ARTIGO: A maioria nem sempre é absoluta

22 de fevereiro de 2018, 16:39

A discussão como forma democrática de socializar as ideias através de uma série de pensamentos reúne geralmente inconcussos e os controversos. Em um debate, inevitavelmente, a gosto ou contra-gosto, o objeto pautado acaba sendo conciliado a partir do pressuposto de que a maioria vence, mesmo quando a vantagem por alguma razão, inclusive espúria, passa a ter o poder da decisão.
Numa eleição, dependendo do número de candidatos e da quantidade de votos divididos entre os mesmos, o vencedor não reflete necessariamente a vontade da maioria; ou seja, é o escolhido por meio de alguma regra procedimental. De uma forma mais clara, em um universo de 100 por cento, quem obteve apenas 35 por cento dos votos válidos não atendeu a vontade dos 65 que optaram por outras alternativas. Remetendo esta lógica para o pleito municipal é correto afirmar que aquele ou aquela que obteve apenas os votos de um terço da população eleitoral governará por conta da vontade da minoria. Quando isso acontece, como dizem os nordestinos, o ‘cabra’ tem que ser muito bom caso queira conquistar a confiança da maioria. Isso não acontecendo, o timoneiro estará fadado ao fracasso eleitoral.
A descentralização do poder, com a participação coletiva, construirá caminhos “andáveis”. Como diz o provérbio popular: “sábios são os que ouvem mais e falam menos”. Na administração pública os serviços oferecidos têm como objetivo principal a garantia dos direitos estabelecidos na Constituição Federal. Erram os que confundem suas passagens temporárias em cargos eletivos como se fossem efetivos e os que utilizam de práticas improbas para se locupletar do erário. E para que isto não aconteça, a fiscalização precisa ser uma constante, tanto por parte dos também eleitos vereadores, como, e principalmente, pela população, independente do gestor, no caso dos municípios, ser correligionário ou não.
O cidadão pode denunciar diretamente à Promotoria Pública quando tiver conhecimento sobre um fato em que a sociedade tenha sido prejudicada, ou quando um dos direitos comuns a todos tenha sido desrespeitado, como o direito à vida, à saúde, a educação e outros. A omissão cidadã tem contribuído para o aumento da corrupção e a manutenção de corruptos no poder. Vale lembrar que o egocentrismo é tão prejudicial quanto os desvios e o mau uso das verbas públicas; por tanto é necessário que se observe não apenas o que prejudica a si, como também o que afeta o coletivo. A atenção deve está voltada para a defesa dos interesses da maioria e não para uma minoria que teve a maioria dos votos em uma eleição.
A ausência de ação, a inércia, perante um erro é o acovardamento do cidadão, um mau capaz de provocar prejuízos incalculáveis à uma cidade, um estado e o país.
Felizes serão aqueles que vivem a emoção por valorizar a razão.

Por Gervásio Lima
Jornalista e historiador

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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