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Os genes que ajudam a entender porque algumas pessoas ficam mais doentes que outras

13 de dezembro de 2020, 13:53

A Covid-19 deixa algumas pessoas gravemente doentes, enquanto outras não apresentam nenhum sintoma (Foto: Reprodução)

Um dos maiores enigmas da pandemia é entender por que algumas pessoas com coronavírus não apresentam sintomas, enquanto outras ficam extremamente doentes. Um estudo com mais de 2.200 pacientes de terapia intensiva publicado na revista Nature identificou genes específicos que podem trazer a resposta. Eles tornam algumas pessoas mais suscetíveis aos sintomas graves de Covid-19. As descobertas lançam luz sobre onde o sistema imunológico falha, o que pode ajudar a identificar novos tratamentos. Os tratamentos continuarão a ser necessários mesmo com as vacinas sendo desenvolvidas, diz Kenneth Baillie, consultor em medicina da Royal Infirmary em Edimburgo, que liderou o projeto denominado Genomicc. "As vacinas devem diminuir drasticamente o número de casos, mas é provável que os médicos ainda precisem tratar a doença em cuidados intensivos por vários anos em todo o mundo. Por isso existe uma necessidade urgente de encontrar novos tratamentos." Células 'irritadas' Os cientistas analisaram o DNA de pacientes em mais de 200 unidades de terapia intensiva em hospitais do Reino Unido. Todos os pacientes tiveram análises minuciosas em seus genes, que por sua vez abrigam instruções para todos os processos biológicos - incluindo como combater um vírus. Os genomas dessas pessoas foram então comparados com o DNA de pessoas saudáveis na tentativa de identificar diferenças. Algumas foram encontradas - a primeira delas em um gene chamado TYK2. "Ele é parte do sistema que torna as células imunológicas mais irritadas e mais inflamatórias", explicou o Baillie. Se o gene estiver imperfeito, essa resposta imune pode entrar em exaustão, colocando os pacientes em risco de séria inflamação pulmonar. Um tipo de medicamento anti-inflamatório já usado para doenças como a artrite reumatóide tem como alvo exatamente esse mecanismo biológico. É o caso de um remédio chamado Baricitinib. "Isso o torna esse remédio candidato muito plausível para novos tratamentos", disse Baillie. "Mas, é claro, precisamos fazer testes clínicos em grande escala para descobrir se isso se confirma ou não." Pouco 'interferon' Diferenças genéticas também foram encontradas em um gene chamado DPP9, que desempenha um papel em inflamações, e em um gene chamado OAS, que ajuda a impedir que o vírus se multiplique. Além disso, variações em um gene chamado IFNAR2 também foram identificadas nos pacientes de terapia intensiva. O IFNAR2 está ligado a uma molécula antiviral potente chamada interferon, que ajuda a ativar o sistema imunológico assim que uma infecção é detectada. Acredita-se que a produção de pouco interferon pode dar ao vírus uma vantagem inicial, permitindo que ele se replique rapidamente, levando a quadros mais graves. Dois outros estudos recentes publicados na revista Science também relacionaram o interferon a casos de Covid, por meio de mutações genéticas e um distúrbio autoimune que afeta sua produção. O professor Jean-Laurent Casanova, que realizou a pesquisa, da Universidade Rockefeller em Nova York, disse: "[Interferon] foi responsável por quase 15% dos casos críticos de Covid-19 registrados internacionalmente segundo nosso estudo." O interferon poderia ser administrado como tratamento, mas um ensaio clínico da Organização Mundial da Saúde concluiu que ele não ajudou pacientes em estado grave. No entanto, o professor Casanova diz que o contexto é importante. Ele explicou: "Eu espero que, se administrado nos primeiros dois, três, ou quatro dias de infecção, o interferon funcione, porque ele essencialmente forneceria a molécula que o [paciente] não produz por si mesmo". 'Quando as coisas dão errado' Vanessa Sancho-Shimizu, uma geneticista do Imperial College de Londres, disse que as descobertas genéticas oferecem uma visão sem precedentes sobre a biologia da doença. "É realmente um exemplo de medicina de precisão, no qual podemos realmente identificar o momento em que as coisas deram errado para aquele indivíduo", disse ela à BBC News. "As descobertas desses estudos genéticos nos ajudarão a identificar caminhos moleculares específicos que podem ser alvos de intervenção terapêutica", disse ela. Mas o genoma ainda guarda alguns mistérios. O estudo Genomicc - e vários outros - revelou um grupo de genes no cromossomo 3 fortemente ligado a sintomas graves. No entanto, a biologia por trás disso ainda não é compreendida pelos cientistas. Mais pacientes serão convidados a participar da pesquisa. "Precisamos de todos, mas estamos particularmente interessados ​​em recrutar pessoas de grupos étnicos minoritários que aparecem de maneira mais ampla na população gravemente doente", afirmou Baillie. Ele acrescentou: "Ainda há uma necessidade urgente de encontrar novos tratamentos para esta doença e temos que fazer as escolhas certas sobre os próximos tratamentos, porque não temos tempo para cometer erros". Fonte: BBC News

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Dezembro Verde alerta sobre maus-tratos e abandono de animais

13 de dezembro de 2020, 13:36

Abandonar ou maltratar animais é crime previsto pela Lei Federal nº 9.605/98 (Foto: Reprodução)

Durante todo este mês a campanha Dezembro Verde vai alertar a população sobre as graves consequências do abandono de animais e fomentar a guarda responsável dos bichinhos, geralmente cães e gatos que vagam nas ruas, após serem abandonados por seus tutores. Embora não haja estatísticas oficiais, uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que mais de 30 milhões de cães e gatos estejam em situação de abandono no Brasil. A campanha é promovida pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP). Abandonar ou maltratar animais é crime previsto pela Lei Federal nº 9.605/98. Vale lembrar que uma nova legislação, a Lei Federal nº 14.064/20, sancionada em setembro, aumentou a pena de detenção que era de até um ano para até cinco anos para quem cometer este crime. Além disso, o rito processual passa à vara criminal, não mais ao juizado especial. “A maioria dos animais abandonados não é resgatada e sofre com fome, doenças, exposição ao tempo, riscos de atropelamento e traumas que interferem em seu bem-estar mental e comportamento”, alerta a médica-veterinária Cristiane Pizzutto, presidente da Comissão Técnica de Bem-estar Animal (CTBEA) do CRMV-SP. Outra questão grave são os prejuízos à saúde pública. “O abandono impacta diretamente na vida das pessoas, pois animais nas ruas causam acidentes de trânsito, prejudicam o turismo e afetam a saúde pública – devido às doenças que afetam tanto humanos quanto animais”, diz a médica-veterinária Rosangela Gebara, que integra a CTBEA/CRMV-SP. Abandonos aumentam em dezembro A escolha deste mês para a campanha está relacionada ao fato de que, neste período do ano, os casos de abandono aumentam de forma expressiva. “Acontece de famílias deixarem seus animais nas ruas, isentando-se da responsabilidade quando vão se ausentar para as viagens de férias e festas de fim de ano”, sinaliza Cristiane. Segundo Rosangela, “trabalhos internacionais mostram que as principais causas de abandono são, em primeiro lugar, problemas no comportamento dos animais e, em segundo lugar, alterações na rotina de casa – aí entra a questão das viagens e mudanças de endereço.” Mas, a pandemia também ajudou a aumentar esse número, destaca Rosangela. “Infelizmente soubemos que houve um aumento do número de abandono no início da pandemia, as pessoas ficaram com medo de que os animais pudessem transmitir o coronavírus. Na verdade eles não transmitem, algumas espécies são tão vítimas quanto a gente, podem pegar o coronavírus da gente, mas não transmitem. Mas, por causa de algumas notícias sensacionalistas, as pessoas abandonaram os cães e gatos” A médica veterinária destaca que atualmente o abandono tem acontecido por questões financeiras, as pessoas estão ficando sem recursos para cuidar dos animais domésticos. “Agora temos visto um maior número de abandono por conta da crise socioeconômica, as pessoas estão mudando de casa, de estado, perdendo seus empregos, e infelizmente isso acaba afetando e muitas pessoas abandonaram os animais por conta desta questão”, lamenta. Animais nas ruas, sem os devidos cuidados de saúde e higiene, também podem desenvolver as zoonoses, ou seja, doenças infecciosas transmitidas de animais para seres humanos e vice-versa. “Uma grande quantidade de animais nas rua pode aumentar a incidência de algumas doenças que são transmitidas por vetores, por mosquitos, como a leishmaniose, doenças fúngicas, como é o caso das esporotricose nos gatos e a raiva, apesar que o Brasil tem um ótimo controle da raiva através da vacinação anual. Mas, em países onde não tem essa vacinação e grande animais nas ruas, acabam transmitindo a doença entre eles e às pessoas”, detalha Rosângela. A veterinária alerta sobre a importância de manter os animais seguros. “É preciso manter a guarda responsável, castrar os animais, mantê-los dentro de casa e nunca abandonar. Se o animal tiver qualquer problema de comportamento ou saúde procure ajuda, mas nunca abandone, porque o abandono causa um extremo sofrimento ao animal. Os animais, principalmente os cães, têm uma cognição de uma criança de três anos. Então imagina pegar uma criança de três anos e abandonar no meio de uma estrada, numa praça, imagina como é o sofrimento psicológico e físico desse animal diante do abandono!”, compara Rosângela. Em seu papel social, os médicos-veterinários são agentes conscientizadores contra o abandono. Os profissionais devem dar orientação desde o momento da escolha do pet até os cuidados para a saúde e o bem-estar ao longo da vida do animal. “As famílias precisam buscar essas orientações antes e depois da adoção/aquisição do pet”, diz. Cristiane compartilha desta opinião e enfatiza que “o médico-veterinário pode explicar sobre a lida com os pets no que diz respeito a comportamento e saúde, para ampliar o olhar dos tutores sobre a responsabilidade que é ter um animal de estimação.” As especialistas recomendam uma reflexão antes de adotar ou comprar um animal doméstico. É importante fazer os seguintes questionamentos: - Todos na família estão de acordo com a presença do animal? - O animal terá onde ou com quem ficar quando o tutor for viajar? - O animal terá um espaço adequado para dormir e brincar? - O tutor terá tempo para fazer passeios e dar a atenção diária que o animal requer? - Haverá condições de levar o animal regularmente ao médico-veterinário? Quem presencia maus tratos com animais e deseja denunciar, deve seguir as seguintes recomendações: reunir todas as provas existentes (como fotos, vídeos, imagens de circuitos de condomínios, áudios) e com o material em mãos, ir até uma delegacia de polícia e registrar o boletim de ocorrência. Segundo Rosangela, a fiscalização de maus tratos pode ser feita por qualquer cidadão. “Se uma pessoa vir alguém abandonando um animal no meio de uma estrada, essa pessoa pode filmar, fotografar, anotar a placa do carro e acionar de preferência a polícia ambiental. Quem abandonou vai ser indiciado e se for pego em flagrante, cometendo o crime de maus tratos, vai ser investigado e se houver uma denúncia vai ser instaurado um inquérito”. A veterinária alerta também que, se possível, deve-se tentar resgatar o animal. “É muito importante também tentar salvar esse animal, se ele for abandonado no meio da estrada, tentar resgatar, quando é uma estrada que tem uma concessionária, avisar onde foi avistado esse animal, pois eles são extremamente vulneráveis, muitos são atropelados e acabam acontecendo muitos acidentes graves, até fatais, com pessoas que tentam desviar desses animais nas estradas”, finaliza.

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Padre que morreu com covid-19 planejava missa para queimar máscara

11 de dezembro de 2020, 23:50

Francisco Deragil de Souza, 53 anos, estava internado há cerca de 15 dias (Foto: Célia Prado/Diocese de Mogi das Cruzes)

Um padre de Mogi das Cruzes (SP), que morreu na última terça-feira, 8, por complicações da covid-19, planejava realizar uma missa para queimar máscaras e comemorar o fim da pandemia. Francisco Deragil de Souza, 53 anos, estava internado há cerca de 15 dias no Hospital Jardim Helena, em São Miguel Paulista, no extremo leste de São Paulo, com um quadro grave de pneumonia. As informações são do G1. Os primeiros testes para verificar se o pároco estava infectado com o novo coronavírus deram negativo. O último exame que o padre Francisco fez, um dia antes de morrer, deu positivo. A missa de despedida do padre, na quarta-feira, 9,   reuniu dezenas fiéis na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Roque, no distrito de Brás Cubas, onde era pároco. Sem a possibilidade de velório, o carro da funerária passou pela igreja e os fiéis se despediram com rosas e aplausos. “Ele falou assim: ‘Gente, quando isso passar, vamos cada um trazer a sua máscara e nós vamos fazer uma missa especial para queimar todas, para mostrar que nós vencemos a covid-19’. Infelizmente, ele não conseguiu”, relatou José Luiz Felipe Santiago, que faz parte do grupo musical da paróquia. Mortes por covid-19 no Brasil O Brasil ultrapassou nesta sexta-feira, 11, a marca das 180 mil mortes desde o começo da pandemia. Nas últimas 24 horas foram registrados 652 novos óbitos. Já os casos confirmados do novo coronavírus somam 6.836.313, com 52.770 desses confirmados no último dia.

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Feira Baiana da Agricultura Familiar traz cachaça premiada

10 de dezembro de 2020, 18:47

(Foto: SDR)

A Cachaça Abaíra é um dos mais de 600 produtos que estão sendo comercializados na loja virtual da 11ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que acontece até o próximo domingo (13), pelo site www.feiradaagriculturafamiliar.com.br A bebida ganhou medalha de ouro com a Cachaça Abaíra Prata e medalha de prata, na categoria Madeiras Estrangeiras, com a Cachaça Abaíra envelhecida em Carvalho Francês, no mais importante Concurso Nacional de Cachaça, Bebidas Mistas e Outros Destilados, a Expocachaça, realizada em Belo Horizonte, neste mês de dezembro. Produzida pela Cooperativa dos Produtores de Cana e seus derivados da Micro Região de Abaíra (Coopama), a cachaça possui registro de Indicação Geográfica (IG), conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem. O presidente da Coopama, Evaristo Carneiro, enfatiza que é um produto feito por agricultores familiares da Chapada Diamantina: “Esse é o resultado do trabalho de agricultores dos municípios de Abaíra, Jussiape, Mucugê e Piatã. Além das cachaças, também produzimos açúcar mascavo e rapadura, que também estão sendo comercializados na feira”. Os moradores de Salvador e de nove municípios da Região Metropolitana podem comprar esses e outros produtos e receber em casa, com entrega gratuita. Quem acessar o site vai poder navegar pelos territórios onde esses produtos são produzidos e conhecer sobre cada região, no espaço Trilhas, e conferir uma variada e rica programação. A Feira é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), em parceria com União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).

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Homem morre por intoxicação após ser desafiado a tomar 1,2 litro de cachaça

10 de dezembro de 2020, 11:05

Dois colegas incentivaram a vítima, de 46 anos, a virar a garrafa com álcool. Na sequência, eles o abandonaram desacordado (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul está investigando a morte de Vanir Ferreira Duarte, de 46 anos, conhecido na região como Chupim. O homem morreu quatro dias após ficar em coma alcoólico. Em um vídeo que circula nas redes sociais, Chupim é instigado a consumir mais bebida destilada, mesmo após estar visivelmente vulnerável. O caso foi registrado no último dia 3. Conforme o portal Campo Grande News, a vítima tomou duas garrafas de 600 ml de cachaça e 200 ml de bebida destilada. Ele estava acompanhado por duas pessoas que continuaram induzindo o homem a beber mais. Após passar mal, Vanir foi abandonado na rua e só foi socorrido na manhã seguinte, por uma pessoa que passava pelo local. De acordo com a delegada Gláucia Fernanda Valério, um inquérito policial foi instaurado para “apurar todas as circunstâncias em que se deu a morte”. “Serão ouvidas testemunhas e, em seguida, os responsáveis pela divulgação do vídeo serão também chamados a prestar todos os esclarecimentos necessários”, afirmou a delega ao jornal Extra. Conforme a delegada, a investigação trabalha com a hipótese de dolo nas ações das pessoas e também uma possível omissão de socorro. “É uma situação bem atípica, e estamos tomando todas as providências para elucidar eventuais responsabilidades”, explicou Gláucia ao Extra.

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Guarda o seu chocolate no geladeira? Não devia…

10 de dezembro de 2020, 10:54

Coloca o chocolate no geladeira? Não devia... (Foto: Reprodução)

"Uma das características do chocolate, que nos dá prazer, é que este se derrete facilmente na boca. Isso acontece se o chocolate for bem feito, bem conservado e o degustamos na temperatura certa. Além disso, quando derrete desprende todos os aromas e podemos apreciar o sabor no seu melhor", afirma o especialista Luis Riera, à abc. Essa satisfaçãodeixa de existir se o chocolate for colocado a uma temperatura baixa. O chocolate é feito de sólidos cacau e açúcar suspensos na manteiga de cacau: os sólidos fornecem o sabor e a manteiga de cacau a estrutura. Luis Riera diz que a manteiga de cacau que o chocolate contém, se bem cristalizada, tem um ponto de fusão muito semelhante à temperatura do nosso corpo e derrete facilmente. "Se provarmos o chocolate frio, este não se derreterá tão facilmente na boca porque os aromas não se manifestarão tão facilmente e perderemos as nuances do sabore prazer",reforça.

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MEC autoriza ensino remoto enquanto durar pandemia

10 de dezembro de 2020, 10:43

A resolução regulamenta a lei 14.040/2020 e não recomenda a reprovação este ano (Foto: Reprodução)

OMinistério da Educação (MEC) homologou a resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que afirma que as escolas públicas e particulares do País podem oferecer ensino remoto enquanto durar a pandemia. O documento foi motivo de intenso debate e esperava aprovação desde outubro. Depois de longa negociação com o ministro Milton Ribeiro, o CNE tirou a data "31 de dezembro de 2021" do texto. O ministro chegou a dizer aos conselheiros do CNE que vetaria o artigo que mencionava a extensão do ensino remoto, o que causou preocupação entre secretários de educação. Sem a resolução, havia uma lacuna sobre como as escolas poderiam operar em 2021, o que levaria à judicialização, já que a continuidade das aulas e atividades online é dada como certa no ano que vem. A intenção do governo federal, segundo fontes, é a de estimular uma volta presencial das escolas. Depois dos embates, a resolução diz agora que "as atividades pedagógicas não presenciais (...) poderão ser utilizadas em caráter excepcional, para integralização da carga horária das atividades pedagógicas" quando houver "suspensão das atividades letivas presenciais por determinação das autoridades locais" e "condições sanitárias locais que tragam riscos à segurança". O documento se torna a mais importante resolução nacional sobre o assunto. Mesmo com uma eventual redução no número de casos, secretários de educação afirmam que vai ser preciso ao menos usar o ensino híbrido. Isso porque os protocolos exigem distanciamento nas salas de aula. Para que os alunos fiquem a 1,5 metro um do outro não é possível que todos estejam ao mesmo tempo presencialmente. Não há espaço suficiente na maioria das escolas. O texto também se refere às universidades, mas esta semana o MEC editou portaria indicando que elas voltem ao ensino presencial em março de 2021. Segundo fontes, o governo pode, perto da data, prolongar esse prazo. "Na prática, pode acontecer até dezembro, desde que as condições da pandemia exijam esse tipo de estratégia para garantir a aprendizagem para todos os alunos", diz a presidente do CNE, Maria Helena Guimarães de Castro. Ela explica que a aprovação é importante para que as escolas organizem seu currículo contínuo, que leve em conta 2020 e 2021, já que muito deixou de ser aprendido durante a pandemia. "Isso só será cumprido se as escolas tiverem essa flexibilidade de poder também fazer o ensino remoto, para poder oferecer os conteúdos e habilidades. Podem até ampliar a carga horária e para isso precisavam ampliar a oferta de aprendizagens", completa. A resolução regulamenta a lei 14.040/2020 e não recomenda a reprovação este ano. Segundo o texto, as escolas devem "garantir critérios e mecanismos de avaliação ao final do ano letivo de 2020, considerando os objetivos de aprendizagem efetivamente cumpridos pelas escolas e redes de ensino, de modo a evitar o aumento da reprovação e do abandono escolar". Algumas redes públicas já anunciaram que juntarão os dois anos letivos, como forma de não penalizar estudantes que não puderam acompanhar o ensino online. Uma delas é a rede estadual de São Paulo, que abriu matrículas para um novo 4.º ano do ensino médio para os alunos que quiserem continuar estudando em 2021. Segundo o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, a homologação da resolução do "é um avanço em relação à posição anterior do ministério". "De um lado, porque garante autonomia às autoridades regionais e locais para decidir sobre a implementação do ensino remoto. De outro, porque, reconhecendo que a pandemia se estenderá por mais algum tempo, permite às redes estaduais e municipais um melhor planejamento de suas atividades para 2021, tanto do ponto de vista pedagógico como sanitário", diz ele, que é secretário do Espírito Santo. A resolução fala ainda que deve ser decisão dos pais ou responsáveis enviar ou não os alunos para aulas presenciais e que as avaliações são facultativas às escolas durante a pandemia. Mas os que decidirem manter os filhos em atividades remotas devem se comprometer em cumprir "atividades e avaliações". Não recomenda ainda que os alunos recebam faltas já que é impossível checar a frequência durante o período de aulas remotas porque, muitas vezes, os estudantes recebem vídeos para estudar no horário que escolherem. O texto menciona também que todos os recursos de tecnologia podem ser empregados no ensino e cita inclusive as redes sociais, como WhatsApp, Facebook, Instagram, "para estimular e orientar os estudos, pesquisas e projetos".

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Jacobina registra 17 mortes e 2.415 casos de coronavírus até esta quarta-feira (9)

10 de dezembro de 2020, 10:32

556 novos casos foram confirmados em.apenas 9 dais no município (Foto: Notícia Limpa)

Do dia 1º de dezembro até esta quarta-feira (9), Jacobina registrou 556 novos casos de coronavírus, uma média diária de quase 62 contaminados. O número de infectados no município já chega a 2.415, com 17 mortes, uma taxa considerada muito alta pelos especialistas. Após o período eleitoral, que se encerrou no último dia 15 de novembro, a curva manteve a tendência de alta e em alguns momentos a quantidade de contaminados passou dos 120 casos em um único dia. Até o momento o Poder Público Municipal ainda não se pronunciou a respeito do assunto. Enquanto isso, a cidade segue suas atividades normalmente, com aglomerações principalmente em agências bancárias e nos ambientes onde são realizadas as feiras livres. De acordo o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde Municipal, 1.321 pessoas estão curadas, 841 estão sendo monitoradas (ativos) e 200 testes estão sendo aguardados resultados do Laboratório Central da Bahia (Lacen). Os bairros com mais positivados são o Félix Tomaz (224), Mundo Novo (183), Centro (173), Leader (161), Peru (126), Caeira (113) e Serrinha (109). Na zona rural o Distrito do Junco aparece com 74 casos, Lages do Batata com 40, Novo Paraíso 25 e Pé de Serra 15. Nas faixas etárias entre 20 e 29 anos a mulheres superam os homens em contaminados (276 x 223), assim como entre 60 e 89 anos.

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Leonardo testa positivo para Covid-19, pede orações e seguidores criticam: “Tirou sarro e agora pede oração?”

09 de dezembro de 2020, 06:07

O cantor Leonardo anunciou nesta terça-feira, 8, por meio das redes sociais, que está com Covid-19 (Foto: Reprodução)

Esta terça-feira (08) não está sendo um dia fácil para o cantor Leonardo. O sertanejo compartilhou no Instagram um comunicado dizendo que testou positivo para Covid-19, e pediu orações para a família que também foi diagnosticada com a doença. Nos comentários, os seguidores não perdoaram uma declaração anterior do cantor. “Você não tirou onda e falou que cachaça imunizava? Agora pede oração?”, disse uma internauta. “Só sabem o valor da vida quando afetam eles diretamente, o caso é sério”, disse outra. “É muito fácil brincar se o problema não é com você, quando te atinge percebe que não é engraçado”, relembrou uma terceira. Outros fãs entenderam a situação e pediram que pegassem leve com o cantor. “Agora não é hora de apontar dedos. A melhor coisa a fazer é desejar que ele se recupere, e aí sim, conscientizar”, pediu uma. Leonardo também havia sido diagnosticado com dengue recentemente. https://www.instagram.com/p/CIihO-hFqYz/?utm_source=ig_embed&ig_mid=43B23A82-49EA-4F3A-B29A-21782153F897

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Febafes: CDA promove seminário sobre Reconhecimento de Domínio Municipal

08 de dezembro de 2020, 17:41

O encontro, realizado virtualmente, reuniu 187 pessoas, dentre elas, prefeitos eleitos e reeleitos, secretários e técnicos dos municípios, representantes dos Consórcios Públicos e de empresas credenciadas. (Foto: SDR)

Os benefícios do Decreto Nº 19.157/2019, que possibilita ao município realizar o Reconhecimento de Domínio Municipal (RDM), foram esclarecidos, nesta terça-feira (08), durante seminário promovido pela Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). O encontro, realizado virtualmente, reuniu 187 pessoas, dentre elas, prefeitos eleitos e reeleitos, secretários e técnicos dos municípios, representantes dos Consórcios Públicos e de empresas credenciadas. A atividade integrou a programação técnica da 11ª edição da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que acontece até o próximo domingo, 13 de dezembro, no site www.feiradaagriculturafamiliarcom.br. Com o Decreto, os prefeitos podem viabilizar o processo de Reconhecimento de Domínio Municipal, contratando empresas credenciadas junto ao Sistema de Cadastro da CDA/SDR, para serviços de Georreferenciamento das áreas. O resultado da RDM é a emissão do título de reconhecimento de domínio das terras devolutas inseridas nas áreas urbanas das sedes municipais e nas vilas, distritos e povoados com mais de 200 habitações, permitindo ao gestor municipal regularizar as ocupações dos imóveis urbanos dos cidadãos que estiverem localizados em terras devolutas e emitir escrituras. Também favorece ampliar a arrecadação municipal com o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e acessar créditos junto a instituições financeiras para melhoria da infraestrutura urbana e suburbana. O secretário de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, ressaltou a importância e os benefícios desta parceria entre Estado e prefeitura, objetivando a ampliação das ações de Regularização Fundiária. Ele destacou que o evento permitiu o diálogo com os prefeitos, inclusive eleitos, onde foi apresentada a importância da parceria para proporcionar que o perímetro urbano dos municípios possam ser demarcados, com a prefeitura sendo um ator principal nesse processo e o Estado, por meio da CDA, um parceiro na regularização destes perímetros: “Essa medida que o Estado está adotando é importante por uma série de razões, uma delas, primordial, é o aumento da arrecadação da receita dos municípios. A parceria é a marca da Secretaria de Desenvolvimento Rural com os prefeitos, sem os quais muitas das nossas ações não teriam a eficácia e a eficiência que nós precisamos ter”. Camilla Batista, coordenadora executiva da CDA/SDR, reforçou os benefícios da política pública de regularização fundiária: “Este Decreto Nº 19.157/2019 mudou o fluxo processual para a regularização fundiária das áreas urbanas e suburbanas, uma importante conquista que traz celeridade para concretizarmos nossas ações, beneficiando um maior número de baianos. Saliento aos prefeitos e prefeitas a importância de realizarmos nossas parcerias logo no início dos seus mandatos, evitando obstáculos ao longo de suas gestões. Muitos gestores têm dificuldade na execução de emendas parlamentares para obras, devido à ausência de comprovação do domínio da área. O Reconhecimento de Domínio Municipal deve ser uma prioridade para os municípios fazerem sua própria Regularização Fundiária Urbana e ampliarem a oferta de políticas públicas”. Adesão Angélica Manina, colaboradora do Núcleo de Operações Técnicas da CDA/SDR, explicou que, para acessar a RDM, os gestores municipais precisam encaminhar requerimento para a CDA, conforme modelo estabelecido no Anexo II do Manual Operacional: Reconhecimento de Domínio Municipal Urbano e Suburbano da CDA, disponível no Portal da CDA: “As áreas requeridas serão analisadas em função do Decreto Estadual 19.157/2019 pela Comissão de Reconhecimento de Domínio, que fará a análise técnica das áreas urbanas, bem como a análise jurídica e documental. O Decreto possibilita ao gestor municipal entender o que o Estado está caracterizando como área urbana, para que possa vir a solicitar o reconhecimento de domínio. O decreto, também designa a CDA para estabelecer a precisão posicional do georreferenciamento dos limites das áreas a serem reconhecidas, adequação em relação aos dados informados e padronização cartográfica”. O prefeito reeleito do município de Chorroró, Humberto Gomes, já aderiu a RMD e disse estar na expectativa para colocar a parceria em andamento, que teve seus trabalhos adiados por conta da pandemia: “Este encontro foi importante para nossa região, exclusivamente para nossa cidade de Chororó, para que possamos dar início a este grande projeto que é regularizar as terras do nosso município, no qual foi explicado e orientado que as prefeituras podem contratar as empresas, que venha já começar os trabalhos. Em 2021, nós vamos fazer isso com certeza. É um desejo muito grande do prefeito, da população para que tenhamos a regularização de nossas terras. Parabéns ao governo do Estado, ao secretário Josias e a todas as pessoas que participaram dessa reunião”.

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Pau-Brasil que já estava no sul da Bahia quando Cabral chegou permanece intacto

07 de dezembro de 2020, 22:12

Árvore tem 7,13 metros de diâmetro e quase 40 metros de altura (Foto: Reprodução)

Uma árvore pau-brasil de idade aproximada de 600 anos e proporções inéditas foi encontrada no sul da Bahia, no dia 22. A descoberta aconteceu a partir de expedições feitas pelo botânico Ricardo Cardim e Alex Vicintin – mateiro e empreendedor ambiental no município de Itamarajú. A região já tinha sido esquadrinhada algumas vezes por Cardim, que desde 2016 pesquisa as árvores gigantes que restaram em toda Mata Atlântica. O trabalho resultou em livro e exposição intitulados Remanescentes da Mata Atlântica. A mostra está em cartaz no Museu da Casa Brasileira em São Paulo. O fotógrafo Cássio Vasconcellos e o botânico Luciano Zandoná também participaram do livro. Desde então, desenvolveram um elo de confiança com os moradores do assentamento Pau-Brasi. No mês passado, a equipe estava lá e soube, por meio de um guia, da existência de um remanescente da espécie muito maior do que outros que já tinham registrado. O guia também informou que somente um homem da comunidade conhecia como e em qual trecho da floresta a árvore se encontrava. “Explicamos que aquilo era importantíssimo, algo novo para a ciência e que gostaríamos de registrar o que considero patrimônio nacional, bonificando o assentado”, conta Cardim. Trato feito, muitos dias perdidos e encontraram o que buscavam. Apesar de já ter registrado mais de 150 árvores centenárias nos 12% que sobraram de área da Mata Atlântica original, Cardim levou um susto com o pau-brasil de 7,13 metros de diâmetro – quase três vezes maior do que os já tabulados. Além de ser cheia de “rugas” que revelam a sua idade estimada em 600 anos, ela mede praticamente 40 metros. O tarimbado botânico acredita que se a árvore tivesse sido encontrada num outro país, como a Alemanha, por exemplo, certamente o governo faria um parque exclusivo para preservá-la, chamando atenção para sua história. “Ela tem um simbolismo enorme, nomeou o nosso País. E sobreviveu a cinco séculos de ferro e fogo da Mata Atlântica”, pondera. Fonte: Diário do Centro do Mundo 

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Produtos da Feira Baiana da Agricultura Familiar tem entrega delivery e gratuita

07 de dezembro de 2020, 18:11

No site www.feiradaagriculturafamiliar.com.br estão disponíveis, na loja virtual, produtos de lançamento como pasta de castanha de caju, chocolate especial com licuri, entre outros (Foto: Ascom/SDR)

Os moradores de Salvador e de nove municípios da Região Metropolitana podem fazer as compras e receber em casa, com entrega gratuita, mais de 600 produtos da agricultura familiar que estão sendo comercializados na 11ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária. O evento chega ao terceiro dia e já contabiliza um número alto de vendas. No site www.feiradaagriculturafamiliar.com.br estão disponíveis, na loja virtual, produtos de lançamento como pasta de castanha de caju, chocolate especial com licuri, doce de buriti, umbuzada orgânica e sem açúcar, cerveja de umbu em lata de 473 ml. Tem também mel, cafés especiais, geleias, flocão de milho não transgênico e uma diversidade de doces, biscoitos, beijus, palmito, geleias, doces, produtos lácteos e cortes nobres de caprinos e ovinos. Quem acessar o site vai poder navegar pelos territórios onde esses produtos são produzidos e conhecer sobre cada região, no espaço Trilhas, e ainda sobre alguns sistemas produtivos, no espaço Rotas. Toda a riqueza, qualidade, diversidade e sabores da agricultura familiar estão representados. Além de fazer compras, o público pode participar da Feira, que segue até domingo (13), com a realização de seminários, palestras, programação cultural, com lives ao vivo de artistas baianos e a Cozinha Show, onde chefs de cozinha estão ensinando receitas que têm como principais ingredientes produtos da agricultura familiar, também disponíveis na loja virtual. Tudo 100% virtual e gratuito. A Feira é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), em parceria com União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) e integra a estratégia do Governo do Estado de promover espaços de comercialização dos produtos da agricultura familiar. *Confira os municípios com entrega delivery e gratuita:* CamaçariCandeiasDias D'ÁvilaLauro de FreitasMata de São JoãoPojucaSalvadorSão Francisco do CondeSão Sebastião do PasséSimões Filho

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Como aumentar a imunidade rapidamente 

Para aumentar a imunidade rapidamente deixando o corpo mais forte no combate aos agentes agressores deve-se:

Adotar bons hábitos de saúde, realizando atividade física, dormindo adequadamente e evitando situações de estresse;

Evitar o cigarro ou estar exposto ao cigarro;

Expor-se ao sol diariamente, de preferência até as 10 horas da manhã e depois das 16 horas, sem protetor solar, para aumentar a produção de vitamina D no organismo;

Consumir alimentos saudáveis e manter uma dieta equilibrada, que inclua o consumo de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos ou produzidos em casa sem agrotóxicos;

Evitar ao máximo fast food e alimentos industrializados e comidas congeladas como pizzas e lasanhas, por exemplo, pois contém substâncias que promovem a inflamação do organismo;

Evitar tomar remédios sem orientação médica;

Beber cerca de 2 litros de água mineral ou filtrada todos os dias. 

Além disso, caso tenha alguma doença causada por vírus, como gripe, por exemplo, é importante evitar frequentar lugares públicos fechados, como shopping, teatros e cinemas, além de ser importante lavar as mãos frequentemente com água e sabão, assim como evitar tocar os olhos, nariz e a boca com as mãos sujas. Dessa forma, é possível reduzir o risco de adquirir a doença e de haver o desenvolvimento de complicações, principalmente no caso da pessoa possuir o sistema imunológico mais fraco.

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