Brasileiro Carlos Ghosn, presidente da Renault-Nissan, é preso por fraude fiscal

19 de novembro de 2018, 11:36

Carlos Ghosn

Fabricante descobriu que o brasileiro estava usando dinheiro da empresa para fins pessoais e declarando um salário menor do que o real

Em poucas horas, Carlos Ghosn foi de salvador da Renault-Nissan a vilão. O brasileiro, que comandava tanto a Renault quanto a Nissan, foi preso por uma denúncia de fraude fiscal, tendo declarado um salário menor do que o real por diversos anos, além de aproveitado o dinheiro da empresa para uso pessoal. A notícia, revelada pelos jornais Asahi e Yomiuri, fez com que a Nissan anunciasse que estava investigando o executivo há meses e que fará uma reunião de emergência da diretoria para remover Ghosn de seu cargo.

A Nissan diz que recebeu uma denúncia e que iniciou uma investigação interna tanto sobre Ghosn quanto Greg Kelly, diretor de recursos humanos. “A investigação mostrou que, por muitos anos, tanto Ghosn quanto Kelly declararam rendimentos para a Bolsa de Valores de Tóquio abaixo do valor real”, disse a fabricante. Além disso, a montadora ainda descobriu “diversos atos de má conduta” incluindo uso pessoal dos ativos da empresa.

De acordo com o jornal Asahi, promotores estão conduzindo uma operação de busca e apreensão na sede da Nissan. Já a publicação Yomiuri disse que, após ser questionado pelos promotores, Ghosn foi preso. A fabricante adianta que enviou as informações colhidas na investigação interna para as autoridades e está cooperando com as investigações. Além disso, fará uma reunião com a diretoria da Nissan nesta segunda-feira para remover o executivo do cargo de presidente. Ghosn ainda ocupa o mesmo cargo na Renault e Mitsubishi, que ainda não se pronunciaram sobre o caso.

Brasileiro com descendência libanesa e francesa, Ghosn começou a carreira na Michelin, subindo nas fileiras até tornar-se COO da operação na América do Sul em 1985 e, em 1990, assumiu o cargo de CEO da marca para a América do Norte. Em 1996, foi recrutado pela Renault como vice-presidente executivo e ainda liderou a divisão na América do Sul da marca. Seu trabalho fez com que a empresa voltasse a lucrar em 1997.

Quando a Renault e a Nissan fizeram uma aliança, Ghosn foi apontado como COO da Nissan em 1999, subindo para presidente apenas um ano depois. Seu plano para recuperar a fabricante japonesa fez com que, em três anos, a Nissan eliminasse a dívida de mais de US$ 20 bilhões e passasse a operar com uma margem de lucro acima de 9%, mais do que o dobro da indústria na época. O bom resultado fez com que fosse nomeado presidente também da Renault e, posteriormente, da Mitsubishi.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

VÍDEOS