Nova onda da covid pode matar 500 mil na Europa, alerta OMS

23 de novembro de 2021, 16:29

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vê com grande preocupação os números de covid-19 voltando a subir em países da Europa e faz um alerta para a situação (Foto: Reprodução)

Em entrevista à BBC, o diretor europeu da organização, Hans Kluge, afirmou que 500 mil novas mortes podem ocorrer até março do ano que vem caso medidas urgentes não sejam adotadas.

Segundo Hans Kluge, o inverno e a baixa cobertura vacinal foram responsáveis ​​pelo aumento dos casos e medidas de saúde pública precisam ser retomadas, como o uso de de máscara de proteção facial, para conter a onda de infecções.

Além disso, ele pediu que mais pessoas sejam vacinadas, mas disse que a vacinação obrigatória deve ser o último recurso.

O alerta surge no momento em que vários países relatam taxas de infecção recordes e adotam novas restrições. A Áustria, por exemplo, retomou o lockdown nacional e foi o primeiro país a impor a vacinação obrigatória para toda a população adulta.

Na França, a situação da quinta onda da covid-19 também preocupa. Segundo o governo do país, ela se propaga a uma velocidade “vertiginosa”.  Na média calculada em sete dias, o número diário de infecções dobrou, atingindo 17.153 casos positivos no último sábado (20) contra 9.458 na semana anterior.

Na Alemanha, o ministro da Saúde, Jens Spahn, descreveu a situação como uma “emergência nacional” e disse que não descarta um novo lockdown.

Situação diferente vive o Brasil, que no momento vê o número de casos e de mortes despencarem. Nesta segunda-feira, 22, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que o que acontece na Europa não vai acontecer aqui, mas reforçou o pedido para as pessoas tomarem a segunda dose da vacina.

“Aqueles que não tomaram a segunda dose venham tomar. E aqueles que já estão na época de tomar a dose de reforço devem ir às Unidades Básicas de Saúde. Então, vamos fazer isso, que o que acontece na Europa não vai acontecer no Brasil. Pelo menos essa é a nossa esperança”, disse Queiroga.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

VÍDEOS