Ariel Ayala, aluno autista aprovado em primeiro lugar em Ciências da Computação numa instituição federal de ensino, visita a direção do NTE 16

03 de fevereiro de 2025, 16:26

Ariel presenteou a diretora do NTE 16, Nazaré Costa, com um livro de sua autoria (Foto: Ascom/NTE 16)

O Núcleo Territorial de Educação do Piemonte da Diamantina (NTE 16), recebeu na manhã desta segunda-feira (3), a ilustre visita do mais novo aluno de Ciências da Computação do Instituto Federal da Bahia (IFBA), unidade de Jacobina, Ariel Ayala, que esteve acompanhado dos seus pais, Simone e Sérgio Ayala.

Ariel, ex-aluno do Centro Territorial de Educação Profissional do Piemonte da Diamantina (Cetep), foi recebido pela diretora do NTE 16, Nazaré Costa e na oportunidade a presenteou com um livro escrito e ilustrado pelo mesmo. Durante a visita, os seus pais agradeceram o acolhimento que o filho teve enquanto aluno da rede estadual de ensino e falou da importância de programas como o Universidade Para Todos (UPT), como reforço de aprendizado, citando como exemplo a participação de Ariel que mesmo com as limitações por conta do Transtorno do Espectro Autista (TEA) se superou e conseguiu ser aprovado em primeiro lugar na seleção de vagas para o seu curso.

Nazaré parabenizou a família de Ariel pelo carinho, o cuidado e a persistência da inclusão, vencendo obstáculos e preconceitos, destacando também a importância da escola pública na vida dos estudantes, principalmente as pessoas com deficiência.

“Muito especial o papel da família que buscou caminhos e possibilidades para incluir Ariel. O NTE 16 está cheio de felicidade. Reforçamos a nossa função e a nossa obrigação enquanto poder público e educação pública de incluir muito mais. Obrigado à toda família de Ariel por nos ensinar a fazer educação especial, nos ensinar a incluir”.

Nazaré destacou o papel da Secretaria de Educação do Estado para a inclusão e o aumento das oportunidades igualitárias, garantindo que todas as pessoas tenham acesso a recursos e oportunidades, independentemente de sua origem, gênero, raça, deficiência ou qualquer outra característica pessoal.

“Enquanto representante da educação, nos sentimos empoderado, mas também na obrigatoriedade de construir cada vez mais”, disse a diretora do NTE 16, completando que o lugar das pessoas com deficiências é na sala de aula, juntamente com todos os colegas, na inclusão. “Inclusão é isso, não adianta querer separar, fazer diferente, mas a gente precisa fazer o diferente igual a todos, trazer a diferença para dentro do trabalho coletivo, do trabalho da igualdade, respeitando os limites e o tempo de cada um, e isso o Cetep fez no período que Ariel esteve lá”, salientou.

Ariel estava acompanhado dos seus pais, Simone e Sérgio Ayala

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