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Prefeitura de Caém entrega creche totalmente reformada e ampliada na comunidade de Piabas (Fotos)

07 de agosto de 2022, 14:14

Foto: Ascom/PMC

“Valeu a pena esperar. Meus filhos vão passar o dia em um lugar mais agradável e bonito”, comemorou uma das mães beneficiadas com reforma e ampliação do Centro Municipal de Educação Infantil Pequeno Príncipe, no distrito de Piabas.

O prefeito de Caém, Arnaldo Oliveira (Arnaldinho), cumpriu mais um compromisso de campanha ao entregar na manhã de sexta-feira (5),mais um estabelecimento educativo. Desta vez foi a vez da segunda maior comunidade do interior do município receber o benefício. Cerca de 100 crianças contarão agora com salas de aulas espaçosas, cozinha ampliada, com cobertura do refeitório, banheiros reformados, entre outras intervenções.

“Estou muito alegre e satisfeito em está entregando mais uma reforma e ampliação de mais uma unidade de educação do nosso município. Nossa gestão tem seriedade e valorização às pessoas, por isso que não canso de trabalhar cada dia mais por toda nossa população e por este povo amigo que gostamos muito que são as famílias moradoras de Piabas”, ressaltou o prefeito Arnaldinho .

O secretário municipal de Educação, Ronaldo Alves, também destacou os investimentos, com recursos próprios, da Prefeitura, nas instituições de ensino do município. Segundo Ronaldo, a Creche Pequeno Príncipe de Piabas é mais uma demonstração de que a gestão municipal valoriza e procura dar condições dignas para os alunos da rede pública, como também para os profissionais. “Os novos ambientes corroboram para um bom aprendizado e para a humanização do ensino. São muitos desafios, mas as ações da atual gestão nos faz acreditar que uma educação de qualidade, em todos os aspectos é possível. Obrigado à todos que fazem parte desta nova e importante história que nosso município está vivendo”, salientou o secretário Ronaldo.

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Presidente da Câmara de Caém rebate denúncias: “mais uma forma de intimidação”

03 de agosto de 2022, 11:42

Foto: Notícia Limpa

Conforme matéria postada em um site de notícia da região de Jacobina, nesta terça-feira (2), o presidente da Câmara de Vereadores de Caém, Pablo Diego Andrade Piauhy, foi denunciado no Ministério Público Federal (MPF), por suspeita de falsificação de documentos para contrair empréstimos consignados.

Em um pronunciamento divulgado em redes sociais e encaminhado para a imprensa regional, o vereador chamou de caluniosa e irresponsável a acusação. Segundo ele, não existem motivos para a denúncia, pois a transparência e a legalidade fazem parte da sua vida enquanto cidadão e como homem público, e que durante os quatro mandatos de vereador confiados pela população do município sempre prezou a verdade e a honradez.

Pablo considera a denúncia como uma forma de intimidação pelo fato do mesmo ter autorizado a abertura de um processo disciplinar por falta de decoro parlamentar contra um colega de cadeira na Câmara Municipal e que irá tomar as medidas cabíveis contra o que chama de uma grande injúria e difamação.

“Autorizo a qualquer cidadão e aos vereadores a fazer uma investigação e analisar todas as documentações. Quero tranquilizar a todos que confiam em nosso trabalho, pois estamos sendo vítimas de uma armação que tem como único objetivo nos intimidar por não termos cedido a pressões para abortar um processo legislativo disciplinar contra um colega vereador. Todos que me viram nascer, me viram crescer, sabem da minha índole, conhecem a nossa família, sabem da nossa reputação, ao contrário do denunciante”, ressaltou.

O edil relata que estava decidido em se dedicar à sua profissão de formação, a de advogado, mas diante dos acontecimentos irá trabalhar para que a população de Caém não seja enganada em troca de dinheiro. “Infelizmente, por proveito próprio estão deixando de lado o amor pelo município para apoiar pessoas que não têm condições morais para administrar nossa cidade. Vamos dar um basta nos que acreditam que pode comprar nossa integridade. Estamos firmes e fortes e continuaremos lutando pela melhoria da qualidade de vida de nossa população”, disse Pablo.

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Alimentos que não têm prazo de validade (ou que duram muito tempo) e quase ninguém sabe

02 de agosto de 2022, 15:31

Foto: Reprodução


Ao estocar mantimentos, seja para uma emergência ou simplesmente para aproveitar alguns produtos em promoção, é importante ficar atento aos prazos de validade ou estes itens podem se estragar, quando você menos esperar. Alguns alimentos frescos tem uma vida útil de poucos dias, mas há outros que podem durar anos ou até para sempre – ideais para um eventual apocalipse zumbi… Brincadeiras à parte, certamente você vai olhar com mais simpatia para essas comidas e bebidas com longos prazos de validade.

Arroz branco –

Enquanto o arroz integral pode durar cerca de seis meses devido aos seus óleos, o arroz branco pode ser guardado por muito tempo. Mas é preciso que esteja bem vedado e protegido da umidade.

Sal –

Você se lembra da última vez que encheu o saleiro? Pois, não faz mal. O sal ajuda a preservar a sua comida por mais tempo, desde que não fique úmido. Desta forma, nunca irá se estragar. 

Leite de coco em lata –

Ingrediente delicioso e versátil, podendo ser usado em pratos salgados e doces, o leite de coco pode durar mais de um ano.

Feijão –

Embora possam não ser das coisas mais saborosas depois de um longo período, os feijões continuam comestíveis 30 anos depois, dizem os estudos. Esse alimento é uma das melhores opções para estocar comida.

Pipoca –

Apesar da pipoca poder estragar e envelhecer depois de algum tempo, as sementes de milho permanecem boas para consumo por vários anos.

Açúcar –

Armazenado em um recipiente hermético (sem contato com água e insetos) você pode adoçar sua comida pelo tempo que quiser. Mas fique avisado que a textura pode mudar.

Molho marinara –

Há uma razão para o espaguete ser um alimento tão prático quando se não tem muitos mantimentos em casa. Um frasco de molho marinara fica bom para consumo por até um ano depois da data de validade, se não estiver aberto.

Carne enlatada –

A carne enlatada é feita para durar. No entanto, é recomendável consumi-la no máximo entre dois a cinco anos após a sua data de validade.

Vinagre –

Os componentes ácidos do vinagre o tornam um conservante natural, por isso o seu prazo de validade foi categorizada pelo Vinegar Institute como ‘quase ilimitado’. Alguns tipos de vinagres podem mudar de cor, mas o sabor não muda.

Leite em pó –

O leite em pó dura muito mais do que o leite fresco. É seguro tomar ou usar em outros alimentos (desde que não esteja aberto) no prazo de dois a 10 anos. Se estiver no congelador, o leite em pó ainda pode durar mais tempo.

Atum em lata –

Semelhante à carne em lata, o atum tem uma validade bastante longa. Inclusive, pode durar cerca de dois a cinco anos após o prazo determinado na embalagem.

Tomate em lata  –

Assim como o molho marinara, os tomates enlatados também são um bom investimento. Podem durar até dois anos.

Bebidas com alto teor de álcool 

Bebidas com alto teor de álcool são praticamente ‘imortais’… Mas apenas se estiverem fechadas e refrigeradas. Embora não dure eternamente, mesmo as garrafas abertas duram muito tempo.

Caldo de carne em cubo –

Embora deva ter um cuidado especial para armazenar este alimento de forma adequada, os caldos de carne têm um alto teor de sódio, por isso a longa durabilidade. Esses temperos sempre salvam na hora de dar gosto a sopas, molhos e cozidos.

Amido de milho –

Um ingrediente chave para inúmeras receitas, o amido de milho mantido em um local fresco e seco pode ser usado para sempre. O amido de milho é ótimo para engrossar cremes e papas, por exemplo.

Café instantâneo –

Não é a primeira escolha de ninguém, mas o café instantâneo é uma solução rápida para quem não quer deixar de tomar a bebida. Mantenha-o num local fresco e seco para as suas emergências de cafeína. Armazenado corretamente, dura anos.

Óleo de coco –

O óleo de coco também é um dos melhores ingredientes de cozinha, pois tem uma vida útil infinita. Mas, para isso, é preciso ter certeza de que está comprando a versão virgem. Caso contrário, o óleo de coco não durará tanto depois do processo de refino.

Vinho tinto –

Nem todos os vinhos comerciais são feitos da mesma forma. Embora essas bebidas possam durar de um a três anos, os rótulos refinados duram décadas. Mas para durar muito tempo, o vinho deve estar fechado. Isso significa que você pode estocar.

Mel –

Um dos únicos alimentos que realmente dura para sempre – e é natural! A forma como é feito pelas abelhas dificulta o crescimento de bactérias e a forma como é processado e selado apenas aumenta a sua vida útil interminável. Acredita que o mel mais antigo já encontrado tinha 5.500 anos?

Óleo de canola –

Provavelmente você já teve óleo de canola pela casa sabe-se lá por quanto tempo. Para sua sorte, pode durar meses na despensa e quase indefinidamente na geladeira.

Azeitonas –

Bom para qualquer coisa, seja para ser aproveitado como ingrediente, entrada ou em martínis, os potes de azeitonas fechados têm uma vida útil de até três anos.

Notícias ao Minuto

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Câmara dos Deputados aprova anistia a policiais do caso Carandiru

02 de agosto de 2022, 14:37

Foto: Reprodução

A Comissão de Segurança da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira um projeto que anistia os policiais militares processados e punidos pelo massacre do Carandiru. Em 1992, durante a ação para conter uma rebelião, 111 detentos foram mortos.

Agora, a proposta segue para a Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Se passar pelo próximo colegiado, o texto estará pronto para ir a plenário.

Em junho do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu a punição a 74 agentes envolvidos no massacre. Em 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo havia anulado as condenações impostas por júri.

Durante a sessão, o texto foi aprovado de forma simbólica, sem a marcação de votos. O único a se manifestar contra a votação foi o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), que afirmou ter receio de promover uma anistia ampla sem levar os casos de forma individual.

“Nossa assessoria técnica nos alertou que não era possível fazer a anistia sem a individualização. Portanto, somos a favor da retirada de pauta para que possamos estudar melhor (o projeto)”, disse o parlamentar.

De autoria do deputado Capitão Augusto (PL-SP), o texto foi relatado pelo bolsonarista Sargento Fahur (PSD-PR). Ambos argumentam que os policiais sofreram “perseguições” políticas e ideológicas. Fahur ainda sustenta que na ocasião não houve a verificação de cada conduta.

“Após quase 30 anos policiais que atuaram nesse fatídico episódio ainda enfrentam, de forma injusta e desproporcional, processos judiciais que preveem condenações que vão 48 a 632 anos de prisão, mesmo sendo impossível determinar se houve excesso doloso ou culposo e ainda individualizar qualquer conduta dos policiais. Sem um deslinde final até a data de hoje, esse caso se tornou um dos imbróglios jurídicos mais longos da história desse país.”, registrou Fahur em seu parecer.

Em 2021, o STJ entendeu que, ao contrário das conclusões do Tribunal de Justiça do estado, o veredito do júri não contrariou o conjunto de provas produzido no processo. Os PMs argumentam que não houve confronto balístico que confirmasse a autoria dos disparos.

O Globo

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Casos de depressão podem aumentar no inverno

02 de agosto de 2022, 11:27

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A estação mais fria do ano já tinha dado sinais de que viria com intensidade. Os recordes de temperaturas baixas foram sentidos em todo o país neste outono, mas agora, é para valer. Além dos cuidados com o corpo que a estação impõe, é preciso zelar pela saúde mental.

Uma pesquisa feita pelo departamento de Psicologia Médica da King’s College, Universidade de Londres, mostra que, cerca de 1% da população dos países sofre com a depressão neste período. No Brasil, os fenômenos sazonais são mais sentidos nas regiões sul e sudeste. Segundo o psiquiatra Ilton Castro, a causa está relacionada à baixa de estímulos luminosos no inverno.

“A noite fica mais longa e os dias não são tão iluminados. O céu nublado, as temperaturas mais baixas mexem com nosso “relógio biológico”, que fica mais lento, no padrão noturno.  O corpo se acalma para uma noite de sono, quando ainda é dia, o resultado é que nossa disposição fica menor”, explica o psiquiatra. 

Outro reflexo dos dias mais escuros e frios no organismo humano é a redução da dopamina e serotonina, neurotransmissores relacionados a sensação de prazer e bem-estar.

“A tendência é de diminuição do ritmo. Andamos menos, ficamos mais introspectivos, e este processo tende a se tornar cada vez mais forte na nossa rotina. É aí que temos que fazer o contrário. Manter a rotina de exercícios físicos, sentir o sol bater no corpo, encontrar com os amigos, família, nos cercarmos do que faz bem, orienta o psiquiatra”.

O psiquiatra alerta para o surgimento de sinais que podem apontar um início de depressão.

“Sentimentos de tristeza, dificuldade para dormir ou sono desregulado, problemas de concentração, inquietação… observando estes sinais, é importante procurar uma orientação profissional”, destaca o psiquiatra Ilton Castro.

Notícias ao Minuto

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WhatsApp vai dar mais poder a administradores de grupos

02 de agosto de 2022, 11:18

Foto: Notícia Limpa

A mais recente versão beta do WhatsApp para Android indica que os administradores de grupos terão a capacidade de apagar mensagens para todos os membros dessa conversa.

Como conta o site WABetaInfo, esta funcionalidade tem como objetivo ajudar a moderar os grupos de conversa e já está sendo lançada para um pequeno grupo para ser testada.

Ainda não se sabe quando é que o WhatsApp lançará esta opção mas, dado que já se encontra em fase beta, é provável que seja incluída numa atualização a ser lançada em breve.

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Associações de Jornalismo defendem liberdade e a Justiça Eleitoral

02 de agosto de 2022, 09:08

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Associações que representam empresas de jornalismo assinaram uma carta em defesa da liberdade de imprensa, da democracia e do processo eleitoral. O documento, divulgado nesta segunda-feira, destaca que a “missão jornalística” só pode ser levada aos brasileiros com abrangência e transparência em ambiente de liberdade política, solidez das instituições e respeito à Constituição.

“Com base em seus princípios de defesa das liberdades de imprensa, de opinião e informação, as entidades da comunicação abaixo subscritas vêm a público reafirmar seu compromisso com o Estado de Direito e as decisões soberanas das eleições, referendadas por uma Justiça Eleitoral cuja atuação tem sido reconhecida internacionalmente”, afirma.

O documento, assinado pela Associação Nacional de Jornais, pela Associação Nacional de Editores de Revistas e pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, é divulgado na esteira de outras cartas em defesa da democracia que vieram à tona nos últimos dias.

Na semana passada, um movimento empresarial, coordenado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Fiesp), em defesa da democracia foi assinado por grandes investidores, empresários e representantes da sociedade civil. Outra carta, articulada por juristas e pela Faculdade de Direito da USP , já recebeu mais de 340 mil assinaturas, incluindo economistas, artistas, políticos e representantes da sociedade civil alinhados com diversos espectros políticos.

Os dois documentos devem ser lidos em evento marcado para o dia 11 de agosto, no Largo do São Francisco, onde fica localizada a Faculdade de Direito da USP.

O Globo

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Um em cada 4 adolescentes brasileiros faz uso excessivo de videogame, diz estudo

01 de agosto de 2022, 15:48

Foto: Reprodução

m em cada quatro adolescentes brasileiros faz uso excessivo de jogos de videogame, segundo pesquisa do Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de São Paulo (USP). Conforme a amostragem, mais de 85% deles jogam videogame e 28% desse público atingiram os critérios do Transtorno de Jogo pela Internet (TJI), recentemente classificado como doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse problema entre jovens brasileiros é maior do que em todos os países que já têm pesquisas, onde a média oscila de 1,3% a 19,9%, e precisa ser analisado sob a perspectiva de epidemia, segundo o estudo. Especialistas recomendam que pais e professores controlem o tempo deles em frente às telas.

O uso excessivo de jogos online leva ao desestímulo de atividades escolares e sociais, e causa sintomas de abstinência quando retirados, segundo o estudo. Também faz com que o adolescente se isole e tenha comportamento agressivo. O Brasil tem 24,3 milhões de crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos que usam a web, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil. Conforme a psicóloga Luiza Chagas Brandão, doutora em Psicologia Clínica pelo IP e autora do estudo, o transtorno está descrito no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, material indicado para profissionais da área de saúde mental utilizado em todo o mundo.

O manual lista as categorias de transtornos mentais e os seus critérios de diagnóstico, de acordo com a Associação Americana de Psiquiatria. Entre eles estão falta de controle sobre a frequência, intensidade e duração do jogo, prioridade crescente dada à atividade, fazendo que o jogo tenha precedência sobre outros interesses da vida e atividades diárias e continuação ou escalada da prática de jogar, apesar da ocorrência de consequências negativas. “Percebi um aumento da procura por ajuda psicológica por causa de problemas envolvendo uso excessivo de videogames por essa população (crianças e adolescentes), o que me motivou a desenvolver o estudo. Quanto mais fui pesquisando, mais fiquei intrigada com o poder que esses dispositivos têm sobre o comportamento, e como a presença deles nos quartos dos adolescentes modifica profundamente a relação deles com o mundo, consigo próprios, com seus amigos e com seus familiares”, disse.

A doméstica Gilza Evangelista, de 37 anos, moradora de Sorocaba, vê com preocupação o tempo que o filho R., de 13 anos, gasta com os jogos no celular. “Ele fica nos jogos de oito a nove horas por dia, quase não sai de casa e meu receio é que comece a prejudicar o estudo. Ele vai bem na escola, que é da rede pública, por isso eu tento estabelecer limites, mas é difícil. Às vezes, ele espera que eu durma para continuar jogando à noite.” O garoto começou a jogar quando tinha dez anos. “Antes ele usava meu celular, mas como uso no trabalho, tive de comprar um celular para ele. Não sei se foi bom, pois agora não desgruda dos jogos”, contou.

Para realizar a pesquisa, Luiza usou dados do #Tamojunto 2.0, programa do Ministério da Saúde voltado para a prevenção ao uso de álcool e drogas por adolescentes. A pasta, por sua vez, adaptou ao contexto brasileiro um programa europeu de prevenção escolar ao uso de drogas denominado Unplugged. O programa foi testado por meio de um ensaio controlado entre alunos do 8.º ano de 73 escolas públicas de três cidades: São Paulo, Eusébio (CE) e Fortaleza. Foram 12 aulas desenvolvidas ao longo de um semestre letivo, além de oficinas direcionadas para os pais e responsáveis.

A pesquisa de Luiza é composta de dois estudos associados ao #Tamojunto 2.0. O primeiro envolveu 3.939 estudantes e resultou no artigo ‘Saúde mental e problemas comportamentais associados ao jogo de videogame entre adolescentes brasileiros’, publicado pelo Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia, com sede nos Estados Unidos.Já o segundo estudo contou com 3.658 alunos. Mais de 90% dos participantes tinham entre 12 e 14 anos e cerca de 50% pertenciam à classe média. Ambos os estudos são uma subamostra do programa do ministério, que teve um total de 5.371 participantes.

Os estudantes que participaram do #Tamojunto 2.0 responderam a um questionário com 60 perguntas que investigaram uso de drogas, bullying, classe socioeconômica, sintomas psiquiátricos e jogos eletrônicos. O questionário foi respondido de maneira anônima nas salas de aula. A última pergunta era uma adaptação da descrição do Transtorno de Jogo pela Internet encontrada no manual. Ela era composta de nove questões que foram a base para o primeiro estudo. Os adolescentes que respondiam “sim” a, pelo menos, cinco desses itens eram os que tinham um uso de videogame considerado problemático.

Já o segundo estudo se pautou nas perguntas: “Você já jogou para esquecer ou aliviar problemas da vida real?”. A resposta “sim” para essa questão foi usada como variável para encontrar explicações desse comportamento. “Foi encontrada uma prevalência de 85,85% de adolescentes que jogam videogames, e 28,17% preenchem critérios para uso problemático”, detalhou Luiza. Ela lembrou que, no passado, eram usados termos como vício, compulsão e excesso para descrever comportamentos de jogar videogame que levam a prejuízos em diferentes dimensões.Hoje, opta-se pela expressão “uso problemático”.

Segundo Luiza, esses dados mostram também que, apesar de o uso de videogames no Brasil ser compatível com o mundial, o uso problemático é mais alto que a média de outros países. Uma das hipóteses para isso está na dificuldade de os brasileiros se envolverem com outras atividades pela falta de acesso a serviços de lazer e esportes públicos e pelos altos índices de violência que afetam os encontros presenciais.

O filho mais velho da doméstica Gilza, hoje com 20 anos, ainda é adepto de jogos como o ‘Free Fire’. Ali, os competidores são liberados para disparar armas de fogo como se todos ao seu redor fossem possíveis alvos. Há também versões que envolvem conversas de conteúdo sexual entre os participantes. Gilza conta que o mais velho costuma se juntar ao adolescente para jogar quando chega do trabalho. “Eu sei que são jogos que não instruem, pois são violentos, as pessoas se matam, praticam corrupção, usam drogas, mas até o mais novo argumenta que tudo o que está nos jogo imita a vida real”, disse a mãe.

A pesquisa também possibilitou entender quem está mais propenso ao uso problemático. “Entre as características do perfil de estudantes com maior probabilidade de jogar videogames de modo problemático estão: ser do sexo masculino, usuário de tabaco e álcool, praticar ou ser vítima de bullying e ter níveis clínicos de sintomas de hiperatividade, problemas de conduta e de relacionamento entre pares”, aponta a psicóloga. O relacionamento entre pares é aquele que acontece entre pessoas com características semelhantes, como a idade e habilidades.

Segundo a psicóloga, o uso problemático de videogames, além de afetar o próprio jovem, que deixa de dar atenção a outros aspectos da vida, também afeta quem está ao redor. “Como estamos falando de adolescentes que moram com suas famílias, o uso indiscriminado afeta quem convive com eles. Por exemplo, pode haver um crescimento dos conflitos para que os adolescentes desliguem o jogo, pode ocorrer um afastamento dos amigos e familiares ou aumento de comportamentos agressivos, o que piora os relacionamentos de maneira geral.”

A pré-adolescente S., de 12 anos, enfrenta o conflito de ideias dos pais, que são separados, sobre os jogos. Enquanto a mãe permite e até incentiva, pois acha que ajuda no raciocínio e no aprendizado do inglês, o pai, representante comercial, restringe o acesso e controla o tempo. “Já houve noite em que ela jogou até as 3 da madrugada e foi difícil tirá-la da cama no outro dia. A gente não sabe quem são os parceiros e entendo que isso é perigoso”, disse o pai, de 40 anos, que não foi identificado para não expor a criança.

O maior rigor dele em relação ao uso do celular já causou desavenças em relação à guarda compartilhada. “Ela prefere ficar com a mãe, que facilita o uso e até comprou um iphone caro para ela”, disse. A família é de classe média e S. estuda em escola particular. À reportagem, a mãe disse que também estabelece limites, não permitindo que a filha única do casal use o celular durante as refeições. Em fins de semana, quando não está com o pai, elas passeiam juntas. Admitiu, no entanto, que a menina é “muito tímida” e, por isso, já recebeu suporte de psicóloga.

Uso controlado

Para o psicólogo clínico Igor Lins Lemos, especialista em dependências tecnológicas da Universidade de Pernambuco (UPE), tanto o manual psiquiátrico da Associação Americana de Psiquiatria como a OMS categorizam o transtorno de jogos pela internet como transtorno psiquiátrico, mas não estabelecem parâmetros absolutos para a identificação do problema. “Não há um limite de horas em que a gente pode pensar que não há risco, porque existem fatores etiológicos (causas de doenças) que podem ter influência. É necessário observar se a família do garoto tem disfunções a nível comportamental, problemas de relacionamento familiar, brigas, agressões, superproteção, abandono, violência doméstica. Se há alguma base genética de transtorno psiquiátrico, tudo isso deve estar em pauta antes de se pensar, por exemplo, que cada faixa etária tenha um uso delimitado. Quanto mais vulnerabilidade, menor deve ser o uso.”

Em regra, segundo ele, se recomenda que crianças de zero a dois ou três anos, não façam nenhum uso de telas ou tecnologia, pelos distúrbios que isso pode causar no desenvolvimento dela. “Quando passa dos 4 aos 6 anos, uma hora de uso supervisionado está OK. Dali aos 10 anos, mantém-se uma hora, com mais liberdade. Dos 11 aos 14 anos, duas horas para entretenimento por dia são aceitáveis. No final da adolescência, o adulto jovem pode ter até três horas de uso para os jogos. Não há um limite de horas em que a gente pode pensar que não há risco porque existem aqueles fatores etiológicos que devem ser considerados”, disse.

O especialista defende que, dependendo da faixa etária, os pais devem usar as funcionalidades do celular para limitar o tempo de uso com jogos. “Antes dos 12 anos, é fundamental que possam usar aplicativos de bloqueio por tempo, como o family link, utilizar controles parentais de conteúdos e sites, ter acesso ao celular usado pelo filho sempre que necessário. Nas escolas, os educadores devem entender que vivemos uma nova dinâmica e o uso de telas, que pode ser uma forma de melhorar o estudo e o aprendizado, também pode ser um modo de adoecimento que está se tornando muito frequente. A terapêutica na escola tende a ser ‘usou o celular fora de hora, sai de sala’, mas o professor precisa atentar também para as motivações que levaram a pessoa a fazer o uso, se há padrões de comorbidade, se já se tornou dependência e fazer o encaminhamento.”

O Ministério da Saúde informou que desenvolve o Programa #Tamo Junto, que visa a prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas no ambiente escolar. Voltado para adolescentes na faixa etária de 11 a 14, o programa está sendo adaptado para prevenir também o uso excessivo de jogos eletrônicos. Conforme a pasta, estão sendo formados multiplicadores em todos os Estados e no Distrito Federal.

A partir da adesão dos municípios, o projeto é aplicado nas escolas. O programa conta com 12 aulas presenciais mais 4 aulas online, em um total de 20 horas/aula de abordagem sobre o uso de drogas, principalmente o álcool, além de orientações sobre uso de celular e outros meios eletrônicos. Os pais ou os responsáveis também participam de três oficinas.

É difícil perceber que o adolescente está viciado em videogame, mas os pais podem perceber sinais. “É preciso observar se ele está deixando de procurar outras atividades para ficar mais e mais no celular. Se ele fica triste, irritado ou mal emocionalmente quando você pede para ele se afastar do celular. Se começa a perder qualidade no desempenho de outras tarefas, como trabalhos de escola, ou um hobby que ele tinha”, diz a psicóloga Luiza Brandão, pesquisadora da USP. “O que precisamos ficar atentos é para esse balanço jogo-vida, e quanto mais esse balanço estiver pendendo para o jogo, mais há motivo de ficar em alerta.”

Nesse caso, a abordagem dos pais requer cuidados, segundo ela. “De maneira geral, o que vejo no consultório é que as abordagens costumam gerar bastante reações e podem inclusive intensificar os conflitos familiares. Se o filho ou filha já está passando por um processo psicológico com suporte profissional, essa situação deve ser dividida com esse profissional para que ele faça uma abordagem individualizada. De maneira geral, evitar abordagens que sejam violentas, totalitárias, pautadas em discussões acaloradas. Devemos lembrar que um dos motivos que levam esses jovens para os jogos no celular, como indicou a pesquisa, é para aliviar problemas da vida real. Quanto mais a vida familiar for aversiva, há uma tendência de que esses jovens vão para o jogo”, alertou.

Segundo ela, uma vida familiar harmoniosa tende a ser mais protetiva para o adolescente. “Começar a sinalizar para o adolescente que ele está ficando mais horas nos jogos, deixando de dormir, acordando cansado por ter passado a noite jogando. Geralmente os jovens tendem a não concordar que estão passando por um momento difícil com o jogo, acham que os pais estão exagerando. Os amigos com quem jogam tendem a jogar muito também, então eles ficam sem parâmetro, por isso, se há percepção de um quadro mais grave, a ajuda de um profissional de saúde mental torna-se necessária.”

Luiza sugere que os pais façam combinados com os filhos sobre o uso de eletrônicos e, também, respeitem esses compromissos. “Eles podem estabelecer determinados horários para os jogos, até usando os controles parentais (gerenciamento de tempo) dos próprios videogames, que ajudam a colocar limite nas horas de uso. Tentar fazer com que haja um balanço maior com outras atividades da vida. É importante que haja comunicação, conversa, para que os jovens entendam o que está sendo feito, embora possam não concordar, mas percebam que os pais estão tentando ajudar em algo que ele não consegue resolver sozinho, mas que não seja uma coisa só impositiva.”

Estadão Conteúdo

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‘Hulk brasileiro’ injetava óleo mineral para ficar com músculos enormes; entenda

01 de agosto de 2022, 15:36

Foto: Reprodução

Synthol, óleo mineral usado por Valdir Segato, conhecido como o “Hulk brasileiro”, para ficar com os músculos inchados é uma substância comercializada clandestinamente no Brasil e não possui uso médico. Quando injetado no corpo, pode causar problemas graves de saúde e, até mesmo, chegar a ser fatal.

Valdir morreu na última terça-feira, 26, após passar mal em casa, na cidade de Ribeirão Preto (SP). No dia, ele estava fazendo 55 anos. O homem chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu. A causa da morte não foi revelada e não é possível afirmar qualquer relação com o Synthol.

A revelação do uso de Synthol para hipertrofiar os músculos e ficar com a aparência que lhe rendeu o apelido foi feita em 2016, durante uma entrevista ao jornal britânico Daily Mail. Ele chegou a dizer que sabia dos perigos do uso do óleo mineral, mas que continuava usando o produto. O objetivo dele era aumentar os bíceps até alcançar 68 centímetros de diâmetro

Óleos para crescimento localizado

Synthol é composto por óleo mineral, álcool benzílico e lidocaína, que tem efeito anestésico. Andressa Heimbecher, endocrinologista membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), explica como a substância age no organismo e quais são os riscos.

“Injetado intramuscular, o óleo se espalha entre as fibras musculares e inflama, o que causa o crescimento do músculo. Imagino que seja uma inflamação dolorosa, como uma injeção de benzetacil”, explica a endocrinologista.

Conforme Heimbecher, a substância não é regulamentada e, por isso, é também difícil encontrar na literatura médica evidências científicas confiáveis sobre ela. No entanto, há informações sobre como o Synthol e outras duas substâncias, esiclene e ADE, fazem parte de um grupo chamado de óleos para crescimento localizado.

O uso desses óleos foi difundido por bodybuilders, que os usavam para corrigir pequenas assimetrias nos músculos. “Então, algumas pessoas passaram a usar grandes quantidades desses óleos para gerar inflamação nos músculos e gerar um crescimento sem necessidade de exercícios”, relata a especialista.

Risco de morte

Com a recorrente inflamação dos músculos, os riscos são graves. “Pode causar a morte por vários motivos (…), como derrame, embolia pulmonar e infarto. Potencialmente, é muito grave”, alerta. Esses riscos surgem quando a susbtância cai na corrente sanguínea e passa a ser combatida pelo sistema imunológico da pessoa. “Há, também, risco de deflagrar uma doença autoimune pelo processo de inflamação provocado constantemente nos músculos”, completa a especialista.

Mesmo com tantos riscos, os óleos seguem sendo injetados nos músculos de pessoas que desejam a hipertrofia desenfreada dos músculos. Essas substâncias são comercializadas clandestinamente. 

Redação Terra

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Programa Mais Você exibe macaco ao abordar racismo contra filhos de Gagliasso e Ewbank

01 de agosto de 2022, 15:23

Foto: Reprodução

O programa Mais Você exibido na manhã desta segunda-feira (1º) pela Globo mostrou um vídeo com um macaco ao tratar do caso de racismo sofrido por Titi e Bless, filhos dos atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, numa praia em Portugal.

Ao chamar um vídeo sobre o caso, repercutindo a entrevista dada pelo casal ao Fantástico deste domingo (31), a apresentadora Ana Maria Braga se mostrou surpresa com o vídeo, que trataria de outra reportagem, sobre um macaco bugio-preto criado em cativeiro na cidade de Barreiras, na Bahia. A espécie corre risco de extinção no estado.

No Twitter, o momento repercutiu e houve quem especulasse que seria um caso de demissão por justa causa.

“Entrou um VT errado aí, a gente vai corrigir. É o VT da Giovanna, que fala da situação que ela passou”, disse Ana Maria Braga, com ar de reprovação.

Momentos depois, a apresentadora acrescentou “sabe que eu fico tão atrapalhada com esse tipo de comportamento que a gente vê em certas pessoas e que é tão comum”. “O que a Giovanna falou, falou certo. Se fosse uma mãe preta, ela poderia ser tachada de louca. Então, parabéns, Giovanna, por sua reação. Você pôs a boca no trombone pelos seus filhos e por todas as pessoas pretas que sofrem discriminação. E é assim que tem que ser.”

Procurada, a TV Globo não se manifestou sobre o ocorrido até a publicação desta reportagem.

Folhapress

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