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Escolas estaduais mobilizam estudantes para as avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb)
18 de outubro de 2023, 11:16

Foto: Amanda Chung
As escolas da rede estadual de ensino estão mobilizadas para a realização das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que serão realizadas a partir do dia 23 de outubro, em todo o país. A avaliação, que é feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), subsidiam no diagnóstico da Educação Básica brasileira e de fatores que podem interferir no desempenho do estudante, além de oferecer elementos para a formulação, a reformulação e o monitoramento das políticas públicas.
As avaliações são aplicadas em escolas públicas e privadas, localizadas em zonas urbanas e rurais, que possuam estudantes matriculados no 2º ano, no 5º ano e no 9º ano do Ensino Fundamental e na 3ª série e 4ª série do Ensino Médio e suas modalidades, como Educação Profissional e Tecnológica e, também, para turmas de creche ou pré-escola da etapa da Educação Infantil. As médias de desempenho dos estudantes, apuradas no Saeb, juntamente com as taxas de aprovação, reprovação e abandono, apuradas no Censo Escolar, compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A secretária da Educação do Estado, Adélia Pinheiro, destacou que o Estado desenvolve uma série de ações com foco na qualidade da educação. Ela citou, como exemplo, questões como o uso de plataformas digitais para recomposição da aprendizagem; a realização de aulões e simulados; a aplicação de provas de Língua Portuguesa e Matemática pelo Sistema de Avaliação Baiano de Educação (Sabe), realizadas de 2 a 27 de outubro, além da valorização da carreira do magistério público estadual.
Ela chama a atenção, no entanto, que um dos critérios para os indicadores do SAEB é a participação dos estudantes. “É muito importante o engajamento de todas as redes públicas de ensino para que possamos garantir a participação nas avaliações do Saeb. A taxa de participação é um critério para divulgação dos resultados das aplicações censitárias. Tenho certeza do compromisso e do engajamento das nossas escolas, dos dirigentes, educadores e, principalmente, dos nossos estudantes”, afirmou.
Ascom/SEC
Município de Caém decreta situação de emergência em razão da estiagem
17 de outubro de 2023, 16:15

Foto: Ascom/PMC
A estiagem que se abate sobre o município de Caém levou o prefeito Arnaldo Oliveira (Arnaldinho) a decretar situação de emergência. O Decreto nº 80, foi publicado nesta segunda-feira (16), no Diário Oficial do Município.
De acordo com o Decreto, está autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem sob a coordenação da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, nas ações de resposta ao desastre e minimização de seus efeitos. Também está autorizada a convocação de voluntários para reforçar as ações de resposta ao desastre e realização de campanhas de arrecadação de recursos junto à comunidade, com o objetivo de facilitar as açõcs de assistência à população afetada.
Conforme o prefeito Arnaldinho a media é motivada pela necessidade da realização de ações imediatas pois a falta de chuvas regulares nos útimos meses aumentou o déficit hídrico nas regiões do municipio, provocando a redução considerável da vazão de captação dos reservatórios de abastecimento de água para consumo humano e uso para atividades de cunho econômico e familiar
O gestor destaca que a insuficiência de chuva prejudica o desenvolvimento das pastagens e a reposição dos mananciais, comprometendo a pecuária de leite e de corte, a ovinocaprinocultura e o cultivo de hortaliças, mandioca e outras culturas agrícolas.
“Tanques e aguadas se encontram, em sua maioria, com níveis baixos ou secos. Além disso, as reservas destinadas ao abastecimento humano também estão se esgotando. Os danos provocados por essa severa estiagem vêm impactando diretamente a nomalidade da distribuição e abastecimento de água potável para as populações da sede e do interior do município, sem falar do comprometimento da normalidade do funcionamento de diversos equipamentos e estabelecimentos públicos que prestam serviços essenciais de caráter ininterrupto, como unidades básicas de saúde, escolas, creches entre outros”, informou o prefeito.
O prazo de vigência do Decreto será de 180 dias, podendo ser prorrogado.
Salvador vai sediar 19º Encontro de Pescadores e Aquicultores na Bahia e o 1º Fórum Nacional da Pesca e Aquicultura
17 de outubro de 2023, 11:32

Foto: Reprodução
Nos dias 10 e 11 novembro, vai acontecer em Salvador o 19º Encontro de Pescadores e Aquicultores na Bahia e o 1º Fórum Nacional da Pesca e Aquicultura. Com a estimativa de reunir cerca de 1,5 mil participantes de todo estado, entre pescadores, marisqueiras, empresários e representantes do poder público, os eventos serão sediados no Cerimonial Rainha Leonor (Pupileira), Centro, com o objetivo de debater os principais problemas do setor, bem como soluções e políticas para o seu desenvolvimento.
Devido à riqueza de suas águas, litorâneas e interiores, a Bahia tem potencial para ser a maior produtora de pescado do Brasil, tanto da pesca de captura quanto da aquicultura, que é cultivo desses organismos, geralmente em espaço confinado e controlado. A diversidade também é grande para a produção de peixes, crustáceos e moluscos. Na aquicultura, o destaque é a produção de tilápia, que responde por uma parcela significativa do pescado na Bahia.
Segundo o presidente da Federação Baiana dos Trabalhadores de Pesca e da Aquicultura (Febape), Antônio Carlos Teixeira, conhecido como Carlinhos da Pesca, apesar de possuir a maior faixa litorânea do Brasil – cerca de 14% de toda costa Brasileira – e também possuir a maior extensão ribeirinha no Rio São Francisco – mais de mil quilômetros –, além de grandes açudes e barragens, e de ser a maior consumidora de pescado no Brasil, a Bahia importa mais de 80% do pescado que consome.
“Precisamos de novas políticas públicas de ordenamento e incentivo da atividade, acesso a linhas de créditos compatíveis com a atividade, programas de capacitação para os pescadores, requalificação da nossa frota pesqueira. São alguns pontos que julgamos necessários para desenvolver a atividade e possibilitar uma melhoria da qualidade de vida da categoria”, explica Carlinhos.
As inscrições devem ser feitas nas colônias, associações e sindicatos de pescadores de aquicultores espalhados por toda Bahia. Os eventos vão contar ainda com a participação de delegações de outros estados.
O 19º Encontro de Pescadores e Aquicultores na Bahia e o 1º Fórum Nacional da Pesca e Aquicultura são uma realização da Febape em parceria com da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Instituto de Desenvolvimento Social e Tecnológico da Pesca e da Aquicultura (Idespa), Bahia Pesca e Prefeitura de Itaparica.
SERVIÇO
19º ENCONTRO DE PESCADORES E AQUICULTORES NA BAHIA E O 1º FÓRUM NACIONAL DA PESCA E AQUICULTURA
DATA: 10 E 11 DE NOVEMBRO
LOCAL: CERIMONIAL RAINHA LEONOR (PUPILEIRA), AV. JOANA ANGÉLICA, NAZARÉ, SALVADOR-BA
INSCRIÇÕES: COLÔNIAS, ASSOCIAÇÕES E SINDICATOS DE PESCADORES E AQUICULTORES
Secom/Ba.
14ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária abre inscrições para organizações produtivas
17 de outubro de 2023, 09:11

Foto: Divulgação
As inscrições para a participação de organizações produtivas baianas na 14ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que acontecerá no período de 13 a 17 de dezembro de 2023, no Parque Costa Azul, em Salvador, estão abertas a partir de hoje (16/10) até o dia 16/11/2023.
Podem se inscrever no edital, que está disponível nos sites www.car.ba.gov.br e www.sdr.ba.gov.br, entidades proponentes que representarão um conjunto de empreendimentos coletivos ou individuais, pertencentes a agricultores familiares, assentados de programas de reforma agrária, povos e comunidades tradicionais e economia solidária, presentes nos 27 territórios de identidade do estado da Bahia.
A Feira tem como objetivo reunir, de forma qualificada, os resultados da agricultura familiar e economia solidária baiana, proporcionados, principalmente, pelos investimentos realizados pelo Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), destinados ao desenvolvimento sustentável e à produção de alimentos saudáveis nos diversos sistemas produtivos.
O evento, realizado há 14 anos consecutivos e ininterruptos, contribui para a apresentação e promoção de alimentos saudáveis e demais produtos originários da agricultura familiar, de assentamentos da reforma agrária, e de povos e comunidades tradicionais e economia solidária de todo o estado.
Sobre a 14ª Feira
A 14ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária é um evento realizado pela SDR, por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com a União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (Unicafes-BA) e a Federação das Cooperativas da Agricultura Familiar do Estado da Bahia (Federação Unicafes-BA).
Novidades
Nesta edição, a Feira, que tradicionalmente traz os produtos dos 27 territórios de identidade da Bahia, chega ainda maior e com espaços inéditos, como a TENDA BRASIL, realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), onde serão comercializados produtos de 32 empreendimentos da agricultura familiar, de diversas regiões do país. Pela primeira vez, a Feira contará também com a TENDA ECONOMIA SOLIDÁRIA e a 1ª FEIRA AGROECOLÓGICA DA BAHIA.
Link do Edital: https://bit.ly/3ZZ9rn1

Ascom/SDR
Doença transmitida por gatos está descontrolada, diz pesquisador
16 de outubro de 2023, 16:35

Foto: Reprodução
A esporotricose -micose que provoca lesões na pele- causada pelo fungo Sporothrix brasiliensis avança em alguns estados do Brasil. A doença, classificada como zoonose, segue descontrolada.
O alerta é do infectologista Flávio Telles, coordenador do Comitê de Micologia da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná. Segundo ele, já há casos na Argentina, no Paraguai, no Uruguai e no Chile.
A transmissão da esporotricose ocorre entre gatos e deles para cães e seres humanos através de mordidas, arranhões e do contato com as lesões dos infectados. Os bichanos carregam o fungo nas garras, na saliva e no sangue.
A outra via é o fungo Sporothrix schenckii, mas em menor escala, e está diminuindo no país. O schenkii pode ser encontrado em plantas, palhas, fragmentos de vegetais e fibras. As vítimas desse tipo de fungo são agricultores e demais trabalhadores rurais.
“Atualmente, no Brasil, 90% é pelo brasiliensis, a transmissão felina. Cachorros e humanos não transmitem; só gatos”, reforça Telles.
O especialista falou sobre o assunto no 23º Congresso Brasileiro de Infectologia, realizado em Salvador.
O aumento das ocorrências no país também foi mencionado na nota técnica do Ministério da Saúde, de 2023, que se refere à doença como “um grave problema de saúde pública”.
Apesar de reconhecer a gravidade, pelo fato de a esporotricose não ser de notificação compulsória o órgão não sabe quais estados produzem as estatísticas de casos e mortes e só fornece tratamento a seres humanos -o SUS disponibiliza o medicamento itraconazol e formulações lipídicas de anfotericina B-, segundo a assessoria de imprensa.
Por outro lado, o ministério orienta que todo caso suspeito ou confirmado em gatos ou cães deve ser informado à vigilância local e investigado.
Telles integra um grupo no Ministério da Saúde que estuda doenças fúngicas. Ele e outros pesquisadores trabalham para que a esporotricose seja de notificação compulsória em todo o país.
Atualmente, alguns estados fazem a notificação. De acordo com Flávio Telles, é o caso de Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo.
A reportagem pediu aos estados citados os números da doença, de 1º de janeiro a 20 de setembro de 2022 e 2023. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraíba notificam apenas a esporotricose humana.
Minas registrou 524 casos em 2022 e 517 neste ano; Paraíba, 237 ocorrências em 2022 e 431 em 2023 (uma morte em cada ano); no Rio foram 1.517 casos em 2022 (uma morte) e 760 em 2023.
Goiás afirmou que não houve casos em 2022 e 2023 -ao menos até 1º de outubro. A Bahia contabilizou 402 casos de esporotricose humana e 930 da felina em 2022 e 492 da humana e 770 da felina em 2023. Lá, os municípios têm autonomia para instituir políticas públicas relativas ao controle da esporotricose animal, visto que não há previsão para tratamento animal fornecido pelo Ministério da Saúde.
No Paraná, o ano passado registrou 181 casos em seres humanos e 1.061 em animais; em 2023, 434 pessoas e 2.453 animais adoeceram. O estado é um dos poucos locais que fornece medicação para cães, gatos e seres humanos.
No caso de São Paulo, não há certeza em relação à quantidade de municípios que registram os casos e óbitos da doença. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Saúde disse, por telefone, que o “agravo não é de interesse estadual e por isso a área técnica não acompanha”. Amazonas, Pernambuco e Rio Grande do Norte não responderam até a publicação deste texto.
Para Adriano Massuda, médico sanitarista e professor da FGV, a falta de notificação compulsória atrapalha no controle da doença. “A notificação é essencial para estabelecer o sistema de vigilância epidemiológica e, a partir da informação, tomar medidas de saúde pública para contenção da doença”, afirma.
“No âmbito da vigilância em saúde, existem os centro de controle de zoonoses. É fundamental o fortalecimento deles e que tomem as medidas adequadas para contenção das doenças transmitidas por animais. Além disso, as medidas de prevenção de doenças incluem educação da população no manejo dos animais”, reforça Massuda.
NA CAPITAL PAULISTA, ANIMAIS INFECTADOS CRESCERAM 40,3% EM 1 ANO
De 1º de janeiro a 20 de setembro de 2023, a cidade de São Paulo registrou 2.459 cães e gatos com esporotricose. Destes, 271 morreram. No mesmo período do ano passado, houve 1.753 animais, com 427 mortes.
Em humanos, foram 405 casos até o final de setembro deste ano e 388 no mesmo período de 2022, sem mortes.
A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo fornece o antifúngico Itraconazol gratuitamente às pessoas e aos animais, inclusive comunitários.
ESPOROTRICOSE PODE SER FATAL EM FELINOS
Ferida na pele é a principal queixa que o tutor leva ao veterinário, de acordo com Ana Claudia Balda, diretora da Faculdade de Veterinária da FMU.
“É uma ferida profunda, com bastante crosta, que sangra e não cicatriza. Quanto mais rápido o animal for levado ao veterinário, maior será a chance de sucesso do tratamento”, explica a médica.
O diagnóstico é feito com base na citologia, cultura micológica e alguns exames moleculares.
No início da manifestação clínica, as lesões de esporotricose podem ser confundidas com qualquer outro ferimento, comuns em gatos e geralmente provocados por brigas.
O Sporothrix brasiliensis se espalha com maior facilidade e pode causar quadros infecciosos mais severos. O fungo pode invadir o sistema linfático, afetar os olhos e as vias respiratórias. A infecção tem rápida evolução e pode matar, principalmente se o gato já tiver problemas de saúde.
“Em seres humanos a esporotricose é benigna, mas pessoas imunodeprimidas merecem atenção, porque nelas há a possibilidade de evolução para formas graves. É o caso de pacientes com HIV e câncer e idosos com o sistema imune comprometido, por exemplo”, orienta a infectologista do Hospital Osvaldo Cruz, Helena Lemos Petta.
Para Telles, algumas medidas são primordiais para o controle da doença. “Castrar, que diminui a necessidade de interação com outros gatos; impedir o acesso desses animais às ruas, tratar se estiverem infectados e não abandoná-los”, explica o especialista.
“O abandono tem sido muito frequente. O animal, quando está doente, é jogado na rua ou no lixo. Também é importante a cremação do cadáver do gato que morre por esporotricose, no centro de controle de zoonoses ou numa clínica veterinária que tenha crematório, porque se enterrar o gato contamina o solo”, orienta Telles.
“É importante deixar claro que os gatos não são culpados, e sim vítimas. As pessoas não devem matá-los ou fazer mal a eles”, diz.
Folhapress
Homem toma o dobro da dose recomendada de Viagra e fica cego de um olho
16 de outubro de 2023, 15:49

Foto: Reprodução
Um homem ficou cego e a causa pode ter sido uma dose excessiva de Sildenafil, principal ingrediente do Viagra. O remédio é normalmente usado para tratar disfunção erétil.
O incidente aconteceu com um iraniano de 32 anos. Segundo o Daily Mail, ele perdeu 100% da visão do olho direito — o esquerdo não foi afetado — quase imediatamente após ingerir a medicação. Por isso, médicos de Teerã, que estudaram o caso, apontam o Viagra como provável culpado.
O Sildenafil age contra a impotência, aumentando o fluxo sanguíneo para o pênis por meio do relaxamento dos vasos sanguíneos. Mas, como pontua a publicação, acredita-se que em circunstâncias especiais esse efeito pode causar danos em outros sensíveis vasos do corpo, como os dos olhos.
Análise médica
O iraniano tomou 100 mg do remédio, dose máxima disponível e o dobro da indicada para disfunção. Quando se viu sem enxergar, ele logo procurou um hospital e informou que havia tomado Sildenafil.
Exames feitos na unidade de saúde identificaram que ele tinha coágulos na artéria e na veia que transferem sangue para o olho direito. O resultado foi edema macular, condição em que o sangue vaza para a retina, e também inchaço na região.
Os médicos do Hospital Farabi Eye ainda testaram outras possibilidades, como Covid-19, e todas foram descartadas. O homem também não tinha histórico familiar de coágulos sanguíneos que pudesse explicar o problema.
“Diversos acidentes vasculares retinianos graves foram reportados após uso de sildenafil, mas o papel exato dessa medicação [nos casos] não está claro”, ponderaram os médicos. “Já que o paciente estava saudável sem fatores de risco conhecidos para doença vascular… e, além disso, a estreita relação entre a ingestão de sildenafil e a incidência da doença, nós especulamos que a droga pode cumprir a função causal nesse cenário clínico”, concluíram.
Ainda assim, a forma exata como o medicamento interage com os vasos oculares segue tratada como “complexa”. O caso foi compartilhado no Journal of Medical Case Reports.
Terra
Na abertura da 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, governador assina decreto que regulamenta setor na Bahia
16 de outubro de 2023, 15:34

Foto: Gov/Ba.
Começou, nesta segunda-feira (16) e segue até sexta (20), a 20ª edição da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT), evento organizado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), com programação diversificada nos 27 territórios de identidade da Bahia, mobilizando a população em torno de temas e atividades relacionadas às áreas científicas e tecnológicas. O governador Jerônimo Rodrigues participou da conferência de abertura das atividades, que aconteceu no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, e visitou a exposição de projetos realizados com a participação de universidades, órgãos públicos e institutos de pesquisa.
Durante o evento, o governador assinou o decreto que regulamenta a Lei 14.315 – Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, aprovada em 2021, que dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento do setor no Estado. “Todos os estados que querem fomentar a ciência e tecnologia, precisam organizar a política pública e a plataforma que fortalece as pesquisas e inovações. Aqui na Bahia, já temos uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa, e hoje, decretei a sua regulamentação”, explicou Jerônimo.
Conforme o governador destacou, o dispositivo legal organiza o sistema para que a sociedade, pesquisadores, professores, universidades, escolas, órgãos da pesquisa, e o mercado, possam acessar investimentos para registrar patentes, desenvolver pesquisas, cenários novos, dentre outras possibilidades. “Então, o mundo agora conta com energia renovável, e na Bahia estamos organizando o sistema estadual. Além disso, a lei facilita e fortalece orçamento. Daí, a gente consegue garantir que a política estadual tenha um orçamento prático, concreto, exclusivo e específico”, acrescentou.
Programação
A SNCT é o maior evento de popularização da ciência do país e tem por finalidade mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia, valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Ao longo da programação, o público pode participar de conferências, mesas redondas, eventos interativos, diálogos interculturais e visitas guiadas. O evento é realizado em parceria com unidades de pesquisa, agências de fomento e entidades vinculadas, comunidade científica, universidades, instituições de ensino de pesquisa, escolas, museus e jardins botânicos, secretarias estaduais e municipais, empresas de base tecnológica e entidades da sociedade civil.
“A programação da abertura tem uma palestra importante da Drª Jaqueline Góes, que é a cientista baiana que conseguiu decodificar o genoma da Covid-19, com a mediação da Marilda Gonçalves, que está à frente da Fiocruz, – primeira mulher à frente da fundação. A gente tem uma agenda aqui no IAT de palestras, um ciclo, e está tudo no site da Secti, www.secti.ba.gov.br. Tem a agenda da semana inteira”, declarou o titular da Secti, André Joazeiro.
Revista e certificado
Ao lado do secretário Joazeiro, Jerônimo lançou a segunda edição da revista Bahia Faz Ciência. A publicação reúne uma série de reportagens, com destaque para o trabalho de pesquisadores, cientistas e estudantes de toda a Bahia. As matérias de jornalismo científico falam sobre projetos em sua maioria realizados por estudantes de escolas públicas da capital e do interior, entre os destaques, projetos sobre inseticida feito da folha de mandioca, vasos à base de coco verde, bioplástico do inhame e filtro de baixo custo.
Com tiragem de 20 mil exemplares, as revistas serão distribuídas, prioritariamente, para as escolas da rede pública estadual de ensino. As reportagens também estarão disponíveis nos sites e redes sociais da Secti. Junto com a publicação, foi entregue o Certificado Bahia Faz Ciência para estudantes de jornalismo do Centro Universitário Unijorge que participaram das reportagens.
Exposição
Dentre os trabalhos em exposição no IAT, a Universidade Estadual da Bahia (Uneb) levou o jogo de tabuleiro ‘Cocada Maria’, resultado de um projeto do curso de Mestrado em Gestão e Tecnologia Aplicada à Educação. O projeto mistura o digital com o analógico, utilizando elementos feitos na impressora 3D com modelos feitos com palitos de picolé.
“Você conjuga o tradicional com uma coisa mais inovadora, e tem a parte lúdica do aprendizado com as crianças. A Uneb tem muitas ações na área de pesquisa, ensino e extensão. Hoje a gente trouxe aqui uma pequena amostra de algumas atividades com crianças na área da educação básica, usando impressora 3D, pensamento computacional”, contou o gerente de pesquisa do Programa de Pós-Graduação, Eduardo Jorge.
Secom/Ba.
Americanos deixam Israel em navio de cruzeiro e devem reembolsar governo
16 de outubro de 2023, 13:23

Foto: Reprodução
Norte-americanos deixaram hoje Israel em um navio de cruzeiro rumo ao Chipre. Eles devem assinar um termo de responsabilidade, dizendo que vão reembolsar o governo dos EUA pelo trajeto. Ao chegarem na ilha mediterrânea, cada um deve providenciar a própria viagem de volta para casa.
Navio Rhapsody of the Seas, da Royal Caribbean, resgatou cidadãos americanos em Israel nesta segunda-feira (16).
Eles serão deixados em Chipre, um trajeto que deve durar de 10 a 12 horas. De lá, cada um deve arranjar a própria acomodação e viagem de volta para os EUA.
Norte-americanos tiveram de assinar termo de reembolso para entrar no navio. Eles devem indicar um endereço para receber a conta em casa, e o documento não diz quanto a jornada vai custar. Se não reembolsar o governo, o cidadão fica sujeito à multa.
Pets não puderam embarcar, segundo a Embaixada dos EUA em Israel.
Governo americano diz estar providenciando aviões fretados para quem não consegue viajar do Chipre até os EUA. Ainda não há mais informações disponíveis sobre esses voos.
Ao todo, 916 brasileiros e 24 pets já voltaram de Israel em aviões da Força Aérea Brasileira. O governo ainda planeja outros voos.
Grupo em Gaza aguarda autorização para deixar o país. Ao menos 16 brasileiros esperam Israel permitir a abertura da fronteira com o Egito para embarcarem de volta para o Brasil.
Folhapress
16 de outubro é comemorado o dia mundial do pão
16 de outubro de 2023, 09:59

Foto: Reprodução
Conheça um pouco da história de um dos alimentos mais antigos e apreciados do mundo, e que está sempre presente na mesa dos brasileiros
O pão é um dos alimentos mais antigos e apreciados do mundo. Para muitos, um bom café da manhã deve ter sucos, frutas, leite, mas não é café da manhã se faltar o pão. De tão importante o alimento ganhou um dia só para ele: 16 de outubro, quando comemora-se o Dia Mundial do Pão. A data foi instituída em 2000, em Nova York, pela União dos Padeiros e Confeiteiros.
Apesar da grande variedade disponível atualmente, a essência de sua receita permanece a mesa: uma combinação de farinha, água, sal e fermento que, ao longo do tempo, foi enriquecida com grãos, temperos, embutidos, carnes, queijos, legumes, verduras, cremes, chocolate e frutas.
História
Acredita-se que os primeiros pães fossem feitos de uma mistura de cereais com água, quando colocada sobre uma pedra quente, transformava-se em uma espécie de massa densa e saborosa. Apesar de ainda não ser conhecido como pão, a “coisa” era gostosa e saciava a fome em dias de caça fraca.
Segundo historiadores, o pão como conhecemos hoje, fermentado e macio, foi produzido pela primeira vez há cerca de 6 mil anos e teria surgido juntamente com o cultivo do trigo, na região da Mesopotâmia, onde atualmente está situado o Iraque.
O pão no Egito
Pesquisas mostram que o Egito antigo foi o berço do pão moderno. Escavando ruínas egípcias os arqueologistas encontraram pedras primitivas usadas para moer grãos e câmaras para cozimento.
As vantagens da fermentação e o consumo do pão mais semelhante ao que comemos hoje, eram utilizadas pelos egípcios há 4.000 anos a.C. No Egito, o pão pagava salários, camponeses ganhavam três pães e dois cântaros de cerveja por dia de trabalho.
O primeiro pão fermentado teria sido descoberto por acaso pelos egípcios, a partir dos restos de massa deixados num recipiente de um dia para o outro. Isso ocorre porque se uma massa (sem qualquer fermento adicionado) deixada ao ar, vai naturalmente fermentar. Em função das condições de temperatura e umidade, o tempo necessário para a fermentação natural pode variar de entre 4 a 8 horas, mas a massa acabará por fermentar. Se antes de assar a massa se retirar uma porção da massa fermentada, obtem-se o fermento para a próxima fornada. A esta forma de fermentação chama-se fermentação natural ou massa velha.
As primeiras padarias surgiram em Jerusalém, após o contato com os egípcios, com quem os hebreus aprenderam melhores técnicas de fabricação e obtiveram a receita. Pouco tempo depois, já existia na cidade uma famosa rua de padeiros.
Hoje o valor do pão está em ser um alimento barato, nutritivo e muito saudável. O alimento está presente na mesa de todas as classes sociais, e são muitos os tipos de pães, desde os mais baratos e populares até os mais sofisticados.

Evolução
Por volta de 50 A.C., o conhecimento do pão espalhou entre os Gregos, Romanos e Saxões. Os romanos foram os primeiros a terem um moinho rotativo e no tempo de Cristo, mais de 250 padarias comerciais na Roma produziam meio milhão de pães diariamente.
Durante séculos, fazer pães era uma arte, mas em 1676 a invenção do microscópio levou a identificação de microrganismos microscópicos, incluindo o fermento.
O ano de 1800 foi conhecido como os “Anos Dourados” para os panificadores. Aperfeiçoamento nos processos de moer e novos variedades de trigo e leveduras foram desenvolvidos. Padarias comerciais caseiras refinaram seus pães, mas a massa continuava não tendo um crescimento consistente. Como sempre o resultado era um pão grosseiro e denso.
Somente em 1859, Louis Pateur, o pai da microbiologia moderna, descobriu como o fermento funcionava. Alimentando-se de farinha de amido, o fermento produzia dióxido de carbono. Este gás expande o gluten na farinha e faz a massa de pão crescer.
Especialidade francesa
No século XVII, a França se tornou o centro de fabricação de pães de luxo, com a introdução dos modernos processos de panificação.
Para explicar como o pão virou especialidade francesa é preciso voltar aos tempos de São Luís, o rei Francês. Em 1305, ele resolveu organizar a produção de pão. Criou a primeira boulangerie (padaria) e abriu a primeira vaga para padeiro (boulanger). Afinal, a importância social e econômica da massa já era evidente por toda Europa.
A partir da Revolução Francesa, em 1789, com a conquista de mais autonomia e direitos sociais, o mundo passou a produzir mais e consumir mais. Os ideais iluministas também influenciaram a independência de muitos países do continente americano, como os Estados Unidos e o Brasil, que na época ainda não fazia pão de queijo.
No Brasil, os pioneiros na atividade de panificação foram os imigrantes italianos e as primeiras indústrias do segmento surgiram em Minas Gerais, passando rapidamente para os grandes centros.
Hoje, a paixão pelo pão faz com que cada brasileiro consuma por ano, 33,5 quilos, mas, mesmo com toda essa disposição, o apetite dos brasileiros ainda é menor do que dos chilenos, argentinos e uruguaios.
A importância do pão
Pães, assim como massas, batatas, mandioca e cereais, são alimentos ricos em carboidratos. Geila Felipe, nutricionista da Fiocruz e do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição da região Sudeste, explica que os carboidratos são a base da nossa alimentação e a primeira fonte de energia que o nosso corpo usa.
Uma dieta pobre em carboidratos pode trazer efeitos indesejados, como fraqueza, mal-estar, desidratação, perda de massa magra, menor resistência a infecções, dentre outros problemas. Para o bom funcionamento do organismo, 50 a 60% das calorias que nós ingerimos devem vir dos carboidratos.
O pão, por si só, não engorda. O que engorda é o consumo excessivo de carboidratos, bem como de qualquer outro macronutriente, como proteínas e gorduras. A nutricionista Geila Felipe explica que é errado pensar que os carboidratos devam ser cortados da dieta de quem quer emagrecer. O importante, segundo ela, é não exceder os valores recomendados.
Afora isso, o pão tem uma importância cultural e religiosa muito grande. “Ele está associado ao ato de compartilhar, ao momento em que a família se reúne pela manhã e aproveita para conversar”, defende a nutricionista.
Curiosidades
A Organização Mundial da Saúde recomenda que as pessoas comam 50 quilos de pão em um ano. O país que mais come pão é Marrocos, sendo que em média cada marroquino come 100 quilos de pão por ano. O País que mais se aproxima do ideal é o Uruguai, comendo em média 55 quilos por ano (por pessoa).
No Brasil, o pão começou a ser popular no século XIX, apesar de ser conhecido desde os colonizadores. Os pães feitos no Brasil eram escuros enquanto na França o pão era de miolo branco e casca dourada. O pão francês que tanto é usado no Brasil não tem muito a ver com os verdadeiros pães franceses, pois a receita do pão francês no Brasil só surgiu no início do século XX e difere do pão europeu por conter um pouco de açúcar e gordura na massa.
Ao longo da história, a posição social de uma pessoa podia ser discernida pela cor do pão que ela consumia. Pão escuro representava baixa posição social, enquanto pão branco, alta posição social. É porque o processo de refino da farinha branca era muito mais caro. Atualmente, ocorre o contrário: os pães escuros são mais caros e, por vezes, mais apreciados por causa de seu valor nutritivo.
Para os judeus, o fermento simboliza a corrupção. Por isso, eles só ofereciam a Deus pães ázimos, sem fermento. Até hoje, esse é o pão que eles comem na Páscoa, época em que é proibido consumir qualquer alimento fermentado. Fonte: Bonde
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Cigarras cantam até explodir? Seu canto é o presságio do verão? Veja mitos e verdades
13 de outubro de 2023, 10:04

Foto: Reprodução
O verão é frequentemente associado ao som característico das cigarras, mas será que esses insetos realmente são capazes de anunciar a estação mais quente do ano? Para responder a essa e outras perguntas sobre as cigarras, conversamos com o entomologista Frederico Falcão Salles, professor do departamento de Entomologia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais.
Segundo Salles, apenas os machos cantam, principalmente para atrair as fêmeas. “Os machos possuem áreas membranosas na base do abdome, chamadas de timbal, que vibram rapidamente e produzem o som. Canais presentes também no abdome são responsáveis por amplificar este som”.
Além disso, o canto desse inseto desempenha um papel crucial no reconhecimento dos parceiros da mesma espécie. Cada espécie de cigarra tem um canto específico, o que significa que, se duas espécies diferentes coexistem em uma mesma área, as fêmeas não serão atraídas pelos cantos dos machos da outra espécie.
De acordo com Salles, nem todas as espécies de cigarras cantam apenas no verão. “Diferentes espécies de cigarra podem tornar-se adultas em épocas do ano distintas. Muitas espécies, no entanto, têm seus picos de atividade concentrados entre os meses de setembro e dezembro”, explica. Isso pode coincidir com o início do verão em algumas regiões, levando à associação com a estação.
Portanto, embora as cigarras possam ser consideradas “anunciantes do verão” devido ao seu canto característico, essa afirmação não se aplica a todas as espécies, e o comportamento desses insetos pode ser mais complexo do que se imagina.
As cigarras cantam até explodir?
Não é verdade que as cigarras cantam até explodir. Segundo Salles, o inseto passa a maior parte de sua vida como ninfas enterradas no solo.
“Quando estão prestes a se tornar adultas, elas saem do solo e sobem nas árvores para realizar o processo de mudança. O exoesqueleto, ou casca, da ninfa se rompe ao meio e o adulto emerge, sai de dentro do exoesqueleto. Como as pessoas costumam ver o exoesqueleto rompido, elas têm essa impressão que a cigarra explodiu. Na verdade é um processo pelo qual todos os insetos (e artrópodes) passam”, conta o professor.
Algumas espécies de cigarra emitem sons de até 108,9 decibéis, como apontou John Petti, pesquisador da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, em entrevista à BBC. Segundo ele, a espécie mais barulhenta é a Tibicen walkeri, que vive na América do Norte. Vale destacar que são considerados agradáveis volumes de até 50 dB. Uma serra elétrica, por exemplo, emite um som de 110 decibéis.
As mudanças climáticas afetam o comportamento das cigarras?
As cigarras podem ser influenciadas pelas mudanças climáticas. “Como temperaturas mais altas levam a uma taxa de crescimento mais rápido nos insetos, é possível que as mudanças climáticas adiantem o ciclo de vida das cigarras em algumas regiões”, diz o entomologista.
Em algumas regiões, isso pode resultar em cigarras cantando mais cedo do que o habitual. No entanto, Salles observa que, em sua região, as cigarras ainda mantêm seu comportamento tradicional, cantando em outubro. As mudanças climáticas podem afetar a sincronia do ciclo de vida das cigarras em diferentes áreas.
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