Com chuvas, rejeitos da Vale vão em direção ao São Francisco

29 de janeiro de 2020, 21:28

Passado um ano do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, o cenário é de caos em Minas Gerais (Foto: Reprodução)

Passado um ano do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, o cenário é de caos em Minas Gerais. Com as fortes chuvas de 250 milímetros que atingiram a região central do estado nos últimos dias, o nível do Rio Paraopeba subiu mais de oito metros. Após um ano, os rejeitos da barragem da Vale ainda permanecem no leito do rio. O resultado do alto volume de chuvas e do assoreamento do leito foi o transbordamento do Paraopeba. Enchentes obrigam o contato com rejeitos Diversas comunidades ao longo da bacia do Paraopeba estão enfrentando inundações. É o caso de Colônia Santa Izabel, em Betim, na Região Metropolitana da capital. Às vésperas do aniversário do crime da Vale em Brumadinho, centenas de moradores tiveram que ser retirados de suas casas pelo risco de enchente. À época, seu Sebastião Adão, de 76 anos, relatou. "É um grande absurdo o que eles fizeram com a gente. Porque se a gente pegar uma contaminação ela vai vir cuidar da gente? Não vai, né. Nós estamos com medo é de doenças de pele aparecerem mais tarde”, questionou. Por causa da situação, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) afirmou que está acionando o Ministério Público e o Judiciário para que a Vale garanta ações emergenciais, como o fornecimento de água para a população, a retirada das comunidades que estão em contato com a água contaminada e novas indenizações para as famílias que agora estão sendo atingidas. Para Joceli Andreoli, da coordenação do MAB, é preciso ressaltar que a situação não é apenas um fenômeno da natureza. “Não é uma enchente. É metal pesado, é lixo tóxico sendo jogado nas laterais do rio, entrando nas casas". “A empresa teve um ano para resolver a questão e não resolveu. Esse momento de chuvas, inundações e transbordamento pode ser o mais crítico de contaminação, tanto no Paraopeba quanto no Rio Doce”, critica. Cabe ressaltar que todos que puderem devem evitar o contato com a água de rejeitos, já que estudos realizados pela Universidade de São Paulo comprovaram que o contato com este material causa intoxicação. As comunidades são orientadas, ainda, a fotografarem a situação de seus imóveis para comprovar o impacto causado. Rio São Francisco agora abriga rejeitos No dia que o crime da Vale em Brumadinho completou um ano, 25 de janeiro de 2020, a Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo, que fica entre os municípios de Curvelo e Pompeu, abriu suas comportas para evitar um transbordamento. O local retinha, desde o ano passado, os rejeitos do rompimento. Com isso, o material foi para a Usina de Três Marias, onde o Paraopeba encontra o São Francisco. Para se ter dimensão do impacto que o deslocamento destes rejeitos podem causar, o lago da represa conhecido como "Mar de Minas", comporta 21 bilhões de metros cúbicos de água e tem uma extensão de 1.040 quilômetros quadrados de superfície. Já a bacia do Rio São Francisco possui uma extensão de quase 640 mil quilômetros quadrados, entre Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. De acordo com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) a bacia abrange 505 municípios, onde vivem 18 milhões de brasileiros. Anivaldo Miranda, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco afirma que ainda não há como saber qual foi o impacto causado ao rio, mas a entidade pretende começar um levantamento para avaliar essas consequências. "Não há dúvida  que isso suscita preocupação pelo teor das substâncias que essa água carrega. Por isso nós vamos fazer um levantamento próprio para saber como isso impactou o Rio São Francisco", esclarece. Lençol freático contaminado Apesar da contaminação do rio Paraopeba, o lençol freático da região permanecia intacto à contaminação. No entanto, com o transbordamento do leito, a situação pode ter sido alterada. O impacto para o abastecimento na região e também para o consumo e venda de peixes pode ser imensurável. Como denuncia Winston Caetano de Souza, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Paraopeba. “Vários poços artesianos, inclusive que a Vale tinha construído aqui da região, foram entupidos com a inundação. A gente não sabe ainda o grau de contaminação dessas águas agora”. “Pode ter contaminado todo o lençol freático de toda região do baixo Paraopebas; Pompéu, Papagaios…”, alerta. Ele denuncia ainda que o Comitê sequer foi informado sobre a abertura das comportas da UHE de Retiro Baixo. "Fica todo mundo refém da Vale, o poder político e financeiro dela cala todo mundo, inclusive o próprio Estado." critica. Nossa reportagem entrou em contato com a empresa Retiro Baixo Energético S/A, que é responsável pela usina, para saber como foi realizado o procedimento de abertura das comportas e se as comunidades foram previamente alertadas sobre o ocorrido. No entanto, até o fechamento desta reportagem não obtivemos nenhum retorno da empresa. Na bacia do Rio Doce situação também é grave Desde o último domingo (26) dezenas de municípios da região leste do estado - abrangida pela Bacia do Rio Doce, estão em situação de emergência por causa das enchentes. Em Governador Valadares, até esta terça-feira (28) 15 mil pessoas estavam desalojadas e 292 desabrigadas. Por causa da situação o prefeito de Governador Valadares André Merlo (PSDB), abriu uma investigação para apurar a relação entre o rompimento da barragem da Vale em 2015 e as inundações enfrentadas pelo município. O Professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora, Miguel Fernandes Felippe explica que de fato os acontecimentos podem ter relação. "Os rejeitos fazem uma espécie de tapete na calha do rio, por isso a mesma quantidade de chuvas de outras épocas numa calha diminuída faz com que a água suba mais e gere transbordamento e inundações". Por causa do volume de água no Rio Doce a Usina Hidrelétrica de Aimorés também teve que abrir suas comportas. Na terça-feira o município se preparava para enfrentar uma inundação causada pelo procedimento. Novamente outras famílias foram obrigadas a entrar em contato com a água de rejeitos. 2Passado um ano do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, o cenário é de caos em Minas Gerais. Com as fortes chuvas de 250 milímetros que atingiram a região central do estado nos últimos dias, o nível do Rio Paraopeba subiu mais de oito metros.

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Projeto do Governo do Estado para o desenvolvimento rural é o melhor do mundo em ranking da ONU

29 de janeiro de 2020, 19:45

O Pró-Semiárido foi considerado o melhor do mundo pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). (Foto: Ascom/SDR)

O Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável da Região Semiárida da Bahia, o Pró-Semiárido, do Governo do Estado, foi considerado o melhor do mundo pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), agência de desenvolvimento rural da Organização das Nações Unidas (ONU) que financia ações de apoio a populações rurais carentes de todo o mundo. O projeto baiano ocupa a primeira posição no ranking de 231 projetos financiados pelo Fida em 98 países.    O Pró-Semiárido integra um conjunto de ações do Governo do Estado para erradicar a pobreza na região semiárida. Executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o projeto tem como principal objetivo contribuir para a redução da pobreza rural de forma duradoura, por meio do desenvolvimento sustentável da produção, da geração de emprego e renda em atividades agropecuárias e não agropecuárias e o desenvolvimento do capital humano e social.    Na Bahia, cerca de 60 mil famílias do semiárido, de 782 comunidades, localizadas em 32 municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), estão sendo assistidas pelo projeto. Até o início de 2020, já foram investidos R$ 204,2 milhões em ações de apoio aos principais sistemas produtivos, como a fruticultura de espécies nativas, a apicultura, a caprino-ovinocultura e a bovinocultura de leite.    O diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, explica que o projeto utiliza uma metodologia diferenciada e especifica, que começa no processo seletivo dos beneficiários, quando é identificada a raiz da pobreza das famílias com maiores dificuldades para ter acesso a serviços e oportunidades. A partir dessa etapa, os investimentos são aplicados de acordo com cada realidade. Outro diferencial é a oferta de assistência técnica qualificada e embasada na convivência com o Semiárido.   “Os investimentos são baseados nessa vocação produtiva local e a interação permanente dos jovens, mulheres e famílias que vivem no campo foi o que resultou nessa ação diferenciada dentro desse projeto, fazendo com que esse organismo internacional, que nos financia, reconhecesse esse projeto como de maior importância dentre todos os outros que existem no mundo inteiro”, afirmou Dias.      Critérios   Segundo o oficial de projetos do Fida no Brasil, Hardi Vieira, para o Pró-Semiárido ter conseguido o primeiro lugar no ranking, foram analisados vários aspectos, entre eles, a focalização. “O projeto tem realizado um trabalho com critérios muito bem estabelecidos nas comunidades. Além disso, também se destacam os mecanismos de focalização de gênero, de participação da juventude, de comunidades tradicionais como quilombolas e fundos e fechos de pasto e, ainda, o mecanismo de assistência técnica com a rede de parceiros com organizações da sociedade civil que prestam esses serviços para essas comunidades”.   Outros fatores positivos avaliados foram o mecanismo inovador de monitoramento e avaliação, as parcerias no tema de recatingamento com o Instituto Regional da Pequena Agropecuária (IRPAA), com o Slow Food, tanto na preparação do Terra Madre Brasil Junho 2020, quanto iniciativas de valorização de produtos locais e a reorganização fundiária de comunidades de fundos e fechos de pasto. Além disso, o projeto tem trabalhado na questão do acesso a água, como, por exemplo, no município de Ponto Novo, onde foi implantado o fusegate, um sistema inovador, que garantiu a ampliação da capacidade do reservatório de água da barragem em cerca de 24%.    Investimentos que transformam   O Fida é a única agência financeira especializada para o tema da agricultura familiar e desenvolvimento rural, Ele trabalha com operações na África, Ásia, Oriente Médio e América Latina. No total, são 231 projetos, o que representa aproximadamente US$ 13 bilhões em projetos em andamento.   “Hoje em dia, o Pró-Semiárido tem conseguido praticamente 90% de desembolso e tem mostrado um desempenho muito forte na parte financeira, de aquisições em contratos, no trabalho de comercialização e de acesso ao mercado. Mas o mais importante de tudo é o compromisso e a prioridade do Governo da Bahia, a liderança da CAR e a excelente gestão do projeto. Isso é chave pra esse sucesso”, destaca Hardi Vieira.   Com informações da Secom/BA

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Empossados titulares das Secretarias Agrárias Estadual e Nacional do PT

29 de janeiro de 2020, 17:19

Vinícios Videira e Elisângela Araújo (Foto: Ascom/PT-BA)

O Partido dos Trabalhadores no estado da Bahia (PT – BA) realizou os atos de posse da Secretaria Agrária Nacional e Secretaria Agrária Estadual. A sindicalista Elisângela Araújo foi oficializada secretária Agrária Nacional e o engenheiro agrônomo  Vinícios Videira foi empossado secretario Agrário Estadual. "Estou assumindo essa tarefa bastante desafiadora. É gratificante a escolha de meu nome pelo deputado Federal Pátrus Ananias (PT–MG) e ser referendada por todo o coletivo agrário nacional, o coletivo agrário do Estado da Bahia e lideranças dos movimentos sociais. Sou grata a todos pelo reconhecimento da minha trajetória militante", ressaltou Elisângela Araújo durante sua posse. Para Vinícios Videira, que é também extensionista rural e militante das causas sociais do rural, as principais tarefas da Secretaria Agrária Estadual do PT/BA para o momento consistem na organização política da base social para as disputas das eleições municipais deste ano, o enfrentamento ao desmonte das políticas públicas capitaneada pelo governo federal, a realização do Encontro Estadual e contribuições com o Partido na formulação de políticas públicas para o rural baiano. O ato de posse aconteceu na sala de reuniões da Liderança do PT na Assembléia Legislativa da Bahia (ALBA).

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Fake news sobre coronavírus se disseminam mais rápido que a doença

29 de janeiro de 2020, 11:45

Uma mensagem de WhatsApp, com um suposto diretor do Hospital das Clínicas fazendo informações falsas sobre a doença, circula na rede socia (Foto: Reprodução)

A disseminação de fakenews sobre o coronavírus está se propagando mais rápido que o próprio coronavírus. No Brasil, os boatos chegaram antes da própria infecção, cujas ocorrências em solo nacional ainda estão por se confirmar.  ,A reportagem do jornal Folha de S. Paulo,  assinada pela jornalista Claudia Colucci, destaca que "uma mensagem de WhatsApp, com um suposto diretor do Hospital das Clínicas fazendo informações falsas sobre a doença, circula na rede social. O hospital nega a autoria." A matéria ainda sublinha que "a constatação levou as gigantes da tecnologia Facebook, Google e Twitter a comunicar novas estratégias para conter a onda de notícias falsas. Em comunicado à imprensa, o Facebook disse que há sete organizações parceiras fazendo a verificação de fatos sobre o coronavírus. Quando confirmam que são falsas ou imprecisas, as informações são rebaixadas nos feeds nos usuários."  

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Funcionários dos Correios sinalizam nova greve para 18 de março

29 de janeiro de 2020, 09:04

Disputas judiciais envolvendo o plano de saúde de funcionários dos Correios fizeram os trabalhadores optarem por greve (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

Após disputas judiciais envolvendo o plano de saúde de funcionários dos Correios e a vigência do acordo coletivo, a categoria sinaliza nova greve a partir de 18 de março.   A Findect (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios) e a Fenect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios) divulgaram nesta terça-feira (28) que devem orientar os sindicatos a aderirem à paralisação, alinhados à convocação das centrais sindicais.  Na última quinta-feira (23), o ministro Luiz Fux, vice-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu os efeitos de decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) favorável aos funcionários dos Correios até que ocorra o trânsito em julgado do dissídio coletivo de greve. O julgamento dos embargos de declaração do dissídio coletivo deve acontecer no dia 17 de fevereiro, no TST, em Brasília. "Diante do descumprimento do acordo coletivo e do reajuste imposto pelo STF de quase 100%, os trabalhadores dos Correios deliberaram hoje por uma greve a ser construída nacionalmente", afirmou a Findect. Em outubro, o TST decidiu que os Correios pagariam 70% do valor do plano de saúde, enquanto os titulares pagariam 30%. No mês seguinte, o ministro Dias Toffoli, do STF, deu liminar suspendendo decisão do TST e determinando a coparticipação de 50% no plano de saúde.  Na última semana, o TST decidiu, por meio de liminar, suspender os efeitos de um ato administrativo dos Correios (motivado pela liminar de Toffoli) e voltar à divisão inicial, de 70% para a empresa e 30% para os funcionários. Fux, então, derrubou essa decisão do TST até que houvesse o julgamento dos embargos de declaração do dissídio coletivo.

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Para o governador Rui Costa, Haddad tem prioridade para corrida presidencial

29 de janeiro de 2020, 08:59

Rui também defendeu a necessidade de o partido trazer novos nomes para a sigla (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Ogovernador da Bahia, Rui Costa (PT), voltou a defender nesta terça-feira, 28, a ideia de que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad seja o nome do partido para disputar as eleições presidenciais em 2022. "É o nome natural", afirmou. Costa também defendeu que "Haddad tem que ser posto para representar o partido nacionalmente". Sobre a possibilidade de ele próprio ser um nome na disputa, Costa disse: "Meu nome está disponível para não ser candidato em 2022". Costa ainda defendeu a necessidade de o partido trazer novos nomes para a sigla. Segundo o governador, "é preciso fazer uma mudança geracional no partido". "A sociedade de hoje é muito diferente da que gestou o PT."  

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Mito ou fato: usar pimenta no cabelo faz com que cresça mais rápido?

29 de janeiro de 2020, 08:54

A pimenta jamais deve ser usada no escalpe e sim ingerida através da alimentação ou então deverá optar pelo uso de shampoos (Foto: Reprodução)

Aplicar pimenta diretamente no couro cabeludo não é recomendado e pode causar danos significativos, conforme explica a publicação especializada em cuidados capilares All Things Hair. Contudo, é verdade, que o tempero realmente contribui moderadamente para o crescimento dos fios. Tal ocorre devido à capsaicina, uma substância presente na pimenta que estimula a circulação do sangue na área. Porém, é importante destacar que a pimenta jamais deve ser usada no escalpe e sim ingerida através da alimentação ou então deverá optar pelo uso de shampoos e outros produtos capilares, à venda em farmácias, que contenham o ingrediente na sua fórmula. Todos os benefícios da pimenta para o crescimento dos fios A All Things Hair explica ainda que a pimenta está repleta de vitaminas como C e E, com alto teor antioxidante, aumentado pela junção com os hidrossolúveis bioflavonóides da planta. Essas substâncias protegem o cabelo de danos externos, como a exposição solar, ao vento, calor, cloro, humidade e sal do mar. Proteção esta que é fundamental para estimular o crescimento dos fios, e igualmente para prevenir a queda de cabelo.

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‘We Are The World’ completa 35 anos

28 de janeiro de 2020, 11:52

Lionel Richie, Bruce Springsteen, Michael Jackson, Cyndi Lauper e Stevie Wonder durante a gravação de 'We Are The World', em 1985 (Foto: Reprodução)

We Are The World, música de sucesso feita por inúmeros artistas que formaram o USA for Africa, completa 35 anos de sua gravação, nos Estados Unidos, em 1985, nesta terça-feira, 27. A iniciativa contou com 45 artistas e a arrecadação seria destinada a combater a fome na África. Ao contrário do que muitos pensam, USA for Africa não significa “Estados Unidos pela África”, já que a sigla USA remete a “United Support of Artists”, algo como “Apoio dos artistas unidos pela África”. A ideia de We Are The World surgiu um mês após o lançamento do projeto Band Aid, que promoveu a gravação do compacto Do They Know It’s Christmas?, feito por artistas ingleses como Paul McCartney, Sting, David Bowie, Phil Collins e Boy George, que teve R$ 56 milhões arrecadados para ações sociais na Etiópia. Quincy Jones, maestro e produtor de We Are The World, pediu que Michael Jackson e Lionel Richie compusessem a música-tema do USA for Africa. A dupla passou quatro dias “trancada” em uma casa até que a canção estivesse pronta. Quatro dias antes da gravação, Jones enviou a cada artista participante uma fita com a música em estado bruto e a indicação dos versos que cada um deveria cantar. Na noite de gravação, em 28 de janeiro de 1985, mais de 200 artistas queriam participar, mas apenas 45 nomes foram selecionados. O único que não participou da gravação foi Prince, que tinha outros compromissos na data. Nomes como Ray Charles, Stevie Wonder, Cyndi Lauper, Bruce Springsteen e Tina Turner estiveram presentes. Após a gravação, a festa no estúdio da A&M, na avenida La Brea, em Los Angeles (EUA), atravessou a madrugada. “Foi uma noite agitada. Eu me comportava como um fã de todos aqueles artistas, e tenho certeza que muita gente fazia o mesmo”, comentava Lionel Richie no dia seguinte. “Mas a coisa mais importante da noite foi o que dizia um dos versos da música: tem gente morrendo. Todos os artistas do país estavam intimidados a fazer alguma coisa pelos que estão sofrendo”, prosseguiu o cantor. Apesar de o lançamento oficial da música ter ocorrido em 7 de março de 1985, o disco de We Are The World chegou ao Brasil somente em abril, contando também com nove músicas inéditas no País feitas por artistas participantes da gravação. ‘Versão brasileira’ No embalo de We Are The World, diversos artistas se reuniram para fazer uma “versão brasileira” da iniciativa, com a música Chega de Mágoa, que ajudaria a população da região Nordeste, gravada em 13 de maio de 1985. A iniciativa foi chamada de “Nordeste Já”. A ideia surgiu por parte de Aquiles, do MPB4, então presidente do Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro. A produção também contou com a ajuda de Téo Lima, baterista do cantor Djavan. A gravação foi feita no Multi Studio, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A letra foi feita por Caetano Veloso, Chico Buarque, Fagner, Vinicius Cantuária, Erasmo Carlos e Roberto Carlos, com música de Gilberto Gil. Além deles, nomes como Tim Maia, Rita Lee, Maria Bethânia, Djavan, Gal Costa, Fafá de Belém, Elba Ramalho, Emilinha Borba, Elizeth Cardoso, Pepeu Gomes e Roger, do Ultraje a Rigor, também estiveram presentes na campanha. O compacto foi vendido em 2,8 mil agências da Caixa Econômica Federal espalhadas pelo País, vendidas a 10 mil cruzeiros (dinheiro da época) cada.

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Jovem morre após ser ferido por animal não identificado em praia

28 de janeiro de 2020, 11:38

Alexandre Lima da Silva Júnior passou 34 dias internados, mas não resistiu aos ferimentos (Foto: Reprodução)

Um estudante de 16 anos morreu no sábado (25) após 34 dias internados depois de ser atacado por um animal ainda não identificado, na Praia Grande, no litoral de São Paulo. Alexandre Lima da Silva Júnior teve complicações em seu estado clínico. A suspeita é de que ele tenha sido ferroado por uma arraia. As informações são do jornal A Tribuna. O jovem estava internado no Hospital Frei Galvão, em Santos, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Morador de Osasco, na Grande São Paulo, Alexandre era filho único e foi sepultado na segunda-feira no Cemitério Municipal de Barueri. Ele cursava Desenvolvimento de Sistemas, integrado ao Ensino Médio, na Escola Técnica Estadual (Etec) Dr. Celso Giglio, em Osasco. Para o tio do estudante, o administrador de empresas Renato Domingues, de 49 anos, o quadro clínico do sobrinho se agravou porque houve “análise superficial” da lesão na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Samambaia e no Hospital Irmã Dulce. No entanto, as instituições citadas negam qualquer tipo de “análise superficial”. Ferido após mergulhar O acidente com Alexandre ocorreu no dia 21 de dezembro do ano passado enquanto o adolescente brincava na praia de Solemar, com água na altura da cintura. O tio do menino conta que depois de mergulhar o sobrinho sentiu uma dor no peito. O estudante foi levado à UPA Samambaia, onde limparam o ferimento e deram dois pontos. Em seguida, ele foi encaminhado para o Hospital Irmã Dulce para a realização de exames, onde recebeu alta. No entanto, na saída do hospital, o jovem passou mal, vomitou e permaneceu mais 11 horas internado no Irmã Dulce, até a mãe dele solicitar ao convênio a transferência do filho ao Frei Galvão. Lá, a equipe médica constatou que o estado do menino era “gravíssimo”. Durante os 34 dias internado, Alexandre passou por quatro cirurgias, mas não resistiu aos ferimentos. O óbito foi comunicado ao 7º DP de Santos. Um exame necroscópico foi requerido para se apurar a causa da morte e eventual responsabilidade criminal.

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Bruno pede chance e diz que vai retornar ao futebol: ‘Por que eu não posso voltar a fazer o que amo?’

27 de janeiro de 2020, 16:17

Bruno Fernandes, goleiro condenado por participação no sequestro e assassinato de Eliza Samudio (Foto: Reprodução)

Bruno Fernandes, goleiro condenado por participação no sequestro e assassinato de Eliza Samudio, quer voltar ao mundo do futebol. Em entrevista à TV Record, ele falou que pretende revelar o verdadeiro motivo da morte da modelo ao filho, Bruninho, fruto de seu relacionamento com a vítima.“As pessoas não querem mais me dar a oportunidade de trabalhar. As pessoas falam em redes sociais que não posso voltar. Eles vão colocar o pão na minha mesa? É uma pergunta que faço todo dia: por que não posso voltar a fazer o que amo fazer? A sociedade é a primeira que cobra você voltar a trabalhar. A ressocialização de um preso é responsabilidade da sociedade. Ela te cobra, mas não dá oportunidade”, questionou.Desde que foi condenado pelos crimes, Bruno tentou por diversas vezes voltar ao futebol, mas sem sucesso. Na maioria dos casos, os protestos dos torcedores e a perda de patrocínios dos clubes por causa de sua chegada acabaram inviabilizando a continuidade do goleiro. Em outros casos, a Justiça não o liberou para voltar aos gramados.Ele chegou a acertar com Boa Esporte-MG, Tupi-MG, Poços de Caldas, Fluminense de Feira de Santana e Operário de Várzea Grande.“Fiquei quase dez anos afastado da profissão e gostaria de recomeçar minha vida. Fazendo aquilo que amo fazer. Opiniões, cada um tem a sua. Quero voltar a trabalhar como atleta profissional e vou voltar”, garantiu.“Eu posso dizer que sou um ser humano melhor. Você aprende muito na prisão. Hoje dou valor a um copo de água gelado”.Aos 35 anos, Bruno cumpre regime semiaberto, mas ainda nega autoria do crime. O ex-goleiro se casou de novo e tem uma filha do novo relacionamento. “Eu não mandei matar ninguém. Se fosse hoje, eu falaria para ela buscar os direitos dela, contratar advogado. Não ia deixar a situação na mão de terceiros. Eu mesmo ia resolver. Eu era muito novo e deixei na mão de pessoas que tomavam conta da minha vida. Eu só queria jogar futebol”, garantiu.O ex-goleiro do Flamengo diz que a morte de Eliza não foi causada por causa de pensão alimentícia ou Bruninho. “A situação vai muito além disso, mas se você me perguntar eu não vou te responder. Por que eu não posso. A Eliza é vítima de pessoas do processo. A situação não estava no meu domínio. Eu paguei essa conta”, disseBruninho, 10 anos, é criado pela avó, mãe de Eliza Samudio. “Eu vou contar tudo para ele. Eu pediria perdão ao meu filho. Se ele quiser me perdoar, ficará a critério dele. Vou respeitar a opinião dele”, afirmou.

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Filtro solar pode causar conjuntivite tóxica

27 de janeiro de 2020, 15:39

Entre as principais dicas do médico para proteger os olhos no verão estão: evitar excesso de filtro solar, bronzeador ou maquiagem (Foto: Reprodução)

Você já sentiu ardência nos olhos durante os banhos de sol? Um levantamento realizado pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier mostra que durante o calor 20% dos casos de conjuntivite, doença ocular  mais frequente no verão, são do tipo tóxica ou alérgica que começa com uma sensação de queimação nos olhos.  ”O filtro solar responde por 46% dos casos, bronzeadores por 39% e a maquiagem por 15%”, afirma. Queiroz Neto destaca que a conjuntivite tóxica não é transmissível. Em pessoas que não têm histórico de alergia pode desaparecer com aplicação de compressas frias nos olhos ao primeiro sinal de alerta, a ardência nos olhos.  Isso porque, é causada pela evaporação dos produtos, detritos de maquiagem mal retirada, aplicação em excesso do filtro solar ao redor dos olhos e pela transpiração que favorece a penetração dos produtos nos olhos.  No verão também são mais frequentes os surtos de conjuntivite viral e bacteriana que são altamente contagiosas e estão relacionadas a aglomerações em espaços fechados, contato com superfícies e água contaminada. Independente do agente causador, pondera,  a doença é sempre caracterizada pela inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a face interna das pálpebras e  a superfície dos olho. Sintomas Os principais sintomas da conjuntivite elencados pelo oftalmologista são:  olhos vermelhos, coceira, sensibilidade à luz, lacrimejamento e pálpebras inchadas. A diferença entre um tipo e outro é a secreção. O especialista afirma que na bacteriana a secreção é purulenta, na viral é transparente e viscosa e na tóxica é transparente e aquosa.  Para prevenir tóxica recomenda evitar o uso excessivo de filtro solar, cremes ou maquiagem, enxugar o suor na área dos olhos com lenços descartáveis e lavar os olhos abundantemente sempre que ocorrer penetração nos olhos. Quando a doença já está instalada a recomendação é interromper o uso do agente causador. Caso os sintomas não desapareçam em dois dias a   recomendação é consultar um oftalmologista para evitar sequelas na visão. Como escolher o filtro solar Queiroz Neto alerta que para diminuir o risco de conjuntivite tóxica o filtro solar deve ter PH neutro. A dica do oftalmologista é checar se a fórmula contém óxido de zinco e dióxido de titânio, bastante comuns nos produtos infantis. Isso porque, estes dois componentes garantem neutralidade ao PH e por isso reduzem a chance de surgir a conjuntivite tóxica.O filtro solar com PH neutro também diminui a chance de contrair terçol e calázio. Queiroz Neto explica que o terçol é uma infecção por bactérias do folículo piloso dos cílios. Forma pequenas bolinhas vermelhas e doloridas nas pálpebras que podem desaparecer naturalmente em três dias.  Já o calázio é a inflamação que pode perdurar meses e exigir intervenção cirúrgica das glândulas Meibomianas que ficam na borda das pálpebras e produzem a camada lipídica da lágrima. na região palpebral. Forma um nódulo na pálpebra, muitas vezes persistente durante meses. O especialista diz que muitos portadores dessas doenças só fazem a primeira consulta médica depois de tentarem receitas caseiras como aplicar limão e até borra de café nos olhos. São erros graves, destaca, porque o limão pode levar à queimadura na córnea e a borra de café a uma inflamação mais grave. Ele diz que a única receita caseira segura é o uso de compressas quentes por um período máximo de três dias. Se o nódulo não desaparecer é importante procurar um especialista para que sejam indicados medicamentos adequados, principalmente porque o calázio reincidente pode estar relacionado a problemas de refração. Prevenção As principais dicas do médico para proteger os olhos no verão são:Evite excesso de filtro solar, bronzeador ou maquiagem.Proteja a região dos olhos com óculos solar que tenha filtro UVA e UVBLave os olhos em casos de penetração de substâncias químicas.Na exposição ao sol enxugue a transpiração ao redor dos olhos com toalhas descartáveis.Lave com freqüência o rosto e as mãos.Não compartilhe produtos de beleza, toalhas de rosto ou colírios.Evite coçar ou levar as mãos aos olhos.Use óculos de mergulho para nadar e óculos de proteção para trabalhar com produtos químicos.Não use colírios sem prescrição médica.Interrompa o uso de produtos que causam desconforto nos olhos.Substitua as lentes de contato por óculos na piscina ou praia.Evite usar receitas caseiras sem conhecimento de seu médico. Queiroz Neto destaca que a conjuntivite tóxica não é transmissível. Em pessoas que não têm histórico de alergia pode desaparecer com aplicação de compressas frias nos olhos ao primeiro sinal de alerta, a ardência nos olhos.  Isso porque, é causada pela evaporação dos produtos, detritos de maquiagem mal retirada, aplicação em excesso do filtro solar ao redor dos olhos e pela transpiração que favorece a penetração dos produtos nos olhos.  No verão também são mais frequentes os surtos de conjuntivite viral e bacteriana que são altamente contagiosas e estão relacionadas a aglomerações em espaços fechados, contato com superfícies e água contaminada. Independente do agente causador, pondera,  a doença é sempre caracterizada pela inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a face interna das pálpebras e  a superfície dos olho. Sintomas Os principais sintomas da conjuntivite elencados pelo oftalmologista são:  olhos vermelhos, coceira, sensibilidade à luz, lacrimejamento e pálpebras inchadas. A diferença entre um tipo e outro é a secreção. O especialista afirma que na bacteriana a secreção é purulenta, na viral é transparente e viscosa e na tóxica é transparente e aquosa.  Para prevenir tóxica recomenda evitar o uso excessivo de filtro solar, cremes ou maquiagem, enxugar o suor na área dos olhos com lenços descartáveis e lavar os olhos abundantemente sempre que ocorrer penetração nos olhos. Quando a doença já está instalada a recomendação é interromper o uso do agente causador. Caso os sintomas não desapareçam em dois dias a   recomendação é consultar um oftalmologista para evitar sequelas na visão. Como escolher o filtro solar Queiroz Neto alerta que para diminuir o risco de conjuntivite tóxica o filtro solar deve ter PH neutro. A dica do oftalmologista é checar se a fórmula contém óxido de zinco e dióxido de titânio, bastante comuns nos produtos infantis. Isso porque, estes dois componentes garantem neutralidade ao PH e por isso reduzem a chance de surgir a conjuntivite tóxica O filtro solar com PH neutro também diminui a chance de contrair terçol e calázio. Queiroz Neto explica que o terçol é uma infecção por bactérias do folículo piloso dos cílios. Forma pequenas bolinhas vermelhas e doloridas nas pálpebras que podem desaparecer naturalmente em três dias.  Já o calázio é a inflamação que pode perdurar meses e exigir intervenção cirúrgica das glândulas Meibomianas que ficam na borda das pálpebras e produzem a camada lipídica da lágrima. na região palpebral. Forma um nódulo na pálpebra, muitas vezes persistente durante meses. O especialista diz que muitos portadores dessas doenças só fazem a primeira consulta médica depois de tentarem receitas caseiras como aplicar limão e até borra de café nos olhos. São erros graves, destaca, porque o limão pode levar à queimadura na córnea e a borra de café a uma inflamação mais grave. Ele diz que a única receita caseira segura é o uso de compressas quentes por um período máximo de três dias. Se o nódulo não desaparecer é importante procurar um especialista para que sejam indicados medicamentos adequados, principalmente porque o calázio reincidente pode estar relacionado a problemas de refração.   Prevenção As principais dicas do médico para proteger os olhos no verão são: Evite excesso de filtro solar, bronzeador ou maquiagem. Proteja a região dos olhos com óculos solar que tenha filtro UVA e UVB  Lave os olhos em casos de penetração de substâncias químicas. Na exposição ao sol enxugue a transpiração ao redor dos olhos com toalhas descartáveis. Lave com freqüência o rosto e as mãos. Não compartilhe produtos de beleza, toalhas de rosto ou colírios. Evite coçar ou levar as mãos aos olhos. Use óculos de mergulho para nadar e óculos de proteção para trabalhar com produtos químicos. Não use colírios sem prescrição médica. Interrompa o uso de produtos que causam desconforto nos olhos. Substitua as lentes de contato por óculos na piscina ou praia. Evite usar receitas caseiras sem conhecimento de seu médico.

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Placa Mercosul: saiba o que muda com o modelo adotado em todo o Brasil

27 de janeiro de 2020, 11:05

Na próxima semana, novo padrão de identificação veicular será adotado em todo o território brasileiro, de acordo com o Denatran (Foto: Reprodução)

Na próxima semana, a placa Mercosul estará valendo em todo o território brasileiro, em substituição ao modelo cinza. Conforme o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), a data-limite para adequação dos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito) ao novo modelo de identificação veicular está mantida para a próxima sexta-feira. Não há previsão de novo adiamento. Criado em 2014, o padrão Mercosul já é utilizado há mais de um ano no Brasil. A estreia foi em setembro de 2018, no Rio de Janeiro, e hoje já está disponível em outros dez Estados: Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia e Rio Grande do Sul. Mais de 4,8 milhões de veículos já circulam com a nova placa no País, informa o Denatran. O formato também é adotado na Argentina, no Paraguai e no Uruguai, com algumas diferenças em relação à versão brasileira. Mas o que muda na vida dos brasileiros com o padrão Mercosul? Confira abaixo quando a placa terá de ser instalada nos veículos, as diferenças para o modelo cinza no que se refere à segurança e se a placa ficará mais cara ou mais barata ao consumidor. Vou ter de trocar a placa do carro? Conforme a Resolução 780/2019 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), a partir da virada do mês a placa Mercosul será obrigatória no emplacamento de veículos novos. Por sua vez, quem possui placa cinza terá de substituí-la pela Mercosul quando houver mudança de categoria do veículo ou furto, extravio, roubo ou dano do dispositivo. A troca também está prevista em caso de transferência do registro para outro município ou Estado. Porém, os proprietários que já utilizam a placa Mercosul não terão de comprar outra nessa circunstância, já que o padrão não exibe a cidade onde foi realizado o emplacamento. Pessoas que desejam trocar voluntariamente também podem aderir ao novo modelo. O que a nova placa traz de diferente Enquanto a placa cinza traz uma combinação de três letras precedendo quatro números, a Mercosul é formada por três letras, um número, outra letra e dois algarismos, nessa ordem. A troca de um número por uma letra permite quantidade muito maior de combinações alfanuméricas: serão possíveis cerca 450 milhões de combinações, a serem compartilhadas entre todos os países do Mercosul. Bem mais do que as 175 milhões de possibilidades das atuais placas com fundo cinza. Além disso, as novas placas preveem um banco de dados integrado entre os países que adotam o formato, permitindo aos agentes de trânsito e polícias consultarem as informações de determinado veículo, seja ele registrado no Brasil, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai. O Denatran informa que esse sistema já está operante. O padrão Mercosul também deixa de adotar o lacre, substituído pelo QR Code - código bidimensional que permite consultar os dados veiculares, bem como rastrear a produção de determinada placa, com o objetivo de prevenir clonagens. O QR Code pode ser lido por meio do aplicativo Vio, que tem download gratuito para dispositivos Android e iOS. Para completar, a cor dos caracteres muda de acordo com a categoria do veículo: Preta -- carro particular Cinza -- veículo antigo de coleção Vermelha -- comerciais ou de aprendizagem Amarela -- diplomático ou consular Verde -- especial (como protótipos de testes) Azul -- veículos de órgãos oficiais Placa Mercosul ficou mais simples A quarta e mais recente versão da placa Mercosul passou a valer no dia 26 de agosto de 2019, quando entraram em vigor as novas regras do Contran para o padrão de identificação veicular. Na atualização, realizada por meio da Resolução 780, a chapa Mercosul deixou de trazer duas características visuais criadas para prevenir clonagens e falsificações: as palavras "Brasil" e "Mercosul" com efeito refletico, semelhante a um holograma, aplicadas sobre os caracteres e na borda externa; e as chamadas ondas sinusoidais, grafadas no fundo branco do equipamento. As inscrições passam a vir na mesma cor dos caracteres, praticamente desaparecendo. Desde a estreia no Rio de Janeiro, o novo padrão de identificação veicular passou por outras modificações visuais, sempre relacionadas a itens de segurança e com a alegação, de parte do governo federal, de redução nos custos de fabricação e, consequentemente, nos preços ao consumidor final. A primeira delas aconteceu já em setembro de 2018, por meio da Resolução 741, que retirou o lacre, utilizado até hoje na placa cinza e substituído pelo QR Code - que permite rastrear todo o processo de produção da placa. Em novembro do mesmo ano, outra resolução (748) do Contran determinou a exclusão da bandeira do Estado e do brasão do município de registro do veículo. Vai ficar mais cara? A simplificação do projeto original da placa Mercosul foi elogiada na quarta-feira passada por Jair Bolsonaro. Nas redes sociais, o presidente mencionou que a retirada de elementos de segurança evitou que o novo padrão de identificação veicular custasse "o dobro" do preço da placa cinza. Bolsonaro também disse que "as medidas adotadas significam R$ 2 bilhões/ano de economia para sociedade". De fato, a remoção de itens como lacre, brasão do município e bandeira do Estado fizeram o preço da nova placa cair na comparação com sua antecessora no Rio de Janeiro. Porém, em Estados como Espírito Santo, sua implantação, em dezembro de 2018, fez o item encarecer - ao menos em um primeiro momento. No Acre, o mais recente Estado a migrar para o formato, o emplacamento também ficou mais caro. Vale destacar que o preço não está relacionado apenas aos itens de segurança e à complexidade de fabricação, mas também depende do mercado. Oito dos 11 Estados que já migraram para o novo formato adotam o sistema de preços liberados às empresas estampadoras credenciadas - que inserem os caracteres alfanuméricos e os elementos visuais na chapa, além comercializarem as placas Mercosul ao consumidor. O Espírito Santo é um dos Estados que adotam o livre mercado, enquanto Amazonas, Paraíba e Rio de Janeiro mantêm o sistema de licitação, com preços tabelados. No entanto, independentemente do valor, a simplificação da nova placa tem facilitado casos de falsificações e venda irregular. A placa Mercosul é mais segura? Conforme já comprovado, a simplificação da placa, associada à falta de controle de processos de fabricação e venda, tem resultado em uma série de relatos de clonagens e falsificações do dispositivo. Na Bahia, por exemplo, funcionários de empresas estampadoras foram flagrados recentemente vendendo a placa Mercosul no meio da rua - uma prática irregular. Em julho de 2019, a Polícia Civil de São Paulo prendeu na capital paulista dois homens "por integrarem quadrilha especializada em vendas de carros de procedência ilícita para o crime organizado". Com eles, havia dois veículos roubados no Rio de Janeiro e que estavam à venda, por preço muito inferior ao de mercado, com placas no padrão Mercosul clonadas. Há alguns meses, noticiamos que casos de venda de "réplicas" em um site de classificados. Em contato com a reportagem, o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) afirma que "não procede a informação de que a clonagem da nova placa é mais fácil. Com a nova placa, a clonagem é dificultada, justamente por conta do QR Code, com o qual é possível identificar imediatamente a situação da placa [placa original, placa extraviada ou placa falsa]". Viu um carro camuflado ou em fase de testes? Mande para o nosso Instagram e veja sua foto ou vídeo publicados por UOL Carros! Você também pode ler mais sobre o mundo automotivo e conversar com a gente a respeito participando do nosso grupo no Facebook! Um lugar para discussão, informação e troca de experiências entre os amantes de carros. Informações do site UOL

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Justiça multa Facebook em R$ 6,6 mi por compartilhar dados de usuários

OMinistério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) decidiu multar o Facebook em R$ 6,6 milhões por compartilhamento indevido de dados de usuários cadastrados na rede social. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 30.

A multa, aplicada pelo Departamento de proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do MJSP, acontece após investigação que identificou “prática abusiva” por parte da empresa de tecnologia, que teria deixado vulneráveis dados de 443 mil usuários.

Segundo nota publicada no site da pasta, “o caso começou a ser investigado após notícia veiculada pela mídia, em 4 de abril de 2018, informando que os usuários do Facebook, no País, poderiam ter sofrido com o uso indevido de dados pela consultoria de marketing político Cambridge Analytica”, que ganhou notoriedade global por ter trabalhado na campanha presidencial de Donald Trump, nos Estados Unidos, e também para a campanha do Brexit, como é conhecido o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Pelo Twitter, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, destacou a decisão do ministério e afirmou que “as redes revolucionaram a forma pela qual nos comunicamos e expressamos, mas há questões sobre privacidade a serem consideradas”. O Facebook tem dez dias para recorrer da decisão.

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