Liesa cancela rebaixamento da Grande Rio e Império Serrano

01 de março de 2018, 12:45

Atriz Juliana Paes desfilou pela Grande Rio (Foto: Foto: Reuters)

A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) decidiu na noite de ontem (28) que nenhuma agremiação será rebaixada do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Com a mudança no regulamento, a Império Serrano, última colocada no ano passado, e a Grande Rio, a penúltima, se manterão na elite do samba no ano que vem.

Em 2019, o Grupo Especial terá 14 escolas, já que a Unidos do Viradouro, campeã da Série A, retornará ao desfile principal. O acordo prevê também que duas escolas serão rebaixadas no ano que vem e em 2020, para que o grupo volte a ter 12 agremiações em 2021.

A decisão foi comunicada em nota pela Liesa. Segundo o texto, as 12 escolas do Grupo Especial concordaram com a manutenção das duas que seriam rebaixadas.

O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, afirmou na nota que a decisão foi tomada pensando no futuro do espetáculo. “Foi um Carnaval extremamente competitivo, no qual as escolas demonstraram, mais uma vez, toda sua força e capacidade de superação. Tomamos esta decisão pensando no futuro do espetáculo e as escolas concordaram, ainda, que exceto se houver uma situação de calamidade, não mais acontecerá este tipo de alteração no regulamento”. A liga afirma ainda que a decisão foi tomada “em clima de forte emoção”.

O Grupo Especial já contava com uma escola a mais em 2018, porque nenhuma agremiação foi rebaixada em 2017. Na época, a decisão foi tomada devido aos acidentes que deixaram 32 feridos nos desfiles da Paraíso do Tuiuti e da Unidos da Tijuca. As duas agremiações seriam rebaixadas.

Escolas com tradição

Apesar não ter conquistado títulos, a Grande Rio é considerada uma das gigantes do Carnaval carioca, por seu bom desempenho nos anos anteriores. Desde 2001, a escola desfilou entre as campeãs 13 vezes. No desfile deste ano, a Grande Rio levou um enredo sobre o apresentador Chacrinha para a avenida, mas foi penalizada pelo atraso ao encerrar o desfile.

O problema foi causado pela alegoria O Carnaval em Minha Vida, que ficou presa na agulha de acesso à pista da Avenida Presidente Vargas, quando estava sendo deslocada para entrar na Marquês de Sapucaí.

Já a Império Serrano, escola tradicional da região de Madureira, na zona norte, retornou ao Grupo Especial no ano passado, com o título da Série A. A escola já foi campeã do Carnaval carioca, mas estava desde 2009 na segunda divisão do samba.

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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