Bolsonarismo perde força entre pobres e nordestinos, e conta chega para ACM Neto
20 de maio de 2026, 10:11

Deputado Robinson Almeida (Foto: Reprodução)
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou que a nova pesquisa Atlas-Intel, divulgada após o vazamento do áudio de Flávio Bolsonaro para o banqueiro Daniel Vorcaro, escancarou o “derretimento moral e eleitoral” do bolsonarismo entre os brasileiros mais pobres, religiosos e independentes. Para o petista, enquanto a extrema direita afunda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolida sua recuperação política, sobretudo no Nordeste.
Segundo Robinson, os números revelam que “o personagem da nova política perdeu a maquiagem”. Na Atlas-Intel, Flávio Bolsonaro despencou 19,4 pontos entre eleitores com renda de R$ 2 mil a R$ 3 mil e caiu 18,8 pontos entre quem votou em branco em 2022. “Nem os órfãos da política quiseram embarcar no drama ensaiado da família Bolsonaro”, ironizou o parlamentar. No levantamento da Vox Populista, divulgada hoje, a queda não foi menor.
O estrago maior, de acordo com a Atlas-Intel, aparece no Nordeste. O medo de Flávio Bolsonaro ser eleito subiu de 45% para 51% na região, enquanto 71,5% dos entrevistados afirmam que o episódio enfraquece sua candidatura. Além disso, 53% dos nordestinos associam o caso Master aos aliados de Bolsonaro. “O povo nordestino sabe distinguir perseguição de maracutaia”, disparou Robinson.
Para o deputado, o desgaste nacional respinga diretamente sobre ACM Neto na Bahia. O ex-prefeito, pré-candidato ao governo do Estado pelo União Brasil, foi citado em relatório do Coaf por pagamentos superiores a R$ 5,5 milhões feitos pelo Banco Master por uma suposta consultoria. “ACM Neto virou sócio do desgaste bolsonarista justamente quando o eleitor começa a ligar os pontos”, afirmou.
Robinson Almeida disse ainda que a Bahia “não vai trocar quem cuida do povo por candidatos cercados de suspeitas e escândalos financeiros”. Segundo ele, enquanto Lula cresce entre os mais pobres e no Nordeste, a direita “vai descobrindo que áudio vazado, banco suspeito e discurso moralista não fecham conta nem no caixa eletrônico da política”.
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