ACM Neto é considerado pela PF principal elo em fraudes na Overclean, diz CNN (VÍDEO)

18 de setembro de 2026, 09:09


‎O ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) é considerado pela Polícia Federal o principal elo em fraudes investigadas na Operação Overclean, segundo a CNN Brasil. A apuração do jornalista Elijonas Maia trata de contratos da Educação de Belo Horizonte que somam cerca de R$ 80 milhões.

‎Segundo a emissora, a suspeita é que ACM tenha indicado Bruno Barral, que havia comandado a Educação de Salvador, para assumir a mesma pasta na capital mineira e favorecer empresários em licitações. Sob a gestão de Barral, foram firmados três contratos com empresas de Alex Parente, por intermédio de José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. Outros acordos também estão sob investigação.

‎A Folha de S.Paulo acrescentou um dado à apuração: a PF identificou mais de 200 conversas telefônicas entre ACM e Moura, de agosto a dezembro de 2024. Houve contato inclusive em uma data na qual o grupo do empresário teria transportado malas com aproximadamente R$ 5 milhões em Salvador.

‎A polícia pediu autorização para realizar buscas contra ACM, mas o ministro Nunes Marques, relator do caso no Supremo Tribunal Federal e indicado para o cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, negou a medida. A decisão contrariou o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. O Estadão, em reportagem também publicada pelo UOL, informou que a solicitação foi apresentada em janeiro e que a autorização para a operação só saiu nas últimas semanas. Conforme a Folha, a manifestação da Procuradoria ocorreu em fevereiro, antes do período eleitoral.

‎De acordo com o Brasil 247, o procurador-geral Paulo Gonet defendeu as buscas para aprofundar a apuração, identificar outros envolvidos e delimitar as condutas investigadas. A CNN informou que a decisão de Nunes Marques permanece sob sigilo e que procurou o gabinete do ministro, sem resposta até a atualização da reportagem.

‎Deflagrada na quinta-feira (17), a décima fase da Overclean cumpriu 24 mandados em seis estados, incluindo Bahia e Minas Gerais. Barral, Moura e Parente estavam entre os alvos. A investigação alcança contratações de serviços e materiais didáticos realizadas em 2024 e 2025 e apura suspeitas de fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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