Afonso Florence cobra de Bruno quais medidas tomou depois que soube das irregularidades na prefeitura

15 de julho de 2026, 14:51

Deputado Federal, Afonso Florence (Foto: Reprodução)

A declaração de Bruno Reis de que já conhecia as irregularidades envolvendo empresas investigadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) abriu uma nova frente de questionamentos sobre a conduta da administração municipal. Para o deputado federal Afonso Florence (PT), o prefeito precisa explicar o que fez — e, sobretudo, o que deixou de fazer — depois de tomar conhecimento dos fatos.

O ponto levantado pelo parlamentar não se limita à existência das irregularidades, agora investigadas pelo Ministério Público da Bahia. Florence quer saber quando a gestão municipal foi informada, quais providências adotou e por que os contratos permaneceram em vigor mesmo após os problemas terem sido identificados.

“Se o prefeito já sabia da existência dessas irregularidades, a sociedade precisa entender por que os contratos permaneceram em vigor e por que a situação só ganhou uma resposta mais contundente após a atuação do Ministério Público. Essa explicação é indispensável”, afirmou.

As investigações apontam a atuação, durante anos, de um grupo criminoso dentro da Prefeitura, com suspeitas de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos. Na avaliação de Afonso Florence, a admissão de conhecimento prévio transfere o debate para o período anterior à operação: o intervalo entre a descoberta das irregularidades pela administração e a adoção de medidas efetivas para interrompê-las.

“Diante do que declarou, o prefeito parece réu confesso, admite que prevaricou e que cometeu crime de responsabilidade. É uma afirmação grave, que precisa ser devidamente investigada pelos órgãos competentes”, declarou o deputado.

O parlamentar defendeu a investigação rigorosa dos fatos, com respeito ao devido processo legal, e à presunção de inocência, mas afirmou que a apuração precisa alcançar também as responsabilidades administrativas e políticas.

Para ele, não basta informar que a Prefeitura sabia: Bruno Reis deve esclarecer há quanto tempo sabia, quem foi comunicado, por que os contratos continuaram, quanto foi pago nesse período e quais medidas foram tomadas para impedir possíveis prejuízos aos cofres públicos.

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