O certo não dói

09 de agosto de 2018, 15:16

Por Gervásio Lima  -.

 

Subestimar a inteligência alheia é uma demonstração de ingenuidade e ao mesmo tempo de ignorância patética. Os que acreditam que se consegue convencer enganando na verdade estão traindo a si próprios e o preço a pagar por tal erro tende a ser mais doloroso do que se imagina. A verdade não se empurra com a barriga, ela é o agora, o hoje; ao contrário da mentira que é revelada geralmente a partir do amanhã ou depois de amanhã.

Não conseguir realizar o prometido é normal e compreensível por determinadas circunstâncias não serem previsíveis, mas a omissão àquilo que se propõe ou que foi proposto chega a ser um ato covardemente irresponsável. As principais vítimas dos que ‘prometem como sem falta e falta com toda certeza’ são a maioria dos municípios brasileiros administrados por gestores levianos e usurpadores, que tratam o erário público como propriedade particular.

Confundir o real papel a que se compromete tornará o intento algo nocivo e com ressonância inclusive na vida dos que confiaram a oportunidade de realizar tarefas a outrem. Ao contrário de outras funções administrativas, a de gestor público se difere pelo fato de agregar diversos outros afazeres como o da figura que legisla e executa.

Uma cidade precisa muito mais do que as obrigações normais de um gestor, o de cuidar com serenidade de setores essenciais como a educação, saúde e infraestrutura. Criar condições para que o município alcance um desenvolvimento sustentável vai além de pinturas de meios-fios, troca de lâmpadas e tapa-buracos. Tornar a cidade melhor para se viver não é apenas construir as chamadas ‘obras estruturantes’. O lugar bom de viver é aquele onde um conjunto de ações ofereça dignidade aos moradores e justifique a permanência dos mesmos.

Campanhas publicitárias para apresentar o básico só beneficiam quem confecciona as peças e quem as as divulgam. Expor as manutenções é uma forma de esconder o que deixou de fazer, de fato. Construir uma quadra poliesportiva e ampliar os espaços de lazer justificaria o custo de uma publicidade bem mais que anunciar apenas que reformou o que já foi feito por alguém; assim como a ampliação da iluminação pública para locais nunca antes iluminados chamaria mais atenção do que a troca de lâmpadas queimadas.

Administrar sem a presença da população nos momentos de tomadas de decisões tem contribuído para muitos prefeitos incorrerem ao erro. No momento em que orçamento participativo se transforme em lei, para obrigar os gestores a aplicar os recursos naquilo que foi decidido por um colegiado composto por representantes da sociedade civil, os erros e as mentiras diminuirão.

Para que a transformação aconteça se faz necessário também que o legislativo assuma o seu verdadeiro papel. A inversão de valor é uma praxe entre os edis que pensam que são executivos e para os que têm certeza que são. A política não pode ser encarada como uma disputa de forças, mas sim como um ato de força, capaz de transformar vidas. O certo não dói.

Por Gervásio Lima

Jornalista e historiador.

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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