solidarizamos com seus pais por todo o período de internação da filha e nos manteremos à disposição para todo apoio, acolhimento e atenção necessários nesse momento tão triste”, diz o início da nota.

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EUA anuncia doação de 500 mi de doses da Pfizer; Brasil fica de fora

10 de junho de 2021, 15:00

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Os Estados Unidos anunciaram oficialmente nesta quinta-feira, 10, que comprarão 500 milhões de doses da vacina contra coronavírus da Pfizer para doação e divulgou a lista dos países que receberão o imunizante. São 92 nações de baixa renda e da União Africana. O Brasil não está entre os países que receberão as doses.

Segundo a Casa Branca, é a maior compra e doação de vacinas efetuadas por um único país na pandemia até agora.

O anúncio da doação de vacinas chega depois de Biden se encontrar com presidentes das outras economias avançadas do G7 na Inglaterra.

“O objetivo da doação de hoje é salvar vidas e encerrar a pandemia, e fornecerá o fundamento de ações adicionais a serem anunciadas nos próximos dias”, informou a Casa Branca.

A farmacêutica norte-americana Pfizer e sua parceria alemã BioNTech proporcionarão 200 milhões de doses em 2021 e 300 milhões na primeira metade de 2022, que os EUA então distribuirão pelo Covax, consórcio da OMS criado para a distribuição mais igualitária de vacinas no mundo.

As vacinas, que serão produzidas nas instalações norte-americanas da Pfizer, serão disponibilizadas a um preço sem margem de lucro.

“Nossa parceria com o governo dos EUA ajudará a levar centenas de milhões de doses de nossa vacina aos países mais pobres do mundo o mais rapidamente possível”, disse o executivo-chefe da Pfizer, Albert Bourla.

As novas doações se somam às cerca de 80 milhões de doses que Washington já prometeu doar até o final de junho e aos 2 bilhões de dólares contingenciados para o programa Covax e a Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi), disse a Casa Branca.

A lista dos 92 países de destino das doações foi definida de acordo com o Compromisso de Mercado Antecipado (AMC, na sigla em inglês) da aliança global por vacinação Gavi e incluem vários nações da África, como Angola, Marrocos, Cabo Verde, Nigéria e Quênia, da Ásia, como Afeganistão, Bangladesh, Índia e Paquistão, e da América Latina e do Caribe, como Haiti, Bolívia, Honduras e Nicarágua.

A Gavi e a OMS saudaram a iniciativa, mas grupos de ativismo antipobreza pediram que se faça mais para aumentar a produção mundial de vacinas.

“Certamente estas 500 milhões de doses de vacina são bem-vindas, já que ajudarão mais de 250 milhões de pessoas, mas isto ainda é uma gota no oceano comparado à necessidade em todo o mundo”, disse Niko Lusiani, que comanda a unidade de vacinas da Oxfam América.

“… precisamos de uma transformação rumo a uma fabricação de vacina mais distribuída para que produtores qualificados de todo o mundo possam produzir bilhões a mais de doses de baixo custo em seus próprios termos, sem restrições de propriedade intelectual”, acrescentou ele em um comunicado.

Biden apoia a quebra de patentes de algumas vacinas, mas não existe consenso internacional sobre como proceder.

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