O que é queloide? Saiba como lidar com a temida cicatriz

12 de abril de 2018, 10:09

Apesar de benigno, o queloide causa grande desconforto devido a sua aparência.

Os queloides são um medo comum de qualquer pessoa que vá colocar um piercing, fazer uma tatuagem ou uma cirurgia, principalmente se for estética. Porém, poucos sabem lidar com a alteração e acabam alegando que tem queloide, quando, na verdade, é apenas uma cicatriz inestética.

“Após um trauma de pele, como cirurgias, acidentes ou até mesmo tatuagens e piercings, o organismo inicia o processo natural de cicatrização, onde produz colágeno para reparar a parte lesionada. Porém, em algumas pessoas, ocorre uma produção exagerada de colágeno que causa o crescimento excessivo do tecido da cicatriz, formando o queloide”, explica a dermatologista Dra Valéria Marcondes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia.

Segundo a especialista, o queloide de verdade pode levar alguns meses para aparecer e apresenta grande espessura, endurecimento e vermelhidão, além de coceiras e dor. Dependendo da localização e de seu tamanho, essas cicatrizes também podem gerar dificuldades físicas, já que ficam muito duras e acabam diminuindo a movimentação.

“Os queloides são mais frequentes na região do tórax, ombros, pescoço, orelhas e costas e raramente aparecem na face. Além disso, podem variar de forma e tamanho. Por exemplo, no lóbulo da orelha o queloide aparece como uma massa grande e arredondada. Já no peito ou nos ombros, o queloide espalha-se na pele, ficando com a aparência de líquido derramado”, destaca.

O aparecimento do queloide está muito ligado a questões genéticas, por isso, alguns grupos têm maior chances de desenvolve-lo do que outros. Por exemplo, pessoas com descendência africana, asiática ou hispânica tem maior propensão de sofrerem a alteração, assim como pessoas que tem histórico de queloide na família.

“Cerca de 1/3 das pessoas que tem queloide possuem algum parente de sangue de primeiro grau que também sofre com o problema. Além disso, o queloide tende a se desenvolver mais em certas épocas da vida. Por exemplo, aos 20 anos os queloides são mais propensos a aparecerem do que na terceira idade”, afirma a dermatologista.

Os queloides podem e devem ser tratados, pois, além da questão estética, o tratamento ajuda a resolver os sintomas de dor, coceira e os problemas com movimentação.

“O tratamento mais comum são injeções de corticoide que agem diminuindo a capacidade de proliferação exagerada da matriz do colágeno na região. Normalmente, são aplicadas quatro injeções com três semanas de intervalos entre elas. Esse procedimento já apresenta grande melhora, diminuindo cerca de 50 a 80% dos queloides”, explica a Dra. Valéria.

Porém, o tratamento pode variar de acordo com o local, grau e tamanho do queloide. Por exemplo, o queloide que se forma no lóbulo da orelha é removido cirurgicamente e depois são aplicadas as injeções de corticoide. Já queloides que surgem em cicatrizes de acne ou de pintas removidas podem ser retirados através de lasers que atuam tanto no colágeno quanto na parte vascular, clareando e amolecendo a cicatriz.

“Outros tratamentos para a alteração são a radioterapia, usada para controlar a proliferação de colágeno após o queloide, e a crioterapia, onde aplica-se nitrogênio líquido na cicatriz, levando ao congelamento do queloide”, completa a dermatologista.

Após a remoção, é recomendado o uso de brincos de pressão para as orelhas ou folhas de silicone para do corpo, que devem ser aplicadas sobre a cicatriz durante 12 horas por cerca de 3 meses, para diminuir a vermelhidão da pele, a altura da cicatriz e evitar que o queloide se desenvolva novamente. Estudos mostram que 34% das cicatrizes elevadas apresentam algum achatamento após o uso desse silicone por no mínimo 6 meses.

Quanto a prevenção, de acordo com a Dra. Valéria, o mais importante é a observação. Após colocar um piercing na orelha, por exemplo, é necessário prestar atenção naquela área. Caso você note alguma alteração como o espessamento ou o endurecimento da pele, o recomendado é que se remova imediatamente o piercing e passe a utilizar os brincos de pressão.

“Em caso de cirurgia ou tatuagem, a observação também é fundamental. Além disso, o uso de uma faixa de silicone e de fotoprotetor FPS 30 sobre a cicatriz ajuda a evitar a formação do queloide”, recomenda. “Se você já souber que tem propensão a desenvolver queloide e for fazer uma cirurgia, avise o médico. Assim ele poderá mudar a técnica cirúrgica, visando deixar a cicatriz sem tensão para evitar alguma alteração na área.”

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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