ACM Neto e família aparecem em negócios e investigações que envolvem mais de R$ 320 milhões
25 de setembro de 2026, 09:26

(Foto: Reprodução)
O ex-prefeiro ACM Neto (União Brasil) e integrantes de sua família aparecem ligados a pagamentos, contratos e suspeitas que, reunidos, envolvem mais de R$ 320 milhões. A cifra atravessa o Caso Master, a Operação Overclean e contratos públicos relacionados a empresas e entidades de familiares e parentes do candidato.
A maior cifra vem do Caso Master. Daniel Vorcaro afirmou que ACM Neto e Antônio Rueda teriam direito a 10% sobre aproximadamente R$ 2 bilhões captados para o banco, o equivalente a até R$ 200 milhões. O valor seria destinado aos dois dirigentes do União Brasil.
Dados da Receita Federal mostram que o Banco Master declarou R$ 5,45 milhões em pagamentos à A&M Consultoria, empresa de ACM Neto e Mariana Magalhães.
Na Overclean, a Polícia Federal colocou ACM Neto em posição de liderança política na estrutura investigada e identificou 232 chamadas entre ele e José Marcos de Moura, o “Rei do Lixo”. Uma das fases da operação apura contratos superiores a R$ 80 milhões relacionados à Secretaria de Educação de Belo Horizonte.
A teia alcança também a família. Renata Magalhães, irmã de ACM Neto, aparece como coproprietária de uma aeronave ao lado do próprio José Marcos de Moura. Já Rosário Magalhães, mãe de Neto, presidiu o Parque Social, entidade que recebeu convênio municipal de R$ 5,6 milhões. Outro parente, Flávio Costa Maron, é responsável pela Bença Comunicação, contratada pela Prefeitura de Salvador por R$ 30,9 milhões em 2025.
A família também mantém uma relação antiga com a publicidade municipal. A Bahia Comunicação, ligada a Paulo Vianna, irmão de Rosário Magalhães e tio de ACM Neto, atende a Prefeitura de Salvador desde a administração do próprio Neto.
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