Teorias da conspiração sobre Bill Gates abundam em toda África

28 de maio de 2020, 10:54

Bill Gates, fundador da Microsoft e copresidente da Fundação Bill e Melinda Gates (Foto: Reprodução)

Enquanto o novo coronavírus continua causando estragos em todo mundo, Bill Gates se tornou o novo alvo dos adeptos das teorias conspiratórias, especialmente na África, onde uma publicação nas redes sociais de um político queniano alimentou o fenômeno da desinformação.

Os programas de Gates para uma vacina provocaram todo tipo de especulação no continente, e a disseminação de notícias falsas apenas aumentou durante a pandemia.

Em 15 de março, o governador de Nairóbi, Mike Sonko, postou um vídeo antigo de Bill Gates, no qual ele advertia para as consequências de uma futura pandemia, intitulado: “Bill Gates já falou sobre o coronavírus em 2015”.

Na gravação, feita durante uma conferência TED há cinco anos, o filantropo explicou que o mundo não estava preparado para um surto epidêmico global. Ele não mencionou o coronavírus em momento algum.

O post de Sonko provocou tantas interações entre seus mais de dois milhões de seguidores no Facebook, que se tornou a publicação global mais prolífica sobre Gates desde o início da pandemia de COVID-19, de acordo com a plataforma de rastreamento das redes sociais CrowdTangle.

A postagem foi compartilhada mais de um milhão de vezes e acumulou 38 milhões de visualizações nas mídias sociais. 

O caso mostra o importante papel das figuras públicas locais na disseminação de informações falsas, ou enganosas, em diferentes partes do mundo, de acordo com o Digital Forensic Research Lab (DFRLab) do Atlantic Council, que estuda o fenômeno da desinformação em nível global.

“Em geral, (esse tipo de informação) viaja através de (…) comunidades-nicho quando um influenciador, como uma celebridade de destaque, ou mesmo uma fonte de uma grande mídia, as amplifica”, disse Zarine Kharazian, do DFRLab.

“Quando atingem esse nível de disseminação, espalham-se em vários idiomas”, acrescentou.

– “Elites todo-poderosas” –

Os boatos sobre os laços entre Gates e a atual pandemia têm sido alimentados pelos diferentes grupos de teoria da conspiração em todo mundo desde que o vírus surgiu na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro de 2019. 

Desde janeiro, mais de 683.000 postagens no Facebook – tanto em páginas públicas quanto em grupos – mencionavam Gates, levando a cerca de 53 milhões de curtidas, compartilhamentos e reproduções. 

“Uma característica comum das teorias conspiratórias que atravessa fronteiras, idiomas e culturas é a desconfiança das ‘elites todo-poderosas’ e das instituições”, explicou Kharazian.

“O perfil proeminente de Gates, sua franqueza e seu compromisso ativo em trabalhos de saúde pública em nível internacional fizeram dele um alvo de primeira ordem para esse tipo de complô”, acrescentou. 

Entre as reivindicações mais difundidas na África está o fato de Bill Gates querer controlar a humanidade com microchips implantados, ou tatuagens digitais. 

Os conspiradores também garantem que Gates se beneficiará enormemente de uma possível vacina e que sua fundação patenteou um tratamento anos atrás, antes de liberar o novo coronavírus. 

Outros acreditam que ele criou o vírus para controlar a população, uma questão muito sensível na África, onde muitos comentários negativos publicados on-line sugerem que a vacina contra a COVID-19 poderia ser testada na população daquele continente. 

Parte dessa reação pode ser explicada pelos abusos médicos por parte de países ocidentais da África, disse Sara Cooper, cientista do Conselho de Pesquisa Médica do Cochrane Center, na África do Sul.

“Nas últimas décadas aconteceram vários incidentes de pesquisas médicas realizadas na África, nos quais foram cometidas graves violações dos direitos humanos”, disse Cooper à AFP. 

Uma série de práticas que vão desde experimentos de esterilização forçada na Namíbia, no final do século XIX, quando o país era uma colônia alemã, até testes de drogas organizados por gigantes farmacêuticos em vários países africanos nos anos 1990. 

A desconfiança das vacinas ocidentais ficou evidente em uma publicação que viralizou recentemente, alegando que o médico e cientista francês Didier Raoult havia alertado os africanos para não usarem “a vacina Bill Gates”, porque tinha “veneno”.

O serviço de “fact-checking” da AFP desmentiu essa afirmação: Raoult nunca fez esses comentários, e a vacina nem existe.

Fonte: AFP

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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