Vale a pena ver de novo?

11 de julho de 2024, 12:55

(Foto: Gervásio Lima)

*Por Gervásio Lima. –

A teledramaturgia da vida real, ou melhor do período eleitoral, está próxima da sua estreia oficial. As histórias de cada ator, diga-se candidato, serão apresentadas ao público/eleitor em capítulos até o final do folhetim, e, diferentemente do seu homônimo televisivo, poderá mexer não apenas com o emocional de quem acompanha, mas também com os destinos de toda uma população.

O elenco ainda está sendo escolhido, mas alguns artistas já são dados como certos na participação da novela que estreia um novo roteiro a cada quadriênio. Homens e mulheres disputam quem será o ator ou a atriz principal, enquanto os telespectadores apostam de camarote em quais serão os seus vilões ou heróis preferidos.

Muita expectativa nesta hora. A espera pelas definições dos nomes, o que só ocorrerá a partir do lançamento da trama, tem causado ansiedade, um sentimento de preocupação, nervosismo, quiçá medo, entre os protagonistas e os coadjuvantes temerosos de se frustrarem por não acontecer o que esperam.

Pelas decepções e esperanças perdidas, tem crescido o movimento dos neófitos, dos que buscam o novo como saída positiva contra os que se autodenominam peritos. Para uma grande maioria, o ‘vale a pena ver de novo’ é uma reprise dos antigos artistas, daí se explicam as escolhas pelo tenro.

A defesa do discurso sensato, coerente e verdadeiro, sem perseguições e demagogias, com respeito aos diferentes e na defesa da melhoria de vida dos expectadores (o povo), definirá, inevitavelmente, quem será o personagem escolhido para ator ou atriz principal dessa narrativa chamada eleição, que tem data para acabar – o próximo dia 6 de outubro.

Para quem defende o “não vale a pena ver de novo”, resta aguardar as cenas dos próximos capítulos.

*Jornalista e historiador