‘We Are The World’ completa 35 anos

28 de janeiro de 2020, 11:52

Lionel Richie, Bruce Springsteen, Michael Jackson, Cyndi Lauper e Stevie Wonder durante a gravação de 'We Are The World', em 1985 (Foto: Reprodução)

We Are The World, música de sucesso feita por inúmeros artistas que formaram o USA for Africa, completa 35 anos de sua gravação, nos Estados Unidos, em 1985, nesta terça-feira, 27. A iniciativa contou com 45 artistas e a arrecadação seria destinada a combater a fome na África.

Ao contrário do que muitos pensam, USA for Africa não significa “Estados Unidos pela África”, já que a sigla USA remete a “United Support of Artists”, algo como “Apoio dos artistas unidos pela África”.

A ideia de We Are The World surgiu um mês após o lançamento do projeto Band Aid, que promoveu a gravação do compacto Do They Know It’s Christmas?, feito por artistas ingleses como Paul McCartney, Sting, David Bowie, Phil Collins e Boy George, que teve R$ 56 milhões arrecadados para ações sociais na Etiópia.

Quincy Jones, maestro e produtor de We Are The World, pediu que Michael Jackson e Lionel Richie compusessem a música-tema do USA for Africa. A dupla passou quatro dias “trancada” em uma casa até que a canção estivesse pronta.

Quatro dias antes da gravação, Jones enviou a cada artista participante uma fita com a música em estado bruto e a indicação dos versos que cada um deveria cantar.

Na noite de gravação, em 28 de janeiro de 1985, mais de 200 artistas queriam participar, mas apenas 45 nomes foram selecionados. O único que não participou da gravação foi Prince, que tinha outros compromissos na data. Nomes como Ray Charles, Stevie Wonder, Cyndi Lauper, Bruce Springsteen e Tina Turner estiveram presentes.

Após a gravação, a festa no estúdio da A&M, na avenida La Brea, em Los Angeles (EUA), atravessou a madrugada. “Foi uma noite agitada. Eu me comportava como um fã de todos aqueles artistas, e tenho certeza que muita gente fazia o mesmo”, comentava Lionel Richie no dia seguinte.

“Mas a coisa mais importante da noite foi o que dizia um dos versos da música: tem gente morrendo. Todos os artistas do país estavam intimidados a fazer alguma coisa pelos que estão sofrendo”, prosseguiu o cantor.

Apesar de o lançamento oficial da música ter ocorrido em 7 de março de 1985, o disco de We Are The World chegou ao Brasil somente em abril, contando também com nove músicas inéditas no País feitas por artistas participantes da gravação.

‘Versão brasileira’

No embalo de We Are The World, diversos artistas se reuniram para fazer uma “versão brasileira” da iniciativa, com a música Chega de Mágoa, que ajudaria a população da região Nordeste, gravada em 13 de maio de 1985. A iniciativa foi chamada de “Nordeste Já”.

A ideia surgiu por parte de Aquiles, do MPB4, então presidente do Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro. A produção também contou com a ajuda de Téo Lima, baterista do cantor Djavan. A gravação foi feita no Multi Studio, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

A letra foi feita por Caetano Veloso, Chico Buarque, Fagner, Vinicius Cantuária, Erasmo Carlos e Roberto Carlos, com música de Gilberto Gil.

Além deles, nomes como Tim Maia, Rita Lee, Maria Bethânia, Djavan, Gal Costa, Fafá de Belém, Elba Ramalho, Emilinha Borba, Elizeth Cardoso, Pepeu Gomes e Roger, do Ultraje a Rigor, também estiveram presentes na campanha.

O compacto foi vendido em 2,8 mil agências da Caixa Econômica Federal espalhadas pelo País, vendidas a 10 mil cruzeiros (dinheiro da época) cada.

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Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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