Os quatro aspectos do coronavírus que mais preocupam os cientistas

30 de janeiro de 2020, 10:17

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) reúne-se hoje, em Genebra, para avaliar o surto do novo coronavírus (Foto: Reprodução)

O coronavírus que apareceu recentemente em Wuhan, na China, e que provoca uma doença pulmonar grave já se manifestou em diversos países, onde infectou milhares de pessoas e provocou 170 mortes. Mas há mais, os especialistas, estimam que estes números devem aumentar, o que está a alarmar as autoridades de saúde em todo o mundo, conforme destaca uma reportagem divulgada pela BBC News.

O Comité de Emergência da Organização Mundial de Saúde (OMS) reúne-se hoje, em Genebra, para avaliar se o surto do novo coronavírus, com origem na China, deve ser declarado emergência de saúde pública internacional.

A BBC conversou com vários especialistas, e estas são as questões relativamente ao coronavírus que mais os preocupam:

1. Com que facilidade é transmitido?

Inicialmente as autoridades médicas chinesas afirmaram que o vírus não era transmitido entre seres humanos, mas desde então foram identificados milhares de casos de pessoas infectadas dessa forma.

Agora os cientistas afirmam que cada pessoa infectada pode transmitir o vírus para uma média que fica entre 1,4 e 2,5 indivíduos.

2. Qual é a fase de contágio?

Os cientistas alertam que os doentes podem transmitir o vírus inclusive antes de surgirem quaisquer sintomas, que incluem febre, falta de ar, tosse e dificuldade em respirar.

O intervalo de tempo entre o contágio e o início dos sintomas (o chamado período de incubação) pode ser de um a 14 dias.

A professora Wendy Barclay, do Departamento de Doenças Infecciosas da universidade Imperial College London, no Reino Unido, afirmou à BBC que é comum que infecções respiratórias sejam transmitidas antes que apareçam sintomas.

O vírus “propaga-se pelo ar, ao conversar com uma pessoa infectada ou a respirar proximamente”, explica. “Não seria muito surpreendente se o novo coronavírus fizesse o mesmo”.

3. A que velocidade se propaga a doença?

A verdade é que, em poucos dias, o número de pessoas infectadas passou de centenas para milhares.

Contudo, este crescimento acelerado pode ser algo enganador. Até ao momento, ainda não há muita informação sobre a “taxa de crescimento” do surto. Mas os especialistas acreditam que o número real de pessoas atingidas é provavelmente maior do que o divulgado.

É o que indica um relatório do Centro de Análise de Doenças Infecciosas Globais do Imperial College London.

“É provável que o surto de coronavírus em Wuhan tenha causado mais casos de doença respiratória moderada ou grave do que o informado”.

4. O vírus pode sofrer mutações?

Regra geral, qualquer tipo de vírus tende a sofrer mutações e a evoluir. Porém, tal pode significar cenários diferentes dependendo dos casos.

A Comissão Nacional de Saúde da China alertou que a capacidade de transmissão do coronavírus está cada vez mais forte, mas não foi clara sobre o risco apresentado por mutações virais.

“Deveríamos preocupar-nos com qualquer vírus que infecte o corpo humano pela primeira vez, porque já superou o primeiro grande obstáculo”, sublinha Jonathan Ball, virologista da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, à BBC.

“Dentro de uma célula (humana) e ao replicar-se, este pode começar a gerar mutações que permitam que se espalhe com mais eficiência e se torne mais perigoso.”

“Não queremos dar ao vírus essa oportunidade”, alerta Ball.

Como aumentar a imunidade rapidamente 

Para aumentar a imunidade rapidamente deixando o corpo mais forte no combate aos agentes agressores deve-se:

Adotar bons hábitos de saúde, realizando atividade física, dormindo adequadamente e evitando situações de estresse;

Evitar o cigarro ou estar exposto ao cigarro;

Expor-se ao sol diariamente, de preferência até as 10 horas da manhã e depois das 16 horas, sem protetor solar, para aumentar a produção de vitamina D no organismo;

Consumir alimentos saudáveis e manter uma dieta equilibrada, que inclua o consumo de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos ou produzidos em casa sem agrotóxicos;

Evitar ao máximo fast food e alimentos industrializados e comidas congeladas como pizzas e lasanhas, por exemplo, pois contém substâncias que promovem a inflamação do organismo;

Evitar tomar remédios sem orientação médica;

Beber cerca de 2 litros de água mineral ou filtrada todos os dias. 

Além disso, caso tenha alguma doença causada por vírus, como gripe, por exemplo, é importante evitar frequentar lugares públicos fechados, como shopping, teatros e cinemas, além de ser importante lavar as mãos frequentemente com água e sabão, assim como evitar tocar os olhos, nariz e a boca com as mãos sujas. Dessa forma, é possível reduzir o risco de adquirir a doença e de haver o desenvolvimento de complicações, principalmente no caso da pessoa possuir o sistema imunológico mais fraco.

VÍDEOS