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Governo do Estado inicia nova etapa de vacinação contra a febre aftosa

07 de novembro de 2023, 11:36

Foto: Gov/Ba.

A 2ª etapa de vacinação contra a Febre Aftosa segue até o dia 30 de novembro para bovinos de zero a 24 meses. Na última campanha, em maio de 2023, 94% do total de 4,5 milhões de animais nessa faixa etária foram vacinados contra a doença, impeditiva de exportação em diversos países.

Desde 1968, o estado da Bahia realiza a vacinação contra a febre aftosa, alcançando patamares superiores aos exigidos pelos organismos internacionais de sanidade animal e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Convocamos toda a cadeia produtiva para participar desta ação. A sociedade, empenhada e unida, pode fortalecer o segmento, ajudar a Agência nesta importante tarefa e impactar no desenvolvimento econômico em todos os territórios da Bahia. Ninguém faz defesa agropecuária sozinho e todos nós, juntos, fazemos a defesa agropecuária em nosso Estado”, avalia o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Paulo Sérgio Luz.

Nesta etapa a Adab está dando ênfase também para outras duas ações essenciais na Defesa agropecuária: a geolocalização de propriedades e a vacinação de bezerras contra a Brucelose.

O diretor de Defesa Animal Carlos Augusto Spínola destaca que o trabalho contra a Aftosa requer esforço conjunto. “Coesão sempre foi característica do segmento e temos um imenso patrimônio da produção rural para defender. Por isso, temos certeza que a sanidade do rebanho é prioridade na pauta dos criadores”, enfatiza o diretor, lembrando que o último foco de febre aftosa identificado na Bahia ocorreu em 1997 e a partir daí o estado iniciou um intenso trabalho de combate à doença, incluindo a criação Adab, em 1999.

“Temos que estar juntos em todas as ações, realizando as atividades de forma compartilhada e coordenada com sindicatos, cooperativas, frigoríficos e toda cadeia produtiva do agronegócio”, diz o Coordenador do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA-Ba), José Neder. “A Adab é um órgão que trabalha com prevenção de doenças para atestar a qualidade da produção, garantir a pujança do segmento na Bahia e, assim, promover o crescimento da pecuária baiana”.

Secom/Ba.

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É falso que o Governo da Bahia tenha reestabelecido a obrigatoriedade do uso de máscaras

06 de novembro de 2023, 16:07

Foto: Divulgação

Veiculada em algumas redes sociais desde a última semana, a notícia que o Governo da Bahia teria reestabelecido a obrigatoriedade do uso de máscaras por conta do aumento no número de casos de Covid-19 é FALSA. O último decreto estadual publicado que tratou sobre uso de máscaras na Bahia é de 29 de março deste ano.

O uso de máscaras segue com as mesmas diretrizes do decreto de 29 de março:

a)    Indicado em hospitais e demais unidades de saúde, como clínicas e Unidades de Pronto Atendimentos – UPAs;
b)    Obrigatório para indivíduos que estejam apresentando sintomas gripais como tosse, espirro, dor de garganta ou outros sintomas respiratórios;
c)    Obrigatório para indivíduos que tenham tido contato com pessoas sintomáticas;
d)    Obrigatório para indivíduos com confirmação de Covid-19, mesmo que assintomáticos.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) destaca que o mais importante neste momento de aumento do número de casos de Covid-19 é elevar a cobertura vacinal. Atualmente, a Bahia possui cerca de 13% da população imunizada com a dose da vacina bivalente, sendo o público-alvo os maiores de 12 anos. A vacina salva vidas!

Secom/Ba.

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Bahia alcança índice de 85% de participação dos estudantes da rede estadual nas provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb)

06 de novembro de 2023, 14:15

Foto: Ilustrativa/Claudionor Jr

Com um índice de participação de 85%, a Bahia deve registar, este ano, um recorde na participação nas provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), aplicada em todo o país pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC). As avaliações são voltadas para os estudantes do 3º ano do Ensino Médio e 9º ano do Ensino Fundamental. O objetivo é subsidiar o diagnóstico da Educação Básica brasileira e os fatores que podem interferir no desempenho do estudante, bem como oferecer elementos para a formulação, a reformulação e o monitoramento das políticas públicas.

Com o aumento no volume de participação na avaliação, que foi iniciada no dia 23 outubro, mais escolas terão seu resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) publicado, pois atingiram o quantitativo mínimo de 80% de estudantes avaliados. A estimativa é que 83% das escolas que disponibilizam o 3° ano do Ensino Médio e 80% das escolas com o 9° ano terão os resultados publicados.

Além de garantir o crescimento do quantitativo dos estudantes que fizeram a prova Saeb, a articulação realizada pela Secretaria da Educação do Estado (SEC) também dá maior celeridade à sua aplicação em todo o Estado. A data final para a realização dos exames é dia 17 de novembro e a estimativa é que a Bahia conclua o processo até esta sexta-feira (10).

Para alcançar o alto índice de participação nas provas, a SEC vem adotando uma série de estratégias envolvendo desde atividades de recomposição da aprendizagem, com o uso de plataformas digitais, à realização de aulões e simulados e a valorização da carreira do magistério público estadual. Vale destacar, ainda, as ações de mobilização da comunidade escolar da rede estadual de ensino em todos os 27 Núcleos Territoriais de Educação.

“Todo este trabalho articulado e o empenho da rede estadual são mais uma demonstração da forma como nosso governo trata a Educação. Estamos confiantes de que todo este esforço trará resultados muito positivos para o desempenho dos estudantes da rede estadual não só na prova Saeb, mas também na sua formação escolar”, destaca a secretária da Educação, Adélia Pinheiro.

Ascom SEC/Bahia

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Nova carteira de identidade começa a ser emitida nesta segunda-feira; veja como solicitar

06 de novembro de 2023, 11:58

Foto: Reprodução

Começa nesta segunda-feira, 6, a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) em todos os estados. O documento, que inclui QR Code, passará a utilizar o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) como número único e terá padrão nacional. 

As pessoas que começam a receber o documento impresso já podem acessar no app GOV.BR para emitir a CIN em formato digital. O processo é similar ao que já ocorre com a CNH. O cidadão recebe a carteira de identidade física, e, depois, contará também com a carteira digital na palma da mão, no aplicativo gov.br

O documento está disponível nos formatos físico e digital, com impressão em papel-moeda. Segundo o governo federal, a CIN inova ao incluir tecnologias e elementos de segurança e garante a identificação por meio de um documento seguro em conformidade com padrões internacionais. Vale ressaltar que os modelos antigos são válidos até 28 de fevereiro de 2032.

 Entre as inovações incorporadas pela CIN está a inclusão do QR Code, que apresenta a opção de checagem fácil e confiável pela Segurança Pública e por unidades de atendimentos públicos e privados, além da inclusão de uma área específica no documento da Machine Readable Zone (MRZ), com possibilidade de utilização como documento de viagem, desde que haja acordo entre países. Além disso, a nova Carteira de Identidade Nacional também é digital e está no aplicativo GOV.BR. 

MSN/IstoÉ Dinheiro

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Acontece nesta segunda-feira (6), em Caém, o 2º Simpósio Municipal de Desenvolvimento Econômico e Sustentável

06 de novembro de 2023, 11:15

Foto: Ascom/PMC

Acontece durante todo o dia desta segunda-feira (6), no Salão Paroquial, o 2º Simpósio de Desenvolvimento Econômico Sustentável de Caém, promovido pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS), com apoio da Prefeitura.

Espaço de proposições de ações e políticas públicas direcionadas para melhor aproveitamento das potencialidades municipais, o Simpósio conta com palestras com temas alusivos ao desenvolvimento local a partir da sustentabilidade, com o tratamento consciente dos recursos naturais e o uso racional da água e do solo.

Uma das finalidades da reunião é contextualizar através das informações e experiências narradas pelos palestrantes e representantes de setores da comunidade local presentes, a importância do desenvolvimento econômico sustentável, seja na área da agricultura de subsistência e comercial e em outras áreas como o turismo; como também suas transformações, inclusive sociais.

Conforme o secretário de Administração e Planejamento de Caém, que esteve representando o prefeito Arnaldo Oliveira (Arnaldinho), o diálogo é um importante passo para o início das discussões de sistemas que são relevantes para a região, sob o aspecto do desenvolvimento sustentável, uma maneira a pensar em questões e estratégias que tragam resultados para toda a sociedade. “Precisamos está atentos e sabermos identificar e conhecer essas mudanças, por tanto se faz necessário debater as atuais tendências deste processo e seus impactos sobre não só na economia, como na sustentabilidade e na responsabilidade com o meio ambiente. Eventos como o simpósio pode, sim, ser um importante agente não só na implementação, mas também como indutor de novas políticas públicas que nos ajudem a fazer o desenvolvimento regional compatível com nossa realidade e com sustentabilidade, especialmente na utilização dos recursos naturais”, ressaltou o secretário.

Entre eixos temáticos e palestras estão sendo discutidos, o ‘Uso da terra de forma sustentável’, ‘Agroecologia e políticas públicas’, tendo como palestrante Rogério Silva Santos da Cooperativa Cofaspi; ‘Organização social e produtiva dos agricultores familiares’, ‘Desafios da gestão (Ronaldo Souza – Presidente da Cooperativa de Alimentos Coopag); ‘Uso racional da água’, ‘Reuso com captação e preservação de olhos d´água, nascentes, rios e cachoeiras’ (professor Gustavo Negreiros – Universidade Federal do Vale do São Francisco) e ‘Meio ambiente e turismo sustentável’, ‘Turismo comunitário e religioso, potencial turístico e preservação ambiental’ (Lucivaldo dos Santos – Presidente da Associação Payaya).

Estudantes e professores do Colégio Estadual Arnaldo de Oliveira, participam efetivamente. O evento conta também com a participação e contribuição de Evanice Lopes, presidente da Câmara de Patrimônio da Bahia).

No final das atividades acontecerá a leitura da ‘Carta do Simpósio’.

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Colômbia decide sacrificar hipopótamos de Pablo Escobar

03 de novembro de 2023, 12:50

Foto: Reprodução

O governo da Colômbia decidiu que vai sacrificar alguns hipopótamos descendentes dos animais importados ilegalmente por Pablo Escobar, antigo líder do Cartel de Medellín e considerado um dos maiores narcotraficantes do mundo.

O criminoso importou na década de 1990 quatro hipopótamos da África. Agora, os animais viraram uma dor de cabeça para o governo colombiano e uma ameaça à biodiversidade do país.

O hipopótamo é um mamífero herbívoro da África. Esses animais chegam a pesar mais de 2.000 kg e têm uma mordida forte, algo em torno de 810 kg. O único predador deles é o leão, que também vive no continente africano.

Sem um predador na Colômbia, os hipopótamos acabaram se reproduzindo e comendo todos os tipos de plantas, o que afetou a cadeia alimentar de outras espécies naturais do país sul-americano.

Atualmente, há 166 hipopótamos, e a previsão do Ministério do Ambiente da Colômbia é de que, caso a reprodução deles não seja interrompida, essa marca ultrapasse 1 mil animais até 2035.

“Eles estão se reproduzindo sem controle”, alertou Susana Muhamad, ministra do Ambiente da Colômbia, nesta quinta-feira (2/11). Os animais vivem no Rio Magdalena, a 200 km da capital Bogotá.

Além de sacrificar alguns animais, o governo colombiano pretende esterilizar outros hipopótamos para evitar que eles continuem se reproduzindo.

Outra medida que será adotada pelo governo da Colômbia é o envio de parte dos animais para México, Índia e Filipinas.

Metrópoles

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Prefeitura de Caém recupera estradas vicinais e beneficia comunidades do município

03 de novembro de 2023, 11:59

Foto: Ascom/PMC

Além da importância econômica, as estradas vicinais proporcionam acesso às áreas do interior do município e permitem que a população exerça seu direito de ir e vir conseguindo, assim, desfrutar de serviços de saúde, educação e do comércio local, permitem também a chegada e a saída de produtos, principalmente da agricultura familiar.

Ciente desta importância, a Prefeitura de Caém está em um ritmo intensivo de trabalho para a recuperação das suas estradas vicinais. Mesmo com suas limitações de equipamentos, com poucos maquinários, a Secretaria Municipal de Infraestrutura tem realizado serviços em todas as regiões do município, que compreende uma área de quase 600 quilômetros quadrados.

Nos últimos dias o trabalho alcançou as  regiões de Bom Jardim, Pias, Garrote, Charneca e imediações da BA 131 e segue avançando para o entorno do distrito de Gonçalo e o povoado de Piabas.

As obras têm a aprovação dos moradores rurais, pois com estradas recuperadas, melhora a trafegabilidade, a população rural pode se deslocar para outras localidades com conforto e segurança, e o escoamento da produção rural também sai ganhando.

Conforme o prefeito Arnaldo Oliveira (Arnaldinho) a melhoria das estradas é uma das prioridades da nossa gestão Municipal e pela importância que essas vias representam para a população tem realizado o máximo de esforços para conseguir atender todo o município. “A condição das estradas vicinais do nosso município influi diretamente no custo do transporte e na qualidade de vida dos moradores da zona rural. As estradas em condições ruins restringem também o acesso da população a serviços básicos oferecidos na sede. Seguimos com o trabalho para melhorar a vida do nosso povo”, externou o prefeito.

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Dia dos Finados, momento de lembranças e saudades

02 de novembro de 2023, 11:10

Foto: Notícia Limpa

Dia de lembranças e saudades, este é o 2 de novembro para os brasileiros. Data que marca a perda terrena de entes queridos, o Dia de Finados é também um momento de orações pelos cristãos e de reflexões sobre a vida e a existência humana.

A tradicional visita aos cemitérios é marcada com missas, cultos e encontros de famílias.

Em Jacobina a movimentação nos cemitérios Jardim da Saudade, no centro da cidade, e o da localidade do Pau Ferro são os mais movimentados. Vendas de velas, flores e planos funerários acontecem nesses locais.

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Educação inclusiva de Caém realiza o encerramento do ‘Projeto Alimentação Saudável’

01 de novembro de 2023, 15:19

Foto: Ascom/PMC

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (1º), a culminância do Projeto Alimentação Saudável, desenvolvido no Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado Professor Emídio (CMAEEPE).

Toda a equipe que compõe o espaço exclusivo para a educação inclusiva e os alunos destacaram a importância da ação e realizaram apresentações para abordar de forma didática o que foi trabalhado sobre o assunto.

Conforme Ceiça Simôes, , coordenadora da Educação Inclusiva da Secretaria de Educação de Caém, o projeto visou promover e incentivar as famílias a mudarem os hábitos alimentares das crianças ou melhorá-los de forma significativa e estimular também os professores a desenvolver atividades que resultem numa reflexão sobre a importância da boa alimentação.

“Somos sabedores que alguns dos nossos alunos, têm seletividade na alimentação, por isso pensamos em algo para conscientizar aos pais para introduzir a alimentação saudável em suas famílias. É muito mais fácil comprar um refrigerante do que fazer um suco, mas precisamos de uma reeducação alimentar, daí surgiu a ideia do projeto Alimentação Saudável”, ressaltou Ceiça Simões. Ao parabenizar todos os envolvidos, a coordenadora ratificou, “a incumbência foi de conscientizar os envolvidos e elevar os pais e alunos a uma boa saúde”.

Três escolas da rede municipal de ensino prestigiaram o encerramento do projeto: Creche Mãe Bebé, Otávio Mangabeira e Arnóbio Xavier.

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Questão Palestina (Entenda)

01 de novembro de 2023, 13:58

Foto: Reprodução

Questão Palestina é o nome dado ao movimento do povo palestino em busca da criação de um Estado nacional da Palestina. Teve início há mais de sete décadas

“Questão Palestina é o nome dado ao movimento histórico do povo árabe palestino em prol do estabelecimento de um Estado nacional da Palestina no Oriente Médio. Esse movimento teve início a partir de 1947, quando uma resolução da ONU determinou a partilha das terras situadas entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo e a criação do Estado de Israel. Os palestinos ficaram, inicialmente, com 45% das áreas, mas foram gradualmente perdendo território. Desde então, os embates entre os árabes e os israelenses são constantes, e a Questão Palestina permanece sem solução.”

“Resumo sobre a Questão Palestina

Questão Palestina é a atribuição dada ao movimento dos povos palestinos em busca da criação de um Estado nacional da Palestina no Oriente Médio.

Teve origem em um conflito histórico entre os árabes e os israelenses pelos territórios situados entre o mar Mediterrâneo e o rio Jordão.

Tem como principal causa a partilha desigual das terras realizada pela ONU em 1947, seguido da criação do Estado de Israel sem o estabelecimento de um Estado próprio para os palestinos.

Os conflitos entre Palestina e Israel nunca cessaram desde então, a despeito de acordos de paz e das determinações da ONU.

Recentemente houve a deflagração de uma guerra entre Israel e o grupo fundamentalista Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007. Tal fato instalou uma grave crise humanitária na região.

O que é a Questão Palestina?

Questão Palestina é o nome dado ao movimento histórico de retomada dos territórios palestinos no Oriente Médio e de reconhecimento formal de um Estado da Palestina por parte dos povos árabes. Esse movimento teve início com a criação do Estado de Israel por meio de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1947. Desde então, os conflitos entre os árabes e os israelenses se tornaram cada vez mais recorrentes, e os palestinos ainda seguem em busca da criação de um território nacional independente.

É importante lembrar, no entanto, que as disputas por territórios situados entre o mar Mediterrâneo e o rio Jordão não começaram na década de 1940. Trata-se de uma problemática muito antiga, e que remonta a períodos bíblicos. No entanto, podemos dizer que a Questão Palestina começou a se desenhar quando houve o surgimento e a difusão do movimento sionista, ao final do século XIX.”

Contexto histórico da Questão Palestina

A Questão Palestina teve início com a emergência do movimento sionista, um movimento nacionalista judaico que surgiu durante a década de 1890 e tinha como principal objetivo a criação de um Estado nacional para o povo judeu. Cabe lembrar que os hebreus conviveram com os demais povos da Palestina, descendentes dos árabes, dos filisteus e dos cananeus que já viviam naquela parte do Oriente, por muitos anos, mas foram expulsos durante a ocupação exercida pela Babilônia e, também, durante a dominação do Império Romano. Esse episódio foi denominado Primeira Diáspora Judaica.

Ao final do século XIX, o sentimento nacionalista ganhou forças com a publicação do livro O Estado judeu, em 1896, escrito pelo jornalista judeu Theodor Herzl. Um ano mais tarde, foi realizado o I Congresso Sionista na Suíça, e foi nessa reunião que ficou decidido o início efetivo de um movimento em prol do estabelecimento de um Estado judeu na área que era, então, conhecida como Palestina. A maior difusão dos ideais sionistas ampliou a corrente migratória de judeus em direção àquela região.

Quando da ampliação do movimento sionista e da migração dos judeus para a Palestina, a região estava sob o domínio do Império Turco-Otomano, assim permanecendo até o final da Primeira Guerra Mundial (1914-1917). Depois do conflito, com o fim do Império Otomano, a Liga das Nações, antecessora da ONU, transferiu o território para o Reino Unido, que passou, então, a exercer controle sobre aquelas áreas. Tal mudança foi favorável aos judeus, que, em 1917, ainda durante a guerra, haviam obtido o apoio britânico para a criação de um Estado próprio mediante a Declaração de Balfour.

A migração dos judeus para a Palestina cresceu durante a década de 1930 com a instalação de um regime nazista na Alemanha, regime esse que incitou a perseguição de judeus por todo a Europa, mas principalmente na região do Leste Europeu. De acordo com Cláudio Camargo, a população de judeus na Palestina era de 808 mil pessoas ao fim do conflito, em 1946.|1| Esse montante representava 41% da população total que vivia na região da Palestina na época.

Junto do aumento da população de origem judaica na Palestina, crescia também o sentimento nacionalista em ambas as partes, isto é, dos judeus e dos árabes. Com os conflitos iminentes, houve uma proposta de partilha do território já na década de 1930, mas sem sucesso.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), tendo em vista a necessidade de obter apoio para combater seus inimigos de guerra, a Grã-Bretanha passou a apoiar a criação de um Estado nacional tanto palestino quanto judeu. Como veremos, isso fez com que a questão fosse transferida para ser decidida pela ONU, que assim o fez. Nesse ínterim, começaram os movimentos de resistência árabe com relação tanto ao domínio britânico quanto à imigração de judeus para a Palestina.

A partir de 1946, a Palestina deixou de ser comandada pela Grã-Bretanha, e a resolução das disputas territoriais passou a ser delegada para a recém-criada ONU. Começa, aqui, o que chamamos de Questão Palestina.

Principais causas da Questão Palestina

Além de tudo aquilo que foi descrito como contexto histórico, a principal causa da Questão Palestina é a forma como foi realizada a partilha do território entre os judeus e os árabes. Essa partilha foi feita pela ONU com base na Resolução 181, que data de 1947, determinando a seguinte divisão:

53,5% do território seriam destinados ao Estado de Israel.

45,4% do território seriam destinados aos árabes, para a Palestina.

Além disso, a cidade de Jerusalém, reivindicada como capital nacional por ambos os povos, seria controlada por agentes internacionais. Atualmente, essa cidade se encontra dividida, e Jerusalém Oriental está sob o domínio israelense. De toda sorte, os árabes não concordaram com a partilha da maneira como ela foi estabelecida, haja vista que representavam a maior parcela da população que vivia naquela área.

O Estado de Israel foi oficialmente criado em 14 de maio de 1948, e, diante da não aceitação dos árabes, foi deflagrada a Primeira Guerra Árabe-Israelense (1948-1949), que teve duração aproximada de um ano. Nesse período já havia sido instalada a Liga Árabe, organização de países árabes que tinha como objetivo, entre outros, a defesa dos territórios árabes e a garantia de sua soberania. A Questão Palestina é uma das principais causas defendidas no âmbito dessa entidade.

Após o fim do conflito, que findou com um armistício entre os israelenses e os países árabes em 1949, Israel tomou conta de aproximadamente 77% das áreas que haviam sido atribuídas à Palestina durante a partilha, reduzindo o território árabe à Faixa de Gaza e à Cisjordânia, conforme mostra o mapa da imagem a seguir. Mais de 750 mil palestinos saíram à força de suas terras, e todo esse conjunto de eventos foi chamado, pelos árabes, de Nakba, termo que significa “destruição”.

Os conflitos entre os árabes e os israelenses continuaram nos anos subsequentes, como durante a Guerra dos Seis Dias (1967), depois da qual houve um novo movimento expansionista por parte de Israel, que anexou novamente áreas pertencentes ao território árabe palestino. Foi durante esse conflito que houve a incorporação de Jerusalém Oriental por Israel. Após isso, aconteceu a Guerra do Yom Kippur (1973), com Israel mantendo domínio sobre as áreas que haviam sido incorporadas ao seu território até então.

Pouco antes da Guerra dos Seis Dias, em 1964, foi fundada a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que obteve o apoio da Liga Árabe para a sua criação enquanto principal órgão representativo da Palestina e do Estado palestino em busca de reconhecimento internacional. A OLP era gerida pelo grupo Al Fatah, que surgiu no ano de 1959 e tinha como líder Yasser Arafat, que depois esteve à frente da Autoridade Palestina, que governa os territórios na Cisjordânia.

Em 1974, a ONU aprovou uma resolução reforçando o direito inalienável do povo da Palestina à autodeterminação, à independência nacional e à soberania.

Durante a década de 1980, em meio à continuidade dos conflitos que motivam a manutenção da Questão Palestina, ocorreu o surgimento do grupo paramilitar Hamas. Desde 2007, após vencer as eleições locais, o Hamas governa a Faixa de Gaza, parte do território palestino situada a sudoeste da Cisjordânia. Esse grupo, que apresenta um braço militar e outro político, sendo responsável por ações sociais na Palestina, é classificado por muitos países como um grupo terrorista.

Ao final dos anos 1980, seguido de conflitos que aconteceram no Líbano, teve lugar a chamada Primeira Intifada (1987-1993), quando os palestinos começaram a se rebelar contra os israelenses. O fim desse primeiro levante, em 1993, ficou marcado pela assinatura de um acordo de paz negociado em Oslo, Noruega, e que por isso passou a ser conhecido como Acordos de Oslo. A sua assinatura foi mediada pelos Estados Unidos, e aconteceu em Washington D. C., na presença do então presidente estadunidense Bill Clinton.

A Palestina, com isso, recuperou algumas áreas, notadamente na Cisjordânia. Entretanto, a aparente estabilidade na região não perdurou e, no início dos anos 2000, aconteceu a Segunda Intifada (2000-2004). Esse segundo levante teve um resultado ainda mais devastador no que diz respeito ao número de mortos: 1330 israelenses e 3300 palestinos. Acredita-se que o ponto final do conflito aconteceu com a morte do então líder palestino Yasser Arafat, em 2004.

Houve, mais uma vez, a ocupação israelita de áreas governadas pela Autoridade Palestina durante os embates da Segunda Intifada. Nota-se que, em 2002, quando os conflitos estavam em andamento, teve início, por parte do Estado israelense, a construção do Muro de Israel, também chamado de Muro da Cisjordânia, para promover a separação entre os territórios sob o domínio israelense e aqueles que pertencem à Palestina.

Estima-se que 390 km² de áreas passaram do domínio palestino para o domínio israelense, culminando na atual configuração que vemos no mapa.|3| É importante reforçar que a Questão Palestina segue até hoje, havendo uma escalada recente nos confrontos naquela região, como veremos adiante.

Em verde estão as áreas e os enclaves pertencentes, hoje em dia, à Palestina na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.[4]
Para saber mais detalhes sobre as causas da Questão Palestina e sobre os principais conflitos entre Israel e Palestina, clique aqui.

Qual a situação atual da Questão Palestina?

Os conflitos entre Israel e a Palestina nunca cessaram desde a partilha das terras na década de 1940. Contudo, houve uma intensificação dos confrontos nos últimos anos, culminando na guerra atual que está em desenvolvimento na região desde o dia 7 de outubro de 2023. As agressões começaram quando o Hamas, grupo fundamentalista que governa a Faixa de Gaza, invadiu o território israelense, matando e sequestrando civis. Tal ação incitou a deflagração de uma guerra entre Israel e o Hamas.

Milhões de cidadãos palestinos que vivem na Faixa de Gaza foram obrigados a deixar suas residências em função dos bombardeios constantes que atingem prédios residenciais, escolas e hospitais. Estima-se que a guerra já tenha provocado mais de 4000 mortes na Palestina e 1400 mortes em Israel, além de milhares de pessoas feridas e desaparecidas.

Diante da crise humanitária que se instalou, o Brasil, na condição presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), levou para apreciação dos membros dessa entidade uma resolução sobre a guerra entre Israel e o Hamas. A proposta de um cessar-fogo teve voto favorável de 12 países, mas acabou sendo vetada pelos Estados Unidos.

A Palestina possui o amplo suporte dos países árabes, enquanto nações como os Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido e Itália lançaram uma declaração conjunta, no dia 22 de outubro de 2023, apoiando o direito de Israel se defender.

Revista Escola

Escrito por : Paloma GuitarraraLicenciada e bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e mestre em Geografia na área de Análise Ambiental e Dinâmica Territorial também pela UNICAMP. Atuo como professora de Geografia e Atualidades e redatora de textos didáticos.

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