Alô final do ano, aquele abraço

16 de dezembro de 2025, 10:30

(Foto: Gervásio Lima)

*Por Gervásio Lima –

Um encontro com a família, com os amigos, colegas de trabalho, a turma do baba, ou momentos com grupos de uma relação social próxima, é um ato de confraternização e de convivência  fraternal. Para essa comunhão não existe dia ou mês específicos; mas há de se reconhecer que acontece com muito mais frequência nos últimos dias do ano, quando, em muitas pessoas, o sentimento de compaixão está mais aflorado.

O abraço ou o simples aperto de mão deveriam ser atemporais; uma constância que, em vez de ser utilizada apenas em ocasiões comemorativas, deveria ser uma praxe.

Demonstrar afeto, carinho, empatia e respeito ao semelhante faz bem para a alma e para o coração, além de contribuir para a afirmação da necessidade da harmonia e da importância de viver coletivamente.

O período natalino, tanto o que o antecede quanto o que o sucede, é único no que se refere à lembrança da necessidade da relação interpessoal e da vivência afetiva em comunidade. Esse contexto positivo deveria ser uma prática diária, com celebrações de união e de comemoração da vida em toda a sua plenitude: misturas de raça, gênero, religião, cor e outras opções.

Viver semanticamente, em vez de agir por hábito ou por reações automáticas, é uma emancipação da consciência, uma oportunidade de alinhar as ações, decisões e estilo de vida com seus valores e propósitos mais profundos. Talvez seja este um dos principais conceitos das especificidades da confraternização de final de ano.

Ademais, o importante é que o abraço é sempre oportuno, desde que não seja do amigo da onça.

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