O desmonte do ProUni

05 de julho de 2019, 07:19

*Por Josias Gomes – O Programa Universidade para Todos (ProUni) foi criado durante o governo Lula em 2005, através do Ministério da Educação. Com bolsas de 50% a 100%, teve papel central na inclusão dos alunos de baixa renda no Ensino Superior.

Quando completou uma década de existência, o programa coroava resultados extraordinários. Foram formados em média 430 mil profissionais por ano em todas as áreas do conhecimento, quantia que corresponde quatro vezes o número de formandos nas universidades federais brasileiras.

É importante destacar que 86% dos cursos oferecidos pelo ProUni eram presenciais, tendo 69% de bolsas integrais! O curso feito presencialmente tem inúmeras vantagens e o grau de aprendizado do aluno é muito maior. Sem contar a convivência com professores e alunos, tão importante para as relações interpessoais e no mercado de trabalho.

Depois do Vampiro Temer, o Programa começou a ser desmontado e o Bozo, inimigo número 1 da educação, sentiu o gosto de sangue e aprofunda a sangria. Segundo dados publicados na Folha de São Paulo, em 2015, até 62% das bolsas eram integrais, neste ano o percentual caiu para 45% do total. E o mais preocupante: em 2015, apenas 25% das bolsas integrais eram para cursos EAD (cursos ofertados a distância). Em 2019, o número saltou para 45% e no segundo semestre deste ano, este quadro se agravou e passou a corresponder a 51% das bolsas integrais.


Podemos perceber o esfacelamento do ProUni. Em sua essência, tem o intuito de oferecer educação de qualidade e colocar os estudantes de baixa renda dentro das universidades. Mas o desgoverno quer excluir o povo de dentro das universidades, no máximo, quer transformar a educação em uma fábrica de canudos e está pouco se lixando para a qualidade de ensino e o futuro dos nossos estudantes.

Não desprezamos a educação à distância, muitas pessoas pelo contexto que estão inseridas, encontra nesta modalidade a única forma de concluir um Ensino Superior. Contudo, esta prática deve ser uma exceção, não a regra. A maiorias dos universitários querem ter a oportunidade de viver uma vida acadêmica nos bancos das universidades.

Universidade deve ser PARA TODOS!

Precisamos reverter este quadro de maneira urgente.

Josias Gomes – Deputado Federal (licenciado) do PT/Bahia e atualmente titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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