Morte de jornalista na Eslováquia causa prisão de empresários

01 de março de 2018, 13:26

(Foto: © Reuters)

Suspeitos de corrupção foram citados no artigo do repórter.

 

As autoridades da Eslováquia informaram nesta quinta-feira (1) que pelo menos três empresários italianos foram presos após seus nomes aparecerem em uma matéria investigativa sobre corrupção realizada pelo jornalista assassinado Jan Kuciak.

Entre os detidos está Antonino Vadalà, seu irmão Bruno e o primo Pietro Catroppa. De acordo com a imprensa local, as autoridades invadiram os apartamentos do empresário em Michalowice e Trebisov, no leste do país, e prenderam os três italianos suspeitos de terem ligação com a máfia calabresa.

A polícia investiga as suspeitas de crime organizado e fraude fiscal, já que Kuciak denunciou supostas ligações dos italianos com o grupo mafioso ‘Ndrangheta’ em um artigo publicado ontem (28) no site aktuality.sk.

Cerca de 10 pessoas foram presas durante as buscas e apreensões domiciliares, disse o chefe da polícia eslovaca, Tibor Gaspar ao jornal local. “Vamos informá-lo sobre o desenvolvimento da investigação no final do dia”, informou à agência Tasr, Martin Waldl, da delegacia de polícia local. Kuciak foi encontrado morto em seu apartamento junto com sua namorada, Martina Kusnirova, em Velka Maca, cerca de 65 km de Bratislava, capital da Eslováquia. Os dois foram assassinados com um tiro cada.
Antes de sua morte, o jornalista havia escrito um artigo sobre quatro famílias da Calábria – Vadalà, Catroppa, Rodà e Cinnante – no qual revela uma suposta ligação delas com a máfia. Na Eslováquia, elas atuam na agricultura. No texto, o repórter também revelou os laços do empresário Antonino Vadalà com a assistente do primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, Maria Troskova, e o secretário do Conselho de Segurança, Vilian Jasan. Ambos foram afastados até o final da investigação. Com informações da ANSA.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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