Operário-MT desiste de contratar goleiro Bruno após repercussão negativa

22 de janeiro de 2020, 17:51

A história do Goleiro Bruno, que foi condenado pelo assassinato de Eliza Samúdio, vai virar uma série produzida pela Rede Globo. Entretanto, a Netflix também se interessou pela produção e chegou até a oferecer mais dinheiro pelos direitos, mas acabou perdendo a disputa. (Foto: Reprodução)

O Operário de Várzea Grande (MT) desistiu de contratar o goleiro Bruno. O recuo nas negociações foi confirmada, nesta quarta-feira, através de nota oficial divulgada pela diretoria do clube, que decidiu rever a decisão de acertar a chegada do goleiro ao seu elenco.

Bruno, de 35 anos, foi condenado pela Justiça mineira a mais de 20 anos de prisão pelo sequestro, assassinato e ocultação de cadáver da ex-namorada e modelo Eliza Samudio, ocorrido em 2010. Nesse momento, ele cumpre sua pena no regime semiaberto. Antes da condenação, havia defendido Atlético-MG e Flamengo.

A decisão da diretoria foi tomada após protestos que aconteceram na última terça-feira, em frente ao estádio municipal Dito Sousa, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. As manifestações ocorreram antes e durante a realização do jogo do Operário contra o Poconé, válido pelo Campeonato Mato-Grossense. O ato reuniu, segundo a Polícia Militar, 70 pessoas. De acordo com a organização do protesto, 400 manifestantes estavam no local.

O supervisor de futebol do clube, André Xela, explicou os motivos para a desistência. O primeiro, devido às manifestações dos torcedores que não queriam a presença do jogador no time. o outro foi porque o clube estava perdendo patrocinadores.

“Os contrários (à contratação) estavam pressionando os patrocinadores e, por isso, desistimos”, disse. “Agora, vamos procurar outro (goleiro)”, continuou o dirigente do Operário, que neste ano, além do Estadual, também participará da Copa do Brasil, da Copa Verde da Série D do Campeonato Brasileiro.

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Justiça multa Facebook em R$ 6,6 mi por compartilhar dados de usuários

OMinistério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP) decidiu multar o Facebook em R$ 6,6 milhões por compartilhamento indevido de dados de usuários cadastrados na rede social. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 30.

A multa, aplicada pelo Departamento de proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do MJSP, acontece após investigação que identificou “prática abusiva” por parte da empresa de tecnologia, que teria deixado vulneráveis dados de 443 mil usuários.

Segundo nota publicada no site da pasta, “o caso começou a ser investigado após notícia veiculada pela mídia, em 4 de abril de 2018, informando que os usuários do Facebook, no País, poderiam ter sofrido com o uso indevido de dados pela consultoria de marketing político Cambridge Analytica”, que ganhou notoriedade global por ter trabalhado na campanha presidencial de Donald Trump, nos Estados Unidos, e também para a campanha do Brexit, como é conhecido o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Pelo Twitter, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, destacou a decisão do ministério e afirmou que “as redes revolucionaram a forma pela qual nos comunicamos e expressamos, mas há questões sobre privacidade a serem consideradas”. O Facebook tem dez dias para recorrer da decisão.

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