Não confunda jornalista com jornalismo

12 de abril de 2018, 14:29

O Dia do Jornalista foi comemorado no dia 7 de abril. Instituída em 1931, por decisão da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), como homenagem ao médico e jornalista Giovanni Battista Líbero Badaró, morto por inimigos políticos em 1830, a data que quase sempre passa despercebida este ano foi marcada por um período onde esses profissionais foram bastante demandados.

O papel do jornalista de formar opiniões, conscientizar a população, oferecer à sociedade conhecimento e informações úteis em benefício das pessoas, além de contribuir para o crescimento individual, profissional e social do cidadão, tem sido cerceado a cada dia. O compromisso com a verdade tem sido agora ‘o compromisso dos patrões da comunicação com seus interesses’. A pressão dos anunciantes tem colocado em xeque a credibilidade da imprensa, indo de encontro a obrigação principal do jornalismo que é a ética profissional.

Conforme os jornalistas norte-americanos Bill Kovach e Tom Rosenstiel, autores do O livro “Os Elementos do Jornalismo: o que os jornalistas devem saber e o público deve exigir”, o importante é servir o indivíduo com informações relevantes para a melhoria da sociedade, tendo como princípio a lealdade.“O que significa ser leal com o público? “Para ser leal à sociedade é preciso ser dedicado e honesto. O jornalista não pode nem deve acrescentar nada além dos fatos. É preciso manter a qualidade, coerência, exatidão e veracidade na apuração e na elaboração das matérias. É o que a sociedade espera de um jornalista”, enfatizam.

Outro fato que marcou a semana foi a manifestação da Rede Globo em relação à opinião dos seus profissionais. Após o vazamento do áudio atribuído ao apresentador do jornal Bom dia Brasil, Chico Pinheiro, em que faz críticas e um desabafo sobre a ação do juiz Sérgio Moro ao decretar a prisão do ex-presidente Lula, o diretor-geral de Jornalismo da emissora, Ali Kamel, enviou um e-mail aos jornalistas para alertar sobre o uso de redes sociais. Em um dos trechos da gravação Chico diz: “Os coxinhas estão perdidos. Precisam de outro caminho agora”. A reação quase que imediata de um dos representantes da ‘família Marinho’ é uma demonstração de que mesmo tendo um lado, seus colaboradores, principalmente jornalistas, não pode externar em público ou para o público.

A nova forma de se fazer jornalismo divide opiniões e acende a discussão sobre a regulação da mídia. É inaceitável a manipulação barata e covarde imposta pela grande mídia á incautos telespectadores. No momento em se faz necessário usar os meios mais acessíveis de comunicação para discutir de forma responsável e prudente a situação que vive o Brasil e os brasileiros, programas de televisão se não incitam o caos, exibem aquilo que não contribui para a formação de uma sociedade cidadã e consciente. Exemplos do mau jornalismo atrelado ao mau-caratismo são encontrados facilmente nas mais diversas programações do rádio e da televisão brasileira. No final da tarde desta quarta-feira, dia 11 de abril, um programa que se intitula como ‘o maior exibidor de violência, crimes e utilidade pública do país‘, teve por quase uma hora toda a sua programação voltada para o resgate de um cachorro que caiu em um córrego em São Paulo. Helicóptero sobrevoava o local, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e outros profissionais estiveram envolvidos no socorro do pet. Todo o Brasil ficou na expectativa acompanhando cada momento deste importante fato que roubou literalmente a cena. Uma clara demonstração da falta de senso para um país repleto de boas pautas.

O 7 de abril passará a ser marcado também, a partir deste ano, como o dia em que prenderam o maior líder político do Brasil, o ex-presidente da república, por dois mandatos consecutivos, Luís Inácio Lula da Silva. Acusado, de ter recebido de presente um apartamento no litoral paulista, Lula é inimigo declarado por empresas e empresários responsáveis pelo emprego de jornalistas.

Aos verdadeiros jornalistas, um desejo por melhores dias.

 

Por Gervásio Lima

Jornalista e historiador

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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