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Mulher tem parte da cabeça necrosada após fazer luzes no cabelo

10 de novembro de 2019, 09:04

Mariana Nunes: pesadelo após procedimento capilar (Foto: Reprodução/Veja SP)

A estudante Mariana Nunes, de 31 anos, passou momentos de apuro ao realizar luzes no cabelo em abril do ano passado. Agora, ela pede na Justiça uma indenização de 100 000 reais pelos danos causados, conforme relata em entrevista à Vejinha. O procedimento foi realizado no salão Comece pela Cor, localizado na Rua Tijuco Preto, 460, no Tatuapé, e causou queimaduras de quarto grau no couro cabeludo, levando Mariana a raspar a cabeça e privar-se do convívio social, segundo ela, pelo risco de contaminação.  “Assim que o cabeleireiro começou a enrolar os papeis na minha cabeça, senti uma ardência muito forte e pedi para parar”, relatou. “Ele disse que era uma reação ao pó e iria trocá-lo.” Durante e após o processo, sentiu a formação de uma bolha, mas o profissional, chamado Alan Marinho, afirmou que se tratava apenas de uma alergia e finalizou o serviço. Marinho não foi localizado pela reportagem. A advogada de Mariana, Lygia Morseli, contou que, após os ferimentos surgirem na cabeça, profissionais do salão pediram a ajuda de uma podóloga para cauterizar a área afetada. “Ela fez uma queimadura sobre outra queimadura, destruiu o bulbo capilar”, disse Lygia.   Ao sair do estabelecimento, Mariana passou a pedir o reembolso dos 250 reais gastos no procedimento. “Disseram que passariam o caso para a dona. Me garantiram que o problema era o produto e não o salão”, contou a jovem, que nunca soube a marca do cosmético usado em seus fios. O procedimento foi feito para celebrar seu aniversário de 30 anos. “O que era uma comemoração virou um pesadelo”, lamenta. Logo depois, as reações pioraram. “A bolha estourou, fez uma casca, infeccionou… ficou tudo exposto. Tive necrose“, conta. Com os grandes ferimentos na cabeça, não teve outra opção a não ser raspar todos os fios. No local afetado, nunca mais cresceu cabelo. No próprio casamento, Mariana precisou utilizar um aplique (com tic-tac) para esconder a falha. Após o ocorrido, Mariana entrou na Justiça afim de pedir reparação dos danos sofridos, relatou que sua autoestima ficou em frangalhos, justamente porque amava cuidar dos fios. A ação no qual o salão é citado pede a reparação dos danos morais e estéticos sofridos por ela. Sem conseguir contatar os responsáveis do Comece pela Cor, nesta semana, o processo foi alterado para abranger também os responsáveis pelo novo salão instalado no local, o Pink Luxo. Mariana e Lygia dizem que o CNPJ se manteve o mesmo após a mudança de nome. A reportagem da Vejinha ligou para o Pink Luxo (o número é o mesmo do salão anterior) e foi informada que  Tayna Rayssa, apontada como sendo a dona, não estava no local para atender ao telefone, mas que logo retornaria e que, na ausência dela, não havia outra pessoa que respondesse pelo estabelecimento. Tayna é a mesma profissional indicada como responsável pelo Comece pela Cor na época em que Mariana esteve por lá. O nome dela, inclusive, aparece na identidade visual do salão, como uma assinatura. Consultada em 7 de novembro, sua página no Facebook informava que ela era uma das proprietárias do novo salão, o Pink Luxo.   Outro lado Segundo Tayna, o salão Comece pela Cor era de propriedade de sua mãe, Naiara de Oliveira, em nome de quem foi feita a transferência com a devolução dos 250 reais pagos pelo procedimento. Ela afirmou estar presente no dia do acidente com Mariana e falou sobre a cauterização feita às pressas. “Cada um ajudou da sua forma”, justificou. Ela diz lembrar que Mariana contou que pediria o reembolso e acionaria a Justiça, mas depois sumiu. “Não imaginava que tinha chegado a esse ponto”, afirmou. Sobre a informação em seu Facebook, ela disse que colocou que era proprietária “por status”. Após o primeiro contato da reportagem, a conta foi deletada. Ela disse não ser dona do novo salão e apenas prestar serviços (como aplicação de mega hair) quando há demanda. A mesma informação foi repetida por Fernando Reis — que se identificou como novo dono do ponto e disse que Tayna apenas prestava serviços esporádicos lá. Segundo ele, não há relação entre o Pink Luxo e o Comece Pela Cor. Questionado por que o contato de WhatsApp do salão antigo ainda era usado e algumas contas em sites de compras coletivas repetirem um CNPJ antigo (em nome de Kleber, marido de Tayna), ele afirmou que, ao comprar o ponto, pediu para reaproveitar os acessos antigos e que o CNPJ do salão estava em seu nome. “Gostaria até de usar a rede social antiga deles”, afirmou. Procurada, a advogada de Fernando, Daniela Macedo, afirmou que orientou seu cliente a conversar com Mariana Nunes e esclarecer que os dois estabelecimentos não têm relação.

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O que levou à queda do Muro de Berlim?

09 de novembro de 2019, 19:58

Cidadãos tentam derrubar o muro de Berlim (Foto: imago/F. Berger)

O Muro de Berlim, construído em 1961 pelo regime da República Democrática Alemã (RDA), era o símbolo da divisão do mundo em Ocidental e Oriental e da luta entre o comunismo e o capitalismo. Embora a parte oeste estivesse cercada por uma barreira de 155 quilômetros de concreto e arame farpado, as pessoas podiam viajar para qualquer lugar sem impedimentos. Berlim Ocidental era, portanto, uma ilha de liberdade no meio da RDA comunista. Em contrapartida, para a grande maioria dos alemães-orientais, o Ocidente tão próximo permaneceu um local inatingível por décadas. Isso mudou abruptamente na noite de 9 de novembro de 1989, depois que uma nova lei de viagens foi anunciada numa entrevista coletiva televisionada ao vivo em Berlim Oriental. De acordo com o comunicado, o trânsito para o Ocidente seria liberado – e de forma imediata! Milhares de pessoas rumaram para as militarmente vigiadas passagens de fronteira do centro da cidade, que realmente foram abertas depois de algumas horas. As imagens de pessoas celebrando na Berlim subitamente unida rodaram o mundo. De uma maneira comovente, estas imagens marcaram o fim de fato da divisão da Alemanha em Ocidental e Oriental. Pouco mais de um ano depois, em 3 de outubro de 1990, o país politicamente dividido desde o fim da Segunda Guerra comemorou sua reunificação. Este marco histórico só foi possível graças ao consentimento das quatro potências vencedoras da guerra: os aliados democratas Estados Unidos, Reino Unido e França, assim como a comunista União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). As palavras mágicas: "Glasnost" e "Perestroika" As concessões feitas pelo reformista comunista soviético Mikhail Gorbachov, que chegou ao poder em 1985, foram decisivas. E essa é também a opinião do diretor do Memorial do Muro de Berlim, Axel Klausmeier. A política de abertura (Glasnost) e reconstrução (Perestroika) de Gorbachov representou uma ruptura com a chamada doutrina Brejnev, que estipulava que os países unidos no Pacto de Varsóvia não deviam se desviar do curso estabelecido pelo Kremlin, em Moscou. E, de repente, a mudança de direção: "Não importa o que aconteça nos Estados irmãos socialistas, estes Estados são responsáveis por si próprios", resumiu Klausmeier o fim de um dogma numa frase. Ao contrário das décadas anteriores, os soviéticos não intervieram quando o apelo por reformas democráticas ficava cada vez mais alto em Polônia, Hungria ou República Democrática Alemã. Antes da era Gorbachov, todas as lutas de libertação no chamado Bloco do Leste foram reprimidas brutalmente pela URSS – na RDA em 1953, na Hungria em 1956 e na então Tchecoslováquia em 1968. Ativistas de direitos civis em toda a Europa Oriental foram incentivados a pressionar também em seus países em prol de Glasnost e Perestroika. Desde meados de 1988 já havia contatos na Polônia entre a liderança comunista e o movimento sindical oficialmente proibido Solidarnosc. Os contatos resultaram nas conversações na chamada Mesa Redonda Polonesa, na qual participaram, além de outros grupos da oposição, representantes influentes da Igreja Católica. Entre os representantes do Vaticano estava Karol Józef Wojtyle, que sob o título de papa João Paulo 2º visitou três vezes sua terra natal na era comunista e demonstrou abertamente simpatia pelo Solidarnosc. A autoridade do líder da Igreja Católica fortaleceu ainda mais a fé dos oponentes do regime em uma guinada positiva do destino. Um passo importante nessa direção foram as eleições parlamentares polonesas em junho de 1989, nas quais os candidatos da oposição foram autorizados a participar pela primeira vez. No entanto, os governantes há décadas no poder haviam anteriormente garantido a poder de quase dois terços dos assentos. Polônia, primeira a quebrar monopólio comunista No entanto, o compromisso foi um divisor de água histórico, pois rompeu o monopólio de poder dos comunistas na Polônia. E as indicações de mudanças aumentavam também em outros países. Na Hungria, o governo havia começado em maio a reduzir as instalações de vigilância na fronteira com a Áustria. Isso tornou menos perigoso o caminho para a liberdade nesta interface entre Europa Oriental e Ocidental. Centenas de cidadãos da RDA seguiram este trajeto para fugir de sua terra natal. Ao mesmo tempo, muitos milhares fugiram em meados de 1989, obtendo acesso às embaixadas da Alemanha Ocidental nos países do Leste Europeu. O descontentamento crescia diariamente e, com isso, a pressão sobre o regime avesso a reformas em Berlim Oriental. A partir de setembro, dezenas de milhares de pessoas iam às ruas toda segunda-feira na cidade de Leipzig. O ponto alto foi o 9 de outubro, quando 70 mil pessoas protestaram pacificamente por mudanças na República Democrática Alemã. A queda de Erich Honecker Em cânticos, os manifestantes parafraseavam "nós somos o povo!" e "sem violência!". Como não se sabia como o regime reagiria, o medo era "enormemente grande", conforme foi relatado a Klausmeier por testemunhas oculares. Mas quando não houve repressão nesta manifestação, a oposição teve a sensação de êxito: "Vencemos". Poucos dias depois, caiu o chefe de Estado e líder do Partido Socialista Unificado da Alemanha (SED), Erich Honecker. Seu sucessor, Egon Krenz, sinalizou abertura para conversar com ativistas dos direitos civis. Em 4 de novembro, a Praça Alexanderplatz em Berlim foi palco da maior manifestação da história da RDA. Cerca de meio milhão de participantes aplaudiram em Berlim Oriental os oradores da oposição e vaiaram os representantes do sistema – entre eles Günter Schabowski, diretor da legenda única na RDA, o Partido Socialista Unitário (SED). Dissolução da União Soviética em 1991 O mesmo Schabowski anunciou a nova regulamentação de viagem cinco dias depois, em 9 de novembro de 1989. Com isso, de forma proposital ou não, ele desencadeou a queda do Muro de Berlim. Na fronteira interna da Alemanha, nenhum tiro foi disparado, o caminho para a liberdade estava aberto – e não tinha mais como ser fechado. Nos meses seguintes, pessoas de todo o Leste Europeu conquistaram sua liberdade. O círculo fechou com o colapso da URSS no final de 1991. Um ciclo histórico iniciado em 1985, quando Gorbachov assumiu o poder. O ex-líder soviético foi homenageado em 1990 com o Prêmio Nobel da Paz.

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Seu pão amanhecido pode ser muito mais saudável do que você imaginava

09 de novembro de 2019, 18:15

(Foto: Reprodução)

Dia sim, dia não, alguém escreve uma história sobre algo estar causando ou prevenindo o câncer. Normalmente, é um grande exagero, ou a explicação é bem sem graça. Porém, às vezes, a pesquisa é estranha o bastante para chamar nossa atenção. Esse é o caso deste novo estudo, que detalha como o pão amanhecido pode ajudar a afastar o câncer de cólon. Pesquisadores da RMIT University (Royal Melbourne Institute of Technology), em Melbourne, na Austrália, assaram um pouco de pão branco – feito com farinha branca – e mediram o efeito da temperatura na maneira como um tipo de amido, chamado amido resistente, se desenvolveu. O estudo descobriu que esse amido resistente cresceu melhor em temperaturas de refrigerador. Não o suficiente para compensar o quão pouco saudável o pão branco é, mas esse amido resistente é também uma ferramenta de proteção contra câncer de cólon e oferece outros benefícios à saúde. Dito isso, os pesquisadores acreditam que sua descoberta pode se aplicar a outros pães, menos ruins. O amido resistente é um conjunto de moléculas de carboidratos resistentes às próprias enzimas digestivas do corpo humano. Em vez disso, algumas das bactérias vivendo em nossos intestinos se banqueteiam com esses amidos, deixando para trás uma grande quantidade de ácidos graxos. “É uma fonte de carbono para as bactérias em nosso cólon, que produzem uma série de subprodutos saudáveis para o intestino humano”, disse William Sullivan, primeiro autor do estudo para o RMIT. Essas substâncias químicas, com nomes como “butirato” e “propionato”, parecem ter diversos tipos de benefícios — um estudo diz que elas ajudam a prevenir a obesidade e a regular os hormônios do intestino. Outro, que ajudam a manter o crescimento saudável de células no revestimento do cólon e até mesmo a parar ou desacelerar o início de reação celular em cadeia que poderia levar ao câncer de cólon. Então, por que o pão amanhecido? Sullivam e seu time assaram seu próprio pão branco (“não imita completamente o que você compra no supermercado, é mais como o pão que você compraria na padaria do bairro”, disse) e deixaram-no quieto, sem consumi-lo, por uma semana, em diferentes temperaturas. Quando chegou a hora da análise, eles congelaram as amostras em nitrogênio líquido, moeram-nas e as analisaram com difração de raio X, metódo para analisar como as moléculas se cristalizaram. "A cristalização começa logo que o pão deixa o forno”, explicou Sullivan, “e continuaria a crescer (com o tempo). Após cinco dias, o amido resistente estaria significativamente mais alto do que quando o pão foi assado pela primeira vez”, embora maior parte da formação do amido resistente aconteça nas primeiras horas. Essa cristalização e os níveis de amidos resistentes foram maiores no pão armazenado com temperatura por volta de 3,3º C, contou ao Gizmodo Mario Martinez Martinez, do Whistler Center for Carbohydrate Research, da Universidade de Purdue, em Indiana. Há um problema óbvio com o pão neste estudo — é um pão branco, e não há tantos amidos resistentes mesmo em sua versão amanhecida, diz Martinez. “Todos os outros carboidratos, tenho certeza, vão esconder os benefícios saudáveis do aumento de amido resistente.” Ele mencionou pão integral e outras fontes de amidos resistentes que poderiam ser uma escolha melhor para que as pessoas possam de fato tirar vantagem do benefício à saúde — por exemplo, trocar um pouco de farinha de trigo por farinha de bananas verdes poderia oferecer um aumento muito maior de amido resistente, de acordo com sua própria pesquisa. Sullivan não testou outros tipos de pão, mas acha que sua conclusão pode servir para eles também. Há dois anos, um relatório no periódico JAMA Surgery descobriu que as taxas de câncer de cólon e retal haviam aumentado em pacientes entre 20 a 34 anos, assim como as taxas de câncer retal em pacientes entre 35 a 49 anos, nos Estados Unidos, entre 1975 e 2010. Talvez, e só talvez, nosso pão estava um pouco fresco demais. Pense duas vezes antes de jogar aquele pão velho fora.

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Um kiwi por dia: Conheça os benefícios

09 de novembro de 2019, 11:41

Os superpoderes da fruta para a saúde e para a pele (Foto: Reprodução)

Okiwi é um fruto popular do outono. Além de bonito e saboroso, é uma fruta super saudável e nutritiva que pode fazer muito pelo seu corpo e bem-estar. Estes são os principais benefícios do kiwi:  Melhora a imunidade Por ser rico em vitamina C, estimula o sistema imunitário, protegendo o organismo de diversas doenças. Aliado no emagrecimento Por ser uma fruta de baixo índice calórico e pouca carga glicêmica, é possível incluí-la em dietas com restrição de calorias. Além disso, a sua grande quantidade de fibras prolonga a sensação de saciedade. Retarda o envelhecimento da pele A vitamina E presente na fruta funciona como um poderoso antioxidante que combate os radicais livres que prejudicam as células saudáveis e levam ao envelhecimento precoce. Auxilia o intestino O seu elevado teor de fibras e água ajuda no bom funcionamento do intestino.  Protege o coração Devido à sua atividade antioxidante e aos polifenois presentes, o alimento ajuda a prevenir doenças cardiovasculares pois controla dois fatores de risco: a pressão arterial e o o colesterol LDL. Melhora o sono O potássio e o magnésio do kiwi promovem o relaxamento muscular e auxiliam na produção de melatonina – conhecida como hormônio do sono. 

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Justiça dos EUA nega liberdade a condenado à prisão perpétua que alegou ter concluído pena após ‘morrer’ e ser ressuscitado

09 de novembro de 2019, 09:19

Benjamin Schreiber, de 66 anos, argumentou que concluiu tecnicamente sua pena quando seu coração parou de bater quatro anos atrás, ainda que tenha sido revivido pelos médicos (Foto: Iowa Department of Corrections)

A Justiça dos Estados Unidos negou liberdade a um assassino condenado à prisão perpétua que alegou ter concluído sua pena depois de "morrer" temporariamente. Benjamin Schreiber, de 66 anos, foi condenado a passar a vida atrás das grades, sem possibilidade de liberdade condicional, no Estado americano de Iowa por espancar um homem até a morte em 1996. No pedido de soltura que fez à Justiça, ele alegou que sua pena terminou quando seu coração parou de bater quatro anos atrás, ainda que ele tenha sido ressuscitado. Mas o tribunal entendeu que a argumentação de Schreiber não era "convincente". Segundo a corte, era "improvável" que o homem estivesse morto, uma vez que ele próprio assinou os documentos legais para dar entrada em sua requisição de liberdade. Em 2015, Schreiber desenvolveu bacteremia (presença de bactérias no sangue) por causa de pedras nos rins. Ele sofreu uma parada cardíaca e teve que ser ressuscitado por médicos no hospital, mas se recuperou totalmente e voltou à prisão. Ele deu entrada no pedido de liberdade no ano passado. Nele, Schreiber disse que foi ressuscitado contra sua vontade e que sua "morte" temporária significou que sua pena de prisão perpétua foi tecnicamente completada. A Justiça não deu ganho de causa a Schreiber. Seu advogado disse que iria recorrer. Na quarta-feira, dia 6 de novembro, o tribunal de apelações confirmou a decisão da instância inferior. A corte acrescentou que a pena não terminaria até que um perito médico declarasse formalmente o óbito.

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Governo estuda extinguir seguro obrigatório DPVAT em 2020

09 de novembro de 2019, 08:18

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a investida, frisando que a ideia é abolir o DPVAT já no ano que vem (Foto: Reprodução)

O governo federal estuda a extinção do seguro obrigatório DPVAT, que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, o que poderia valer já para o próximo ano, segundo duas fontes da equipe econômica ouvidas pela agência de notícias Reuters. A Susep (Superintendência de Seguros Privados), inclusive, já enviou uma proposta para o Ministério da Economia sobre o assunto. Segundo a Reuters apurou, o tema poderá ser tratado via medida provisória (MP). Pela proposta, o DPVAT seria extinto a partir de 1º de janeiro de 2020. Em entrevista à Reuters nesta sexta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a investida, frisando que a ideia é abolir o DPVAT já no ano que vem. Ele lembrou que o compromisso do governo Jair Bolsonaro é "tirar do cangote" das pessoas e empresas o peso de alguns encargos. "É algo que o consumidor talvez aprove e tem que ver como vai ficar a indústria que vive disso", disse.Para cobrir as indenizações do seguro até 2026 por acidentes ocorridos até o fim deste ano, a seguradora Líder, responsável pelo pagamento do DPVAT, repassaria ao Tesouro R$ 1,25 bilhão em cada um dos próximos três anos, conforme proposta atualmente em estudo. Isso aconteceria por intermédio da Susep. Hoje, o valor anual recolhido a título de DPVAT dos donos de veículos é de cerca de R$ 2,3 bilhões. Por lei, 45% desse montante deve ser repassado ao SUS (Sistema Único de Saúde), com os 5% sendo direcionados ao Denatran. De acordo com números internos, a avaliação é que, já estimadas as obrigações de repasse e as indenizações a vítimas de acidentes até o fim de 2019, ainda restariam em torno de R$ 4,8 bilhões livres para a seguradora Líder. A Líder é um consórcio de 73 seguradoras que administra o DPVAT. Entre suas participantes, estão empresas como AIG Seguros, Caixa Seguradora, Bradesco Seguros, Itaú Seguros, Mapfre, Porto Seguro, Omint, Tokio Marine e Zurich Santander. Mais cedo neste ano, a superintendente da Susep, Solange Paiva, já havia dito publicamente que o modelo do DPVAT estava sob revisão, também criticando sua estrutura de monopólio. Procurada nesta sexta-feira, a Susep informou à Reuters que não comentaria o assunto.

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Proteção de dados deve ser regulada globalmente, diz historiador

08 de novembro de 2019, 16:03

(Foto: Reprodução)

O mundo vive uma revolução impulsionada pela inteligência artificial e os governos devem adotar medidas para proteger os cidadãos dos riscos e das possíveis consequências negativas da adoção dessa tecnologia. Esse foi o alerta do historiador Yuval Noah Harari na conferência de encerramento da 5ª Semana de Inovação, evento promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) nesta semana em Brasília. Harari é professor da Universidade Hebraica de Jerusalém e autor de best-sellers mundiais como “Sapiens: uma breve história da humanidade” e “Homo Deus: uma breve história do amanhã”. O historiador e filósofo discute os cenários do futuro possível da humanidade e os riscos associados ao desenvolvimento de novas formas de organização social, especialmente aqueles relacionados a novas tecnologias como a inteligência artificial (IA). Segundo o acadêmico, as autoridades públicas precisam empreender esforços para proteger os cidadãos em um conjunto de desafios. O primeiro deles diz respeito ao futuro do trabalho. A IA e a automação devem reconfigurar profundamente os mercados, com potencial para fazer desaparecer boa parte dos empregos atuais e criar novos ofícios. Contudo, não está claro se haverá uma substituição em número suficiente para evitar uma crise de desemprego. Harari acredita que o problema vá além. Até 2050, pode haver inclusive surgimento e desaparecimento de atividades laborais em curtos prazos. Isso demandará uma capacidade de requalificação dos trabalhadores, de modo a trocar de atividade mais de uma vez ao longo de sua vida. Esta seria uma tarefa chave dos governos. Enquanto no século XX as políticas públicas de educação foram moldadas para os jovens, no século XXI elas deverão contemplar também os adultos. “Não estamos perto do potencial pleno da IA, mas no começo. Será uma cascata de inovações. Vamos ter ondas de automação em 2035, 2045. Pessoas vão ter que se reinventar repetidamente em suas vidas e os governos vão ter que participar e ajudar as pessoas a gerir suas vidas nos períodos de transição, por meio do pagamento do retreinamento”, projeta. O professor israelense citou o caso do setor de transportes como exemplo dos riscos de devastação de empregos e concentração de poder econômico. Com a ascensão de plataformas como Uber e com a implantação de carros autônomos, o que hoje é uma miríade de pequenos serviços de transporte privado pode se concentrar em poucas corporações. O historiador vê a possibilidade da IA potencializar não apenas desigualdades entre classes, mas entre países. Ele lembrou que a corrida pelo desenvolvimento desta tecnologia tem hoje Estados Unidos e China bem avançados e outros países com muito menos capacidade de produção. Este cenário seria equiparado à Revolução Industrial no século XIX, quando o Reino Unido estabeleceu uma vantagem competitiva sobre o restante do mundo. Quem mais pode sofrer com essa diferença, acrescentou, são os países em desenvolvimento. Enquanto no século XX essas nações puderam gerar riqueza ao oferecer força-de-trabalho mais barata, em um cenário de intensa automação as regiões periféricas podem sofrer o que o autor chama de uma nova forma de colonização. “Os dados agora são a matéria-prima. O impacto da IA no mercado será diferente em países distintos. O resultado pode ser que a maioria dos países podem ser colonizados no âmbito do uso de dados pelos líderes da revolução de IA. A automação pode levar a uma nova forma de imperialismo. Vai haver mais trabalhos para engenheiros de software na Califórnia, mas menos para caminhoneiros em Honduras”, comentou. Um segundo grupo de perigos diz respeito aos processos políticos. Harari estimou que a combinação de bioengenharia, poder computacional e coleta e tratamento de dados permitiriam uma prática que o historiador caracterizou como “hackear os seres humanos”. Ao possuírem informações biométricas e comportamentais das pessoas, governos e corporações controladores destes dados e de capacidade tecnológica conseguiriam saber mais sobre os indivíduos do que eles mesmos, o que poderia ser empregado para manipulação de sentimentos e atitudes e tomada de decisões. “Um algoritmo pode dizer a orientação sexual de um adolescente somente rastreando movimentos do olho. Talvez até eu não saiba que sou gay, mas a Coca Cola saiba. Na próxima vez que mostrar uma publicidade, vai mostrar com homem e não com mulher, me fazendo escolher este produto. E essa informação vai valer bilhões. Mas vai ter outras consequências, também. Em alguns países há penas de morte por homossexualidade”, exemplificou. O professor ponderou que os governos terão de resistir à tentação de montar máquinas de vigilância, pois o uso delas “pode gerar os regimes mais totalitários já vistos”. Mais do que apenas não atuar desta maneira, os governos devem proteger seus cidadãos das corporações que operam coletando dados e influenciando condutas dos indivíduos. Para isso, sugeriu, é necessário regular a propriedade dos dados. “Agora a política é crescentemente controlar os fluxos de dados. Se muitos dados são controlados por uma pequena elite, veremos uma ditadura digital. É papel dos governos regular a propriedade dos dados. Não podemos deixar para as corporações. Elas não representam ninguém, e nenhum cidadão votou nelas”, argumentou. Mas tal regulação, complementou, não pode ser apenas de um Estado individualmente, mas deve ser organizada como “um acordo global sobre vigilância e propriedade de dados”. Harari incluiu entre as tarefas do poder público uma última classe de riscos, relacionados ao que denominou “ameaças existenciais”. Ele citou como exemplo destas a fabricação e o emprego de armas automáticas, também chamadas popularmente de “robôs assassinos”. Assim como no item anterior, a proteção contra essas tecnologias perigosas não será eficaz em apenas um país, mas como um esforço global. “Os robôs matadores são a tecnologia mais perigosa. Países podem dizer que não querem desenvolver, mas o fazem por não poder confiar nos rivais. Se permitirmos uma corrida assim, não importa quem ganha, perde a humanidade. Prevenir a corrida não é criar muros, mas construir confiança entre países”, recomendou. Outra ameaça existencial apontada pelo historiador é a própria mudança na ideia de evolução e seleção natural. Com o uso de bioengenharia e novas tecnologias como inteligência artificial, ele projetou possibilidades como a desconexão da consciência dos corpos por meio de suportes inorgânicos ou até mesmo da criação de entes inteligentes sem consciência. “Seleção natural vai ser substituída por design inteligente. Vai ser a nova forma da evolução. Vai acender o reino do inorgânico. É possível que o planeta Terra seja dominado por entidades diferentes de nós, de como éramos dos chimpanzés. Em 200 anos, a Terra pode ser dominada por entidades superinteligentes sem consciência”, anteviu. Diante de cenários tão preocupantes, Harari terminou sua conferência lembrando que tais caminhos são possibilidades, não profecias. O emprego e a regulação das tecnologias dependeria de escolhas humanas. E, neste sentido, os governos teriam o papel chave, uma vez que são os entes democraticamente eleitos para conduzir os rumos da coletividade. “A revolução IA coloca desafios sem precedentes. Se alguém tem medo de algum deles, ainda pode fazer alguma coisa em relação a isso. A coisa mais importante sobre tecnologia é entender que ela não é determinista. Podemos usar as soluções técnicas para criar diferentes formas de sociedades”, concluiu o professor. Com informações da Agência Brasil

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Presidente do Santos é suspenso após apontar Fla favorecido pelo VAR

08 de novembro de 2019, 15:55

Nesta sexta-feira, durante o julgamento, Peres afirmou estar arrependido e que sua declaração foi tirada de contexto (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

O presidente do Santos, José Carlos Peres, foi suspenso por 15 dias, nesta sexta-feira, em julgamento realizado pela 5ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por declarações consideradas desrespeitosas contra a arbitragem e ao uso do VAR no Campeonato Brasileiro. Satisfeito com a pena aplicada, já que foi enquadrado em um artigo que prevê um possível gancho de até 180 dias, Peres pediu para o seu advogado, Marcelo Mendes, não recorrer, pois trata-se de uma pena mínima, assim como ocorreu com o presidente palmeirense Maurício Galiotte, punido pelo mesmo motivo. Nesta sexta-feira, durante o julgamento, Peres afirmou estar arrependido e que sua declaração foi tirada de contexto. "Me arrependi de ter falado, deveria ter calado a boca. Pedi desculpa para eles (do Flamengo). Eu ficaria aborrecido se falassem isso. Não foi minha intenção. Falando de coração: não foi minha intenção", disse o dirigente Ao defender o seu cliente no julgamento, Marcelo Mendes argumentou que as declarações de Peres foram dadas em um programa humorístico (da Rádio Energia FM), ao contrário de outras ditas em entrevistas coletivas. Em 11 de outubro, em entrevista à Rádio Energia 97, Peres declarou que a arbitragem estava favorecendo o Flamengo no Brasileirão. "Se depender do VAR, o Flamengo é campeão", disse. "Não falei que o Flamengo é culpado. Queria estar no lugar do Flamengo. É questão dos juízes... VAR veio para ajudar, mas é a mesma coisa de dar uma Porsche para quem não sabe dirigir. Vão falar que errada é a Porsche." Quando apresentou denúncia contra Peres, a Procuradoria do STJD destacou que ele "extrapolou os limites da indignação e desrespeitou a arbitragem". "De acordo com a Procuradoria, a atitude imprópria do denunciado ao realizar uma reclamação pela via inadequada, causa extremo abalo na estabilidade da competição", justificou o órgão, revelando também que "inicialmente houve a tentativa de retratação do presidente do Santos em procedimento preliminar proposto pela Procuradoria da Justiça Desportiva, porém sem sucesso houve a denúncia". Antes de ser punido com a pena mínima, o dirigente foi indiciado no artigo 258, em seu segundo incisivo, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala sobre "assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou a ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código" e "desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões".

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Óleo no Nordeste: chega a 409 número de localidades afetadas

08 de novembro de 2019, 15:48

Praias do litoral do Nordeste estão tomadas por mancha de óleo (Foto: Adema/Divulgação)

Ao todo, ao menos 104 municípios de todos os nove Estados do Nordeste foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto   O número de localidades do Nordeste atingidas por óleo chegou a 409, segundo balanço divulgado na quinta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ao todo, ao menos 104 municípios de todos os nove Estados do Nordeste foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto. Segundo o Ministério da Saúde, o Nordeste tem 153 municípios litorâneos, o que significa que o óleo chegou a ao menos 67,9% das cidades da costa da região. O balanço do Ibama indica, também, que apenas 166 das 409 localidades atingidas estão "limpas", isto é, sem vestígios ou manchas. Dentre as que ainda têm óleo, estão a Praia do Japaratinga e a Foz do Rio Manguba, em Alagoas, e a Ilha de Comandatuba e a Costa do Sauípe, na Bahia. Por Estado, as 243 localidades ainda oleadas se distribuem da seguinte forma: Bahia (100), Alagoas (45), Sergipe (34), Pernambuco (26), Rio Grande do Norte (21), Ceará (11), Maranhão (3), Paraíba (2) e Piauí (1). Em relação à fauna, ao menos 128 animais oleados foram identificados pelo Ibama. Os dados se referem especialmente a tartarugas marinhas (89) e aves (25). Nas redes sociais, a Fundação Mamíferos Aquáticos chegou a compartilhar imagens da recuperação de uma ave oleada encontrada em Maragogi (AL). Na Praia do Janga, em Paulista (PE), o Estado chegou a encontrar algumas dezenas de peixes mortos junto a uma grande mancha em outubro. Além disso, o material já foi encontrado em regiões de corais. Pesquisadores apontam que o petróleo também foi encontrado no organismo de animais diversas, como mariscos e peixes. Eles também ressaltam que o impacto ambiental do óleo pode persistir por décadas. A primeira mancha de óleo foi oficialmente identificada em 30 de agosto, no município de Conde, na Paraíba. Quatro dias depois, o material foi encontrado no segundo Estado, Pernambuco, na Ilha de Itamaracá. Em 1º de novembro, a Bahia foi o nono e último Estado do Nordeste a receber óleo, com a primeira mancha identificada na Mata de São João. Ao todo, foram atingidos mais de 2,2 mil quilômetros da costa, dos quais foram retiradas mais de 4,3 mil toneladas de petróleo.

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Drone gigante promete até 40 km de transporte com 200 kg de carga

08 de novembro de 2019, 15:36

(Foto: Divulgação)

A Volocopter, empresa pioneira em mobilidade aérea urbana, apresentou seu mais novo produto para o mercado de drones: o VoloDrone. Desenvolvido por especialistas do aeródromo especial de Oberpfaffenhofen, na Alemanha, o drone é capaz de transportar cargas de até 200 quilos por uma distância máxima de 40 quilômetros, e seu rotor possui diâmetro e altura de 9,2 e 2,3 metros, respectivamente. A Volocopter disse que o VoloDrone foi criado para atender a vários segmentos da indústria, em aplicações gerais e específicas. Por isso, sua criação teve o envolvimento direto de parceiros comerciais, a fim de coletar o máximo de sugestões de utilizações possíveis. Veja o vídeo de apresentação do VoloDrone: https://youtu.be/2C5YDnR2EGw No vídeo, ficam explicitas algumas possibilidades de uso do equipamento, que, devido à padronização do sistema de fixação de trilhos utilizado na indústria aeroespacial e logística, pode alojar diversos tipos de cargas em seu trem de pouso. O drone poderá ser usado na agricultura (no tratamento de plantações), em canteiros de obras (para erguer peças volumosas) e nos segmentos de logística, infraestrutura e serviços públicos, para transportar cargas pesadas para lugares remotos, como caixas, líquidos, equipamentos, máquinas e suprimentos. Para a Volocopter, o VoloDrone é o resultado de anos de experiência e competência tecnológica acumulados pela companhia. O drone, cujo funcionamento é totalmente elétrico, possui 18 hélices e baterias de íon-lítio substituíveis. (TecMundo)

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Defesa de Lula entra com pedido de liberdade após decisão do STF, diz Gleisi

08 de novembro de 2019, 11:30

(Foto: Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula)

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ingressou com pedido de liberdade imediata do petista nesta sexta-feira, anunciou a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), após o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubar na véspera a prisão depois de condenação em segunda instância. "A defesa já pediu a soltura imediata de Lula e estamos entrando para conversar com ele. Esperamos que ainda hoje Lula esteja na vigília #LulaLivre, abraçando e agradecendo todos que durante estes 580 dias ficaram ao seu lado, no maior exemplo de solidariedade e resistência", disse a deputada em publicação no Twitter. O ex-presidente está preso em Curitiba desde abril no ano passado em decorrência de condenação no âmbito da operação Lava Jato. A defesa de Lula já havia anunciado na noite de quinta-feira que levaria ao juízo de execução um pedido pela soltura imediata com base no resultado do julgamento do STF. A defesa do petista disse ainda que vai reiterar o pedido para que o Supremo analise um habeas corpus que busca a nulidade do processo do tríplex em Guarujá (SP), pelo qual Lula está preso, "em virtude da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato, dentre inúmeras outras ilegalidades". O plenário do STF derrubou na noite de quinta-feira a possibilidade de iniciar a execução da pena de prisão após condenação em segunda instância, na maior derrota que a corte impôs à operação Lava Jato nos seus cinco anos. (Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro - Reuters)

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Câmara aprova veto a copo de plástico em bar em SP

08 de novembro de 2019, 09:19

O texto vai para sanção do prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) (Foto: Reprodução)

Os vereadores de São Paulo aprovaram projeto de lei, em votação final, que proíbe bares, hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais de distribuírem utensílios de plástico de uso único. Assim, talheres, copos e pratos de plástico descartáveis não poderão ser mais usados e devem ser trocados por utensílios de material biodegradável ou reciclável. O texto vai para sanção do prefeito Bruno Covas (PSDB).   O projeto havia sido aprovado em primeiro turno em abril e na segunda votação teve uma alteração: antes prevista para valer imediatamente, a regra agora só renderá punição ao comércio em janeiro de 2021. A alteração foi sugestão do próprio autor do projeto, vereador Xexéu Trípoli (PV), que já havia sido responsável pela lei que proíbe canudos plásticos. O entendimento foi o de que era preciso mais prazo para o mercado se adaptar às regras. A lei prevê advertência para o estabelecimento que manter o fornecimento dos utensílios de plástico. No segundo flagrante, a multa prevista é de R$ 1 mil. O valor dobra na segunda autuação e vai progredindo até a sexta autuação, quando o estabelecimento pode sofrer fechamento administrativo. As formas de fiscalização serão definidas pela Prefeitura, caso a lei seja sancionada, por meio de decreto municipal. Covas já havia sinalizado apoio à medida. Por intermédio de Trípoli, o prefeito assinou um compromisso internacional de banir esses materiais da cidade. Em junho, a Prefeitura determinou a proibição de canudos plásticos em estabelecimentos comerciais. Medida semelhante foi tomada um ano antes pela prefeitura do Rio, primeira capital do País a adotar a restrição. Procurada ontem, a Prefeitura de São Paulo não informou se vai ou não sancionar a lei. Presidente da seção paulista da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Percival Maricato elogia a proposta. "Trata-se de um esforço válido pelo meio ambiente. O impacto econômico será muito baixo. Não será significativo. Além disso, a lei prevê um prazo razoável de adaptação, até 2021. Vai permitir que bares e restaurantes terminem com seus estoques e façam as adequações necessárias", afirma. Na cidade. Mesmo sem a proibição, alguns estabelecimentos da cidade já aboliram o plástico. É o caso do Teva, restaurante vegano carioca que está em São Paulo há aproximadamente 6 meses. Desde sua inauguração, é um restaurante livre de plásticos. O estabelecimento não usa canudos de plástico nem garrafas de água (tanto a natural quanto a com gás saem filtradas da torneira). Pela mesma razão, não oferece cerveja, apenas chope. Na cozinha, o plástico também não é utilizado para separar alimentos. "Sem dúvida, há um aumento de custos e, por isso, não julgo outros restaurantes. Mas a gente precisa pensar no futuro, no meio ambiente e não só no business. Nossa postura gera uma admiração pela marca, um valor não tangível", disse o proprietário e chefe do Teva, Daniel Birion. Magno Botelho, biólogo e especialista em meio ambiente da Universidade Presbiteriana Mackenzie, faz ressalvas sobre os efeitos práticos da medida. "Sou ambientalista e a favor da redução do consumo de plástico, mas não podemos ter comportamento de manada. É preciso refletir sobre o tema. Neste caso, a proibição não é relevante para o meio ambiente. O problema do plástico é o seu descarte. A maioria dos restaurante já faz o descarte em aterros ou recicla o material", argumenta. "Substituir o plástico por outro material vai gerar mais gastos com água e detergente para limpeza - e, consequentemente, causar impacto ao meio ambiente", diz Botelho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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