Lista Principal

Território de Identidade Piemonte da Diamantina recebe R$ 135 milhões em investimentos do Governo do Estado

29 de junho de 2022, 11:45

Foto: Ascom/SDR

As ações do Governo do Estado voltadas para a agricultura familiar dos municípios que compõem o território de identidade Piemonte da Diamantina somam cerca de R$135 milhões em investimentos. Os resultados alcançados foram apresentados em mais uma edição da Caravana Parceria Mais Forte – Juntos para Alimentar a Bahia, realizada no município de Jacobina, nesta terça-feira (28), com a presença de mais de 230 pessoas, entre agricultores, autoridades, associações comunitárias, entidades e representantes da sociedade civil.   

Os recursos, viabilizados por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), foram aplicados em políticas públicas de desenvolvimento rural para acesso à água, assistência técnica e extensão rural (Ater), regularização fundiária, investimentos em sistemas produtivos estratégicos, certificação de produtos, implantação de agroindústrias, reformas de cozinhas comunitárias, mercados municipais e na construção de habitações rurais. 

O gestor da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), Lanns Almeida, falou do processo de escuta e troca com as comunidades rurais para a aplicação desses investimentos. “O principal legado precisa ser refletido na dignidade alcançada pela mulher e pelo homem do campo. Por isso o primeiro processo é o da inclusão, depois o da transformação e por fim o da garantia da dignidade de vida”. 

A vice-presidente da Cooperativa Agropecuária da Rede de Mulheres e Jovens da Agricultura Familiar do Semiárido (COOMAFES), Daiana Santana, formada pelos 25 grupos produtivos de mulheres e jovens da Rede Semiárido Forte, apoiada pelo projeto Pró-Semiarido, falou da revolução vivenciada por esses coletivos, a partir da comercialização de produtos derivados da agricultura familiar.  “Eu nunca imaginei que um investimento desse ia chegar para nós. A gente estava abandonada. Hoje nós adquirimos conhecimento, autonomia, melhoramos a nossa renda e a expectativa com a cooperativa é nos profissionalizar e chegar muito longe”. 

Mais de R$ 2 milhões foram destinados aos grupos produtivos de mulheres e jovens no Piemonte da Diamantina para a reforma e construção de cozinhas comunitárias, aquisição de equipamentos, fardamentos, barracas para comercialização, capacitações e oficinas.  

Desenvolvimento Territorial – A estratégia adotada pelo Governo do Estado para realizar os investimentos a partir da perspectiva territorial foi assinalada pelo coordenador do Colegiado de Desenvolvimento Territorial (CODETER), Paulo Sérgio Gondim. “Essa possibilidade de estudar o território, de perceber a dimensão e identidade territorial, amplia a visão e permite a participação e a parceria para o processo decisório de aplicação dos recursos. Isso gera sustentabilidade, agrega os municípios em torno de suas potencialidades e, com isso, a política territorial alcança eficiência, e é o que temos visto hoje na Bahia”.  

Parceria – O secretário de Agricultura do município de Caém, Rafael Muricy, expôs a importância da SDR. “Enquanto equipamento preponderante para a permanência das políticas públicas voltadas à Agricultura Familiar, a implantação dessa secretaria mudou a realidade dos nossos municípios e precisamos lutar pelo seu fortalecimento”. 

Assessoria de Comunicação SDR/CAR 

Leia mais...

Água não é tudo igual: quais as diferenças? Tem uma mais saudável?

29 de junho de 2022, 09:21

Foto: Reprodução

Por mais que pareçam iguais, quatro copos de água podem ser completamente diferentes. Mesmo que não aparentem, as diferenças estruturais são enormes e você pode estar bebendo uma água que não é 

Água da Torneira

Prós – econômica e prática

Contras – Contém substâncias químicas nocivas como metais pesados e cloro.

A água mais comum nas casas dos brasileiros, embora seja potável, precisa de um tratamento extra para que fique 100% adequada, principalmente para a retirada do cloro, que é necessário mas precisa ser eliminado antes do consumo.

Água engarrafada

Prós – Uma quantidade maior de elementos benéficos

Contras – Contaminação pelo plástico, poluição, acidez.

Esta versão é a primeira opção para quem quer uma água mais “saudável”, mas podemos nos enganar. A água engarrafada, embora não possua cloro, é passível de ser contaminada pelo mau armazenamento e pelo BPA (substância tóxica presente no plástico que pode passar para o líquido). Além disso, pode ser muito ácida, quase tão ácida quanto um refrigerante. Ou seja, é melhor que a água da torneira, mas nem de longe é ideal.

Água filtrada

Prós – Um adicional de tratamento para a água da torneira

Contras – Acidez, baixa eficiência no tratamento da água, não enriquece a água com elementos benéficos.

Os filtros comuns são uma ótima forma de reduzir os problemas causados por metais pesados, cloros e algumas bactérias, entretanto alguns não atendem os padrões necessários para se considerar a água completamente perfeita para nós.

Eles podem acabar retirando, inclusive, os elementos benéficos da água e isso é terrível. Um filtro ideal retira tudo que há de ruim na água de entrada, mas além de manter o que há de bom a enriquece com outros ingredientes. Um filtro perfeito só produz a água perfeita e é dela que vamos falar a seguir.

Água alcalina ionizada

Prós – Simplesmente a melhor água do mundo, antioxidante, rica em minerais, leve, pura, alcalina e ionizada, melhor custo-benefício a longo prazo.

1 – PURA Ausência de contaminantes como bactérias, vírus, cloro, metais pesados, matéria orgânica, bisfenol A, dioxinas e xenoestrógenos. 

2 – ALCALINA O pH superior a 8.8 facilita milhares de funções metabólicas, combate a hiperacidez corporal e reduz as toxinas comumente associadas a doenças degenerativas. 

3 – ANTIOXIDANTE Água reduzida potencialmente diminui os danos causados pelo excesso de radicais livres, ajudando a combater o envelhecimento celular. 

4 – HIDRATANTE Água alcalina ionizada, devido à baixa tensão superficial, hidrata mais e contribui para a melhoria das funções orgânicas. 

5 – RICA EM MAGNÉSIO Água rica em minerais ajuda a controlar a saúde do corpo e um dos mais importantes é o magnésio, considerado o mineral da vida.

6 – PRAL NEGATIVO A principal característica para a água ser perfeita. O PRAL garante que a alcalinidade da água vai se manter até ser absorvido pelo corpo, é ele quem garante todas as outras boas características.

Essas 6 características são a garantia de que a Água Alcalina Ionizada é simplesmente a melhor água para seu corpo.

Leia mais...

Homem se revolta com excesso de maionese em lanche e mata funcionária de Subway

29 de junho de 2022, 08:44

Foto: Reprodução

No domingo (26), um homem, de 36 anos, ficou revoltado porque o seu lanche veio com excesso de maionese e por isso atirou em duas funcionárias, 24 e 26, de uma lanchonete Subway, localizada na cidade de Atlanta (EUA). A trabalhadora mais velha morreu e a outra ficou ferida. As informações são do UOL.

Charles Hampton, vice-chefe da polícia de Atlanta, informou que o homem entrou na lanchonete e pediu um sanduíche. Ele não gostou do resultado do lanche e resolveu atirar contra as duas funcionárias.

Willie Glenn, um dos proprietários do estabelecimento, relatou em entrevista ao canal FOX 5 que o homem ficou com raiva porque havia “muita maionese em seu sanduíche”. Ele ainda ressaltou que as duas jovens eram ótimas funcionárias e estavam na lanchonete fazia um mês. “Todo mundo quer carregar uma arma. Todo mundo quer assustar alguém com uma arma. É assustador”, frisou ele.

As duas jovens foram socorridas e levadas para um hospital local. A mulher de 26 anos não resistiu aos ferimentos e morreu. Já a de 24 anos segue internada em estado grave.

O homem foi preso no domingo. A polícia informou que não pode fornecer mais detalhes sobre o caso porque a investigação ainda está em andamento.

Leia mais...

Prefeito de Caém destaca a festa de São Pedro que acontece nos próximos dias 1, 2 e 3 (Veja programação)

28 de junho de 2022, 15:15

Foto: Ascom/PMC

Com o objetivo de divulgar e, principalmente, convidar a população regional para curtir os festejos de um dos mais tradicionais São Pedro da Bahia, o ‘Arraiá do Papagaio’, o prefeito de Caém, Arnaldo Oliveira (Arnaldinho), esteve nessa terça-feira (28), participando de programas jornalísticos das rádios Jaraguar FM e Clube FM, ambas em Jacobina.

No início da manhã o chefe do Executivo de Caém foi recebido pelo radialista João Batista Ferreira, o âncora do programa Levante a voz da Jaraguar FM, e ao meio dia foi entrevistado por Maurício Dias no Jornal da Clube.

Arnaldinho falou de algumas novidades da festa deste ano, da programação, da organização, estrutura e da segurança; destacando medidas como a proibição de coolers e caixas de isopor no circuito do evento, assim como a entrada de bebidas em embalagens de vidro.

O prefeito destacou ainda, a valorização dos festejos realizados no interior do município, como o São João antecipado do distrito de Gonçalo (18/06) e a festa do povoado de Piabas, considerados como os maiores eventos juninos já realizados naquelas comunidades.

“Essa retomada das festividades juninas em nosso município é um compromisso da nossa gestão. Estamos buscando sempre realizar eventos que promovam a religiosidade, a cultura e a valorização dos artistas caenenses. Isso tem acontecido, e agora na nossa maior festa, o São Pedro, não seria diferente. Nos preocupamos também com o interior e neste ano realizamos os maiores festejos já realizados nas maiores comunidades do nosso município, o distrito de Gonçalo e o povoado de Piabas”, salientou.

Além dos artistas locais e regionais, estarão presentes no São Pedro de Caém, artistas de renome nacional como Alcimar Monteiro, Batista Lima, Targino Godim e Capitão do Reino.

Leia mais...

Câmara de Caém emite nota sobre a acusação de agressão contra o vereador Jó de Mô

28 de junho de 2022, 11:04

Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Caém enviou emitiu uma nota oficial à respeito do ocorrido com o vereador Joelson Silva Santos, conhecido como Jo de Mô (PSD), que está sendo acusado pela sua ex-esposa de agresão física.

Conforme Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Territorial de Jacobina o fato aconteceu na madrugada do dia 25, na comunidade de Piabass e a vítima teria sido agredida com socos e chutes.

Conforme relatos de moradores, logo após as agressões, Jó de Mô participou das festividades do São João que acontecia na comunidade como se nada tivesse acontecido.

Na Nota Oficial, a Câmara de Vereadores diz que repudia qualquer agressão praticada contra mulheres e que o Legislativo se compromete em investigar o ocorrido embasado pelo Códido de Ética e Decoro Parlamentar.

Segue abaixo a nota enviada para os meios de comunicação:

Leia mais...

Festas Juninas marcam o encerramento do 1º semestre na rede municipal de ensino de Caém

27 de junho de 2022, 14:53

Foto: Ascom/PMC

Alunos e profissionais da educação da rede municipal de ensino de Caém encerram o primeiro semestre do ano com muita alegria e animação. Fazendo jus ao período junino as festas realizadas em todas as unidades escolares da sede do interior contaram com comidas típicas, quadrilha, quebra pote, fogueira de ramo, casamento caipira, brincadeiras e, principalmente, muito forró.

O secretário Municipal de Educação, Ronaldo Alves, destaca a importância do que chama de ‘confraternização junina’ para os profissionais da educação, o alunado e seus familiares. “Além de manter viva a tradição e a identidade do nosso povo, as atividades juninas preservam a cultura , contribui com a formação dos educandos e proporciona muita alegria para a comunidade escolar e as famílias”, ressaltou.

Considerada uma das maiores manifestações da cultura popular nordestina, os festejos juninos transformam os municípios do Nordeste, neste período do ano, num grande arraial. Por esta razão, a festa junina é bastante explorada no universo educacional, destacando-se como um importante objeto de estudo e conhecimento da cultura regional.

Para o cumprimento dos 200 dias letivos, algumas escolas na Bahia seguem calendários específicos direcionados a realidade local. Em Caém, o recesso que iniciou no dia 24 de junho vai até o próximo dia 4 de julho.

Leia mais...

Jiboia desaparecida é achada no apartamento da dona: ‘Desculpa pelo caos’

27 de junho de 2022, 14:20

Foto: Reprodução/Instagram

A jovem Bruna Magalhães afirmou que a jiboia de estimação dela foi encontrada dentro do fogão do apartamento na domingo (26). A cobra estava desaparecida desde terça-feira (21) quando conseguiu escapar do terrário.

“O Sylas foi encontrado ontem a noite, dentro do fogão, eu havia olhado anteriormente, mas acredito que ele estava numa posição que não dava para ver”, afirmou Bruna.

“Peço desculpas pelo ‘caos’ gerado pelos arredores, mas como disse, eu revirei aqui de ponta cabeça e como a janela do quarto estava aberta, decidi alertar a vizinhança que ele poderia ter ido a algum lugar fora daqui, eu estava desesperada e preocupada com o que poderiam fazer com ele a solta por aí sem saberem que é um pet”, escreveu a dona do animal nas redes sociais.

Jiboia desaparecida é achada no apartamento da dona em SP: ‘Desculpa pelo caos’

De acordo com Bruna, ela verificou imagens da câmera de segurança do prédio e percebeu que a cobra não havia saído do apartamento. Ainda segundo a jovem, Sylas conseguiu escapar por um “pequena brecha na fiação”. Nas redes sociais, a dona da cobra afirmou que fez uma vedação no local.

“Agradeço de coração a todos que torceram e peço desculpas se causei pânico por aí! Estou aliviada de tê-lo recuperado e de que ele está ótimo, como se nada tivesse acontecido”, concluiu a jovem.

Leia mais...

Dengue tem alta de mortes de 130% nos seis primeiros meses do ano

27 de junho de 2022, 13:41

Foto: Reprodução

No primeiro semestre de 2022, o Brasil já registrou mais que o dobro de mortes causadas pela dengue em todo o ano passado. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde na sexta-feira (24).

Segundo a pasta, foram registrados 585 óbitos de janeiro a 20 de junho de 2022, no ano anterior tinham sido registrados 246 óbitos nos 12 meses, um aumento de mais de 130%. A doença é transmitida pela picada do Aedes aegypti.

São Paulo é o primeiro em número de mortes, com 200 óbitos. O estado já registrou 225 mil casos de dengue este ano.

O segundo Estado com maior número de mortes, é o de Santa Catarina, que teve 66 casos registrados. Quando as regiões são analisadas, a Centro-Oeste tem a maior ocorrência de casos, com 1585 casos por 100 mil habitantes, seguido por Sul, com 968,4 casos por 100 mil habitantes.

De acordo com o InfoDengue, sistema de monitoramento da Fiocruz, a cidade de Araraquara já registrou 17 mortes por dengue este ano e a cidade está em alerta vermelho. A prefeitura da cidade criou um centro de atendimento exclusivo para essa doença no Hospital de Campanha.

Muitos agentes da educação do Controle de Vetores e da Vigilância em Saúde estão realizando diversas ações educativas em escolas públicas e privadas, com palestras e exposições sobre a dengue.

Rede TV

Leia mais...

‘Temos alunos com sofrimento psíquico em todas as salas’

27 de junho de 2022, 10:09

Foto: Reprodução

Sabíamos, ou imaginávamos, que o isolamento social prolongado deixaria marcas em todos nós. Quais, não tínhamos ideia. Cientistas, neurologistas e psiquiatras se encarregaram de olhar com afinco para as sequelas que a pandemia provocou no sistema emocional do ser humano. Institutos e Fundações estiveram à frente de estudos e levantaram dados que foram importantíssimos para dimensionarmos o que, até então, era percepção.

Passados 27 meses, temos números e pesquisas suficientes que provam e evidenciam o quanto a educação brasileira e a saúde mental de crianças e adolescentes vivem à beira do abismo neste país. A frase não é força de expressão, é fato.

Um mapeamento feito pela Secretária da Educação do Estado e Instituto Ayrton Senna, revelou que 70% dos estudantes avaliados em contexto de pandemia relataram sintomas de depressão e ansiedade. Do grupo, um a cada três, afirmou ter dificuldades para conseguir se concentrar na proposta da sala de aula, outros 18,8% relataram se sentir totalmente esgotados e sob pressão, enquanto 18,1% disseram perder o sono por conta das preocupações e 13,6% afirmaram a perda da confiança em si.

Estudos realizados pelo Conselho Nacional da Juventude, em maio de 2021, mostraram que 54% dos adolescentes passaram a sentir ansiedade, 56% utilizaram as redes sociais de forma exagerada e 48% reclamaram de exaustão e cansaço constante.

Os números são expressivos e o dia a dia dentro das escolas, infelizmente, é a melhor amostra para justificá-los. Ao longo deste primeiro semestre letivo, professores e orientadores educacionais de escolas privadas e públicas se depararam com mudanças comportamentais expressivas entre alunos e a necessidade da busca por recursos e cuidados tornou-se primordial.

Professores acreditam que os diferentes comportamentos apresentados pelos alunos têm explicação e são absolutamente compreensivos dado o contexto pandemia. Crianças e adolescentes passaram uma fase importante da construção das suas relações sociais, e da própria identidade, onde todo universo possível se reduziu a uma tela e as quatro paredes de casa. Impossível tal recolhimento, chamado por especialistas de atrofia social, não os colocar diante das próprias vulnerabilidades.

Edneia Letícia Marguti, professora de educação infantil na EMEI Guilherme Rudge, conta que junto do comportamento eufórico de crianças entre 4 e 6 anos ao retornar ao ambiente escolar e reencontrar colegas, percebeu que algumas trouxeram traumas consigo. “Há aquelas que chegaram aqui e só conseguiam falar: ‘água’. Só isso, sabe? Percebemos que elas chegaram não sabendo nada ou quase nada sobre o lugar escola”, diz a educadora.

“Identificamos também uma maior dificuldade de concentração. Eles estão muito inquietos e não prestam atenção no que a gente fala. Sentimos que algumas crianças estão mais egoístas e sentem dificuldade de compartilhar os brinquedos com os amigos,” analisa Ednéia.

Fernando Pimentel, coordenador do 7º, 8º e 9º ano do colégio Oswald de Andrade, concorda com o ponto de vista. Para ele, o desejo pessoal se tornou um imperativo mais urgente, o que dificulta a construção de um ambiente propício às aprendizagens escolares. “Além disso, os alunos do Ensino Fundamental 2 estão numa fase da vida em que o contato com os pares é imprescindível. Parecem estar com uma demanda represada para este contato, o que deixa as conversas paralelas mais frequentes em sala de aula”, avalia.

Para ele, essa geração também foi privada do acesso aos contextos culturais que são combustíveis em sala de aula e que, apesar de ter pleno acesso à informação, não sabe o que fazer diante de tantas informações. “O que vemos neste sentido é uma certa passividade, como se esperassem que alguém resolva os impasses típicos da aprendizagem, antes mesmo de dedicarem esforços à resolução dos mesmos”, conta.

Crianças e adolescentes voltaram sim mais passivos ao ambiente escolar. Em sua grande maioria, aguardam pelos comandos, não sabem muito como agir quando eles não são dados pelos professores e perderam parte importante do repertório cultural e social que era material de trabalho em sala de aula.

Antes da pandemia, os alunos chegavam em sala de aula já com hipóteses e conhecimento prévio sobre determinados assuntos. Isso porque existia troca e diálogo dentro de casa, muitas vezes era algo que o irmão mais velho já tinha aprendido e comentava, além da existência da vida social. Idas a parques, exposições, clube, cinemas e shoppings eram programas que contribuíam para tal.

Voltar a conviver neste espaço coletivo que é a escola tem sido bastante desafiador. Mariana Doneaux, orientadora educacional do 6o e 7o ano, do Colégio Equipe, diz que ainda estão em processo de retomada das relações de confiança. “Ninguém saiu ileso da pandemia, muita coisa mudou. Esses jovens passaram dois anos com suas referências estacionadas. A gente percebe que muitas crianças sofrem com a falta de interação e de aprendizado com o outro. Uma criança uma vez me falou que sentia falta de olhar para o colega do lado e ver a reação da cara dele com dúvida de alguma matéria, só pra sentir que era a mesma dúvida dela”, exemplifica.

Algo que parece muito simples, mas que é fundamental para a constituição seja da criança, seja do adolescente. Se reconhecer entre pares e poder validar os sentimentos são razões pelas quais as relações sociais são basais em ambas as fases, ainda que cada uma tenha suas particularidades.

Agora é preciso reaprender a socializar e se apresentar diante dos colegas. Daniel Helene, coordenador dos Anos Finais do Fundamental, na Escola Vera Cruz, conta que junto com a alegria da volta, veio também a sensação de falta de privacidade, já que durante as aulas tinha quem pudesse fechar as câmeras, quando não quisesse ser visto, o que na visão dele, é uma atitude comum do adolescente. “Quando você está no presencial, não tem como fechar a câmera, né? Você não controla mais o olhar que o outro pode depositar sobre você. Ou pelo menos não há mais a ilusão de que você controla isso. E dessa maneira pode ficar insuportável para eles”, argumenta.

O coordenador conta que antes da pandemia, os conflitos existiam, mas hoje são mais frequentes. “A enfermaria da escola vive cheia. São problemas de convivência, pequenos conflitos entre eles e às vezes brigas mais sérias. Na verdade, não é só difícil para os alunos, mas acho que para todos da escola e toda a sociedade, que faz com que o nosso conviver também não seja exatamente fácil”, avalia Daniel.

Maria Aparecida Aguiar Correia da Rocha, diretora da EE Professora Maud Sá de Miranda Monteiro, diz a escola entende que esse processo de acolhimento acontece de modo individual e que não existem regras e por isso contam com a ajuda do Psicologia Viva, programa oferecido pelo Governo do Estado que contribui com profissionais que fazem palestras, trabalhos de escuta com pequenos grupos, justamente para tentar amenizar as questões. E também com a professora Cida que é terapeuta ocupacional e procura trazer atividades diferentes aos alunos.

Com o suporte de materiais de circo e teatro, a professora Cida propõe atividades lúdicas e coletivas aos alunos na tentativa de trabalhar as emoções e os conflitos que têm aparecido na escola

Segundo a diretora, eles têm percebido também alunos com crises evidentes de ansiedade e depressão. “O mais estranho é que os estudantes que aparentemente estavam bem, começaram a ter gatilhos por causa dos colegas doentes. Quando a gente se dava conta, a maioria estava com algum problema”, conta ela que já tinha estruturado um planejamento prévio para acolher os estudantes com questões.

Para Dr. Guilherme Polanczyk, psiquiatra da infância e adolescência, coordenador do Núcleo de Pesquisa em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental da USP e Chefe da Unidade de Internação do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria, no Hospital das Clínicas, os efeitos negativos do pós-isolamento também se relacionam com a falta de estímulos para criar experiências que é a base de todo desenvolvimento deles. “As crianças, por exemplo, não desenvolveram habilidades cognitivas ou sociais e os adolescentes também não tiveram as experiências e relações sociais esperada. Agora é como se tivessem que viver tudo aquilo que não viveram de uma forma mais intensa, com mais dificuldade de controlar impulsos e emoções”, explica.

Ele também enfatiza que é necessário pensar nas diferentes faixas etárias e sobre suas tarefas de desenvolvimento e como esse contexto pode ter afetado, sobretudo os adolescentes, já que eles foram privados de suas tarefas de criar intimidade com outros adolescentes e de desenvolver a sua identidade, o que difere das crianças menores, por exemplo. “Há uma grande variabilidade do efeito da pandemia e, que depende muito da própria saúde mental dos pais, da estrutura da família e das dificuldades que esses jovens já tinham antes disso”, esclarece.

O RESGATE DA CONVIVÊNCIA

Diante das novas realidades que se apresentam, as instituições de ensino buscam desenvolver, e manter, ações em toda a rede. Antes do retorno, escolas públicas e privadas criaram planejamentos com estratégias pedagógicas para amenizar, acolher e intervir no sentido de coletivizar as questões que atravessam crianças e adolescentes, entendendo que o sofrimento não é uma questão individual, mas a consequência do momento histórico que o país inteiro viveu.

“A sociedade sofre com este retorno ao coletivo tão fragilizado pelo isolamento, mas também pelo modo como temos lidado com a política da vida cotidiana e pública de nosso país. Até a reorganização do grêmio estudantil se transformou em conteúdo de discussão dentro e fora das salas de aula, assim como as discussões sobre como ocupamos coletivamente os espaços da escola e da cidade olhando para o entorno”, conta Ana Cristina Bortoletto Dunker, diretora da escola Carandá.

Na visão do coordenador Fernando Pimentel, do Oswald de Andrade, é importante fazer investimentos intencionais para permitir àqueles que se distanciaram na escola remota, refaçam o vínculo com os demais, tendo em vista que esses jovens foram privados de contatos com os pares. “Hoje há alunos em situações de sofrimento psíquico em todas as séries do Ensino Fundamental 2. Por isso, a flexibilidade na lida com questões escolares, as diferentes formas de avaliação e de apresentação dos conteúdos são estratégias que nos parecem importantes para lidar alguns alunos neste momento”.

“Em nossa escola, contamos com aulas de Orientação Educacional e o Projeto de Vida, espaços privilegiados para discutirmos o processo dos grupos. Temos nos dedicado às reflexões em torno do respeito ao coletivo, das posturas que contribuem ou conflitam com a sala de aula, bem como do que é esperado deles enquanto estudantes. Percebemos que tais esforços são necessários”, avalia.

Por outro lado, Edneia Marguti, da escola pública de educação infantil Guilherme Rudge, vê com otimismo e esperança a recuperação das crianças mais novas. “Apesar delas terem perdido muito com a pandemia, têm uma facilidade muito grande de aprendizado. São muito rápidas, então acreditamos que vão conseguir muito em breve recuperar tanto as questões de aprendizado, como também sociais”.

As escolas também têm trabalhado com espaços de descompressão e relaxamento como clubes de leitura, músicas e atividades dentro de projetos sociais. “O Equipe tem a tradição de trabalhar projetos sociais, então, pensamos em retomar as atividades para os nossos estudantes passarem por uma formação com educadores do instituto e atuar em creches, EMEIs com atividades lúdicas e brincadeiras com crianças da educação infantil e do ensino fundamental I”, conta Mariana.

Viagens e exposições também fazem parte do programa de resgate do repertório cultural como também das conexões das relações sociais. Na escola Vera Cruz, por exemplo, Daniel conta que eles têm promovido visitas a museus, exposições e até viagens já aconteceram. “Recentemente, o sétimo ano foi ao Museu Afro Brasil e o oitavo foi ao Theatro Municipal para ver a exposição Contramemória. Sexto, sétimo e nono ano já viajaram. A gente tem um conjunto de atividades que são extraescolares, mas que podem viabilizar certa reposição desse repertório”, diz.

Movimentos como estes são formas, não apenas de repertoriar os alunos novamente, como também de cuidar das questões sociais e emocionais que eles trazem. Originar momentos de socialização, conversas, debates e atividades que buscam o exercício das relações sociais têm se mostrado fundamental.

Enquanto isso, a longo prazo, precisamos pensar em formas de prevenção e cuidados com a saúde mental dessas crianças e adolescentes. “É necessário uma reflexão mais ampla da sociedade para as questões que possam interferir no desenvolvimento de crianças e adolescentes, levando em conta o grande número de jovens com problemas e isso envolve escolas, famílias e Estado”, finaliza Polanczyk.

A pandemia expôs uma questão que já era viva e agora é preciso olhar com maior constância e gentileza. Sim, crianças e adolescentes precisam do olhar gentil do adulto. Porque o assunto não é passageiro, infelizmente.

Estadão

Leia mais...

Ex-esposa de vereador Jo de Mô de Caém registra BO por agressão física

27 de junho de 2022, 09:08

Foto: Reprodução

O vereador de Caém, Joelson Silva Santos, conhecido como Jo de Mô (PSD), está sendo acusado de agredir fisicamente a sua ex-esposa. O fato aconteceu na madrugada  último dia 25, durante os festejos juninos na comunidade de Piabas, onde o edil reside.

A vítima teria recebido socos e chutes. Informações dão conta que a Polícia Militar deu socorro à vítima e a encaminhado para a Delegacia Territorial de Jacobina, onde foi registrado um Boletim de Ocorrência (BO) e expedido uma guia para exame de corpo delito.

Moradores de Piabas disseram que o vereador Jô de Mô, que é representante do povoado, após o ocorrido participou da festa junina como se nada tivesse acontecido.

Jo de Mô tem um filho com a vítima.

“Até quando vamos testemunhar agressões e crimes contra mulheres e seus autores saindo impunes, por causa dos seus cargos ou influência social?”, questionou uma moradora que pediu para não ser identificada.

O Notícia Limpa não conseguiu contato com o acusado da agressão.

Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena – detenção, de três meses a um ano.

Leia mais...

Publicidade

VÍDEOS