O caso da menina morta por mãe e padrasto após fazer xixi na cama que chocou o México

06 de setembro de 2019, 17:19

A menina de 'meias vermelhas' será registrada após sua morte com o nome de Guadalupe (Foto: Frida Guerrera)

Irritados porque foram acordados com o choro da menina de 4 anos, a mãe e o padrasto a espancaram até a morte.

O corpo de Lupita foi abandonado na avenida Bordo de Xochiaca, em Nezahualcóyotl, no México. Ela foi encontrada enrolada em um cobertor, vestida apenas com uma camiseta verde e meias vermelhas.

O caso da menina de “meias vermelhas”, como ficou conhecido na imprensa local, chocou o país em março de 2017.

Nesta semana, a mãe da criança, Yadira N., e o namorado dela, Pablo N., foram condenados a 88 anos de prisão por feminicídio.

A sentença, de acordo com os jornais locais, diz que o casal “foi considerado culpado pela morte da menina de 4 anos”, cujo corpo apresentava sinais de abuso, “várias lesões e não foi reivindicado por ninguém”.

O juiz também ordenou que a menina fosse registrada como Guadalupe Medina Pichardo, uma vez que aos 4 anos não tinha certidão de nascimento. Era chamada apenas de Lupita pela família.

Além disso, seus três irmãos receberão bolsas de estudo para que possam continuar estudando.

O trabalho da ativista de direitos humanos Frida Guerrera foi essencial para desvendar o crime.

Ao saber do ocorrido, ela se empenhou em identificar a vítima, que já havia sido sepultada, uma vez que o corpo não havia sido reivindicado por ninguém.

Meses depois, o corpo de Lupita foi identificado por suas tias Marina e Luz María, informou o site mexicano Animal Político.

Yadira e Pablo foram presos em 24 de dezembro de 2017.

De acordo com o Animal Político, nas primeiras declarações, ambos disseram que repreenderam a menina por fazer xixi na cama sem antes dizer a eles que precisava ir ao banheiro e porque continuava chorando, e teria sido Pablo quem a espancou até a morte. A Promotoria mexicana afirma ainda que ele estuprou a menina.

“‘Meias vermelhas’, você representa as crianças mexicanas com quem ninguém se importa, nem seus próprios pais, tampouco o governo ou a sociedade, que seguem te usando para satisfazer seu instinto de poder e maldade”, escreveu Frida Guerrera em seu blog após a sentença.

‘Ela não soube defender a filha’

Marina Pichardo, uma das tias da menina por parte de mãe, também atuou para manter o caso aberto.

“É uma sentença boa, mas não repara o que eles fizeram”, diz Marina à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

“Fizeram justiça. Mas dói muito que minha irmã não tenha sabido defender a filha do parceiro, que era um homem muito violento”, acrescenta.

Ela conta que quando Lupita tinha 4 meses, sua mãe foi presa por roubo.

Naquela época, Marina cuidou da sobrinha. Mas quando Yadira saiu da prisão, a garota voltou para a casa da mãe.

“Eu disse que, se ela não conseguisse lidar com a menina, para deixá-la comigo e que ela poderia visitá-la. Mas ela me disse que iria mudar, que se comportaria direito, e a levou.”

Outras famílias também se ofereceram para cuidar da garota, mas ela não permitiu.

“Ele merece essa condenação. Ela também por não dizer nada, por não nos pedir ajuda”, avalia Marina.

O rosto e a voz de Lupita ficaram conhecidos em todo o país por causa de um vídeo gravado em dezembro de 2016, que foi divulgado após sua morte.

Nas imagens, ela aparece chegando sozinha na casa de estranhos e diz a eles que não comeu.

 

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

VÍDEOS