O novo enigma do Titanic

03 de outubro de 2020, 09:25

COLISÃO Após bater em um iceberg submerso a embarcação naufragou: tragédia histórica

Pesquisadora acredita que uma Aurora Boreal afetou os equipamentos de navegação do barco, causando o acidente – 

Objeto de estudo há mais de um século, o Titanic, considerado um dos navios mais icônicos da história da navegação, está de novo nos holofotes. Por meio de um estudo publicado na Royal Meteorological Society, Mila Zinkova, pesquisadora da Universidade da Califórnia, afirma que uma Aurora Boreal pode ter causado o acidente da famosa embarcação. De acordo com a teoria, em 15 de abril de 1912, data do naufrágio, a região do Atlântico Norte foi atingida por uma tempestade geomagnética causada por uma Aurora Boreal. No caso, o impacto teria sido tão intenso que desconfigurou os aparelhos de navegação, como bússolas e rádios comunicadores.

“A tempestade geomagnética pode ter sido tão grande que influenciou a navegação de maneira significativa. Mesmo que a bússola tenha se movido apenas um grau, pode ter feito toda a diferença”, afirma Mila.

A embarcação tinha quase 270 metros de comprimento, 53 metros de altura, 46 mil toneladas e capacidade para mais de 3500 passageiros, considerada o primor tecnológico dos mares no início do século passado. Estima-se que o custo da sua fabricação ultrapassou os US$ 7,5 milhões, valor altíssimo para o período. Embora tivesse conforto e os mais modernos recursos, a navegação era limitada e contava principalmente com a bússola para se guiar nas viagens.

Para chegar a uma constatação fundamentada, a meteorologista voltou no tempo e analisou a condição climática estimada no Atlântico Norte e documentos da viagem. Mesmo com os esforços de equipes de resgate, o acidente vitimou mais de 1400 pessoas. “A Aurora Boreal brilhava intensamente disparando raios do horizonte norte”, disse um dos oficiais da RMS Carpathia, companhia que atuou nos resgates pós-colisão, de acordo com a meteorologista. “A maioria das pessoas que relataram os desdobramentos do acidente não sabem que tipos de luzes foram vistas naquela noite”, explicou.

Para profissionais da engenharia, os fatores que resultaram no desastre são diversos e estão relacionados a falhas técnicas e mecânicas, não fenômenos naturais. “Eu não concordo com essa teoria da Aurora Boreal. De fato há casos de campos magnéticos, porém, em 1912, época do acidente, ainda não existia radar, era só bússola. Não tinha como saber do iceberg”, afirma Claudio Ruggieri, professor do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da USP.

Tempestade fatal

Para Fabio Gonçalves, professor associado do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP, tempestades magnéticas realmente podem ser catastróficas, porém, não é o caso da tragédia com o Titanic. “Naquela época, os barcos tinham vigias que observavam o que vinha pela frente. Acho que realmente foi um acidente, os condutores não tinham como ver o iceberg”, afirma o estudioso. Em um trecho de sua teoria, Mila reconhece que a falta de recursos foi preponderante no acidente. Com um radar, talvez, os condutores pudessem ter mudado sua rota, mas a tecnologia ainda não fora descoberta.

Fabio cita que no século 20, em meados de 1859, uma enorme tempestade geomagnética afetou todas as partes do mundo. Seu poder teria sido tão intenso que os sistemas de telégrafos da Europa e America do Norte entraram em pane, postes ficaram sem luz e diversas cidades foram impactadas. Segundo estudiosos do centro de Pesquisas Atmosféricas e Ambientais (AER), nos Estados Unidos, não há perspectiva de que algo parecido ocorra nos próximos anos, mesmo assim, alertam que se acontecesse os prejuízos seriam catastróficos. “Se tivéssemos uma tempestade magnética intensa nos dias de hoje, seria um desastre extremo. Afetaria carros, aviões, celulares. Impactaria em quase tudo que utilizamos, pois somos reféns da tecnologia digital e elétrica”, diz Gonçalves.

Fonte: Istoé

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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