A cada hora, sete mulheres são estupradas no Brasil

10 de setembro de 2019, 12:16

Mulheres protestam contra a cultura do estupro na Av. Paulista (Foto: Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

Setenta e cinco por cento dos abusos sexuais são cometidos por conhecidos das vítimas, segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O número de estuprosno Brasil registrado pela forças policiais em 2018 foi de 66.041, o que representa um aumento de 4,1% em relação a 2017. Isso significa que a cada hora, sete mulheres foram violentadas no ano passado. Os dados foram divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta terça-feira 10.

Com base em informações de boletins de ocorrência, o instituto levantou características comuns entre as ocorrências. Setenta e cinco por cento delas são praticadas por conhecidos da vítima, seja um parente ou um amigo; 63% são cometidas contra vulneráveis, ou seja, pessoas com deficiência, enfermas, sob efeito de drogas ou com até 14 anos. Além disso, 70% das vítimas têm entre 0 a 17 anos; e 81% são mulheres ante 18% de homens.

O estado que mais registrou casos de estupro foi o Mato Grosso do Sul, com uma taxa de 70,4% a cada 100.000 habitantes; seguido por Paraná, com 60,8%, e Rondônia, com 59,9%.

O fórum frisou que as denúncias de estupro são bastante subnotificadas no Brasil, pois as vítimas têm medo ou vergonha de relatar os casos às autoridades. Ou seja, a realidade pode ser ainda mais dura do que a mostrada pelos dados oficiais das Secretarias de Segurança Pública, usados como base para a pesquisa.

 

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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