Revelado verdadeiro tamanho e forma do ‘8º continente’ da Terra

29 de junho de 2020, 16:45

O antigo continente só é considerado como tal desde 2017, até agora não havia um mapa detalhado sobre a área que preencheria se não estivesse 94% submerso (Foto: GNS SCIENCE)

Nesta segunda-feira (29), pesquisadores do instituto científico GNS Science da Nova Zelândia anunciaram ter mapeado a forma e o tamanho do continente Zelândia em detalhes sem precedentes. Eles colocaram seus mapas em um site interativo para que os usuários pudessem explorar virtualmente o continente, escreve o portal Business Insider.

“Fizemos estes mapas para fornecer uma imagem precisa, completa e atualizada da geologia da Nova Zelândia e da área do sudoeste do Pacífico, melhor do que já tivemos antes”, disse Nick Mortimer, que liderou a pesquisa, em um comunicado.

A equipe de Mortimer mapeou toda a superfície batimétrica dentro e em volta do continente submerso, retratando linhas costeiras, os limites territoriais e mostrando os nomes das principais características subaquáticas, publicando os mapas no portal da instituição.

 
Um mapa demonstra os tipos de crosta da Zelândia, desde a crosta oceânica mostrada em azul aos triângulos vermelhos, onde estão os vulcões.
 
 
Mapa tectônico do continente afundado da Zelândia

A Zelândia se estende por cerca de cinco milhões de km2, dos quais apenas 6% estão acima do nível do mar, compondo as ilhas neozelandesas e a ilha da Nova Caledônia, o que dificulta a tarefa da pesquisa.

Segundo a teoria aceita, a Zelândia se formou como parte do supercontinente Gondwana que, por sua vez, se formou junto com Laurásia após separação do supercontinente Pangeia. A Zelândia se afundou quase completamente entre 60 e 85 milhões de anos atrás.

O conceito do continente Zelândia foi proposto pela primeira vez pelo geofísico Bruce Luyendyk em 1995, apesar de ele dizer que nunca quis que o nome fosse definitivo.

“A razão pela qual criei este termo foi por conveniência. Eles são pedaços da mesma coisa quando se olha para Gondwana. Então pensei: ‘Por que você continua nomeando esta coleção de peças como coisas diferentes?'”

O reconhecimento por cientistas da superfície como continente chegou em 2017, sendo antes considerado um microcontinente. O projeto de mapeamento de Zelândia faz parte de uma iniciativa global de mapear toda a superfície oceânica mundial até 2030.

Fonte: Sputinik

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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