Não gosta de água? Dez dicas para beber mais no seu dia a dia

22 de dezembro de 2019, 14:29

Apesar de saber que beber água é fundamental para manter a saúde em dia algumas pessoas têm dificuldade (Foto: Reprodução)

Algumas pessoas têm dificuldade em ingerir o líquido na quantidade adequada, que segundo os especialistas ronda o consumo de dois litros de água por dia.Apesar de saber que beber água é fundamental para manter a saúde em dia algumas pessoas têm dificuldade em ingerir o líquido na quantidade adequada e, por isso, deixam de aproveitar os seus benefícios.

1) Mais importante que contar quantos copos de água tomamos, devemos ficar atentos aos sinais de sede. É fundamental que beba água sempre que sinta sede, pois trata-se de um sinal que o corpo envia de que necessita de líquidos para funcionar.

2) Beber água diminui a retenção de líquidos e contribui para a redução do peso. Além disso, de acordo com um levantamento da Universidade Virgínia Tech, nos Estados Unidos, a ingestão de dois a três copos de água antes das principais refeições auxilia no controlo do apetite.

3) A água também ajuda a regular a nossa temperatura corporal por meio do suor, mantendo a temperatura estável, mesmo com variações climáticas extremas.

4) O ser humano consegue sobreviver sem comida por três semanas; sem água, porém, morreríamos depois de apenas três dias, pois 75% do corpo humano é composto pelo líquido. 

5) A água mantém equilibrados os níveis de concentração de substâncias no sangue, como o sódio e o potássio, fundamentais para a contração muscular.

6) A ingestão de líquidos ajuda a manter a pele hidratada por dentro e por fora, deixando-a mais vigorosa e com brilho. O ideal é ingerir entre sete a oito copos por dia, em horários estratégicos para se ir acostumando, como, por exemplo, meia hora antes do pequeno-almoço e antes das demais refeições. Adicionalmente, esse hábito também contribui para eliminar as toxinas do corpo.

7) A água não deve mesmo ter um gosto específico, mas pode ter uma subtil diferença de percepção. Isso ocorre porque passa por caminhos em que raspa minerais das rochas e do solo e a concentração desses minerais, o PH e a temperatura são variáveis que alteram o sabor da água. Se o sabor não lhe agradar, existem formas simples de mudá-lo. Uma dica é acrescentar três rodelas de pepino, cinco folhas de hortelã e um pedaço de gengibre num litro de água. Acabando ainda por ingerir assim uma bebida detox e que acelera o metabolismo.

8) Outra boa dica é para quem gosta de fruta: misture um litro de água com cinco morangos cortados ao meio, duas rodelas de limão e três folhas de manjericão. A mistura é refrescante e extremamente perfumada, transformando o ato de beber água numa verdadeira delícia.

9) Beber água ajuda a regular o intestino, pois o sistema digestivo necessita de uma boa quantidade de água para fazer a digestão de forma adequada. Com frequência, beber água resolve os problemas de acidez estomacal e a água, em conjunto com as fibras, pode curar a prisão de ventre que, frequentemente, também é consequência da desidratação.

10) Assim como fazemos com os alimentos, se estiver fora de casa, fique atento à qualidade da água. Veja qual a procedência da mesma, se foi devidamente purificada antes de ser servida e, mesmo se tiver sido, verifique se não houve contaminação posterior, como garrafas e copos sujos, por exemplo. Uma dica é levar sempre consigo uma squeeze com água purificada.

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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