Maior salário mínimo do mundo? Genebra aprova remuneração de R$ 25 mil mensais

29 de setembro de 2020, 17:16

Aprovado em referendo realizado no domingo (27), o salário mínimo no cantão de Genebra, na Suíça, será de cerca de 3.800 euros, valor equivalente a R$ 25.000, a partir de 17 de outubro (Foto: Reprodução)

Aproximadamente 58% dos 500.000 eleitores de Genebra votaram a favor da implementação de um mínimo para a região. Em 2014, por meio de um referendo nacional, os suíços rejeitaram a criação de um salário mínimo para o país. Em 2011, Genebra votou contra um piso salarial para a região.  De acordo com alguns meios de comunicação, a remuneração é a mais alta do mundo, seguido pelo Austrália. Por outro lado, Genebra é considerada um dos locais mais caros do mundo.  Apesar de membro da União Europeia (UE), a Suíça não faz parte da zona do euro. O salário mínimo em Genebra será de 4.086 francos suíços (moeda local) para 41 horas de trabalho semanais - o que equivale a aproximadamente 3.800 euros. Por hora, o pagamento será de 23 francos suíços, ou 22,50 euros (aproximadamente R$ 149).  Aluguel de R$ 18.500 Além de Genebra, apenas outros dois cantões do país adotam uma remuneração mínima, Jura e Neuchatel.   Muitos cidadãos franceses se deslocam todo dia para trabalhar no território de Genebra. Na França, o salário mínimo é duas vezes menor, mas o custo de vida é um pouco menor. Em Genebra, o aluguel de um apartamento de dois quartos custa cerca de 3.000 francos, o que equivale a 2.800 euros (aproximadamente R$ 18.500), segundo a agência AFP.  Mínimo no Brasil equivale a 170 francos A proposta para a criação do mínimo foi feita por sindicatos e partidos de esquerda, face ao aumento da pobreza na região, o que foi aumentado em função da pandemia do coronavírus. Genebra é muito dependente do turismo e de viagens de negócios. No Brasil, o salário mínimo é de  R$ 1.045, o que equivale a cerca de 158 euros ou 170 francos suíços.

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Auxílio Emergencial: Governo divulga calendário completo da sexta parcela para público em geral

29 de setembro de 2020, 07:17

Pagamento para quem não é do Bolsa Família começa nesta quarta (Foto: Reprodução)

O governo publicou, em edição extra do "Diário Oficial da União" desta segunda-feira (28), o calendário de pagamento das novas parcelas do auxílio emergencial  de R$ 300  para quem não faz parte do programa Bolsa Família. A primeira parcela da extensão do auxílio será paga a partir desta quarta-feira (30) para trabalhadores informais inscritos pelo aplicativo ou site Auxílio Emergencial, da Caixa, MEIs (microempreendedores individuais), inscritos no CadÚnico e contribuintes individuais do INSS. Ao todo, serão 27 milhões de pessoas que receberão R$ 300 ou R$ 600 (no caso de mães responsáveis pelo sustento da família), o que totaliza mais de R$ 9 bilhões. O novo calendário continuará considerando o mês de nascimento dos beneficiários, ou seja, os créditos se iniciarão por aqueles nascidos em janeiro, depois fevereiro, março e assim sucessivamente, em poupança social digital já existente em seu nome, por meio do aplicativo Caixa Tem. Os primeiros beneficiados com as novas parcelas do auxílio de R$ 300 são os brasileiros que foram contemplados com o auxílio em abril, atenderam aos critérios previstos na nova etapa do programa e já terminaram de receber as cinco parcelas do auxílio emergencial (sem ter o pagamento suspenso). Nesta quarta (30), será a vez dos nascidos em janeiro que estavam no primeiro lote do programa emergencial. Os brasileiros que se tornaram elegíveis ao auxílio nos meses de maio, junho e julho terão os novos valores creditados em outubro, novembro e dezembro, respectivamente. Pelas regras da nova etapa do auxílio, o governo pagará até quatro parcelas adicionais, encerrando-se, obrigatoriamente, em dezembro de 2020. Os montantes continuarão sendo depositados antes na poupança social digital da Caixa, bem como os saques serão liberados posteriormente. Conforme a MP 1.000/2020, que criou novas regras para pagar a extensão do auxílio, serão liberadas, ao todo, nove parcelas do benefício, mas nem todos terão direito a elas. Somente quem começou a receber a renda em abril terá as nove cotas, incluindo benefícios do Bolsa Família. Os demais receberão menos. CONFIRA O NOVO CALENDÁRIO PARA QUEM COMEÇOU A RECEBER O AUXÍLIO EM ABRIL (ciclo 3) Nascidos em Crédito na poupança digital Saques em dinheiro Janeiro 30/set 07/nov Fevereiro 05/out 07/nov Março 07/out 14/nov Abril 09/out 21/nov Maio 11/out 21/nov Junho 14/out 24/nov Julho 16/out 26/nov Agosto 21/out 28/nov Setembro 25/out 28/nov Outubro 28/out 01/dez Novembro 29/out 05/dez Dezembro 01/NOV 05/dez PARA QUEM COMEÇOU A RECEBER O AUXÍLIO EM MAIO (ciclo 4) Nascidos em Crédito na poupança digital Saques em dinheiro Janeiro 30/out 07/nov Fevereiro 04/nov 07/nov Março 05/nov 14/nov Abril 06/nov 21/nov Maio 08/nov 21/nov Junho 11/nov 24/nov Julho 12/nov 26/nov Agosto 13/nov 28/nov Setembro 15/nov 28/nov Outubro 16/nov 01/dez Novembro 18/nov 05/dez Dezembro 20/nov 05/dez   PARA QUEM COMEÇOU A RECEBER EM JUNHO (ciclo 5) Nascidos em Crédito na poupança digital Saques em dinheiro Janeiro 22/nov 19/dez Fevereiro 23/nov 19/dez Março 25/nov 04/jan/21 Abril 27/nov 06/jan/21 Maio 29/nov 11/jan/21 Junho 30/nov 13/jan/21 Julho 02/dez 15/jan/21 Agosto 04/dez 18/jan/21 Setembro 06/dez 20/jan/21 Outubro 09/dez 22/jan/21 Novembro 11/dez 25/jan/21 Dezembro 12/dez 27/jan/21 PARA QUEM COMEÇOU A RECEBER EM JULHO (ciclo 6) Nascidos em Crédito na poupança digital Saques em dinheiro Janeiro 13/dez 19/dez Fevereiro 13/dez 19/dez Março 14/dez 04/jan/21 Abril 16/dez 06/jan/21 Maio 17/dez 11/jan/21 Junho 18/dez 13/jan/21 Julho 20/dez 15/jan/21 Agosto 20/dez 18/jan/21 Setembro 21/dez 20/jan/21 Outubro 23/dez 22/jan/21 Novembro 28/dez 25/jan/21 Dezembro 29/dez 27/jan/21 Parcelas extras A ampliação do benefício vai até dezembro, conforme medida provisória, mas nem todos os beneficiários do auxílio emergencial irão receber as novas parcelas. Mães responsáveis pelo sustento da família continuarão a ter direito à cota dobrada, e receberão R$ 600, mas o governo deixará de permitir que as famílias chefiadas por mulheres recebam uma cota adicional destinada a parentes que eventualmente atendam aos critérios do programa. Isso significa que famílias que na versão anterior do programa poderiam receber até R$ 1.800 por mês terão direito a apenas R$ 600. O governo ainda atualizou os critérios de análise do IR (Imposto de Renda) para a permanência no benefício, excluindo do auxílio cidadãos que tenham sido obrigados a declarar o IR em 2020. Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2019 fica fora da nova etapa do programa. Para as primeiras parcelas do auxílio, o governo já considerava esse critério, mas para os valores recebidos em 2018. Além disso, quem declarou em 2019 rendimentos isentos superiores a R$ 40 mil ou tinha bens com valor superior a R$ 300 mil até 31 de dezembro de 2019 não tem direito às novas parcelas. O benefício também deixará de ser pago a pessoas que tenham sido declaradas como dependentes no IR de 2019, enviado em 2020, nas condições de cônjuge, companheiro, filho menor de 21 anos ou menor de 24 anos e que esteja cursando o ensino superior ou ensino técnico de nível médio. AUXÍLIO EXTRA | ENTENDA Mais quatro parcelas do auxílio emergencial serão pagas para a população atingida pela crise econômica da pandemia de Covid-19 As novas parcelas correspondem aos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro O valor é de R$ 300 MÃES Mães responsáveis pelo sustento da família terão cota dobrada O valor do novo auxílio será de R$ 600 por mês QUEM RECEBE As novas parcelas são destinadas a quem já teve aprovado o pedido feito pelo aplicativo ou recebeu o auxílio porque está no Cadastro Único ou, ainda, recebe o Bolsa Família NOVOS PEDIDOS O governo deixou de aceitar novos pedidos de auxílio emergencial em 2 de julho Nos últimos meses, somente pedidos em reanálise foram incluídos em novos lotes CAIXA As novas parcelas deverão cair nas contas digitais abertas pela Caixa Econômica Federal Será o mesmo sistema, portanto, utilizado para o pagamento das cinco primeiras parcelas BOLSA FAMÍLIA Beneficiários do Bolsa Família já estão recebendo as novas parcelas do benefício benefício Nesta segunda-feira (28/09), a Caixa liberou o saque da 6ª parcela, com valor reduzido para R$ 300, aos inscritos no Bolsa Família que têm o NIS (Número de Identificação Social) terminado de 1 a 8  

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Jacobina: Dellypães e Villa Favorita estão funcionando no mesmo endereço (fotos)

28 de setembro de 2020, 17:56

(Foto: Notícia Limpa)

A Delicatessen Dellypães passou a funcionar a partir deste sábado (26), no mesmo ambiente do Restaurante e Pizzaria Villa Favorita, na Rua Alice Barros de Figueiredo, 162, próximo ao Convento. O endereço é novo, mas o atendimento diferenciado e a qualidade dos produtos oferecidos continuam os mesmos. A Dellypães e a Villa Favorita, sob a direção do jovem empresário Levi Bahia, são empresas referências na cidade. Conforme Levi, o objetivo da mudança de endereço e o funcionamento dos dois empreendimentos em um só lugar se deu pela busca da otimização para oferecer aos seus clientes mais conforto e eficiência no atendimento, além da qualidade que todos já conhecem. “A vida é feita de ciclos, e a Dellypães e a Villa Favorita estão iniciando uma grande e nova fase com a junção das duas empresas”, disse. Quanto aos serviços que serão oferecidos, o empresário salientou que será um espaço gastronômico onde atenderá diversos nichos de culinária como padaria, confeitaria, salgaderia, restaurante e pizzaria. “Estamos trabalhando para continuar sendo uma referência na região por trazer para Jacobina um espaço inovador, visto até então em poucas capitais brasileiras. Nos sentimos na obrigação de oferecer o melhor para Jacobina e seus visitantes”, ressaltou Levi.

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Bahia: JMC Yamana Gold distribui 5 mil máscaras para mais de 12 comunidades rurais de Jacobina

28 de setembro de 2020, 15:14

Iniciativa foi retomada com o objetivo de reforçar a importância dos cuidados com o novo coronavírus (Foto: JMC)

Preocupada com a flexibilização das medidas preventivas ao novo coronavírus, o Instituto Yamana de Desenvolvimento Socioambiental retomou a distribuição de máscaras de tecido na cidade de Jacobina. A iniciativa está sendo realizada, mais uma vez, em parceria com o Circo Marcos Frota. Cinco mil máscaras estão sendo distribuídas para mais de 12 comunidades rurais do município. O uso da máscara ajuda na criação de uma barreira física que impede a proliferação do vírus, reduzindo assim o número de pessoas infectadas. Além disso, a máscara é uma importante aliada para a proteção da vida de todos, especialmente para aqueles que são dos grupos de risco. "É importante lembrar que as máscaras são eficazes com a combinação da limpeza frequente das mãos com água e sabão e com o uso do álcool em gel a 70%. Não se deve esquecer também de higienizar as máscaras, após o seu uso, com água e sabão”, lembra Leonardo Bonfim, Coordenador de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Comunidade da Yamana Gold.Doações Desde o início da pandemia já foram produzidas para a comunidade 14 mil máscaras de tecido, foram entregues mais de 1.600 cestas básicas e material de higiene como álcool em gel 70% e doação de kits de materiais infantis. Além disso, a criação de um fundo possibilitou a doação de dois mil testes rápidos para detecção do coronavírus, termômetro digital infravermelho, álcool em gel e líquido 70%, máscaras N95 e outros milhares de EPI´s para os profissionais da saúde. Yamana Gold - A Yamana Gold é uma empresa global de mineração, que emprega mais de 7 mil pessoas nas Américas. A companhia trabalha de forma inteligente, descobrindo e transformando recursos de ouro do mundo em valor e respeitando o meio ambiente e as comunidades onde está inserida. No Brasil, a Yamana possui uma unidade, a Jacobina Mineração e Comércio, localizada na Bahia. A abordagem segura e sustentável do negócio é um valor fundamental da atuação da empresa.Instituto Yamana de Desenvolvimento Socioambiental Criado em 2012 pela Yamana, o Instituto Yamana de Desenvolvimento Socioambiental tem como objetivo principal promover o desenvolvimento nas regiões onde atua por meio de iniciativas educacionais, sociais, ambientais e culturais, contribuindo para o desenvolvimento local por meio de ações, projetos e programas específicos, respeitando a diversidade cultural e características locais. O Instituto Yamana é o responsável pela gestão e desenvolvimento dos programas de responsabilidade socioambiental da companhia e o faz por meio de parcerias com instituições para estimular pesquisas, incentivando ainda o conceito de voluntariado, a ética, cidadania e a democracia.

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Praias de Salvador voltarão a ser fechadas após desrespeitos da população, anuncia Prefeitura

28 de setembro de 2020, 12:29

(Foto: Secom/Ba)

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), revelou que divulgará, ainda nesta segunda-feira (28/9), o bloqueio de algumas das praias de Salvador. Segundo o democrata, a atitude se dá ao desrespeito da população às recomendações da Prefeitura neste último final de semana. "Conversei bastante com o pessoal da Guarda Municipal. Nós vimos alguns episódios ontem de desrespeito ao uso das praias: em Itapuã, Piatã, Amaralina e Canta Galo. Eu já disse várias vezes: a Guarda Civil não pode ficar fixa em uma praia, espécie de babá. Eu quero, ao máximo, evitar uma situação pior. Prefiro ser o chato salvando vida, do que o bonzinho enterrando vítima da Covid", disse o prefeito.  "Quero comunicar a vocês que algumas praias da cidade serão interditadas por uma semana, intervenção física, nos moldes que fizemos no início da pandemia. Buracão, Paciência e Porto da Barra já estão fechadas. Após o episódio de ontem, vamos analisar hoje quais praias serão fechadas, em função do descumprimento das pessoas", complementou o gestor municipal.  Algumas praias foram reabertas na última segunda-feira (21/9). São Tomé de Paripe, Ribeira, Tubarão, Amaralina e Itapuã poderiam funcionar de terça à sexta. As demais, exceto Porto da Barra, Buracão e Paciência, foram liberadas de segunda à sexta em horários livres. 

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Participações de Lula, Dilma e Haddad marcam o início da campanha eleitoral do PT de Jacobina (Vídeo)

28 de setembro de 2020, 10:11

A candidata a prefeita de Jacobina Mariana Oliveira e o seu vice, Carlinhos do PT defenderam uma 'verdadeira mudança na política do município' (Foto: Notícia Limpa)

O Partido dos Trabalhadores de Jacobina inicia a campanha eleitoral com a oficialização da chapa que irá concorrer a eleição municipal deste ano. Encabeçada pela odontóloga Mariana Oliveira e o ex-vereador Carlinhos Mota, 16 candidatos a vereador completam o time. O evento aconteceu no auditório da Fundação Educativa Popular Padre Alfredo Hasler e José Assis dos Santos Reis (Feppahja) e contou com a participação de, além dos candidatos, militantes e apoiadores. Para cumprir o que determina as orientações das autoridades sanitárias, o ato contou com cerca de cem pessoas, obedecendo assim, o distanciamento social. Três participações virtuais foram motivos de euforia e emoção para os participantes que foram pegos de surpresa com os depoimentos em vídeos das maiores lideranças nacional do PT, os ex- presidente Lula e Dilma Roussefr e o ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato a presidência da República, Fernando Haddad. As mensagens foram passadas diretamente para a população de Jacobina e para a candidata Mariana Oliveira. Depois de destacar os avanços dos governos petistas no país, nos estados e municípios o ex-presidente Lula pediu para os jacobinenses votarem em Mariana Oliveira. “É hora de mostrar ao povo que a partir de cada cidade deste país é possível sim, reconstruir juntos nosso querido Brasil, por isso em Jacobina Mariana Oliveira está preparada para fazer as mudanças que o nosso povo precisa. Vote no Partido dos Trabalhadores, vote em Mariana Oliveira, vote 13”. https://youtu.be/9p3QxssTKkM Descartando novamente a possibilidade de ainda vir apoiar outra candidatura, Mariana foi contundente: “Não podemos mais recuar  Agora é pra frente, seguindo, avançando. Não seremos interrompidas. Nossa candidatura é tão importante e por isso eu vou convidar toda a população , durante esses 45 dias, para experimentar uma alternativa diferente pra Jacobina”. A candidata ressaltou ainda que irá fazer a campanha "de forma limpa , falando verdades para a população. Jacobina não pode mais votar em um pra tirar o outro. Jacobina precisa apostar na melhor opção". Prestigiaram também o início da campanha do PT de Jacobina, o deputado estadual Marcelino Galo e o chefe de gabinete do governador Rui Costa, Cícero Monteiro. Carlinhos do PT é o candidato a vice-prefeito de Jacobina

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Mulheres são 13% dos candidatos a prefeituras

28 de setembro de 2020, 08:27

Ao menos duas capitais do País terão apenas candidatos homens na disputa para prefeito nas eleições de novembro (Foto: Reprodução)

Com poucos incentivos e barreiras históricas, as mulheres ainda são uma parcela pequena na disputa pelas prefeituras: representam apenas 13,05% (2.495) dos 19.123 candidatos em todo o País nas eleições 2020. O porcentual é ainda menor quando se trata de mulheres negras ou pardas – são 857 (4,5%). Homens brancos representam mais da metade (55%) dos candidatos a prefeito, segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados até as 14 horas de ontem. Os números deste ano mostram pouco avanço em relação ao registrado na eleição de 2016, quando 16.565 candidatos disputaram o cargo, sendo 2.149 mulheres (12,98%), e ainda está abaixo de 2012, quando o índice foi de 13,3%, com 2.026 candidatas. O prazo para registro de candidaturas para as eleições de novembro se encerrou no último sábado. Há informações residuais que serão atualizadas ao longo da semana, mas não alteram significativamente os dados. Desde 2010, mulheres precisam ser 30% das candidaturas registradas por um partido para os cargos de vereador e deputado, mas a regra não vale para cargos do Executivo. “Isso demonstra a relevância das cotas. No primeiro caso (prefeituras), como não há cotas, as práticas históricas de registro de candidaturas masculinas vão sendo reproduzidas a cada eleição. Por isso temos ainda esse patamar tão baixo”, disse a cientista política da Universidade de Brasília (UnB) Flavia Biroli. Para ela, as cotas interrompem a dinâmica histórica de dominância masculina, abrindo mais espaço para as mulheres. Na disputa por vagas nas Câmara Municipais, a presença de mulheres vem aumentando. Neste ano, são 173.710 (34,37%) do total de 505.461 candidatos, ante 153.313 (33,08%) em 2016 e 134.150 (31,9%) em 2012. Estudo feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e pela ONU Mulheres, divulgado na semana passada, mostrou que o Brasil registra baixos índices de representatividade feminina e de paridade política entre os sexos na comparação com os seus vizinhos da América Latina. Os poucos mecanismos adotados até hoje no País para incentivar mais mulheres na política são considerados insuficientes, pelo estudo. As mulheres, no entanto, são maioria entre os eleitores brasileiros: 52,5%. “Para se fazer uma reforma política que de fato tenha efeitos no sistema eleitoral e de representação com vistas a mitigar os efeitos dessa história desigual de direitos políticos entre os gêneros, é necessário que se discutam os aspectos de funcionamento intrapartidário que, em geral, mantêm-se cristalizados de velhos hábitos. A estrutura de poder é pouco oxigenada”, disse a cientista política Ariane Roder, professora no Instituto Coppead de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nas últimas eleições municipais, em 2016, foram eleitas 638 prefeitas, 11,5% do total. O estudo da ONU mostra ainda que apenas 3% dos municípios brasileiros têm prefeitas negras. “A inexistência de uma legislação que impulsione candidaturas femininas para os cargos do Executivo, cuja ocupação é determinada por eleições majoritárias, traz um cenário de muita dificuldade para a eleição de mulheres”, diz o levantamento. Raça A disputa pelos cargos de prefeitos também é pouco diversificada no quesito raça. Homens brancos (10.473 ou 55%) dominam o cenário, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda debate sobre a validade de políticas públicas para incentivar candidaturas de pessoas negras. Três ministros já votaram a favor de antecipar para as eleições de novembro o uso do critério racial na divisão de recursos do Fundo Eleitoral – e do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão de cada partido. Em agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia decidido que a reserva de recursos para candidatos negros só valeria a partir das eleições de 2022, mas uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, antecipou a adoção das novas regras para este ano. No centro da controvérsia, estão os R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral reservados para o financiamento da campanha de vereadores e prefeitos de todo o País. Duas capitais têm apenas homens na disputa deste ano Ao menos duas capitais do País terão apenas candidatos homens na disputa para prefeito nas eleições de novembro: Manaus (AM) e São Luís (MA). Na capital do Amazonas, há 11 nomes na corrida pelo principal cargo. Quatro deles concorrem ao lado de mulheres como vices. Na capital do Maranhão, são 12 homens na disputa. Desses, seis têm mulheres como candidatas a vice em suas chapas.

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Governo mente dizendo que queimada no Brasil é a menor em 18 anos

28 de setembro de 2020, 08:07

Procurada pela Folha de S.Paulo, a Secom disse que "expôs os dados que estão à disposição, sem ocultar nada" e que "o que passa disso é ilação falaciosa do jornal" (Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)

Na tentativa de se esquivar das críticas à política ambiental diante dos focos de incêndio na Amazônia e no Pantanal, o governo de Jair Bolsonaro publicou neste sábado (26) uma comparação incabível e fez uma afirmação falsa, de que a área queimada no país é a menor dos últimos 18 anos. Mesmo com os focos de incêndio que acometem o Pantanal e outros biomas brasileiros, a área queimada em todo o território nacional é a menor dos últimos 18 anos. Dados do Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] revelam que 2007 foi o ano em que o Brasil mais sofreu com as queimadas", publicou a Secom. Antes vinculada à Presidência da República, mas agora sob guarda-chuva do Ministério das Comunicações, a Secom (Secretaria de Comunicação) comparou dados de oito meses deste ano com dados fechados de 12 meses dos anos anteriores. A postagem feita no sábado foi reproduzida por autoridades como os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e das Comunicações, Fábio Faria, e pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho mais velho de Jair Bolsonaro (sem partido). O presidente não havia compartilhado a publicação até o início da tarde deste domingo (27). Os mesmos dados já haviam sido publicados na quinta-feira (24) por Fábio Faria. "Nada mais didático para que tenhamos um retrato claro dos últimos anos. Os números do Inpe estão aí para que todos possam ver a verdade", escreveu o ministro acrescentando a hashtag #AcreditenoBrasil. Faria também publicou uma imagem com o total, por ano, de focos de incêndio. Nesta publicação, não há menção a 2020. Procurada pela Folha de S.Paulo, a Secom disse que "expôs os dados que estão à disposição, sem ocultar nada" e que "o que passa disso é ilação falaciosa do jornal". Os dados do Inpe são públicos, estão na internet, são gratuitos e de fácil compreensão.De janeiro a agosto de 2020, houve registro de 121.318 km² em todo o Brasil. Este dado é utilizado na publicação da Secom. No entanto, para o 2019, a Secretaria de Comunicação usa como dado os 318.389 km² que queimaram durante todos os 12 meses do ano passado. Se utilizasse o mesmo período de tempo que é possível para 2020 -de janeiro a agosto-, a área queimada, ainda sim, seria maior em 2019, primeiro ano da gestão de Bolsonaro, 131.327 km².Porém, fazendo a comparação entre os mesmos períodos de 2003 a 2020, o governo teria que informar que 2020 teve mais área queimada que os anos de 2008, 2009, 2011, 2013, 2014, 2015, 2017 e 2018. A Folha de S.Paulo contestou a resposta inicial da Secom com estes dados, mas não houve manifestação até a publicação desta reportagem. Se for feito um recorte dos dois biomas que mais têm sofrido com queimadas no momento, Pantanal e Amazônia, 2020 é um ano ainda mais complicado.Até agosto, já foram queimados 18.646 km² no Pantanal este ano. Número que perde apenas para 2005, quando 20.219 km² foram queimados. Na Amazônia, o Inpe registara 34.373 km² de área queimada entre janeiro e agosto deste ano. É menos que os 43.573 km² queimados no mesmo período de 2019, também no governo Bolsonaro. Mas é mais do que ficou em chamas nos anos de 2008, 2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2017 e 2018. "Se a metade da energia que o governo gasta tentando criar uma realidade paralela fosse empregada no combate ao crime ambiental, o problema do desmatamento e das queimadas já estaria resolvido", disse, por meio de sua assessoria, o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini. Para Cristiane Mazzetti, porta-voz da campanha da Amazônia do Greenpeace ao fazer comparação entre dados de anos fechados com apenas oito meses de 2020, o governo demonstrar querer fazer uma guerra de narrativas em vez de enfrentar a gravidade das queimadas no país. "Da Amazônia ao Pantanal, o patrimônio dos brasileiros segue sendo consumido rapidamente pelo fogo. É desonesto minimizar tamanha crise ambiental que resulta em impactos econômicos, sociais e ambientais", afirmou Mazzetti. O site do Inpe também permite fazer a comparação do total de focos ativos de queimadas detectados pelo satélite de referência em cada mês, no período de 1998 até 26/09/2020.De janeiro até este sábado, eram 151.779 focos em todo o país, mais que os 143.734 registrados entre janeiro e setembro do ano passado. Até sábado, o Pantanal já registrava um total de 16.667 focos ativos de queimadas, mais do que a soma dos 12 meses de 2019 (10.025). Setembro de 2020, mesmo ainda não completo, também já tem o maior registro de queimadas na história do Pantanal, 6.514 focos de incêndio até o dia 26. O recorde total anterior era de agosto de 2005, com 5.993 focos de calor. Há meses a situação já se mostrava crítica. O período mais úmido do Pantanal teve pouca chuva e 2020 teve o primeiro semestre com maior número de queimadas no bioma. Julho também teve o maior registro de fogo e agosto manteve elevado número de focos de calor, próximo ao recorde. Na Amazônia, até sábado eram 73.459 focos de incêndio, ante 66.749 entre janeiro e setembro de 2019, ano que fechou com 89.176 focos de queimada registrados. O bioma perdeu uma área equivalente a 270 mil km² entre os anos 2000 e 2018. No período, a maior floresta tropical do planeta viu desaparecer 8% de sua cobertura, substituída, principalmente, por áreas de pastagem, segundo números das Contas de Ecossistemas: Uso da Terra nos Biomas Brasileiros (2000-2018), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados na quinta-feira.

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O traficante que deu origem ao culto do Senhor do Bonfim e outras descobertas do ‘mapa da escravidão’ em Salvador

27 de setembro de 2020, 11:18

Igreja que é símbolo de sincretismo e respeito a religiões de matriz africana em Salvador abriga túmulo de um dos maiores traficantes de escravizados da Bahia (Foto: Getty Images / BBC News Brasil)

Site mapeia homenagens controversas, reparadoras e locais esquecidos de resistência à escravidão na capital baiana. Anualmente, no mês de janeiro, a cidade de Salvador se reúne diante da Igreja do Senhor do Bonfim para uma celebração sincrética que reúne católicos e adeptos do candomblé. A festa teve início com a lavagem que pessoas escravizadas faziam da Igreja e hoje é considerada Patrimônio Imaterial do Brasil, celebrada por autoridades locais como espaço livre de discriminação. Mas a praça diante da igreja homenageia um dos principais traficantes de africanos escravizados da Bahia. Seu túmulo, na verdade, está em destaque dentro do templo, já que ele foi o responsável por trazer a imagem que permitiu o culto ao Senhor do Bonfim no Estado. Em meio ao debate sobre homenagens a traficantes de seres humanos retirados da África — que ganhou nova força com os protestos de movimentos antirracistas nos Estados Unidos e na Europa neste ano — um grupo de historiadores decidiu jogar luz sobre esta e outras ligações esquecidas de homenagens, ruas e locais históricos de Salvador com a escravidão. Salvador foi o segundo maior porto de desembarque de africanos nas Américas durante a vigência do comércio transatlântico de pessoas escravizadas, atrás apenas do Rio de Janeiro. Estima-se que mais de 1,2 milhão de africanos chegaram à Bahia nos chamados navios negreiros. A iniciativa dos historiadores deu origem ao site Salvador Escravista, que mapeia homenagens controversas, homenagens reparadoras e também lugares esquecidos, onde ocorreram episódios importantes da história da população negra da cidade. "O propósito do site não é simplesmente mudar nomes de ruas ou retirar monumentos, mas isso poderia, sim, vir como resultado", diz à BBC News Brasil Felipe Azevedo e Souza, professor do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e um dos realizadores do projeto. "O que queremos é um debate maior sobre políticas públicas voltadas para a memória da cidade, que sejam mais democráticas e mais plurais." O projeto já inspira historiadores de outros Estados, como Pernambuco, Goiás e Rio Grande do Sul, a fazer iniciativas semelhantes. Os organizadores também pretendem criar um aplicativo que transforme os verbetes do site em um percurso turístico que possa dar mais informações aos visitantes sobre o lado menos conhecido dos personagens e monumentos da capital baiana — e do país. A BBC News Brasil reúne aqui algumas dessas histórias: O traficante de escravos que decorou a Igreja do Senhor do Bonfim O português Teodósio Rodrigues de Faria foi capitão de um navio mercante da Índia por anos e, já com fama de "grande homem do mar", na década de 1740, se estabeleceu em Salvador, onde passou a investir no comércio — incluindo o de pessoas. Ao que tudo indica, ele já era devoto do Senhor do Bonfim, que dava nome a um de seus barcos. Segundo o historiador Cândido Domingues, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), o navegante invocou a proteção do Cristo crucificado durante uma tempestade marítima em viagem a Lisboa. E, em retribuição, levou para Salvador uma imagem do Senhor do Bonfim semelhante à que existia na cidade portuguesa de Setúbal. "A imagem foi eventualmente colocada na Igreja do Senhor do Bonfim, que estava sendo construída na Colina Sagrada. Segundo registros de outros historiadores, Teodósio também investiu bastante na decoração da Igreja. Na pintura do teto se vê um painel em que um grupo de marinheiros entrega aos santos e anjos um quadro representando o navio durante a tempestade, e a vela do navio", disse Domingues à BBC News Brasil, em entrevista por telefone. A devoção e o investimento na igreja também lhe renderam lugar de destaque na irmandade do Senhor do Bonfim, que reunia outros comerciantes influentes na sociedade da época. Quando morreu, em 1757, Teodósio Rodrigues foi enterrado dentro da Igreja, que é um dos principais cartões postais de Salvador e palco de uma de suas maiores festas inter-religiosas, a Lavagem do Bonfim. O traficante está enterrado dentro da igreja como seu "primeiro benfeitor". A praça diante do tempo e uma rua lateral também o homenageiam, sem mencionar sua participação no comércio de africanos - Foto: Cândido Domingues | Acervo pessoal / BBC News Brasil O capitão português também dá nome à praça que fica diante da igreja e a uma rua próxima, tamanha é a sua importância na sua fundação. "Só que, nos anos 1750, Teodósio Rodrigues de Faria também atuou intensamente no tráfico de africanos, um detalhe que costuma ser omitido ou posto em dúvida nas homenagens e reportagens sobre ele feitas durante a festa do Bonfim", diz o historiador. Em sua pesquisa, Cândido Domingues encontrou registros de navios negreiros que Farias possuía em sociedade com outros traficantes da época e até uma prestação de contas em que ele reivindica escravizados que lhe pertenciam em um navio cujo dono morreu ao chegar da África. "A importância de conhecermos e discutirmos isso é dar a possibilidade a fieis e cidadãos de compreender outras histórias que estão no nosso passado. A ideia não é necessariamente desfazer esses monumentos. Mas, conhecendo as outras partes da nossa história, podemos registrá-las e fazer a crítica necessária", afirma Domingues. O Elevador construído com dinheiro do comércio ilegal de africanos O famoso Elevador Lacerda, que liga as partes alta e baixa da capital baiana e chegou a ser o maior do mundo à época de sua inauguração, em 1873, não foi construído para homenagear um traficante de escravos, como outros monumentos agora polêmicos. O projeto inicialmente foi chamado de Elevador Hidráulico da Conceição, e era considerado uma ideia um tanto extravagante. Só em 1896 passou a se chamar se chamar Elevador Antonio de Lacerda, em homenagem ao seu idealizador. O principal cartão portal da capital baiana provavelmente não teria sido construído sem uma fortuna obtida com o tráfico de africanos, mesmo após a lei que o proibia, segundo historiadora Foto: Getty Images / BBC News Brasil No entanto, segundo a historiadora Silvana Andrade dos Santos, doutora em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), a obra provavelmente não teria sido feita sem a riqueza acumulada pelo pai de Lacerda, o negociante português naturalizado brasileiro Antonio Francisco de Lacerda, no tráfico ilegal de africanos, ou seja, mesmo após a proibição por lei. "Pela imagem que pude construir a respeito de Antonio Francisco de Lacerda através da minha pesquisa, ele parece um especulador. Sempre que via uma oportunidade de fazer um bom negócio ele fazia e, quando achava que aquilo já não era pra ele, saía", disse à BBC News Brasil. "A historiografia tem demonstrado que cinco anos antes da proibição oficial do tráfico de pessoas, quando o Brasil começou a negociar os tratados com a Inglaterra, a demanda pela mão de obra escravizada aumentou muito. Isso fez com que muitos negociantes entrassem no comércio para obter altos lucros. Pelo que eu consegui perceber, esse foi o caso dele." A pesquisadora encontrou registros de que Lacerda, o pai, era sócio em ao menos duas embarcações fretadas para fazer viagens negreiras para África no final da década de 1830 — a importação de escravizados africanos para o Brasil já era proibida desde 1831. As embarcações foram apreendidas e condenadas pela Marinha britânica. Por isso, os registros de seus donos permaneceram arquivados. "A documentação sobre o tráfico ilegal é justamente para as viagens que não deram certo. Quantas outras deram certo e não sabemos?", questiona Silvana. De acordo com ela, era comum que comerciantes da época entrassem no tráfico, realizassem algumas viagens, ganhassem um bom dinheiro e investissem em outros negócios que tinham. Lucros com viagens negreiras ilegais permitiram a Antonio Francisco de Lacerda enviar os filhos para estudar no exterior e abrir a Companhia de Transportes Urbanos, que faria o Elevador Foto: Getty Images / BBC News Brasil No caso de Antonio Francisco de Lacerda, o lucro foi usado em empreitadas como uma estrada de ferro, a maior fábrica de tecidos do país no século 19, o Banco da Bahia e a Companhia de Transportes Públicos. Seus filhos foram enviados para estudar em países como Suíça e Estados Unidos, algo que só estava ao alcance de família abastadas. Em 1856, o filho, Antonio de Lacerda, volta ao Brasil sem concluir o curso de Engenharia que havia começado nos Estados Unidos e assume os negócios do pai. Alguns anos mais tarde, ele consumiria boa parte da fortuna familiar na construção do Elevador. Discursos da família reproduzidos em jornais da época, no entanto, dão a entender que o Lacerda filho não acreditava ter recebido o devido reconhecimento por sua obra. Um de seus netos reclamou, inclusive, de seu ressentimento por ter que pagar a própria passagem, que, na época, custava o equivalente a R$ 0,10. O grito de liberdade eternizado nas ruas 13 de Maio Desde o final dos anos 1970, parte do movimento negro brasileiro questiona a importância do dia 13 de maio de 1888, quando foi assinada a Lei Áurea, em contraposição à narrativa de que a abolição da escravidão teria sido uma generosidade da família real para com a população negra. No entanto, as ruas de Salvador contam outra história. Em seu mapeamento, os historiadores do site Salvador Escravista encontraram sete ruas Treze de Maio na cidade, quase todas elas em bairros periféricos, como Liberdade e Paripe, cuja maioria da população é negra. Segundo a historiadora Iacy Maia Mota, professora na Ufba e autora de uma tese sobre as reações à abolição na Bahia, a nomeação das ruas dá uma pista sobre a importância real que a data teve na vida das milhares de pessoas cujas vidas foram impactadas pela lei. "Eu tenho esse debate com ativistas do movimento negro sobre a necessidade que temos de valorizar o 13 de maio. Não podemos esvaziar o significado dessa data. Ela foi um resultado da luta abolicionista que as pessoas celebraram. Elas foram para as ruas, desafiaram os ex-senhores, afirmaram sua liberdade", disse à BBC News Brasil. A lei Áurea, segundo Mata, rompeu com a estratégia de abolição gradual da escravidão. Até então, a libertação dos escravizados ocorria através de leis como a do Ventre Livre (1871) e a dos Sexagenários (1875). Mas ambas impunham condições à liberdade, como a indenização dos ex-senhores ou um tempo extra de servidão. Mas as disputas jurídicas sobre a legitimidade da escravidão começaram a crescer no país, assim como o movimento abolicionista. "Quando o Brasil se viu internacionalmente isolado em relação à manutenção escravidão - já que foi o último país das Américas a acabar com ela - e o abolicionismo virou um movimento de massa, os legisladores brasileiros se viram forçados a resolver o que eles chamavam de 'a questão servil'", diz a historiadora. O resultado disso é que a lei promulgada em 13 de maio, que tramitou rapidamente no Parlamento e foi sancionada pela princesa Isabel, é a única sobre o tema a ter somente dois parágrafos: um acabando com a escravidão e outro revogando todas as disposições em contrário. "Os escravocratas baianos sabiam das discussões no Parlamento, mas não imaginavam que seria aprovada a abolição imediata, sem indenização a eles e sem um dispositivo que obrigasse os libertos a continuar trabalhando. Eles foram surpreendidos e reclamaram muito", conta Iacy Mata. Muitos dos recém-libertados, por sua vez, passaram a se recusar ao trabalho nos moldes da escravidão. Jornais da época tinham relatos de escravistas que foram abandonados por seus cativos no dia 13 de maio - alguns retornavam apenas para informar que não trabalhariam mais para ninguém. "Entre 1888 e 1889 explodiram pedidos pelo uso da força policial em várias cidades da Bahia, inclusive Salvador, para conter os libertos porque havia muito samba, festas nas ruas e recusa a voltar às fazendas. Isso era entendido como insubordinação aos ex-senhores", conta Mata. Imediatamente após a aprovação da lei, os recém-libertos começaram a abandonar as fazendas e recusar-se a trabalhar para os senhores; eram acusados de insubordinação Foto: Harry Hamilton Johnston | New York Public Library / BBC News Brasil No momento da abolição, a Bahia abrigava cerca de 10% da população escravizada do Brasil. Os beneficiados pela lei Áurea eram identificados nos registros policiais como "13 de maio 88 recém-libertados". "Sabemos que a aprovação da lei não abalou as estruturas fundacionais do Brasil, porque não trouxe inclusão para os ex-escravizados na sociedade", reconhece a historiadora. "Mas ela colocou em xeque, em alguma medida, a hierarquia racial. Porque a liberdade, em tese, já não tinha cor. Foi uma mudança importante para aquelas pessoas. E o caráter popular da lei pode ser visto na geografia da cidade." Mas, se nas periferias da capital baiana encontram-se algumas ruas Treze de Maio, nos bairros nobres uma única avenida - entre a Graça e a Barra - é dedicada, de certo modo, à abolição da escravidão. Chama-se Princesa Isabel. O barão que tentou frear a abolição Também homenageado com uma longa rua no bairro da Calçada, na Cidade Baixa, o barão de Cotegipe foi um dos principais antagonistas da princesa Isabel no tema da abolição — mesmo fazendo parte de seu governo. O barão, cujo nome era João Maurício Wanderley, foi um dos principais representantes dos interesses escravagistas na política brasileira. Ele também dá nome a ruas em cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Paraná e até de um município no Rio Grande do Sul. "Ele foi uma figura relevante em todo o país, mas sua memória pública não dá ênfase ao fato de que ele foi o escravocrata mais poderoso dos últimos anos do Império. E tomou muitas medidas em prol da perpetuação da escravidão", disse à BBC News Brasil o historiador Felipe Azevedo e Souza, da Ufba. Como presidente do Conselho de Ministros, uma espécie de primeiro-ministro durante a regência da princesa Isabel, ele propôs a lei dos Sexagenários, que libertava os escravos com 60 anos ou mais, mas os obrigava a pagar indenização ao senhor e a trabalhar por mais três anos para compensá-lo. "Cotegipe acreditava piamente que a escravidão não era, por si só, um problema. O problema eram os maus senhores, porque os bons senhores iriam cuidar bem dos escravizados. Ele usava isso como argumento para adiar a abolição", conta Souza. "Em 1887, quando se debate o fim da pena de açoite aos escravizados, ele se posiciona contra, dizendo que é uma maneira de o senhor educar o escravizado como um pai educa um filho 'dando-lhe uma palmada'." Segundo o historiador, o barão havia sido alçado ao posto, em 1885, justamente para refrear as tendências abolicionistas da princesa. O resultado disso foi que um aumento da repressão violenta às manifestações pela abolição, que ganhavam força. Líderes foram presos e caçadas humanas a escravizados que fugiam de fazendas, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, foram promovidas. "O Exército foi convocado para atuar na repressão, e isso também gerou uma crise para o regime. De um lado, boa parte dos jovens oficiais, prendados em filosofia e imbuídos de um certo idealismo, eram abolicionistas. De outro, os oficiais mais velhos queriam o reconhecimento de heróis nacionais pela vitória na Guerra do Paraguai e sentiam que estava sendo reduzidos a capitães do mato", diz Souza. Sob pressão, o movimento pela abolição recorria cada vez mais a métodos radicais, como articular fugas coletivas de escravizados e criar quilombos urbanos para abrigá-los. E aumentava a tensão entre o barão e a princesa, que acabou conseguindo sua renúncia da presidência do Conselho dos Ministros. Cotegipe ainda voltou ao Senado para votar contra a lei Áurea em 1888. E disse à princesa Isabel que ela libertou os escravos, mas perdeu o Império. "O interessante é perceber que boa parte da crise que acabou por derrubar o Império foi ele mesmo que causou, justamente por ser um escravista inflexível. Foi ele que provocou uma crise com os militares e demorou para negociar com os abolicionistas e com os setores progressistas da sociedade", conclui o historiador. A revolta de escravizados que fez tremer o império — e foi apagada da cidade O maior e mais importante levante urbano de africanos escravizados já registrado no Brasil ocorreu durante algumas horas entre os dias 24 e 25 de janeiro de 1835 em Salvador. Em um sobrado na ladeira da Praça, no centro da cidade, cerca de 50 africanos de diversas etnias, muitos deles muçulmanos (conhecidos como imales, na língua iorubá, da África Ocidental), se reuniam quando foram cercados por forças de segurança. Eles atacaram os soldados e dali saíram para libertar um de seus líderes, Pacífico Licutan, na cadeia pública. Enfrentaram mais soldados na praça Municipal e angariaram o apoio de outros grupos de africanos, libertos e escravizados, em um percurso por todo o centro até o Terreiro de Jesus, local onde hoje é o bairro do Pelourinho. A batalha sangrenta continuou até Água de Meninos, na Cidade Baixa, onde os africanos foram derrotados. O Largo Terreiro de Jesus, no Pelourinho, foi palco de uma das batalhas entre os malês e os policiais durante a revolta, cujo objetivo final nunca foi conhecido Foto: Getty Images / BBC News Brasil Em nenhum desses pontos, no entanto, há qualquer placa, monumento ou marco sobre a Revolta dos Malês. "Mais de 20 anos atrás, eu e alguns colegas colocamos uma placa modesta de madeira marcando o lugar onde provavelmente a revolta começou. Não sabemos se a placa caiu ou foi retirada, mas ela não existe mais. Talvez essa tenha sido a primeira ação de demarcação da revolta na cidade", disse à BBC News Brasil o historiador João José Reis, da Ufba, autor do livro Rebelião Escrava no Brasil - A História do Levante dos Malês em 1835. Após a derrota, muitos dos revoltosos foram açoitados em praça pública, presos ou deportados à África. Quatro deles foram fuzilados no Campo da Pólvora, na Cidade Baixa, em local também mapeado pelo site Salvador Escravista como um dos "Locais esquecidos". Mesmo africanos que não participaram do levante passaram a ser perseguidos pela polícia, e senhores também passaram a impor a religião católica a escravizados muçulmanos. O medo de outro episódio como aquele também tomou o Império. No Rio de Janeiro, africanos escravizados que chegavam da Bahia esperavam muitas vezes por meses dentro de navios sem poder desembarcar, até que tivessem uma ficha corrida aprovada pela polícia baiana que provasse que não participaram da revolta. Por que, então, um momento tão importante da resistência à escravidão nunca foi marcado no espaço urbano? "Isso faz parte de um pacote de apagamento da história do negro em todo o Brasil, e aqui em Salvador especificamente. É obviamente resultado de uma celebração da nossa história que privilegia temas não negros na monumentalização ou da nomeação de logradouros públicos. Por outro lado, vejo uma certa tendência de melhora", diz Reis. Um projeto aprovado pela Câmara dos Vereadores da capital baiana quer nomear a estação de metrô no Campo da Pólvora em homenagem aos malês, e colocar um monumento na praça onde fica a estação. O grupo de pesquisadores chefiado por Reis, que reúne historiadores e museólogos de diversas universidades do Estado, também planeja um Museu da Escravidão e Invenção da Liberdade, que contemple não só o período da escravidão, mas toda a presença organização da população negra na política e na cultura brasileiras. Apenas uma pequena rua no bairro da Liberdade homenageira o episódio, que foi o levante urbano de escravizados mais importante registrado no Brasil Foto: Google / BBC News Brasil "É fundamental mostrar para as pessoas que os negros escravizados não se acomodaram, não aceitaram a situação de vítimas. Eles reagiram de muitas maneiras silenciosas, invisíveis, no cotidiano, mas também de maneiras barulhentas, espetaculares e espantosas, como foi a Revolta dos Malês", afirma o historiador. "E isso tem que ser inscrito na memória da cidade, particularmente na memória dos negros. Mas na dos brancos também, serve para todo mundo." Como contribuição ao site Salvador Escravista, João José Reis enviou uma pequena rua encontrada no bairro da Liberdade, conhecido por abrigar a sede de grupos culturais e políticos como o bloco afro Ilê Ayê e o Movimento Negro Unificado (MNU). A homenagem torna o levante dos africanos de 1835 vitorioso, mesmo que não se saiba, até hoje, qual era o seu objetivo final — a rua foi nomeada Revolução, e não revolta, dos Malês. Fonte: Camilla Costa - @_camillacosta - Da BBC News Brasil em Londres

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Adab emite alerta sobre sementes ‘misteriosas’ que têm sido enviadas pelos Correios

27 de setembro de 2020, 10:29

Pacote de sementes misteriosas vindo da China (Foto: USDA APHIS/Reuters)

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) emitiu um alerta nesta semana para que a população baiana fique atenta ao recebimento de sementes “misteriosas” pelo correio, sem que tenha feito a encomenda do produto. Quatro denúncias de recebimento de sementes de origem indefinida foram registradas em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul. O Ministério da Agricultura acompanha as investigações. Na Bahia, até o momento, nenhum caso foi notificado. De acordo com o G1, o alerta da Adab é para que a população fique alerta e não utilize as sementes, caso elas cheguem pelo correio sem solicitação. Ressalta ainda que, em caso de recebimento desse produto, o morador não deve abrir ou jogar no lixo. As sementes devem ser encaminhadas imediatamente à ADAB ou à superintendência do Ministério da Agricultura no estado, onde passarão por perícia. Ainda de acordo com a Adab, as embalagens surgem com selos da China, porém o governo chinês nega qualquer envio, e ainda não é possível confirmar a procedência dos envelopes. “Não há informações seguras da origem dos envelopes que podem estar trazendo sementes de plantas exóticas [...] mas, ao mesmo tempo, pode ser um grande perigo à saúde pública e à agricultura do nosso estado”, frisa o diretor-geral da ADAB, Maurício Bacelar. As investigações ainda estão em andamento em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul. “Como tudo ainda é uma incógnita, a preocupação com os pacotes passa ainda pelo receio que possam trazer doenças ou devastar plantações inteiras. Algumas pragas podem ser introduzidas na Bahia e provocar grandes prejuízos com a destruição de árvores adultas, causando desmatamento e prejuízos econômicos com destruição de pomares e ampliando o número de desempregados”, reforça Maurício.

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Eleições 2020: confira as regras e saiba o que pode e o que não pode fazer

27 de setembro de 2020, 10:15

No dia 15 de novembro, os catarinenses vão escolher os candidatos a prefeito e também a vereador, nas eleições municipais 2020. Esse pleito será marcado por algumas mudanças devido a pandemia coronavírus e é importante ficar atento às regras e ao que eleitores e candidatos podem ou não fazer.  Dessa maneira algumas medidas serão tomadas para evitar ou reduzir a proliferação da doença. Entre elas estão no horário estendido da votação (das 7h às 17h), a presença de álcool gel nas seções eleitorais, o uso obrigatório de máscaras, protetores faciais para os mesários, entre outras medidas. Vale destacar que duas semanas depois, em 29 de novembro, está previsto para acontecer o segundo turno. Esse pleito ocorrerá apenas nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Quando começa a propaganda eleitoral? A propaganda eleitoral está prevista para começar em 27 de setembro. Por esse motivo, os anúncios realizados antes desse período podem sofrer penalizações. Os candidatos, portanto, não podem pedir votos. No entanto, eles podem manifestar as suas opiniões. O que pode ser feito nas eleições 2020? Dois meses antes da data das eleições 2020, há algumas ações que podem ser feitas.  Menções a candidatos Pode ter menção à candidatura e a exaltação das qualidades pessoais dos candidatos desde que ambas as ações não envolvam um pedido explícito de voto; Distribuição de folhetos Os partidos poderão distribuir folhetos e outros impressos como material de propaganda eleitoral; Anúncios nas redes sociais Os candidatos podem utilizar anúncios pagos nas redes sociais impulsionar páginas ou publicações e também usar páginas (inclui sites ou blogs) e aplicativos de mensagens; Vaquinhas virtuais Candidatos podem usar o serviço de crowdfunding ou vaquinha virtual como uma das formas de financiamento da campanha. porém, as empresas são entidades interessadas devem cumprir vários requisitos previstos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral); Bandeiras para distribuir material É permitido o uso de bandeiras e mesas com o objetivo de distribuir material, desde que não atrapalhe o trânsito. O que não pode fazer nas eleições 2020? Quando se aproxima do período eleitoral há uma série de restrições e elas visam proporcionar, de forma geral, uma igualdade de condições entre os candidatos. Nomeações de servidores Desde o dia 15 de agosto, as autoridades municipais não podem nomear, contratar, admitir ou demitir servidor público municipal sem justa causa. Os gestores públicos estão proibidos de remover, transferir ou exonerar servidores do município até após de quem for eleito; Brindes e shows Não pode ter brindes e shows com artistas; Transferências de recursos É proibido fazer transferências voluntárias de recursos entre os entes federativos (por exemplo, da União aos municípios e dos estados aos municípios). As exceções ficam por conta das obras ou serviços em andamento de verbas destinadas para emergência e calamidade pública, como a Covid-19; Distribuição de itens A distribuição de adesivos, santinhos, panfletos, entre outros eventos, não podem acontecer depois do dia 14 de novembro — data da eleição do primeiro turno; Aglomerações É proibido no dia do pleito, até o fim do horário de votação, a aglomeração de pessoas com vestuário padronizado outros instrumentos de propaganda referidos a um determinado candidato; Posts patrocinados no dia da eleição No dia da votação, os candidatos não poderão publicar ou impulsionar conteúdos na internet; Uso de veículos  É proibido fazer o uso de qualquer veículo para divulgar link no dia das eleições. O que levar no dia da votação? Primeiramente, não se pode esquecer da máscara. Trata-se de um dos principais elementos de proteção contra o coronavírus. Dessa maneira, ao sair de casa o eleitor deverá colocá-la e permanecer com a proteção. Não será permitido alimentar, beber algo ou fazer qualquer atividade e deixa a retirada da máscara. Também é importante levar os documentos dos básicos para a votação. Esteja em mãos, portanto, com o título de eleitor e um documento de identificação (identidade). Caso seja possível, cada eleitor deve levar a sua própria caneta para assinar o caderno de votação. Isso porque, a medida evita ou ajuda a reduzir o compartilhamento de objetos. No entanto, as seções eleitorais terão caneta de uso comum aos eleitores que não puderem levar uma. Ela deve ser higienizada com álcool após cada uso. É indicado ainda que as pessoas levem anotados os nomes e os números dos candidatos, a conhecida “cola eleitoral”. Com essa medida não há o risco de esquecer o número dos candidatos e, assim, será possível votar mais rápido. Quais os cuidados devem ser tomados no dia da eleição? Com a pandemia do Coronavírus é recomendável que o eleitor tome alguns cuidados no dia da votação para evitar a proliferação da Covid-19. São medidas básicas que ajudarão a garantir a segurança da sociedade. Primeiramente, a Justiça Eleitoral orienta que o eleitor deve evitar levar as crianças ou acompanhantes para o local de votação. Essa medida visa evitar ou reduzir as aglomerações no dia do pleito. Também é muito importante manter o distanciamento social. O eleitor deve manter uma distância mínima de 1 metro para as outras pessoas e evitar contato físico. Além disso, deve-se votar rapidamente e não permanecer nos locais de votação por mais tempo do que o necessário. Não vote caso tenha algum sintoma do coronavírus. Se tiver febre no dia da votação ou teve a Covid-19 nas 2 semanas anteriores da eleição, a pessoa deve ficar em casa, pois é possível justificar a ausência posteriormente. Álcool gel será obrigatório nas eleições 2020 Qual será o passo a passo da votação? Passo 1 Após entrar na sessão eleitoral, o indivíduo deve ficar em frente à mesa e respeitando a distância de 1 metro. A pessoa deve exibir o documento de identificação a distância e esticando os braços em direção ao mesário. Passo 2 Se o mesário não conseguir fazer a identificação, ele poderá pedir que o eleitor de dois passos para trás e abaixe e máscara rapidamente. Passo 3 Depois de digitar todos os dados, o mesário lerá em voz alta o nome do eleitor. Caso esteja correto, o cidadão poderá guardar documento limpar as mãos com álcool em gel para assinar o caderno de votação. Passo 4 Quando a urna for liberada o eleitor seguirá à cabine de votação para digitar o número dos candidatos a prefeito e vereador. Após votar, deverá limpar novamente as mãos com álcool em gel e sair da seção.

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Comando Vermelho se alia a facção local e se estabelece na Bahia

26 de setembro de 2020, 08:35

No bairro Santo Inácio, passaram tinta verde por cima do pixo preto, mas ainda se lê "CV" (Foto: Nara Gentil/CORREIO)

A facção carioca Comando Vermelho está se estabelecendo em Salvador, de acordo com o que indicam pichações em muros da capital baiana, além de mensagens de WhatsApp e monitoramento realizado pela polícia. A informação foi originalmente publicada pelo jornal Correio da Bahia e foi confirmada pelo Estadão. A chegada do grupo às terras baianas aconteceu durante a pandemia do novo coronavírus e se deu através de uma aliança feita com uma facção local, a Comando da Paz, que foi criada em 2007. Agora, a CP, como é popularmente conhecida, funciona como uma célula do Comando Vermelho, que já tinha o hábito de fornecer armas e drogas para criminosos do Estado. Um dos principais locais de Salvador que estão no domínio do CV é o Complexo do Nordeste de Amaralina, que também engloba os bairros de Santa Cruz, Vale das Pedrinhas e Chapada do Rio Vermelho. É na frente de uma base comunitária do bairro de Santa Cruz e a menos de 500 metros da 40ª Companhia Independente da Polícia Militar que, em cor vermelha, a pichação “CP” e “CV” foram feitas. Após a reportagem do Correio, as pichações foram apagadas. Nos grupos de WhatsApp, uma mensagem atribuída aos integrantes baianos do Comando Vermelho lamentava a morte do traficante Elias Pereira da Silva,  o Elias Maluco, uma das principais lideranças da facção. Elias foi encontrado morto na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Ele foi condenado a 28 anos e seis meses de prisão pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. O texto compartilhado dizia ainda que a facção possui o comando de 26 localidades baianas, da capital e interior. “Dentro dos presídios baianos, já têm integrantes tanto do CV como do Primeiro Comando da Capital (PCC). De certa forma, eles já estavam presentes na Bahia. O que pode estar acontecendo agora é uma oficialização, se é que podemos usar esse termo”, explicou o especialista em segurança pública e coordenador do Curso de Direito do Centro Universitário Estácio da Bahia - Estácio FIB, coronel Antônio Jorge. Para ele, essa oficialização pode trazer consequências para a segurança pública do Estado. “A chegada do Comando Vermelho muda a identificação das ocorrências ligadas ao narcotráfico. Poderemos ter um acirramento dos confrontos para conquista de território, como já ocorreu em outros estados”, disse. O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e especialista em segurança pública, Rafael Alcadipani, lembrou que tanto o PCC como CV possuem uma disputa nacional e que os integrantes entram em conflito para controlar territórios. “O PCC já está presente na Bahia há cerca de seis anos, após começar sua expansão nacional. Para o Comando Vermelho, é uma questão de posicionamento estratégico ir para a Bahia e ocupar mais posições nesse jogo de xadrez que é o crime organizado do Brasil”, disse. Também para o professor Rafael, a consequência disso tudo pode ser o aumento da violência no Estado. “Podemos ver crescimento no número de homicídios e de disputas em bairros pelo controle do tráfico. No Ceará, tivemos recentemente problemas graves por causa de uma guerra de facções. Nós sabemos que o Comando Vermelho é menos estruturado do que o PCC, mas as características de violência são parecidas”, afirmou. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia disse que qualquer organização criminosa que almeje se instalar na Bahia será combatida com ações de inteligência e de repressão. “Em 2020, o trabalho contra o tráfico de drogas apreendeu, até agosto, 3,2 toneladas de cocaína, número 913% maior do que o de 2019, e 10 toneladas de maconha, representando um aumento de 54%, na comparação com o mesmo período do ano passado”, disseram.

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Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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