Vaticano pede fim de ‘taxas’ para sacramentos nas igrejas

20 de julho de 2020, 08:56

A Igreja Católica celebra sete sacramentos: batismo, crisma, eucaristia, penitência, unção dos enfermos, ordem e matrimônio (Foto da igreja Matriz da cidade de Xique-xique - Bahia) (Foto: Notícia Limpa)

O Vaticano publicou nesta segunda-feira (20) uma nova instrução sobre as atividades das paróquias que pede o fim das cobranças obrigatórias sobre os sacramentos católicos.

    O texto foi divulgado pela Congregação para o Clero e promulgada no último dia 29 de junho. Segundo a Santa Sé, o documento “trata do tema do cuidado pastoral por parte das comunidades paroquiais, dos diversos ministérios clericais e laicos, tendo em vista uma maior corresponsabilidade de todos os batizados”.

    “O texto, fundamentalmente, recorda que, na Igreja, há lugar para todos, e todos podem encontrar seu lugar”, diz o Vaticano.

    O nono capítulo da instrução trata das “ofertas” para a celebração da missa, destinadas ao sacerdote, e para os outros sacramentos, que cabem à paróquia.

“Trata-se de uma oferta que, por sua natureza, deve ser um ato livre da parte do ofertante, deixado à sua consciência e ao seu senso de responsabilidade eclesial, não um ‘preço a pagar’ ou uma ‘taxa a exigir’, como se se tratasse de um tipo de ‘imposto sobre sacramentos'”, afirma o documento.

    A Igreja Católica celebra sete sacramentos: batismo, crisma, eucaristia, penitência, unção dos enfermos, ordem e matrimônio.

    Segundo a instrução publicada pelo Vaticano, o pároco deve “instruir os fiéis para que cada membro da comunidade se sinta responsável e diretamente envolvido a socorrer às necessidades da Igreja, através das várias formas de ajuda e solidariedade”.

    De acordo com a Santa Sé, essa sensibilização será mas eficaz de acordo com “exemplos virtuosos” dados pelos padres “no bom uso do dinheiro, seja com um estilo de vida sóbria e sem excessos em nível pessoal, que com uma gestão dos bens paroquiais transparente”.

    O Vaticano recomenda o recolhimento das ofertas em modo anônimo, “assim que cada um se sinta livre de doar aquilo que pode, ou que considera justo, sem sentir-se no dever de corresponder ao que se espera ou um preço”.

    Laicos – O documento também determina que, frente a uma possível carência de sacerdotes, o bispo da diocese poderá, de maneira “excepcional”, atribuir algumas funções a “diáconos, pessoas consagradas e fiéis leigos”, como a celebração da liturgia da palavra nos domingos, de funerais e matrimônios e a administração do batismo.

    “Os fiéis leigos podem pregar numa Igreja ou num oratório, se as circunstâncias, a necessidade ou um caso particular o exigem, segundo as disposições da Conferência Episcopal. […] Esses, ao invés, não podem em nenhum caso proferir a homilia durante a celebração da Eucaristia”, afirma o documento.

    A nova diretriz, no entanto, reafirma que um pároco deve ser um fiel “que tenha recebido a Ordem do presbiterado, excluída qualquer possibilidade de conferir a quem for privado desse título ou das relativas funções, também nos casos de carência de sacerdotes”. (ANSA)

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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